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“Novo PAC vai investir R$ 6,4 bilhões no DF”, informa ministro Rui Costa na CLDF

Chefe da Casa Civil apresentou dados de repasses e investimentos em comissão geral realizada na Casa

 

Foto: Andressa Anholete/ Agência CLDF

 

Nesta quarta-feira (1º), a Câmara Legislativa recebeu o ministro Rui Costa, chefe da Casa Civil, para tratar de políticas públicas e investimentos do governo federal no DF, com enfoque em ações do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), entre outras melhorias para Brasília. Recomendado pelo presidente Lula, o encontro com o ministro foi presidido pelo decano da CLDF, Chico Vigilante (PT). Costa relatou que repasses e investimentos nos dois anos completos de governo atual cresceram em frentes como recursos do Fundo Constitucional, obras de infraestrutura e desembolsos para a iniciativa privada.

Quanto aos empreendimentos, Rui Costa explicou que uma série de verbas federais são repassadas ao Governo do Distrito Federal (GDF) para que este conduza as ações. Com R$ 2,3 bilhões executados até abril de 2025, o Novo PAC deve chegar a R$ 4,3 bilhões de investimentos até o fim do governo federal, em 2026. Cerca de outros R$ 2 bilhões serão investidos em intervenções que, devido ao vulto, vão se estender para além do próximo ano. Somando R$ 6,4 bilhões, os valores destinam-se a cerca de 98 empreendimentos, dentre os quais se incluem 14.382 unidades de moradia popular edificadas no escopo do programa Minha Casa Minha Vida.

 

Foto: Carol Curi/ Agência CLDF

No DF, o Novo PAC destina mais investimentos, respectivamente, às áreas de mobilidade urbana sustentável, habitação popular, esgotamento sanitário e prevenção a desastres. As principais obras consistem em uma série de intervenções para implementar linhas de ônibus de trânsito rápido (BRT Eixo Sul, BRT Norte, BRT Sudoeste, BRT Corredor Eixo Oeste), a expansão do metrô de Samambaia e a duplicação da BR-080, em Taguatinga. Nesse sentido, o deputado federal Reginaldo Veras estimou que a rodovia será entregue, no máximo, até abril do próximo ano.

“Nós do DF vemos as aplicações e investimentos do governo federal como muito distantes, mas na verdade estão mais perto do que imaginamos”, constatou o presidente da Federação das Indústrias do Distrito Federal, Jamal Jorge Bittar.

O ministro também apontou que nos dois últimos anos houve um “crescimento muito robusto” do Fundo Constitucional, totalizando R$ 44 bilhões, o que representa um aumento de 37% quando comparado aos dois anos anteriores ao período analisado (2021 e 2022). Já no que se refere a desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o montante aumentou na taxa de 51% no último biênio, somando R$ 616 milhões em empréstimos no Distrito Federal.

“O PIB brasileiro cresceu em 2024 na ordem de 3% e vai repetir esse crescimento em 2025. Isto se reflete no país inteiro, inclusive no DF, e não à toa o Brasil vive a menor taxa de desemprego formal da história desde que temos registros. Junto com a forte queda do desemprego temos o crescimento da massa salarial: o maior valor nominal desde que a medição é feita”, detalhou Costa.

Ao avaliar como Brasília se encaixa no cenário mais amplo das políticas públicas, o ministro destacou que o aumento do emprego de carteira assinada ocorre paralelamente com a diminuição das pessoas que dependem do Bolsa Família no DF. Rui Costa ainda afirmou que o Distrito Federal recebe 4,5 vezes mais recursos que a média das outras unidades da federação.

 

Foto: Andressa Anholete/ Agência CLDF

A relação com o GDF

Presidente do Partido dos Trabalhadores no DF, Guilherme Sigmaringa posicionou-se quanto à relação da esfera federal com a distrital. “O nosso governo não faz distinção com governador, se é da base ou não, mas se compromete com o povo brasileiro e com o povo do Distrito Federal”, resumiu.

Já a senadora Leila aproveitou para desabafar sobre recursos federais dos quais o DF teve que abrir mão por não atender aos requisitos para o repasse. “Temos inúmeros projetos e prazos que não foram cumpridos na capital federal, uma vergonha. Isso mostra o quanto estamos aquém em organização, planejamento e gestão na nossa cidade”, declarou.

Deputada federal, Erika Kokay (PT-DF) reforçou o ponto da colega congressista. “Muitas vezes, na entrega de obras financiadas pelo governo federal, o governo local não cita a origem dos recursos. Tem, inclusive, obras que o governo do Distrito Federal não apresentou as condições para executar: o Centro de Parto Normal e escolas em tempo integral são exemplos de casos nos quais o GDF não se habilitou para receber os recursos federais e implementar”, denunciou.

O distrital Gabriel Magno (PT) concordou que o Buriti assume o protagonismo de empreendimentos sem dar o devido reconhecimento à parceria com o governo federal. “Brasília é importante por ser capital do Brasil e patrimônio da humanidade e temos hoje um governo distrital que cuida muito mal desta cidade. Muitas vezes esses números não estão ao alcance da população por uma opção política do GDF de escondê-los”, comentou.

No decurso da comissão geral, o distrital Ricardo Vale (PT) enfatizou que é preciso criar um canal com o cidadão do DF para mostrar os dados que o ministro expôs na casa legislativa. Um possível passo nesse sentido foi anunciado na própria reunião: Vigilante (PT) propôs rodas de conversa nas cidades do Distrito Federal para conversar com os cidadãos. O pontapé para o projeto, sugeriu Vigilante, poderia ocorrer em Ceilândia na segunda quinzena de novembro.

Veja mais fotos no Flickr da Agência CLDF de Notícias.

Daniela Reis (Agência CLDF)

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Eleições 2026: eleitores de todo o país irão às urnas em horário unificado, seguindo fuso de Brasília

Medida permite a divulgação dos primeiros votos apurados para todos os cargos logo após as 17 horas

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O primeiro turno das eleições será realizado no dia 4 de outubro – Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Em 2026, os eleitores de todo o Brasil irão às urnas em um horário unificado: entre 8 e 17 horas, no horário de Brasília. Assim que acabar o horário de votação, os primeiros votos apurados para qualquer cargo em disputa já poderão ser divulgados.

A divulgação de todos os resultados ao mesmo tempo não era possível antes de 2022 (quando a unificação passou a valer), por conta dos fusos horários diferentes.

Confira página especial da Câmara sobre as Eleições 2026

“Não podia divulgar os resultados para presidente da República, porque isso poderia, de alguma forma, influenciar o eleitor que ainda estava na fila. A gente divulgava o resultado de governadores e do Parlamento (deputados e senadores), mas não divulgava de presidente até dar 19 horas, pois eram 17 horas no Acre e no Amazonas”, explica o especialista em direito eleitoral Bruno Andrade.

Caminho do voto

Depois que todos os eleitores que estavam na fila terminam de votar, o presidente da mesa encerra a votação na urna eletrônica. A partir daí, a urna não recebe novos votos e são gerados os arquivos necessários para a apuração.

O caminho do voto: da seção eleitoral ao resultado

Para enviar os dados de totalização dos votos no sistema da Justiça Eleitoral, é usada a mídia de resultado. É como um pen drive protegido por travas eletrônicas de segurança que cada urna tem.

Próximas etapas

Depois da eleição, candidatos e partidos precisam apresentar à Justiça Eleitoral a prestação final das contas de campanha. Em 2026, o prazo termina em 3 de novembro para quem concorreu apenas no primeiro turno. Para os candidatos que disputarem o segundo turno, a prestação de contas referente aos dois turnos deverá ser apresentada até 14 de novembro.

Na diplomação, a pessoa eleita recebe o diploma, documento da Justiça Eleitoral que registra seu nome, o partido, federação ou coligação pela qual concorreu e o cargo para o qual foi eleita. No caso dos suplentes, o documento também informa a classificação.

Esse último dado é importante para os deputados porque os parlamentares não se elegem só pela maioria dos votos. São os partidos e as federações que ganham cadeiras na medida em que recebem mais votos dos eleitores em relação ao total de votos válidos.

Saiba como funciona a eleição para deputados

“Essas cadeiras vão para os melhores colocados dentro do partido ou federação. Se os concorrentes identificarem algum problema nesse cálculo, podem entrar com um recurso depois da diplomação”, acrescenta.

Segundo o especialista, o diploma tem duas funções. A primeira é simbólica: formaliza o reconhecimento de que a pessoa foi eleita. A segunda é jurídica: a diplomação também serve como marco para prazos de questionamento do resultado eleitoral.

Candidaturas indeferidas

Segundo Bruno Andrade, quando o registro de uma candidatura está sub judice, há outro fator complicador. O candidato pode continuar na disputa enquanto essa situação permanecer.  Se o eleito estiver com o registro indeferido, mesmo que a decisão ainda esteja sob recurso, ele não poderá ser diplomado.

“Nesse caso, assume o presidente da Câmara, no caso do presidente da República, e ou o presidente da Assembleia Legislativa Estadual, no caso de governador. Ele fica interinamente enquanto não resolve o problema. Se foi confirmado o indeferimento do processo, tem que ter nova eleição”, explica.

Posse

Se a diplomação acontecer com sucesso, a pessoa eleita pode tomar posse. A cerimônia é um rito obrigatório, que marca o início da atividade no cargo, embora eventuais processos eleitorais ainda possam continuar em tramitação.

“A partir desse exercício de mandato é que a pessoa vai poder tomar medidas como parlamentar. Pode participar de votações, ser escolhido representante da Maioria, da Minoria, compor bancada”, afirma Bruno Andrade.

“Com a posse é que a gente começa a ter esses atos de parlamentar efetivamente. Antes disso, ele tem a proteção enquanto parlamentar, porque já está diplomado, mas ainda não exerce efetivamente as tarefas de um parlamentar”, conclui.

Veja mais notícias sobre as eleições 2026

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura “Agência Câmara”.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

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Câmara Legislativa promove sessão solene sobre conscientização do câncer infantojuvenil

Sessão marcada para segunda (28) faz alusão ao Setembro Dourado e à necessidade de diagnóstico precoce e tratamento adequado contra a doença

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Foto: Helene Santos/Governo do Ceará

Câncer infantojuvenil representa a primeira causa de morte por doença entre crianças e adolescentes de um a 19 anos no Brasil

A Câmara Legislativa realiza sessão solene na próxima segunda-feira (28) em alusão à campanha Setembro Dourado, dedicada às ações preventivas, educativas e de conscientização sobre o câncer infantojuvenil. De autoria do deputado Eduardo Pedrosa (União), o evento ocorrerá no Plenário, a partir das 19h, e contará com transmissão ao vivo pela TV Câmara Distrital.

De acordo com Eduardo Pedrosa, a solenidade “servirá como um fórum qualificado para debater gargalos no sistema de saúde do DF, dar visibilidade à causa, apoiar o trabalho das organizações da sociedade civil e impulsionar políticas públicas voltadas ao diagnóstico precoce, acolhimento e tratamento humanizado”.

Em seu requerimento, o parlamentar ressaltou que o câncer infantojuvenil representa a primeira causa de morte por doença entre crianças e adolescentes de um a 19 anos no Brasil. Segundo o parlamentar, as chances de cura podem superar 80% com o diagnóstico precoce e tratamento adequado. “O grande desafio reside no fato de que muitos sintomas se assemelham a doenças comuns da infância, o que frequentemente retarda o diagnóstico definitivo”, ressaltou.

A campanha Setembro Dourado visa informar a população sobre os principais sinais e sintomas da doença, além de incentivar a solidariedade às crianças, adolescentes e famílias que enfrentam essa jornada. Com ações educativas e de mobilização social realizadas ao longo do mês, contribui para ampliar o conhecimento sobre o tema e fortalecer a rede de apoio aos pacientes.

Mario Espinheira – Agência CLDF

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Censo Escolar: resultado preliminar está disponível no site do Inep

Gestores têm 30 dias para corrigir informações pelo Sistema EducaCenso

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Daniella Almeida – Repórter da Agência Brasil

 

Os resultados preliminares do Censo Escolar da Educação Básica de 2026 estão disponíveis para conferência no painel de resultados no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Os resultados referem-se às matrículas presenciais efetivas na educação básica das redes estaduais e municipais de educação e estão apresentados em ordem alfabética dos estados.

Os responsáveis pelo envio dos dados têm agora 30 dias para corrigir erros, por meio do Sistema EducaCenso do Inep.

Cronograma

O cronograma prevê que no dia 11 de dezembro deverá ocorrer o envio dos dados finais homologados ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

As informações são usadas no cálculo dos coeficientes de distribuição do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).
A divulgação dos resultados finais da primeira etapa, das sinopses estatísticas e dos demais estatísticas da Educação Básica está programada para 1º de fevereiro de 2027.

Situação dos alunos

Em 1º de fevereiro de 2027 tem início a segunda etapa do Censo Escolar da Educação Básica 2026, que trata da situação do aluno.

Nesta fase, o diretor ou responsável pela escola deverá coletar as informações sobre rendimento e movimento escolar daqueles estudantes que foram declarados na primeira etapa, incluindo dados de aprovação, reprovação, abandono e transferência.

O período de coleta termina no dia 12 de março de 2027.

E a partir de 1º de abril de 2027, as taxas preliminares de rendimento escolar e os relatórios por escola estarão disponíveis para conferência.

Os indicadores finais de rendimento escolar serão divulgados pelo Inep em 14 de maio de 2027.

Censo Escolar

Os dados no Censo Escolar servem para formulação, monitoramento e avaliação de políticas públicas educacionais, além de servir de referência para programas de financiamento e distribuição de recursos da educação.

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Brasília/DF
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(61) 98442-1010