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DIA MUNDIAL DA ÁGUA HISTÓRICO DAS COMEMORAÇÕES

Tema e local: todas as campanhas de 1994 a 2026

 

A data criada pela ONU, em 1993, foi instituída pela Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente, por meio da Resolução A/RES/64/292, pela qual ficou pactuado que a água limpa e segura e o saneamento básico são Direitos Humanos. O objetivo do Dia Mundial da Água é promover conscientização sobre a relevância da água para a sobrevivência de todos os seres vivos. Além disso, a data é um momento para lembrar a importância do uso sustentável desse recurso e a urgente necessidade de conservação dos ambientes aquáticos, evitando a sua poluição e contaminação.

Desde 1994, todo 22 de março é dedicado a lembrar, estudar e se conscientizar sobre o uso racional da água. Por isso, a ONU criou o Dia da Água e escolhe um tema central para as comemorações. As campanhas são educativas e de conscientização. Este trabalho de marketing social e ambiental tem cinco objetivos estratégicos.

1 – Gerar conhecimento e construir capacidades em prol da cooperação pela água;

2 – Conscientizar sobre a importância, os benefícios e os desafios da cooperação em questões relacionadas à água;

3 – Provocar ações concretas e inovadoras em prol da cooperação pela água;

4 – Fomentar parcerias, diálogo e cooperação pela água como prioridades máximas;

5 – Fortalecer a cooperação internacional pela água para abrir caminho para os objetivos de desenvolvimento sustentável defendidos por toda a comunidade que trata sobre água e atendendo às necessidades de todas as sociedades.

AS CAMPANHAS DE 1994 A 2026

 

1994 – CUIDAR DA ÁGUA É FUNÇÃO DE CADA UM

Na primeira campanha, em 1994, a ONU usou como tema o tema “Cuidar da água é função de cada um”. O objetivo era conscientizar a população da importância da ação de todos na conservação dos recursos hídricos. Sempre é muito importante que cada um faça a sua parte.

1995 – MULHERES E ÁGUA

A feminização da pobreza é uma cruel realidade. Questão de gênero: as mulheres por cuidar da família, sobretudo das crianças, são as que mais sofrem com a falta de água. Dois subtemas foram escolhidos pela ONU para guiar a campanha: a poluição da água e a degradação ambiental.

1996 – ÁGUA PARA CIDADES SEDENTAS

A campanha da água em 1996 enfatizou a crescente crise enfrentada por muitas regiões do mundo. Dados do International Water Management Institute mostram que, no ano de 2025, 1.8 bilhão de pessoas de diversos países deverão viver em absoluta falta de água, o que equivale a mais de 30% da população mundial. Daí o tema da ONU: Água para cidades sedentas.

1997 – ÁGUAS DO MUNDO: HÁ O SUFICIENTE?

A água, em bem finito, é fundamental para a vida. Mas, infelizmente, os recursos hídricos estão enfrentando demandas cada vez maiores, e a concorrência entre os usuários não para de crescer. Pior: para cada mil litros de água utilizados, outros 10 mil são poluídos. Segundo a ONU, parece estar cada vez mais difícil se conseguir água para todos, principalmente nas regiões mais pobres do planeta dos países em desenvolvimento.

1998 – ÁGUA SUBTERRÂNEA: O RECURSO INVISÍVEL

A água invisível está nos lençóis freáticos. Este é um tesouro guardado no subsolo e que começa também a ser explorado e, terrível, a ser poluído. Mineradoras e poços artesianos clandestinos poluem as águas do subsolo e comprometem seu uso futuro.

1999 – INUNDAÇÕES – TODOS VIVEM RIO ABAIXO

O Brasil e o mundo vivem a cada temporada de chuvas a tragédia das inundações. As inundações não são consequências apenas das chuvas excessivas, mas sobretudo da interferência do homem no meio ambiente. A ocupação irregular do solo, a impermeabilização das áreas urbanas, os aterramentos e a devastação das matas ciliares são as motivações principais.

2000 – ÁGUA PARA O SÉCULO 21

A pressão sobre o uso da água na agricultura, nas cidades e na indústria só crescem. E esse crescimento não é acompanhado por uma gestão racional dos recursos hídricos. O reuso da água ainda é um programa isolado e que precisa ser massificado.

2001 – ÁGUA E SAÚDE

Água sustenta a vida. Quando as águas adoecem, o meio ambiente e a saúde do homem ficam ameaçados. Segundo a ONU, 50% da taxa de doenças e morte nos países em desenvolvimento ocorrem por falta de água ou pela sua contaminação. São necessários esforços governamentais concretos para fornecer água potável e melhorar a saúde da população.

2002 – ÁGUA PARA O DESENVOLVIMENTO

As discussões sobre o tema mostram sempre a pressão do uso da água para promoção do desenvolvimento e geração de riqueza. Mas a ONU adverte: O estado de deterioração dos recursos hídricos em muitas partes do globo aumenta e há necessidade de uma melhor gestão dos recursos integrados à água.

2003: ÁGUA PARA O FUTURO

A preocupação está na ordem do dia da ONU e de todos os países. São 7 bilhões de pessoas vivendo no planeta Terra e consumindo água de todas as formas: na alimentação, na indústria, no lazer e na produção de energia. O alerta da ONU é para a que cada um pense melhor sobre a qualidade da água doce disponível para as gerações futuras.

2004 – ÁGUA E DESASTRES

A água pode ser vida e pode ser morte. Tanto o clima como a água podem ter um impacto devastador no desenvolvimento socioeconômico e no bem-estar da humanidade. É importante monitorar esses eventos e alertar a população sobre as precauções cabíveis.

2005 – ÁGUA PARA A VIDA

A ONU marcou (2005-2015) a “Década Internacional da Ação Água para a Vida”, e a data de celebração do Dia da Água não poderia estar de fora. O enfoque é justamente colocar, como objetivo do milênio, todos os esforços para mostrar que os recursos hídricos precisam ser preservados por serem essencial à vida.

2006 – ÁGUA E CULTURA

Por ser um bem vital e muitas vezes sagrado, a água está no centro de movimentos religiosos, nos ritos e cerimônias. Faz parte da cultura, da arte, da música, da pintura e das danças.

2007 – LIDANDO COM A ESCASSEZ DE ÁGUA

A escassez da água é uma realidade, daí a necessidade de maior integração e cooperação para assegurar a gestão sustentável, eficiente e equitativa dos recursos hídricos. A escassez está justamente onde estão os maiores aglomerados humanos.

2008 – ÁGUA E SANEAMENTO

A falta de saneamento é o principal foco de doença e mal-estar. E os dados da falta de saneamento são alarmantes. Pelas estatísticas, uma criança morre a cada 20 segundos decorrente das condições precárias de saneamento.

2009 – ÁGUAS TRANSFRONTEIRIÇAS:  A ÁGUA DA PARTILHA DE OPORTUNIDADES

Como as aves, as águas não obedecem a fronteiras. Rios e lagos são usados, muitas vezes, para fazer fronteiras. Mas não são muitos os rios do mundo que nascem e deságuam num mesmo país. Geralmente, as águas situadas em regiões fronteiriças é motivo de conflitos e não de parcerias. O tema busca estimular a construção do respeito mútuo, da compreensão e da confiança entre os países na promoção da paz.

2010 – ÁGUA LIMPA PARA UM MUNDO SAUDÁVEL

Da mesma forma que a água saudável é vetor de saúde, se estiver contaminada pode ser vetor de doenças.   O tema qualidade da água busca refletir não só a importância, mas também a defesa e proteção dos mananciais.

2011 – ÁGUA PARA AS CIDADES: DESAFIO URBANO

O Brasil é um bom exemplo. São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e outros grandes centros urbanos sofrem, ao mesmo tempo, da falta d’água e com as enchentes. A água que inunda é tão poluída que não pode ser aproveitada e água que se consome tem que ser buscada a longas distâncias.

2012 – ÁGUA E SEGURANÇA ALIMENTAR

Todos os alimentos para serem produzidos ou confeccionados precisam de água. Uns mais outros menos. Faz parte da campanha, coordenada pela FAO, além de sempre preservar os mananciais, consumir produtos que fazem uso menos intensivo de água e reduzir o desperdício escandaloso de alimentos.

2013 – ANO DA COOPERAÇÃO PELA ÁGUA

Ao estabelecer este tema, a ONU busca conscientizar sobre a necessidade de cooperação por esse recurso e sobre os desafios no que diz respeito à gestão da água. O acesso à água pode ser fonte de conflito, mas também é um catalisador de cooperação e construção da paz.

2014 – ANO DA ÁGUA E ENERGIA 

A escolha se deu porque água e energia estão intimamente interligadas e são interdependentes, já que a geração hidrelétrica, nuclear e térmica precisa de recursos hídricos.

2015 – ÁGUA E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

A ONU definiu 2005 – 2015 como DÉCADA DA ÁGUA. Durante essa década, a cada ano a UN-Water (agência da ONU que coordenou ações sobre água doce e saneamento) escolheu um tema para discussão. Em 2015, fechou o ciclo com o tema Água e Desenvolvimento Sustentável.

2016 – ÁGUA E EMPREGOS: INVESTIR EM ÁGUA É INVESTIR EM EMPREGOS 

Água e empregos: investir em água é investir em empregos. O Brasil tem no rio Doce o melhor exemplo de como o não investimento na qualidade, na proteção e na preservação das águas, seja dos mananciais, dos rios ou dos mares, pode comprometer muitíssimo empregos e a renda da população.

2017 – ÁGUA RESIDUAL E O REUSO DE EFLUENTES

A quantidade de água no mundo é sempre a mesma. O importante é não poluir os mananciais e que a água já utilizada tenha um retorno ao meio ambiente com qualidade e limpeza adequadas para que seja lançada no corpo receptor (rios, mar e lagos) sem causar danos à saúde e ao ecossistema. 2018-2028 (Década Internacional para Ação, Água para o Desenvolvimento Sustentável)

2018 – SOLUÇÕES NATURAIS PARA A ÁGUA 

As soluções baseadas na natureza têm o potencial de resolver muitos dos nossos desafios, mas é necessário investir muito mais com a infraestrutura “verde” e harmonizá-la com a infraestrutura “cinzenta” sempre que possível. O plantio de novas florestas, reconectar rios às planícies alagadas, restabelecendo zonas húmidas reequilibrarão o ciclo da água vão melhorar a saúde humana e os meios de subsistência.

2019 – GARANTIA DA ÁGUA E DO SANEAMENTO EM DOMICÍLIOS E LOCAIS PÚBLICOS

Relação da água com os direitos humanos a água e saneamento. Água e saneamento devem ser garantidos não apenas nos domicílios, mas também em outras esferas da vida de uma pessoa, como os locais públicos e de trabalho, as instituições de ensino e as instalações de saúde.

2020 – ÁGUA E AS MUDANÇAS CLIMÁTICAS

Água e mudança do clima são dois estão intrinsecamente ligados. A adaptação aos efeitos da mudança climática na água protegerá a saúde e salvará vidas e seu uso mais eficiente da água reduzirá os gases de efeito estufa.

2021 – SEGURANÇA HÍDRICA PARA O DESENVOLIMENTO E A PAZ.

Segurança Hídrica é “assegurar o acesso sustentável à água de qualidade, em quantidade adequada à manutenção dos meios de vida, do bem-estar humano e do desenvolvimento socioeconômico, além de garantir proteção contra a poluição hídrica e desastres relacionados à água. A segurança hídrica significa preservar os ecossistemas em clima de paz e estabilidade política.

2022 – ÁGUAS SUBTERRÂNEAS: TORNANDO O INVISÍVEL VISÍVEL.

O tema de 2022 é “Águas subterrâneas: Tornando o invisível visível”. Embora escondidas sob os nossos pés, as águas subterrâneas enriquecem as nossas vidas, apoiando o abastecimento de água potável, sistemas de saneamento, agricultura, indústria e ecossistemas. Em muitos locais, ocorre exploração sem planejamento, além da poluição das águas subterrâneas. É necessário visibilizar essas águas “invisíveis” para que possa ser melhor gerenciada por todos.

2023 – ÁGUA: SEJA A MUDANÇA QUE VOCÊ DESEJA VER NO MUNDO. FÁBULA DO BEIJA-FLOR.

A campanha será lançada durante a Conferência da ONU sobre Água, que acontecerá de 22 a 24 de março de 2023, em Nova York (EUA). Para isso, a entidade usa a fábula do beija-flor que apaga o incêndio carregando gotas de água em seu bico.

2024 – “A ÁGUA DEVE GERAR PROSPERIDADE E PAZ”.

Para que a água gere prosperidade e paz há necessidade de se fazer a gestão dos recursos hídricos de forma unida, transversal para que se possa garantir o acesso à água em qualidade e em quantidade. Para a ONU, os recursos hídricos podem criar paz ou desencadear conflitos. Este desafio, hoje, é ainda maior frente à grave questão das Mudanças Climáticas.

2025 – “PRESERVAÇÃO DAS GELEIRAS”.

Mais de 275.000 geleiras no mundo cobrem aproximadamente 700.000 km². Geleiras e mantos de gelo armazenam cerca de 70% da água doce global. O derretimento das geleiras expõe as rochas e elas aquecem a região porque propagam calor. O forte derretimento das geleiras muda o mapa geopolítico do mundo.

2026 – “ÁGUA E GÊNERO”.

Em ambiente degradado, as mulheres são as primeiras a serem atingidas. Quando o Estado cuida bem das mulheres, o Estado está cuidando bem diretamente de 70% da população e, indiretamente, dos outros 30%. Por isso o tema “ÁGUA E GÊNERO” é muito atual e necessário.

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NASCIMENTO DO LAGO PARANOÁ

O Lago Paranoá foi idealizado muito antes da construção de Brasília, tendo sua primeira proposta formalizada pelo botânico e paisagista francês Auguste François Marie Glaziou, paricipante da segunda Missão Cruls, em 1894.

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No seu relatório, Glaziou identificou uma depressão topográfica na região e sugeriu o represamento do rio Paranoá para criar uma bacia de água indispensável ao abastecimento da futura capital.

Glaziou escreveu: “Entre dois grandes chapadões na localidade pelos nomes de Gama e Paranoá, existe imensa planície em parte sujeita a ser coberta pelas águas da estação chuvosa (…) É fácil compreender que, fechando essa brecha com uma obra de arte – barragem (…)  formará um lago navegável em todos os sentidos, num comprimento de 20 a 25 quilômetros sobre uma largura de 16 a 18.”

O projeto do paisagista visava amenizar o clima seco do Planalto Central, garantir o fornecimento hídrico, gerar energia e proporcionar um elemento ornamental e de lazer para a população.

Em 1956, o plano de Glaziou foi incorporado e adaptado pela Novacap para compor o Edital do Concurso Nacional do Plano Piloto da Nova Capital do Brasil.

Em março de 1957, quando da abertura do Concurso, todos os 26 projetos constavam a construção do Lago Paranoá, como aconteceu com o projeto vencedor, do urbanista Lucio Costa.

 

O idealizador do Lago Paranoá foi o paisagista francês Auguste Glaziou, membro integrante da 2ª Missão Cruls. A construção da barragem se inicia em 1957, sob responsabilidade da empresa norte-americana Raymond Concrete Pile of Americas. O constante atraso nas obras fez com que JK mandasse rescindir o contrato com a Raymond e transferisse o comando da construção da barragem para as construtoras Camargo Corrêa, Rabelo, Rodobras, Geotec e Engenharia Civil e Portuária.

 

 

DESCRIÇÃO COMPLETA

 

Essa é a descrição completa feita por Auguste Glaziou, no relatório da Segunda Missão Cruls, em 1894, apontando a solução técnica para a construção do Lago Paranoá:

Entre os dois grandes chapadões conhecidos na localidade pelos nomes de Gama e Paranoá, existe uma imensa planície sujeita a ser coberta pelas águas da estação chuvosa: outrora era um lago devido à junção de diferentes cursos de água formando o Paranoá; o excedente desse lago, atravessando uma depressão do chapadão, acabou com o carrear dos saibros e mesmo das pedras grossas, por abrir nesse ponto uma brecha funda, de paredes quase verticais pela qual se precipitam hoje todas as águas dessas alturas. É fácil compreender que, fechando essa brecha com uma obra de arte (barragem) forçosamente a água tomará ao seu lugar primitivo e formará um lago navegável em todos os sentidos, num comprimento de 20 a 25 quilômetros sobre uma largura de 16 a 18.” 

 

 

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A MAGIA EM FLORES

A Cidade Canção primaverou-se!

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Nos anos 1970, ao entrar pela primeira vez na Catedral Metropolitana Basílica Menor de Nossa Senhora da Glória, em Maringá, fiquei muito impressionado. Trata-se de uma das mais altas e belas basílicas da América Latina. Depois, caminhando pelas ruas da cidade, a música “Maringá, Maringá” logo me veio à memória. Cidade e canção parecem feitas uma para a outra, unidas por melodia, harmonia e ritmo. Embora separadas por 15 anos de história, a obra musical do mineiro Joubert de Carvalho e o terceiro maior município do Paraná compartilham a mesma beleza e a mesma alma. Conheça a seguir como essa bonita sintonia moldou o destino urbano e social da cidade e da região.

 

MARINGÁ: A CIDADE E A CANÇÃO

“Maringá… Maringá”, a melodia, nasceu primeiro, em 1932. Quinze anos depois, em 10 de maio de 1947, era fundado o município paranaense. A obra-prima de Joubert Gontijo de Carvalho (1907–1977) surgiu após um diálogo marcante com o ex-governador da Paraíba, José Américo de Almeida, então ministro da Viação e Obras Públicas de Getúlio Vargas e autor do clássico literário “A Bagaceira” (1928). Quem fez a aproximação de José Américo de Almeida com o compositor foi Rui Carneiro (1906-1977), então oficial do gabinete do Ministério da Aviação, natural de Pombal, uma cidade centenária ao norte da Paraíba.

Rui Carneiro era jornalista e advogado, mais tarde foi deputado federal e senador pela Paraíba. Carneiro e José Américo relataram ao compositor o sofrimento do povo nordestino com a seca severa. E deram, como exemplo,  a cidade de Ingá, no agreste da Paraíba, a 100km de João Pessoa. Inspirado pelo relato, Joubert de Carvalho (mineiro de Uberaba) que já colecionava sucessos na voz de Carmen Miranda, como “Taí – Eu fiz tudo prá você gostar de mim”, criou uma personagem retirante fictícia chamada Maria. Da junção de “Maria de Ingá” surgiu o neologismo que batizou a música romântica e nostálgica. Mal sabia o compositor que aquele sucesso estrondoso seria o nome, 15 anos mais tarde, de uma das cidades mais prósperas do Sul do país e, ainda, lhe daria o nome de uma importante rua.

 

 

MARINGÁ: MODELO DE GESTÃO

Visão de presente e de futuro. Maringá saiu na frente, no Brasil, trazendo a sociedade civil organizada para participar no planejamento econômico sustentável da administração da cidade. Com o objetivo de propor ações efetivas para garantir o desenvolvimento sustentável de toda a região geoeconômica, proporcionando qualidade de vida e condições dignas aos cidadãos, em gestão compartilhada com o poder público, Maringá criou em 1996, o Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá – CODEM. O órgão nasceu com o Movimento Repensando Maringá. No cinquentenário de Maringá, em 1997, houve a posse dos primeiros conselheiro.

Ao longo dos anos, o CODEM não só se consolidou como referência em planejamento socioeconômico sustentável, sempre com a participação ativa da sociedade civil, entidades e lideranças locais, como serviu de exemplo para a criação de órgão similar em muitas cidades brasileiras.

Hoje, mais de 20 cidades brasileiras, inclusive Brasília, usam esse modelo de governança inspirado no modelo pioneiro do CODEM/CODESE de Maringá (PR), com o objetivo de planejar o crescimento urbano e socioeconômico sustentável da região para as próximas décadas.

 

SAIBA MAIS

Veja duas outras matérias:

1) O batismo e a

cronologia da criação e urbanização.

2) Como o modelo de gestão participativa levou

 o município de Maringá a bater recordes

de competitividade e de sustentabilidade.

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ERA UMA VEZ…

QUANDO NASCIA UM REI.

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Mais uma data cheia de uma lenda brasileira.
Neste 2026, fazem 70 anos da posse de JK na Presidência da República, em 31 de janeiro… 50 anos de sua morte em 22 de agosto… e, 70 anos do primeiro jogo oficial do Rei Pelé, então um menino de apenas 15 anos, como profissional do Santos.
Pelé, que completaria 16 anos em 23 de outubro de 1956, entrou no segundo tempo (no lugar de Del Vecchio) do jogo Santos 7 x 1 Corinthians de Santo André, fez gol aos 36 min do segundo tempo e ganhou seu primeiro troféu: a Taça Independência.
Daí para frente, o Edson virou DICO… que virou PELÉ… que reinventou o futebol e que parou guerras.
Recebi de um leitor de meu livro “DE CASACA E CHUTEIRAS – PELÉ-BRASÍLIA-JK – A ERA DOS GRANDES DRIBLES NA POLÍTICA, CULTURA E HISTÓRIA” o seguinte comentário sobre a polêmica quem foi maior: Pelé ou Maradona?
– “Pelé tornou o futebol mudialmente conhecido. Maradona ficou conhecido por causa do futebol”.
FOTOS: A súmula original com o registro do primeiro gol de Pelé integra o acervo do Museu de Santo André desde 2019. Ela registra a partida realizada em 7 de setembro de 1956 entre o Santos Futebol Clube e o Corinthians de Santo André no Estádio Américo Guazzeli.
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Reportagens

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