Segundo o secretário de Segurança Pública interino, Alexandre Patury, esse resultado está ligado a um conjunto de ações adotadas na segurança pública do DF. “Hoje temos mais policiais nas ruas, atuação diária nas regiões administrativas, trabalho direcionado no combate às manchas criminais, uso de ferramentas como o DF 360 e participação intensiva da comunidade por meio dos Conselhos Comunitários de Segurança. Existe todo um ecossistema que contribuiu para essa redução”, afirmou o chefe da pasta durante a assinatura da ordem de serviço para construção da nova Policlínica da Polícia Civil (PCDF), nesta sexta-feira (15).
Reportagens
CLDF recebe mostra que conscientiza sobre câncer de mama
Casos no DF chegam a 1.030 ao ano
Foto: Carolina Curi/ Agência CLDF
A mostra foi inaugurada neste quinta-feira (2)
Em adesão à campanha outubro rosa, a Câmara Legislativa recebe a exposição A jornada, com fotos de pessoas anônimas e famosas diagnosticadas com o câncer de mama. Realizada pela Associação Recomeçar, a iniciativa divulga informações e fortalece as recomendações do Ministério da Saúde para o diagnóstico precoce e a prevenção. A mostra, que conta com o apoio do Conselho Curador de Cultura da Casa e dos distritais Wellington Luiz (MDB) e Gabriel Magno (PT), foi inaugurada neste quinta-feira (2) e segue disponível para visitações no Foyeur do Plenário até 31 de outubro, das 9h às 19h.
Esta edição rememora todas as exposições anteriores, que se sucederam entre 2013 e 2022. As imagens e os depoimentos refletem as jornadas de 14 mulheres e de um homem diagnosticados com o câncer de mama. Embora a incidência esmagadora seja de casos feminino, homens representam 1% das vítimas.

A fundadora da Recomeçar, Joana Jeker, defendeu o diagnóstico precoce como política de estado e de governo para potencializar as chances de cura, que chegam a 95% quando a descoberta ocorre no início. “É importante que a mulher se cuide, se toque e faça seus exames regularmente, como a mamografia, preconizada a partir dos 40 anos”, orientou.
Paciente oncológica metastática aos 31 anos, Talita do Monte destacou como “muito importante” a interação com pessoas que passaram pelos mesmos processos que ela no enfrentamento à doença. Já a presidente do Conselho Curador, Jane Marrocos, salientou que políticas públicas efetivas voltadas para questões de saúde salvam vidas. Outro aliado no combate, segundo a subsecretária de Transformação Tecnológica e Inovação Feminina da Secretaria da Mulher do DF, Sandra Faraj, é o acesso à informação por dispositivos tecnológicos.
Um espaço de luta e acolhimento
A Recomeçar é uma associação sem fins lucrativos de mulheres mastectomizadas de Brasília, que atua principalmente na articulação de políticas públicas e promoção do controle social para garantir a celeridade em processos reabilitadores de pessoas afetadas pelo câncer de mama e tratadas no Sistema Único de Saúde (SUS).

Oncologia no DF
De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de mama é o segundo tipo mais frequente no mundo, com 23% dos novos diagnósticos identificados dentre todos os tipos da doença. No Brasil, estima-se a ocorrência de 704 mil novos casos oncológicos no período de 2023 a 2025. Desses, para cada ano, cerca de 74 mil são de câncer de mama.
Tramita na Câmara Legislativa o projeto de lei 1124/2024, de autoria da deputada Jaqueline Silva (MDB), que propõe dispensar o pedido médico para mamografia de rastreamento do câncer nas mulheres, no âmbito do Distrito Federal.
Ao todo, 36 leis distritais concentram-se em demandas da oncologia. Alguns destaques são a Lei nº 4.761/2012, que trata da obrigatoriedade da cirurgia plástica reparadora da mama para mutilação decorrente de tratamento de câncer; a Lei nº 2.801/2001, que garante a distribuição gratuita de medicamentos para pacientes oncológicos. Outras normas que versam sobre o tema são a Lei nº 5.865/2017, que estabelece o fornecimento de peruca às pessoas com alopecia provocada pela aplicação de quimioterapia ou por outro problema de saúde; e a Lei nº 3.078/2002, que concede o direito a uma folga anual às trabalhadoras para realização de exame do controle do câncer.
Daniela Reis (Agência CLDF)
Reportagens
Vladimir Sacchetta, jornalista e pesquisador, morre aos 75 anos
Dedicou-se a projetos da memória cultural e política brasileiras
Guilherme Jeronymo – Repórter da Agência Brasil
Morreu nesta sexta-feira (15) o jornalista, produtor cultural, pesquisador e escritor Vladimir Sacchetta, aos 75 anos.

Sacchetta registrou as greves operárias do ABC, a memória do movimento operário e de revolucionários brasileiros, como Olga Benário. Colaborou em duas obras premiadas com o Jabuti: a obra póstuma de Florestan Fernandes e Monteiro Lobato: Furacão na Botocúndia, que escreveu em coautoria com Carmen Lúcia Azevedo e Márcia Camargos.
Sacchetta dedicou seus últimos anos a projetos de documentação e memória, como o Memorial da Democracia, do Instituto Lula; registros da Imprensa Alternativa, junto ao Instituto Vladimir Herzog, além de trabalhos sobre cultura brasileira.
“Vladimir Sacchetta dedicou sua trajetória à preservação da memória cultural e política brasileira, construindo um trabalho fundamental para o registro das lutas democráticas, da resistência à ditadura militar e da defesa intransigente da liberdade de expressão”, diz, em nota, o Instituto Vladimir Herzog.
Foi um dos fundadores da Sociedade dos Observadores de Saci, dedicada a valorização da cultura nacional. Também foi conselheiro do Centro de Documentação do Movimento Operário Mario Pedrosa (Cemap), no qual participou ativamente até poucos dias atrás.
“O Cemap perde um conselheiro brilhante; o Brasil perde um de seus maiores guardiões da memória”, diz o Cemap, em nota.
Sacchetta deixa dois filhos e neto.
O velório será realizado neste sábado (16) na Barra Funda, na capital paulista.
Reportagens
Brasília é a capital mais segura do país, com redução histórica do número de homicídios
Resultado considera a soma de homicídios e mortes a esclarecer no primeiro trimestre de 2026; índice coloca o Distrito Federal na primeira posição nacional em segurança relacionada a crimes letais
Por
Geovanna Gravia, da Agência Brasília | Edição: Paulo Soares
O Distrito Federal alcançou a primeira colocação nacional nos indicadores de crimes letais no primeiro trimestre de 2026. O resultado considera a soma de homicídios e mortes a esclarecer por 100 mil habitantes, metodologia baseada em dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). O levantamento colocou o DF na liderança tanto entre as unidades da Federação quanto entre as capitais brasileiras com a menor taxa do país.
Os dados mostram que, no primeiro trimestre deste ano, o DF registrou taxa de 5,58 mortes por 100 mil habitantes entre as unidades da federação. Santa Catarina aparece logo atrás, com 5,63. Entre as capitais, Brasília alcançou índice de 5,61 e liderou o ranking nacional, seguida por Curitiba (10,05) e Campo Grande (10,39).
Durante o evento, Patury explicou que o resultado não considera apenas os homicídios registrados. O levantamento também inclui os chamados casos de mortes a esclarecer — situações em que ainda não foi definida a causa da morte. “Temos 42 homicídios no DF e zero a esclarecer. Nós sabemos o nome e sobrenome de cada caso. Estávamos em segundo lugar, no primeiro trimestre agora de 2026, e agora alcançamos o primeiro lugar. Passamos Santa Catarina e Florianópolis”, destacou.
Mais segurança pública
A redução dos crimes letais acompanha outros indicadores positivos da segurança pública. Os roubos no transporte coletivo do DF caíram 52% em 2025. Ao longo do ano, foram registrados 111 casos, contra 230 em 2024.
Além disso, 15 regiões administrativas não tiveram nenhuma ocorrência, segundo dados do 2º Anuário de Segurança Pública do DF. Os números mostram o avanço das ações de segurança e das mudanças adotadas no sistema de transporte, que têm contribuído para reduzir os crimes e aumentar a segurança da população.
Reportagens
Comissão Geral debate transporte escolar no Distrito Federal
Iniciativa é da deputada Paula Belmonte, que apresentará diagnóstico sobre a área com foco em desafios, gestão e qualidade do serviço
Foto: Tony Winston / Agência Brasília
Por iniciativa da deputada distrital Paula Belmonte (PSDB), a Câmara Legislativa do Distrito Federal realiza, nesta quinta-feira (14), às 15h, uma comissão geral para debater o transporte escolar no Distrito Federal. O encontro reunirá parlamentares, representantes do poder público, especialistas e a sociedade civil para apresentação e discussão de um diagnóstico técnico sobre o funcionamento do serviço no DF.
O estudo foi solicitado pelo gabinete da parlamentar e elaborado pela Consultoria Técnico-Legislativa da CLDF (Conofis). O relatório analisa o transporte escolar entre os anos de 2021 e 2025, abordando aspectos relacionados à qualidade dos veículos, organização das rotas, gestão do serviço e percepção de estudantes, familiares e profissionais envolvidos.
De acordo com o levantamento, foram identificados desafios que impactam diretamente o cotidiano dos estudantes, como atrasos, interrupções no atendimento, condições da frota e dificuldades de acesso, especialmente em regiões rurais. O diagnóstico também aponta entraves relacionados à utilização de processos predominantemente manuais e à ausência de padronização tecnológica entre as unidades escolares.
A análise destaca ainda que fatores como as condições das vias e a falta de infraestrutura adequada nos pontos de embarque podem comprometer a frequência escolar e o acesso dos alunos à educação. A comissão geral busca ampliar a participação social na discussão, reunindo gestores públicos, trabalhadores do setor, pais, estudantes e demais interessados na construção de propostas para o aperfeiçoamento da política pública.

Segundo a deputada Paula Belmonte, o debate é fundamental para garantir avanços no atendimento aos estudantes da rede pública. “Estamos falando de um serviço essencial, que garante o acesso e a permanência dos nossos estudantes na escola. Esse diagnóstico é um passo importante para corrigir falhas e avançar com responsabilidade”, afirmou a parlamentar.
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