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VLADIMIR CARVALHO
Em 8 de setembro de 1996, fiz uma entrevista bate-bola com Vladimir Carvalho. Vale replay:
A atuação de VLADIMIR CARVALHO tem dois aspectos importantes: sua obra cinematográfica e sua militância no meio cultural de Brasília. Como cineasta, Vladimir se destaca pela dedicação ao filme documentário e nestes 30 anos de realizações construiu uma obra singular. Seus principais longas-metragens: “O País de São Saruê”, “Conterrâneos Velho de Guerra” e “O Evangelho Segundo Teotônio”. Outro aspecto é o Vladimir fermentando e fertilizando a atividade cinematográfica no DF. Já formou 3 gerações de técnicos e cineastas, fundou a Associação Brasiliense dos Produtores de Cinema e Vídeo, lançou a idéia do Pólo de Cinema, inventou o Festival Brasiliense de Cinema e criou a Fundação Cinematográfica do DF, onde tem bibliotecas, salas de leitura e de projeção. Edita revista e embala dois sonhos: reunir o acervo da memória cinematográfica de Brasília e o de ser sua própria casa, pois é na Fundação que ele come, dorme e até sonha na vida real. São estes sonhos e estas realidades do DF que Vladimir traz hoje para a Janela da Corte.
1 – Duas coisas que mais o incomodam em Brasília.
2 – Quais foram o pior e o melhor Governador de Brasília?
3 – Um nome que sabe honrar o nome de Brasília?
5 – Alguém chegou pela primeira vez em Brasília e disse: “Essa parece uma cidade cenográfica. Quando acabar o filme vão desmanchar tudo”. Você tem essa impressão?
Pelo jargão do cinema: Brasília foi uma superprodução bancada por JK, com roteiro de Lúcio Costa e direção de Niemeyer. Não emplacou na bilheteria; é um “miura” urbanístico, um belo “filme”, ao mesmo tempo obra aberta e hermética. O Brasil todo vem, assiste, mas não compreende.
4 – Você gosta de fazer documentários. O filme de ficção é pura fantasia?
5 – O DF tem mesmo condições de se transformar num pólo de produção cinematográfica? Ou é tudo um sonho eleitoreiro de verão?
6 – Qual é sua preferência: seu “ciclo paraibano” ou seu “ciclo brasiliense”?
7 – O trabalho em vídeo e o trabalho em película. Qual o realiza mais?
8 – O episódio “Tiririca” ressuscitou o debate sobre o que parecia extinto: a censura. Você sofreu muito com a censura, pois “O país de São Saruê” ficou muito tempo interditado. Existe censura politicamente correta?
9 – E o sonho da Fundação Cinememória do DF virou realidade?
10- “O Evangelho Segundo Teotônio” e “O Homem de Areia”.
Sou um híbrido de razão e emoção como todo mundo. A emoção arrastou-me para Teotônio. Zé Américo era imenso bloco de rocha granítica: enfrentei árdua jornada para “esculpí-lo”.
11- Qual o pecado capital de Brasília?
12- Qual o melhor ângulo de Brasília?