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FEMINIZAÇÃO DE MARÇO

PELO DIA MUNDIAL DA ÁGUA E PELO DIA INTERNACIONAL DA MULHER

 

O mundo é movido a mulher. O motivo é simples e factual. A mulher carrega dentro de si a discreta, silenciosa e divina energia que inspira, excita, ilumina, constrói, lidera, educa e que faz a diferença na família e na sociedade. Mulher é o tema de ontem, de hoje e de sempre. E, este mês de março, é duplamente dedicado ao gênero feminino. Primeiro, por ser o 8 de março Dia Internacional da Mulher, cuja semente foi plantada em 1908, quando 15 mil mulheres marcharam pela cidade de Nova York, exigindo a redução das jornadas de trabalho, salários melhores e direito ao voto. Segundo, porque para celebrar o Dia Mundial da Água de 2026, a Organização das Nações Unidas teve por bem propor uma reflexão sobre a relação entre água e o gênero feminino. Assim, o Dia Mundial da Água deste ano, celebrado em 22 de março, tem como tema “Água e Gênero”.

 

ÁGUA E GÊNERO

O tema “ÁGUA E GÊNERO” tem sido debatido desde a Conferência de Dublin sobre Água e Desenvolvimento Sustentável, realizada na Irlanda em 31 de janeiro de 1992, quando se reconheceu a importância do papel da mulher como gestora do uso dos recursos hídricos, sobretudo em comunidades de baixa renda. A Declaração oficial da Conferência foi clara: “As mulheres desempenham papel central na prestação, gestão e salvaguarda da água. Esse papel fundamental das mulheres como provedoras, usuárias de água e guardiãs do ambiente vivo raramente se refletiu em arranjos institucionais para o desenvolvimento e gestão dos recursos hídricos”.

 

Mulheres e crianças passam muito tempo buscando água potável. Esse é um problema que afeta de maneira especial o gênero feminino. (foto Unicef)

Em verdade, o balanceamento do gênero é importante em todos os níveis da imensa maioria das atividades humanas. O homem e a mulher têm demonstrado algumas diferenças de aptidões em determinadas tarefas. Tirar proveito dessas vocações para que a eficiência do trabalho aumente, constitui a essência do debate sobre a equidade de gênero.

Toda vez que se fala ou se estuda a questão dos recursos hídricos, a mulher tem função relevante. O papel da mulher no uso da água, no gerenciamento dos recursos hídricos e na preservação da qualidade dos ecossistemas aquáticos é fundamental. Sempre que falta acesso às fontes de água doce, ao saneamento básico e higiene apropriada nas casas, são as mulheres as mais afetadas e as mais exigidas. Muito mais do que os homens. Mais grave: em ambiente degradado, as mulheres são as primeiras a serem atingidas.

A verdade universal é que onde quer que uma mulher decida estar, ela fica com a maior responsabilidade de fazer a diferença, seja no ambiente familiar, na cidade, no campo, nas salas de aula, nos hospitais, na redação de jornal e, até mesmo, na política. Até mesmo no mundo animal, o gênero feminino está preparado para ser mãe. É de sua natureza amamentar, acalentar, cuidar dos filhos e da casa.

Quando o Estado cuida bem das mulheres, o Estado está cuidando diretamente de 70% da população e, indiretamente, dos outros 30%.

 

Em ambiente degradado, as mulheres mais humildes são as primeiras a serem atingidas. Quando o Estado cuida bem das mulheres, o Estado está cuidando bem diretamente de 70% da população e, indiretamente, dos outros 30%.

 

O balanceamento do gênero é importante em todos os níveis da imensa maioria das atividades humanas. O homem e a mulher têm demonstrado algumas diferenças de aptidões em determinadas tarefas. Tirar proveito dessas vocações para que a eficiência do trabalho aumente, constitui a essência do debate sobre gênero. Porque gestão do uso dos recursos hídricos é, por princípio, descentralizada e participativa, a discussão sobre gênero ganha uma dimensão maior nesse contexto, razão por que o tema está em quase todas as mesas de discussão sobre a água, nacionais e internacionais.

 

ONDE A ÁGUA FLUI,

A EQUIDADE DE GÊNERO CRESCE.

 

Neste Dia Mundial da Água, em 22 de março, a ONU quer chamar a atenção para o papel das mulheres que coletam e gerenciam água, muitas vezes em condições de alta vulnerabilidade, como ao cuidar de pessoas doentes, a busca da água para sobrevivência da família, as dificuldades em explorar mananciais contaminados, o problema para conseguir água em regiões pobres, a saúde e a segurança. Mesmo assim, as mulheres são, frequentemente, excluídas dos processos de tomada de decisão. Por isso, é necessário colocar as mulheres no centro da busca por soluções. Daí a proposta da ONU, neste ano, ao chamar atenção para a campanha: “Onde a água flui, a equidade de gênero cresce”.

Quem trabalha na gestão de recursos hídricos, tanto na Agência Nacional da Água como nas Agências reguladoras estaduais, todos sabem que é essencial debater formas de ampliar a presença feminina na gestão dos recursos hídricos. O tema proposto pela ONU para o Dia Mundial da Água-2026 chega em momento muito oportuno, já que cada vez mais amplia-se o debate sobre como as mulheres podem fortalecer sua participação na gestão da água.

 

Ao divulgar o tema “Água e Gênero” para celebrar o Dia Mundial da Água de 2026, a ONU provoca o debate sobre a conexão entre água e a equidade de gênero, pela dificuldade de acesso a fontes de água doce.

 

As mulheres têm uma participação especial no futuro da família, da comunidade e da sociedade. Da mesma forma, elas devem ter voz igual na condução de uma política de recursos hídricos e, até mesmo, na política partidária e na gestão do país.

Toda mulher carrega dentro de si, entre sorrisos e cicatrizes, a força divina da proteção, formação dos filhos e condução da família. E quanto mais vulnerável, mais guerreira ela é. Apesar da violência frequente a que são expostas, fica uma constatação: a mulher, que tem grandes missões e o dom de carregar tantas responsabilidades, está sempre a postos para mover e mudar o mundo.

 

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Projeto estratégico vai acelerar soluções de transição energética a partir da agricultura

Canola tropicalizada, em apoio a rotas para biodiesel, diesel renovável e combustível sustentável de aviação (SAF), é uma das frentes do projeto

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Foto: Bruno Laviola

 

Cinco unidades de pesquisa da Embrapa – Embrapa Agroenergia (DF), Embrapa Agroindústria Tropical (CE), Embrapa Milho e Sorgo (MG), Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (DF) e Embrapa Trigo (RS) – integram capacidades para desenvolver soluções científicas que ampliem a contribuição da agricultura brasileira na descarbonização da economia. O desafio central é investir em ações de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) para transformar biomassa e resíduos agroindustriais em energia, combustíveis renováveis e insumos de base biológica, com ganhos ambientais e competitividade.

Essa estratégia institucional em rede, estruturada e liderada pela Embrapa Agroenergia, faz parte do projeto “Centro temático para desenvolvimento de soluções integradas voltadas à transição energética a partir da agricultura” (Bioinova), que conta com aporte de R$ 14 milhões da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) para modernizar o parque de equipamentos e fortalecer a infraestrutura da Embrapa. A iniciativa, com duração de 36 meses, visa alcançar 10 metas (saiba mais em quadro nesta matéria) voltadas à geração de tecnologias para produção sustentável de energia e materiais renováveis

Segundo o chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Agroenergia, Bruno Laviola, o Bioinova é estratégico pela integração de competências de cinco unidades para enfrentamento de desafios reais da transição energética. Além das 10 metas técnicas, o projeto prevê modernizar e ampliar a infraestrutura multiusuária da Empresa. “Com isso, vamos aumentar a nossa capacidade de gerar evidências, qualificar processos e acelerar a entrega de soluções em rotas como combustível sustentável de aviação (SAF, sigla em inglês), biohidrogênio, biometano, etanol e em tecnologias associadas ao desenvolvimento de matérias-primas e bioinsumos”, diz.

Laviola explica que o  Bioinova trabalha com uma lógica integrada de economia circular em biorrefinarias tropicais. A ideia é aproveitar resíduos da própria cadeia de biocombustíveis para reduzir emissões na produção das biomassas desenvolvidas no projeto. “Essas biomassas, por sua vez, podem gerar novos biocombustíveis e bioprodutos mais sustentáveis, buscando reduzir emissões e ampliar a sustentabilidade em toda a cadeia”, complementa.

O líder do projeto e pesquisador da Embrapa Agroenergia Guy de Capdeville pontua que, para o alcance das metas, o Bioinova atuará em diferentes frentes para ampliar as matérias-primas e rotas de conversão e produzir bioinsumos para nutrição, bioestimulação e controle de pragas de interesse energético. Para isso, o projeto vai contemplar áreas sujeitas a estresses abióticos, seca e salinidade e ferramentas de sustentabilidade, inteligência e biotecnologia avançada, além da viabilidade econômica de tudo isso.

Fotos acima: Freepik

Atuação em rede

O Bioinova vai mobilizar grande parte das equipes técnicas das cinco unidades da Embrapa envolvidas. “Estamos ampliando sinergias e o nosso potencial de entrega de soluções para o setor produtivo e para a sociedade. O Bioinova foi concebido para acelerar soluções integradas e aplicáveis, conectando o campo às rotas tecnológicas de biocombustíveis e bioprodutos. Além de gerar resultados científicos e tecnológicos, o projeto fortalece a infraestrutura necessária para responder aos desafios atuais e futuros da transição energética”, ressalta Capdeville.

 

Dez metas com foco em biocombustíveis avançados, bioinsumos e sustentabilidade

Entre as principais frentes previstas no projeto, destacam-se o desenvolvimento de:

●      Canola tropicalizada para ampliar a oferta sustentável de óleo e apoiar rotas para biodiesel, diesel renovável e combustível sustentável de aviação (SAF);

●      Três bioinsumos a partir de resíduos agroindustriais, contribuindo para redução de emissões e maior eficiência produtiva;

●      Microbiomas semiartificiais (engenharia de microbiomas) e de um processo agropecuário para produção sustentável de biomassa voltado à bioenergia em áreas marginais sujeitas a estresses hídrico e salino;

●      Composto derivado de lignina (a partir de resíduos agroindustriais) para uso agrícola;

●      Processos para produção de etanol a partir de matérias-primas amiláceas, ampliando alternativas e diversificação;

●      Processos para produção de biohidrogênio e biometano via biodigestão, visando aumentar a disponibilidade de energia para pequenas e médias propriedades;

●      Processo para obtenção de hidrocarbonetos utilizáveis como SAF a partir de óleos, incluindo canola e macaúba;

●      Avaliação de sustentabilidade ambiental e econômica, inventários e modelagem para estimar impactos das tecnologias desenvolvidas no projeto;

●      Implementação de uma plataforma multifuncional com biologia integrativa, inteligência artificial e biotecnologias para acelerar soluções em culturas energéticas e microrganismos voltados a bioinsumos.

●      Obtenção de extratos biocidas de baixa emissão voltados ao controle de nematoides em cultivos associados à bioenergia.

Fotos: Bruno Laviola (canola) e Simone Favaro (macaúba)

Modernização de equipamentos e ganhos estruturantes

Além das entregas técnicas, o Bioinova prevê aquisição e atualização de equipamentos estratégicos para ampliar a capacidade experimental e analítica, apoiar rotas de conversão e aumentar a robustez das evidências de desempenho e sustentabilidade. A infraestrutura terá caráter multiusuário, ampliando o alcance institucional e a capacidade de atender demandas de projetos internos, parcerias e cooperação técnico-científica.

Para viabilizar os trabalhos, Capdeville adianta que a contratação de pessoal também está entre as previsões do projeto. “Pelo menos 30 outros profissionais, de graduação e pós-graduação e cientistas já formados estarão entre as contratações”, reforça.

Além de aporte para manutenção de infraestrutura já existente, serão disponibilizados recursos para pesquisas em campo e para compra e manutenção de equipamentos. “Sabemos o quanto é importante trabalharmos com garantias tanto para aquisição quanto para manutenção ao longo de três anos de projeto. Trata-se de um projeto amplo, que foca não apenas na infraestrutura da Embrapa, mas também de parceiros”, destaca o pesquisador.

Laviola endossa que a atualização da infraestrutura é decisiva para reduzir o tempo de desenvolvimento, qualificar resultados e acelerar a conexão com o setor produtivo.

Energia renovável, baixo carbono e competitividade

A expectativa é ampliar o portfólio de soluções da Embrapa em biocombustíveis avançados (incluindo SAF), biogás e biometano, bioinsumos e novas matérias-primas, de forma a contribuir para a descarbonização de cadeias agroenergéticas; diversificar fontes renováveis e reduzir riscos de suprimento; com maior competitividade e previsibilidade para investimentos em rotas industriais, além de apoio técnico e científico a políticas públicas e estratégias setoriais.

“Ao final, esperamos entregar um conjunto consistente de processos e tecnologias, com evidências de desempenho e sustentabilidade avaliadas por meio de modelagens dos impactos econômico e ambiental e de ciclo de vida das tecnologias geradas ao longo do projeto. Tais informações nos permitirão apoiar decisões de investimento, formular políticas públicas, aprimorar cadeias produtivas e ampliar o papel da agricultura na oferta de energia renovável e de baixo carbono”, conclui Capdeville.

Foto: Felipe Carvalho (Biorreator para SAF — Combustível Sustentável de Aviação)

Cristiane Vasconcellos (MTb 1.639/CE)
Embrapa Agroenergia

Contatos para a imprensa

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BRASÍLIA NA ROTA 66

E A FALTA DE UM PARABÉNS PRÁ VOCÊ

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Silvestre Gorgulho – Jornalista. Foi Secretário de Estado de Comunicação e Secretário de Estado da Cultura de Brasília.

 

Há 70 anos, em 18 de abril de 1956, Brasília começou a vencer a burocracia para sair do papel e entrar na fase do concreto, com a Mensagem de Anápolis.

Em 21 de abril de 1960, a capital era inaugurada com pompa e circunstância pelo presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira. Lá se vão 66 anos. Nos 65 aniversários anteriores, os brasilienses assistiram a comemorações variadas: algumas simples, mas eufóricas. Outras apoteóticas. Todas sempre regadas a danças e festanças. Mas, nunca, o aniversário de Brasília foi comemorado com tanta displicência, apatia e baixo astral, como agora. A festa dos 66 anos de Brasília ficou restringida à bela edição do irmão gêmeo de Brasília, o Correio Braziliense, inclusive com a tradicional e empolgante Maratona.

Parece que Brasília está em depressão.

Lembro-me que, em 21 de abril de 2010, no Cinquentenário da Cidade, depois da capital ter passado pela crise de ter quatro governadores, a Câmara Legislativa elegeu, indiretamente, dois dias antes, um novo ocupante do Buriti. Mesmo com tantas cicatrizes, a cidade lavou a alma com uma ‘Festa dos 50 Anos’, que levou mais de um milhão de pessoas à Esplanada dos Ministérios.

Não havia nem um político no palco. A festa foi totalmente paga pela iniciativa privada com apoio logístico da Secretaria de Cultura. Deram às mãos o Sinduscon, Associação Comercial, Ademi, Asbraco e Fecomércio. Brasília cantou e dançou com Daniela Mercury – que foi âncora de um show histórico na Esplanada, onde se apresentaram com ela nada menos de 39 artistas da cidade.

À meia noite. Uma grande surpresa estava guardada a sete chaves. Apenas cinco pessoas sabiam.  Além da Daniela Mercury, eu como Secretário de Cultura e mais duas pessoas de minha equipe. E, também, o próprio gênio da MPB que iria se apresentar, cantando apenas uma canção.

Apagaram-se as luzes. Estava anunciado o início da queima de fogos. Antes, um canhão de luz focou diretamente o palco e uma voz límpida e forte, a capela, ecoou pela escuridão. Aos poucos, sob o holofote, surge Milton Nascimento.

– ” Como pode o peixe-vivo / viver fora da água fria? Como poderei viver sem a tua, sem a tua companhia…”

Foi uma apoteose!

A voz de Milton Nascimento reverberou pelos quatro cantos do Brasil. Sim, a TV Globo transmitiu tudo ao vivo. Um misto de euforia e de emoção tomou conta da multidão.

Na segunda estrofe, entra Daniela Mercury que faz dueto com Milton. Aos poucos, começam a entrar cada um dos 39 artistas brasilienses que tinham se apresentado.

E a Esplanada, num coral de um milhão de vozes, sacudiu o Cerrado:

– “Como pode o peixe-vivo /viver fora da água fria? Como poderei viver sem a tua, sem a tua companhia…”

Vi muita gente chorando. A energia de tantos candangos celebrando os 50 anos de Brasília contagiou a cidade e ajudou a levantar o astral de um tempo triste e sombrio que a cidade vivia.

Agora, nos 66 anos da Capital, faltou ao atual governo sensibilidade e criatividade para tirar Brasília de uma depressão que a cidade está mergulhada.

BRASÍLIA ANO 1 – Para não dizer que falei apenas dos 50 anos da cidade, vou lembrar a comemoração de quando Brasília fez um ano, em 21 de abril de 1961. O presidente da República era Jânio Quadros. Ele estava de costas para a cidade. Falava até em voltar a Capital para o Rio de Janeiro. O prefeito, Paulo de Tarso, assoberbado com finalizações de infraestrutura e questões administrativas, nem pensou no assunto.

Na semana anterior, o então Secretário da Cultura (na época presidente da Fundação Cultural) o poeta maior José Ribamar Ferreira ou, simplesmente, Ferreira Gullar, organizou as comemorações do primeiro aniversário. Evidente, com todas as dificuldades de uma cidade ainda na placenta da História. O que ficou da festa – além de um singelo coquetel no gabinete do prefeito Paulo de Tarso, foi a poesia que nasceu da pena de Ferreira Gullar.

A verdade é que, com seus pouco mais de 100 mil habitantes (hoje são mais 3 milhões), Brasília teve mais poesia do que festança.

Sem nenhum tipo de condução e sem nenhum apoio logístico para celebrar o Ano 1 da nova Capital, Ferreira Gullar buscou solução no Exército Nacional. Marcou audiência.

Um major o recebeu educadamente. Depois de muita conversa, o oficial se saiu com essa:

– Dr. Gullar, tudo bem, mas o problema é viatura e gasolina.

– Eu sei, mas qual a solução?

– Dr. Gullar, não tem solução!

Sem solução, sem apoio, com bastante poeira e muita inspiração, Ferreira Gullar aproveitou o vinho comemorativo no final de tarde do dia 21, na sala do prefeito Paulo de Tarso, sacou do bolso um poema em forma de embolada e discursou aos convivas:

Não adianta, seu prefeito, abrir estrada.

Não adianta Carnaval na Esplanada.

Não adianta Catedral de perna fina

Não adianta rebolado de menina

Que o problema é viatura e gasolina.

Todo mundo riu muito, mas ninguém perdeu o ritmo:

– O problema é viatura e gasolina.

Bons tempos aqueles, quando o astral era altíssimo e o problema era só viatura e gasolina.

 

 

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LEMBRAR PARA REFLETIR

DATAS DA ONU PARA MAIO e JUNHO

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Uns Um MAIO E JUNHO – as datas estabelecidas pela Assembleia Geral da ONU para serem comemoradas na em todos os países para que todos os povos façam uma reflexão sobre preservação, desenvolvimento e cultura.

O Dia Internacional da Diversidade Biológica celebra-se anualmente a 22 de maio e baseia-se na Convenção sobre a Biodiversidade aprovada na Cimeira da Terra (Rio de Janeiro, 1992).

O objetivo é promover o desenvolvimento sustentável e a concretização dos princípios contidos no novo quadro global da biodiversidade, de modo a construir um futuro melhor em harmonia com a natureza e continuar os esforços para recuperar os ecossistemas naturais.

O Dia Internacional da Diversidade Biológica foi proclamado na Resolução 55/201 adotada na Assembleia Geral das Nações Unidas, a 20 de dezembro de 2000.

 

MÊS DE MAIO

2 DE MAIO

Dia Mundial do Atum 

3 DE MAIO

Dia Mundial da Liberdade da Imprensa.

8-9 DE MAIO

Dia Mundial das Aves Migratórias (PNUMA)

Jornada de Lembranças e Reconciliações em Honra de quem perdeu a vida na Segunda Guerra Mundial.

15 DE MAIO

Dia Internacional das Famílias.

16 DE MAIO

Dia Internacional da Convivência na Paz.

Dia Internacional da Luz 

17 DE MAIO

Dia Mundial das Telecomunicações e da Sociedade da Informação.

20 DE MAIO

Dia Mundial das Abelhas.

21 DE MAIO

Dia Mundial da Diversidade Cultural para o Diálogo e o Desenvolvimento.

22 DE MAIO

Dia Internacional da Diversidade Biológica.

23 DE MAIO

Dia Internacional para a Erradicação da Fístula Obstétrica.

26 DE MAIO

Dia da Lua Cheia (Dia do plenilúnio).

29 DE MAIO

Dia Internacional da Paz Pessoal das Nações Unidas.

31 DE MAIO

Dia Mundial Sem Tabaco.

 

O Dia Mundial das Aves Migratórias é celebrado em 12 de maio. O ICMBio tem várias unidades de conservação que são habitat importante para aves migratórias.

 

MÊS DE JUNHO

1 DE JUNHO

Dia dos Pais

4 DE JUNHO
Dia Internacional das Crianças Inocentes Vítimas de Agressão

5 DE JUNHO
Dia Mundial do Meio Ambiente

8 DE JUNHO
Dia Mundial dos Oceanos

12 DE JUNHO
Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil

14 DE JUNHO
Dia Mundial do Doador de Sangue

15 DE JUNHO
Dia Mundial da Consciencialização da Violência contra as Pessoas Idosas

17 DE JUNHO
Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca

20 DE JUNHO
Dia Mundial do Refugiado

23 DE JUNHO
Dia do Serviço Público das Nações Unidas

27 DE JUNHO
Dia das Micro, Pequenas e Médias Empresas

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Reportagens

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