Reportagens
Câmara Legislativa dá posse a 120 novos servidores
Empossados relataram a trajetória de estudos e a alegria pela conquista do cargo público
Em solenidade que lotou o auditório da CLDF nesta sexta-feira (28), 120 servidores nomeados entre abril de 2024 e março de 2025 tomaram posse na Câmara Legislativa do DF. O presidente da Casa, deputado Wellington Luiz (MDB), elogiou a qualidade do quadro de servidores e deu boas-vindas aos recém-chegados.
“A gente sabe que não é uma batalha fácil, mas é muito bom e vale muito a pena. Com essas nomeações, ficamos com o sentimento de que estamos fazendo o melhor não apenas para a Câmara, mas para toda a população do DF”, declarou.

Para Wellington, a CLDF vive um de seus melhores momentos institucionais. O parlamentar citou a conquista da classificação de excelência no Radar da Transparência e a recente implantação do restaurante Sesc na praça do servidor. A entrada dos novos servidores, em sua avaliação, é mais um indício de melhoria institucional. “Essas nomeações são nosso maior legado”, avaliou.
A diretora de gestão de pessoas da Câmara, Edilair da Silva Sena, relembrou o histórico do concurso, que teve as provas aplicadas ainda em 2018. Ela conta que o certame previa 90 vagas, mas que, graças aos esforços da direção e da presidência da Casa ao longo dos anos, quase 700 servidores foram chamados para suprir a carência do quadro. “Tínhamos muitos projetos para desenvolver, mas faltavam servidores. Receber vocês é uma satisfação muito grande. Não percam o entusiasmo”, declarou aos empossados.
Para a presidente da Comissão de Saúde (CSA), deputada Dayse Amarílio, o ingresso dos novos servidores fortalece a Casa e, consequentemente, aprimora os serviços prestados aos cidadãos. A deputada se colocou como uma “eterna defensora das nomeações”, e aproveitou a ocasião para agradecer a primeira-dama do legislativo, Kilze Beatriz, pela “luta diária por novas nomeações”.
A presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher (CDDM), deputada Doutora Jane (MDB), também fez questão de dar as boas-vindas aos novos servidores e afirmou que, desde que tomou posse como deputada, constatou o “nível de excelência” do quadros da CLDF.
Emoção e conquista
Em discurso emocionado, a consultora técnica-legislativa Priscila Campos Muniz falou em nome dos empossados. Ela relembrou a trajetória de estudos, dedicação, renúncias, frustrações e alegrias enfrentadas ao longo de todo o processo do concurso. Mencionou ainda a importância da rede de apoio nessa trajetória, seja de familiares, amigos ou colegas de estudo e comentou também do desejo de “retribuir ao mundo as bençãos conquistadas”.
“Gratidão é a palavra de hoje. Em um concurso, como na vida, ninguém faz nada sozinho. Durante o processo, um time nos sustentou nessa caminhada. Para chegar na vitória de hoje, a maioria de nós passou por muitas derrotas, o que nos tornou mais fortes”, declarou.

Lotada no Núcleo de Jornalismo da Casa, a consultora técnico-legislativa Ana Teresa Malta ressaltou a importância da articulação da comissão de aprovados e do empenho dos gestores para a nomeação.
“Fui nomeada faltando 1 dia para o vencimento do concurso. Fiquei surpresa e grata, pois sei que houve empenho muito grande dos servidores e vontade política para conseguir mais uma nomeação para meu setor. Isso vai fazer muita diferença na minha vida, vai melhorar muito as condições da minha família”, pontuou.
O agente de polícia legislativa Adriano Francisco Alves relatou as dificuldades que enfrentou na preparação para o certame, mencionou a importância do apoio familiar a afirmou que a solenidade de posse concretiza a realização de um sonho.

“É mais que uma alegria, é a recompensa de todo meu esforço. Para mim, que vim de uma família muito humilde, não foi fácil. Noites sem dormir, com muito estudo e dedicação. Meus pais, que infelizmente não estão mais vivos, sempre me disseram que um dia eu venceria essa batalha e hoje estou aqui, vivendo essa conquista por mim e por eles”, afirmou emocionado.
Raphael Bruno, nomeado consultor legislativo na área de redação parlamentar, contou que sua esposa foi peça fundamental para sua preparação, assumido diversas tarefas domésticas e de cuidados com o filho do casal para que ele pudesse ter dedicação total aos estudos. O consultor contou ainda que o momento é não apenas de uma “imensa alegria”, mas de traçar projetos futuros em sua vida pessoal e profissional.
“A cerimônia foi um momento de muita emoção, a realização de um sonho. É um momento que faz refletir sobre a trajetória para chegar até aqui. Mas é um momento também de projetar o futuro: um futuro de dedicação à Câmara Legislativa e à população do Distrito Federal”, pontuou.

A cerimônia de posse, que teve transmissão ao vivo pela TV Câmara Distrital e pelo YouTube da Casa, contou ainda com a participação do diretor da Previdência Complementar dos Servidores do DF (DF-PREVICOM), Daniel Evaldt; do ministro do Superior Tribunal Militar, José Coêlho Ferreira; do secretário-geral da CLDF, João Monteiro Neto; da primeira-dama da Casa, Kilze Beatriz; do consultor jurídico do governador do DF Márcio Vanderlei de Azevedo; do secretário-executivo da 1ª secretaria da câmara, Brian de Souza (representando o deputado Pastor Daniel de Castro) e do secretário- executivo da 2ª vice-presidência Gean de Moraes machado (representando a deputada Paula Belmonte).
Christopher Gama/ Agência CLDF de Notícias
Reportagens
CLDF publica diretrizes da Revista Parlamento e Cidadania e de prêmio para artigos científicos
Foto: Carolina Curi/ Agência CLDF
A Revista Parlamento e Cidadania foi lançada em 2024
O Diário da Câmara Legislativa traz nesta sexta-feira (28) a Resolução 363/2025, que estabelece as normas de funcionamento da Revista Parlamento e Cidadania (RPC) e institui o Prêmio Câmara Legislativa de artigos científicos. As ações buscam fortalecer a relação entre o Poder Legislativo e a sociedade civil, atuando como canais de promoção e difusão de produção acadêmica de interesse para o Poder Legislativo e a população do DF.
A Revista Parlamento e Cidadania foi lançada em 2024, no entanto, agora passa a ter seu funcionamento amparado normativamente. O periódico técnico-científico tem periodicidade anual, traz artigos inéditos e opera totalmente em formato eletrônico.
A revista aborda temas de destaque na Casa, como políticas públicas, processo legislativo, memória do Legislativo e estudos comparados sobre o Parlamento. Para garantir a qualidade e o ineditismo, todos os artigos submetidos – tanto os escritos por autores internos quanto externos – serão revisados por pareceristas por meio do sistema duplo-cego.
O Comitê Editorial da Revista Parlamento e Cidadania compõe-se por, ao menos:
I – 1 servidor efetivo da Unidade de Redação Parlamentar, Estudos e Pesquisas Legislativas – URP, o qual atua como coordenador do Comitê;
I – 1 servidor efetivo da Biblioteca Paulo Bertran – Sebib, o qual atua como vicecoordenador do Comitê;
III – 2 servidores efetivos da Consultoria Legislativa – Conlegis, entre os lotados nas Unidades;
IV – 1 servidor efetivo do Gabinete da Terceira Secretaria – GTS;
V – 1 servidor efetivo da Diretoria de Comunicação Social – Dicom;
VI – 1 servidor efetivo da Consultoria Técnico-Legislativa de Fiscalização, Controle, Acompanhamento de Políticas e Contas Públicas e Execução Orçamentária – Conofis.
Prêmio CLDF
Para além da normatização da Revista Parlamento e Sociedade, a Resolução 363/2025 cria o Prêmio Câmara Legislativa de Artigos Científicos, um concurso anual desenhado para estimular a produção de conhecimento, observadas as competências constitucionais do Distrito Federal e a repercussão na realidade local.
O Prêmio funcionará com alternância de temas em cada edição e oferecerá premiação em dinheiro para os três primeiros colocados. O edital de cada edição definirá o tema, os valores das premiações e os prazos, podendo, inclusive, conceder menções honrosas.
A gestão da Revista e do Prêmio ficará a cargo do Comitê Editorial da Revista Parlamento e Cidadania. O comitê será composto por servidores efetivos de unidades estratégicas da Casa (como Redação Parlamentar, Biblioteca, Consultorias e Comunicação) e terá como atribuições elaborar a política editorial, coordenar o fluxo de submissão da Revista e preparar os editais do Prêmio, incluindo o recrutamento de avaliadores externos com notória especialização.
Bruno Sodré – Agência CLDF
Reportagens
Última turma do Pontes para o Mundo retorna ao Brasil após três meses no Reino Unido
Grupo de 19 alunos desembarcou em Brasília neste domingo (7), em um reencontro marcado por emoção
Agência Brasília* | Edição: Carolina Caraballo
A estudante Maria Fernanda Caldeira, de 17 anos, estava entre os 19 jovens que retornaram à capital na manhã deste domingo (7), após três meses de intercâmbio pelo programa Pontes para o Mundo. Emocionada, ela e os colegas viajantes falaram sobre suas experiências no exterior, os estudos e a saudade do Brasil. O reencontro com familiares e amigos foi acompanhado pela secretária de Educação do Distrito Federal, Hélvia Paranaguá.
Apaixonada por dança e estudante do renomado NPTC Group of Colleges, no Reino Unido, Maria Fernanda contou que o período longe de casa trouxe amadurecimento, novas amizades e uma convivência calorosa com a família anfitriã. “Enquanto eu estava vivendo lá, parecia que o tempo passava devagar, por causa da saudade; mas agora, olhando para trás, sinto como se os três meses tivessem voado. Fiz amizades incríveis, especialmente na aula de dança, e minha host family me acolheu de um jeito leve e divertido. A gente passava horas conversando, criando uma rotina que fez toda a diferença. Foi uma experiência que eu vou levar para a vida”, disse.
A jovem destacou que a vivência ampliou seus horizontes pessoais e acadêmicos, enquanto sua mãe, Luciana Caldeira, acompanhava tudo a distância, com o coração apertado, mas tranquila por saber que a filha estava feliz e bem acolhida. “A Maria Fernanda já viaja muito por causa das competições de dança, então conseguimos lidar bem com a distância, apesar da saudade. Falávamos praticamente todos os dias por vídeo, e ver a felicidade dela lá fora deixava meu coração em paz. Se depender de mim, ela volta para estudar no exterior amanhã; eu apoio de olhos fechados”, afirmou.
Reencontro
O retorno dos estudantes trouxe clima de festa ao Aeroporto Internacional de Brasília, com famílias e amigos à espera, cartazes, flores e muitos abraços. Entre eles estava Jairo Santos, pai de Ana Clara, 16 anos, que acompanhou a distância os três meses da filha na Inglaterra. Protetor, ele admitiu que a preocupação deu lugar ao orgulho ao ver o amadurecimento da jovem, que enfrentou desafios, cuidou de si e voltou para casa mais independente.
“No começo, bate aquela preocupação de pai protetor, né? A gente fica longe, sem saber o que pode acontecer. Mas, ao mesmo tempo, era o sonho dela, e com sonho a gente não brinca. Ela se dedicou, estudou e conquistou essa oportunidade pelo próprio mérito. Ver que conseguiu se virar, até quando ficou doente, me enche de orgulho.”
Entre os estudantes que viveram intensamente os três meses de intercâmbio está Igor Pereira dos Santos, 17, que realizou o programa no País de Gales. Ele contou que a experiência e a convivência com a família anfitriã foram marcantes e transformadoras. “Ficar no País de Gales foi uma das melhores experiências da minha vida. Minha host family me acolheu como se eu fosse da família e me ensinou a olhar o mundo de um jeito mais amplo. Os estudos também fizeram muita diferença, porque pude conhecer outras formas de aprender e me desafiar. Quero muito voltar para continuar meus estudos lá. Esse intercâmbio abriu portas que eu nem imaginava”, declarou.
Para Hélvia Paranaguá, a volta da última turma simbolizou o fechamento de um ciclo vitorioso. “A chegada dessa última turma simboliza o encerramento de um ciclo muito vitorioso. Acompanhar o desembarque e ouvir cada estudante sobre sua experiência no exterior é gratificante e mostra que o programa funciona e vale a pena. Estou muito feliz”, afirmou.
A secretária falou ainda sobre os próximos passos do Pontes para o Mundo: “O programa é um verdadeiro sucesso. Estamos trabalhando para que, em 2026, mais alunos possam vivenciar essa experiência. Nossa meta é ampliar o número de participantes, passando dos atuais 101 para 400 alunos, e não apenas no Reino Unido, mas também em outros países, como Espanha, Canadá e Japão. Ano que vem traremos mais detalhes. Vai ser incrível”.
O Pontes para o Mundo é um programa de intercâmbio educacional executado pela Secretaria de Educação (SEEDF), que oferece a estudantes da rede pública do DF a oportunidade de vivência internacional. A primeira edição ocorreu entre setembro e dezembro de 2025, no Reino Unido, onde os alunos selecionados foram direcionados para diferentes colleges na Inglaterra, País de Gales e Escócia. Para transformar a iniciativa em um programa permanente, a pasta encaminhará um projeto de lei à Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF).
*Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
Reportagens
Mercado financeiro eleva projeção do PIB para 2,25% em 2025
Previsão da inflação caiu para 4,4% este ano
Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil
A previsão do mercado financeiro para o crescimento da economia brasileira este ano subiu de 2,16% para 2,25%. A estimativa foi publicada no boletim Focus desta segunda-feira (8), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Para 2026, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) passou de 1,78% para 1,8%. Para 2027 e 2028, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 1,84% e 2%, respectivamente.
Puxada pelas expansões dos serviços e da indústria, no segundo trimestre deste ano a economia brasileira cresceu 0,4%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE). Em 2024, o PIB fechou com alta de 3,4%. O resultado representa o quarto ano seguido de crescimento, sendo a maior expansão desde 2021, quando o PIB alcançou 4,8%.
A previsão de cotação do dólar está em R$ 5,40 para o fim deste ano. No fim de 2026, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,50.
Inflação
Nesta edição do boletim Focus, a estimativa das instituições financeiras para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – passou de 4,43% para 4,4% este ano.
Para 2026, a projeção da inflação variou de 4,17% para 4,16%. Para 2027 e 2028, as previsões são de 3,8% e 3,5%, respectivamente.
Pela quarta semana seguida, a previsão foi reduzida, após a divulgação do resultado da inflação de outubro, a menor para o mês em quase 30 anos. Com isso, a estimativa alcançou o intervalo da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC.
Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%.
A redução na conta de luz puxou a inflação oficial para baixo e fez o IPCA fechar outubro em 0,09%, o menor para o mês desde 1998, segundo o IBGE. Em setembro, o índice havia marcado 0,48%. Em outubro de 2024, a variação foi de 0,56%.
Com esse resultado, a inflação acumulada em 12 meses é 4,68%, a primeira vez, em oito meses, que o patamar fica abaixo da casa de 5%. No entanto, ainda acima do teto da meta do CMN.
Na próxima quarta-feira (10), o IBGE divulga o IPCA de novembro.
Juros básicos
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros – a Selic – definida em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. O recuo da inflação e a desaceleração da economia levaram à manutenção da Selic pela terceira vez seguida, na última reunião, no início do mês passado.
No entanto, o colegiado não descarta a possibilidade de voltar a elevar os juros “caso julgue apropriado”.
Em nota, o BC informou que o ambiente externo se mantém incerto por causa da conjuntura e da política econômica nos Estados Unidos, com reflexos nas condições financeiras globais. No Brasil, a autarquia destacou que a inflação continua acima da meta, apesar da desaceleração da atividade econômica, o que indica que os juros continuarão altos por bastante tempo.
O Copom faz a última reunião do ano nesta terça (9) e quarta-feira (10), e a estimativa dos analistas de mercado é que a taxa básica encerre 2025 em 15% ao ano.
Para o fim de 2026, a expectativa é que a Selic caia para 12,25% ao ano. Para 2027 e 2028, a previsão é que ela seja reduzida novamente para 10,5% ao ano e 9,5% ao ano, respectivamente.
Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida; isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.
Quando a taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.
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