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Planejamento do GDF garante segurança nas celebrações dos 64 anos de Brasília

Programação na área central da capital reuniu mais de 1,1 milhão de pessoas e contou com atuação conjunta de diferentes órgãos para assegurar mobilidade, conforto, limpeza e acesso a diversos serviços públicos

 

Por Thaís Miranda, da Agência Brasília | Edição: Saulo Moreno

 

Brasília foi palco de uma série de atividades especiais neste fim de semana em celebração aos 64 anos da cidade. As ações planejadas pelo Governo do Distrito Federal (GDF) garantiram aos participantes uma programação tranquila e sem registro de ocorrências com vítimas fatais.

O show histórico do DJ Alok, no sábado, reuniu aproximadamente 1 milhão de pessoas, de acordo com estimativas divulgadas pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília

O cantor Zé Vaqueiro, um dos primeiros a se apresentar, marcou a abertura das festividades. De acordo com a Secretaria de Turismo, o artista reuniu cerca de 25 mil pessoas no Taguaparque no último dia 14. Já entre a última sexta-feira (19) e domingo (21), a pasta contabilizou 75 mil pessoas na Torre de TV Digital. Os shows do padre Fábio de Melo, Aline Barros, Willian & Marlon e Xand Avião reuniram mais de 65 mil pessoas na Torre de TV entre quinta (18) e domingo (21).

Na Esplanada dos Ministérios, o show histórico do DJ Alok, no sábado (20), reuniu aproximadamente 1 milhão de pessoas, de acordo com estimativas divulgadas pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa. Nessa noite, a Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob) registrou o número de 16.532 pessoas transportadas pelos ônibus do DF. Já no domingo (21), o show do Luccas Neto para a criançada alcançou a marca de 50 mil pessoas.

Na noite de terça-feira, a Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob) registrou o número de 16.532 pessoas transportadas pelos ônibus do DF. Já no domingo (21), o show do Luccas Neto para a criançada alcançou a marca de 50 mil pessoas

“O aniversário de Brasília foi realmente especial, com celebrações incríveis que ofereceram uma programação diversificada para toda a família, repleta de atividades para todos os gostos. Destacamos a organização impecável e a segurança exemplar, com pouquíssimas ocorrências policiais. Proporcionar um evento desse porte, com essa estrutura, de forma gratuita para todos os brasilienses, foi um desafio que nos impulsionou a trabalhar em tempo recorde para garantir que tudo saísse perfeito”, afirmou o secretário de Cultura, Claudio Abrantes.

Entre quinta-feira (18) e domingo (21), 17 auditores de fiscalização da Semob atuaram na área central de Brasília para monitorar os horários de linhas, reforço dos ônibus, verificação de carros por aplicativo com o aparelho ligado, entre outras ações.

O público presente nas festividades pôde manter a hidratação em dia. Com apoio da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), foram instalados pontos fixos de fornecimento de água potável. Além disso, foram disponibilizadas três unidades móveis com caixas d’água de 500 litros cada, em Brazlândia, Planaltina e Santa Maria. A solenidade de troca da Bandeira, na manhã de 21 abril, na Praça dos Três Poderes, também contou com o fornecimento de água com uma caixa d’água de 500 litros.

Para manter a cidade limpa e organizada, as equipes do Serviço de Limpeza Urbana atuaram nos quatro dias de festa. Entre a última quinta-feira (18) e o domingo (21), foram 249 garis responsáveis por recolher cerca de 7,7 toneladas de resíduos nas duas torres de TV e na Esplanada dos Ministérios.

A Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus) também marcou presença nos eventos. Para instituir o protocolo “É Direito Delas Dizer Não”, foram duas equipes com 26 servidores para divulgar e conscientizar sobre a ação, além de acolher àqueles que se sentiram sediados ou violentados durante os festejos. Nas ações preventivas, foram diretamente abordadas cerca de 1,2 mil pessoas.

O efetivo empregado pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) atuou nos eventos realizados no Plano Piloto e demais regiões administrativas. O policiamento foi reforçado com viaturas e militares a pé até a dispersão do público, garantindo a segurança do público na volta para casa

Já a edição especial do programa GDF Mais Perto do Cidadão, instalado ao lado do Museu Nacional da República, levou à região diversos serviços essenciais de governo reunidos em um só lugar. A iniciativa prestou mais de dois mil atendimentos à população no sábado (20).

Segurança

As ações programadas pelo Protocolo de Operações Integradas (POI) garantiu aos participantes das festividades alusivas aos 64 anos uma programação tranquila. As reuniões de alinhamento, coordenadas pela Secretaria de Segurança Pública do DF (SSP-DF), contaram com a participação de representantes das forças de segurança, além de outros órgãos de governo e representantes envolvidos.

“Foram diversas reuniões em que buscamos as melhores ações para garantir uma festa segura, do jeito que Brasília e toda a população merece. Estivemos atentos a todos os detalhes. Além do reforço no policiamento e de toda a atuação das forças de segurança, utilizamos em nossas ações o videomonitoramento e os drones, que acompanharam as festividades, ampliando, assim, a capacidade de trabalho de quem estava em campo”, declarou o secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar.

Os eventos foram monitorados por meio do Centro Integrado de Operações de Brasília (Ciob), com uso de drones e câmeras de videomonitoramento. As aeronaves não tripuladas já são utilizadas pela SSP-DF em operações especiais, ações de salvamento e manifestações na área central da capital.

Ocorrências

Foram registradas 138 ocorrências entre sexta (19) e domingo (21); 120 foram furtos, sendo 83 de celulares. Destes, 34 foram bloqueados por meio do programa Fora da Rede, da Polícia Civil do DF (PCDF). Tiveram, ainda, quatro furtos de veículos e seis a transeunte. Foram registrados também cinco roubos, sendo dois deles a transeunte.

O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) realizou ações de prevenção de incêndios e contou com equipes de militares especializados em atendimento pré-hospitalar, circulando entre o público para uma resposta mais rápida em caso de necessidade

Na noite de sábado (20), o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) registrou 28 atendimentos, sendo cinco traumas e 23 clínicos. Foram necessárias cinco remoções para unidades de saúde.

Após a dispersão do público, já na madrugada de domingo (21), a SSP registrou o esfaqueamento de uma pessoa em situação de rua, na região da Esplanada. A vítima de arma branca foi conduzida ao hospital e o caso está sob investigação da Polícia Civil do DF.

Policiamento

O efetivo empregado pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) atuou nos eventos realizados no Plano Piloto e demais regiões administrativas. O policiamento foi reforçado com viaturas e militares a pé até a dispersão do público, garantindo a segurança do público na volta para casa. Os militares realizaram revistas pessoais nas proximidades do local de um dos shows mais esperados, no sábado (20), com o DJ Alok.

“Tivemos uma atuação marcante da PMDF no aniversário de Brasília, aperfeiçoamos nossa estratégia de atuação, realizando sucessivas linhas de revista em que foi possível retirar de circulação armas e objetos que poderiam ser usados para práticas ilícitas. Agradecemos a todos os policiais militares, que se empenharam diariamente, e aos participantes dos eventos, que contribuíram com as ações policiais”, pontuou o porta-voz da PMDF, major Raphael Broocke.

De acordo com a Polícia Militar, foram registrados seis Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCOs), sendo três deles por uso e porte de substância entorpecente e outros três por porte de arma branca.

Bombeiros

O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) realizou ações de prevenção de incêndios e contou com equipes de militares especializados em atendimento pré-hospitalar, circulando entre o público para uma resposta mais rápida em caso de necessidade. Ao todo, os militares realizaram 59 atendimentos entre sexta (19) e domingo (21), sendo a maioria por alcoolemia e hipoglicemia.

Detran

O Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) realizou ações preventivas durante o aniversário de Brasília nas proximidades da Esplanada dos Ministérios e Torre de TV.

Na área central de Brasília, entre sexta-feira (19) e domingo (21), foram registradas 100 autuações de trânsito, sendo a maioria por estacionamento irregular. Além disso, os agentes realizaram operações nas regiões administrativas. Em Taguatinga, a Operação Rescaldo, que ocorreu nas primeiras horas da manhã, entre 4h e 6h, flagrou 20 condutores embriagados em 50 abordagens feitas.

 

 

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Jovens eleitores quilombolas defendem voto em defesa de ideais

Mais de 188 mil pessoas identificados como quilombolas vão às urnas

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Luiz Cláudio Ferreira – Repórter da Agência Brasil

No próximo dia 4 de outubro, o agricultor Joaquim Moreira, de 87 anos, pessoa mais velha da comunidade quilombola de Antinha de Baixo, em Santo Antônio do Descoberto (GO), fará o caminho até a escola em que vai votar em uma companhia especial. 

Ele estará com a neta, a estudante Thauany Silva, de 16 anos, que terá a primeira experiência na urna. Ambos estão muito ansiosos pela data e com os títulos bem guardados em suas carteiras. “Sempre votei e vou votar de novo”, diz o agricultor.

Thauany tem 16 anos e votará pela primeira vez. Foto: acervo da família
Thauany tem 16 anos e votará pela primeira vez. Foto: acervo da família

Thauany ficou tão empolgada com o primeiro voto que, assim que completou 16 anos em abril, foi com a mãe, Mayara, até o centro da cidade para fazer valer os direitos de cidadã.

Dobro de eleitores

Nas eleições de 2026, o número de eleitores que se identificaram como quilombolas praticamente dobrou em relação ao pleito de 2024, segundo os números divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral. Eram 95.409 pessoas nas eleições municipais e subiu para para 188.371 em 2026. Em Goiás, onde a família deles vota, o número de quilombolas eleitores subiu de 3.625 para 5.394

Mayara Silva, de 36, mãe de Thauany, afirma que ensina aos filhos que é necessário acompanhar as decisões políticas porque interferem diariamente no dia a dia da sua comunidade. “Não tem como fechar os olhos para o fato que tudo é política”, diz.

A adolescente ficou muito feliz quando recebeu o título provisório de eleitora em mãos.  “Quando a gente vota, estamos cuidando do futuro de todos nós, né?”, argumenta.

“Até o ar que a gente respira”

O sentimento de querer participar do dia importante da democracia também encanta a universitária de direito Franciele Silva, de 27 anos. Ela, que é nascida e criada na comunidade de Rio dos Macacos, em Simões Filho (BA), explica que tem o título de eleitor desde os 18 anos.

“Eu tinha muita curiosidade sobre como era votar. Até o ar que a gente respira tem a ver com política. Minha mãe sempre me ensinou a lutar pelos meus direitos e da minha comunidade”, enfatiza. Franciele, desde que começou a estudar direito na Universidade Federal da Bahia (UFBA), passou a trazer ainda mais informações para a comunidade sobre caminhos para a defesa do seu território. “Votar é fundamental”.

Franciele Silva vive na comunidade de Rio dos Macacos. Foto: acervo de família
Franciele Silva vive na comunidade de Rio dos Macacos. Foto: Acervo de família

Inclusive, no Nordeste, há maior quantidade de quilombolas eleitores do país. Em 2024, eram 51.633 pessoas e, em 2026, serão 95.901. Segundo o TSE, a região tem mais da metade do eleitorado quilombola do país.

Mais visibilidade

O crescimento do eleitorado nas comunidades tradicionais tem relação com a ampliação da visibilidade e da conscientização política nos territórios, segundo avalia a professora Bia Nunes. Ela é pesquisadora da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq).

“Nós temos levado as nossas pautas a diferentes espaços e encontramos parcerias.” Ela diz que, o engajamento de eleitores quilombolas ocorre a partir de conscientização e letramento sobre o papel que os quilombolas realizam pela natureza como guardiões da floresta. “Entender, por exemplo, a importância que os territórios têm para a biodiversidade. É o trabalho que os quilombolas sempre fizeram e fazem”, acrescenta.

Bia Nunes, da Conaq, diz que é fundamental engajar os jovens. Foto: Arquivo pessoal
Bia Nunes, da Conaq, diz que é fundamental engajar os jovens. Foto: arquivo pessoal

Bia Nunes diz que a reivindicação de políticas públicas leva em conta o papel que as comunidades têm para a coletividade. “As pessoas começam a dimensionar esse trabalho e a entender a importância do voto e de escolher os representantes”.

A representante da entidade ressalta ainda que a população quilombola tem entendido que deve exigir dos governantes comprometimento com a proteção das pessoas e avanço das titulações de territórios quilombolas pelo país. Para isso, o engajamento dos mais jovens torna-se um caminho essencial.

Bia Nunes defende mais campanhas por parte do Estado brasileiro para o estímulo de eleitores e candidatos quilombolas. Inclusive, ainda há um contexto de vulnerabilidade, formado por pressões e ameaças de violências. “Eu mesmo sou uma pessoa que estou no programa de proteção porque, no ano de 2020, eu sofri uma ameaça contra a minha vida (quando era candidata)”.

Consciência política

A conscientização política da comunidade quilombola tem diferentes caminhos, como explica o educador de alfabetização financeira Rafael Costa, de 32 anos, da comunidade Mesquita, da Cidade Ocidental (GO). Ele avalia que há um crescimento de interesse por temas temas relacionados à participação e à representatividade política.

“Quanto mais as pessoas se informam, mais pesquisam, estudam e passam a ter mais noção da necessidade de políticas públicas, por exemplo”, contextualiza.

 Rafael é educador financeiro. Foto: Acervo pessoal
Rafael é educador financeiro. Foto: Acervo pessoal

Rafael Costa avalia que as comunidades, que cresceram com espírito de cooperação e altruísmo, precisam estar atentas para evitar golpes financeiros e desinformação. “A partir do momento que se conscientizam sobre seu modo de vida e de produção, começam também a desenvolver maior consciência política”, argumenta.

Há, segundo o educador financeiro, engajamento e politização dos jovens adultos sobre participação política para se defender da desinformação que ameaça territórios.  “A comunidade está cada vez mais se fortalecendo politicamente”.

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Unidades básicas de saúde oferecem atendimento em horário noturno e aos sábados

No DF, Atenção Primária à Saúde conta com nove postos abertos até as 22h durante a semana e 66 aos sábados

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Jak Spies, da Agência Brasília | Edição: Chico Neto

Pessoas residentes no Distrito Federal que precisam acessar uma unidade básica de saúde (UBS) fora do horário comercial dispõem de opções de atendimento em horário estendido. Das 183 UBSs da rede de saúde pública do DF, nove funcionam no período noturno, de segunda a sexta-feira, das 18h às 22h, e 66 unidades abrem aos sábados, das 7h às 12h.

 

A oferta de horários estendidos busca atender à população que estuda ou trabalha durante o expediente convencional. A maior parte das UBSs funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h, mas as unidades com atendimento estendido constituem alternativa para o acesso aos serviços.

 

Durante os horários estendidos, as unidades oferecem os serviços da Atenção Primária à Saúde, incluindo consultas agendadas e atendimento à demanda espontânea para situações de menor complexidade.

Nas UBSs, a população encontra acompanhamento de condições como hipertensão e diabetes, pré-natal, vacinação, curativos, renovação de receitas e atendimento com equipes de Saúde da Família, entre outros procedimentos. Casos de urgência e emergência são encaminhados para as unidades de pronto atendimento (UPAs) ou hospitais da rede.

Os endereços, horários de funcionamento e demais informações sobre as UBSs do Distrito Federal podem ser consultados no Painel Infosaúde — Atenção Primária. O sistema reúne dados atualizados da rede e permite verificar quais unidades operam em horário ampliado.

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Câmara Legislativa celebra 10 anos do Instituto Arte Jovem

Cerimônia lembrou da trajetória e das contribuições sociais feitas pela organização social que oferece aulas de música, dança e canto em Ceilândia

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Foto: Tiago Orihuela/Agência CLDF

Sessão solene contou com apresentação do bailarino Thiago Batista

“Uma ideia teimosa, que a gente não sabe como vai dar certo, mas tem a certeza de que precisa existir.” Foi assim o início do Instituto Arte Jovem, nas palavras de seu fundador e diretor artístico Edmilson Campos Júnior. Criada em 2016, a organização social oferece aulas de música, dança e canto na região administrativa de Ceilândia. A trajetória foi homenageada pela Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), em sessão solene na noite de terça-feira (18).

>> Confira a cobertura fotográfica

Hoje, essa ideia tem quase 600 crianças e jovens de Ceilândia”, ressaltou Edmilson Júnior, que discursou sobre a transformação promovida pela arte. “Nós vimos crianças chegarem aqui sem coragem de olhar nos olhos. Pouco tempo depois, subiram no palco e se apresentaram para centenas de pessoas. Já vimos jovens descobrirem aqui um talento que nem sabiam que existia e, junto com ele, descobriram o próprio valor. Não é só ensinar música e dança. É ensinar que vocês são capazes”, enfatizou o fundador.

Edmilson Júnior também deixou um conselho para os alunos:“Se em algum momento a vida disser a vocês que não dá, que é difícil demais, que não é para gente como nós, lembrem-se dessa noite. Lembrem-se de um projeto nascido em Ceilândia, sem quase nada além de vontade, e que hoje está sendo homenageado pela Câmara Legislativa. Desistir nunca foi uma opção para nós. E também não vai ser para vocês”.

Orquestra do Instituto Arte Jovem (Foto: Tiago Orihuela/Agência CLDF)

A homenagem foi uma iniciativa do deputado distrital Martins Machado (Republicanos), que destacou o impacto do instituto na família e na comunidade, ajudando a construir novas perspectivas. “É gente que ganhou confiança, encontrou oportunidades e passou a enxergar novos caminhos. Quando uma pessoa começa a acreditar mais em si mesma, muita coisa ao redor dela também começa a mudar”, refletiu.

Representando as famílias dos alunos, Antônio Carlos de Souza demonstrou gratidão aos professores, colaboradores, parceiros e “todos que acreditaram e continuam acreditando no projeto”. “(O instituto) abriu portas, fortaleceu sonhos e ajudou nossas crianças e jovens a descobrirem suas capacidades, sua sensibilidade e seu lugar no mundo.”

A cofundadora e diretora-geral do Instituto Arte Jovem, Inayá Amanacy, comentou sobre a continuidade da organização, que está sempre agregando novos integrantes e alunos. “Hoje, nós temos alunos que tocam com a gente, já são pais e seus filhos continuam conosco”, observou.

O professor Edmilson Campos com os alunos da Orquestra Baby do Instituto Arte Jovem (Foto: Tiago Orihuela/Agência CLDF)

Um dos propósitos do instituto é a formação permanente de novos professores, conforme explicou o professor Edmilson Campos, que também é pai do fundador da organização. “O nosso papel é estar sempre formando e transformando. Eu sempre coloco os alunos para aprender a dar aula, independentemente da idade. Se tem seis anos, ensina para quem tem quatro. Você já é professor ao ensinar tudo o que sabe para o outro que não sabe”, detalhou.

No final, foram entregues moções de louvor a participantes do Instituto Arte Jovem, em reconhecimento à relevante contribuição prestada à formação musical, cultural e cidadã, promovendo inclusão social, desenvolvimento humano e valorização dos talentos locais.

A sessão solene completa está disponível no YouTube da TV Câmara Distrital.

Agência CLDF

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