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Festivais, exposição sobre design e Fest Rock Brasília estão entre as opções culturais da capital neste fim de semana

Distrito Federal tem programação cultural gratuita para todas as idades e preferências com moda, música, dança e muito mais

 

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Carlos Eduardo Bafutto, da Agência Brasília | Edição: Ígor Silveira

Brasília recebe neste fim de semana uma série de atrações culturais para todos os públicos, com exposições, shows, cinema, dança, teatro e festivais que ocupam espaços públicos e centros culturais. A programação inclui desde a alta-costura de Balenciaga até iniciativas que celebram a arte periférica e a cultura popular do Distrito Federal.

Exposição fotográfica sobre obra de Cristóbal Balenciaga

A Embaixada da Espanha no Brasil comemora os 130 anos de Cristóbal Balenciaga com a exposição de fotografia Cristóbal Balenciaga: Shoes from Spain Tribute, no Anexo do Museu Nacional da República. Com curadoria de Javier Echeverría Sola, a mostra reúne imagens do fotógrafo espanhol Juan Carlos Vega, croquis de calçados contemporâneos e elementos que destacam a atenção do estilista aos detalhes, revelando seu legado de inovação e sofisticação.

A exposição não apresenta peças originais, cuja fragilidade inviabilizou o transporte, mas oferece ao visitante uma imersão visual na obra de um dos maiores nomes da moda do século XX. A visitação é gratuita, de terça a domingo, das 9h às 18h, até 16 de outubro.

Cinema para todos os públicos

No Cine Brasília, neste sábado (4), duas sessões especiais prometem agradar diferentes públicos. Às 11h, a Sessão Atípica exibe a animação Missão Pet, com ingresso único de R$ 10. A sessão é voltada ao público autista e neurodivergente, assim, a sala terá luz acesa, som reduzido e circulação liberada, pensando no conforto das crianças.

‘Ritas’, documentário sobre a cantora Rita Lee, estará em cartaz no Cine Brasília | Fotos: Divulgação

Às 14h, o documentário Ritas, sobre a vida e a carreira de Rita Lee, será exibido gratuitamente na Sessão Acessível, com audiodescrição e legendas em Libras. A retirada de ingressos não é necessária.

Dança e periferia em cena

Mostra Artística Corpo Expandido, no Complexo Cultural de Samambaia, chega nesta sexta-feira (3), às 19h, reunindo 75 jovens artistas de diferentes regionais do DF em apresentações de funk, dança-teatro, jazz, dança contemporânea e voguing. As apresentações resultam de oficinas do Coletivo Artístico CeinCena, conduzidas por profissionais renomados, com entrada gratuita e lista de presença na chegada.

“O projeto vem no sentido de oportunizar espaços que transformem esses jovens artistas em protagonistas da identidade periférica da nossa cidade”, destaca Guel Soares, ator e dançarino do coletivo.

Festival Cultura Via Satélite

Entre outubro e novembro, São Sebastião celebra 25 anos de trajetória dos palhaços Irmãos Saúde com o Festival Cultura Via Satélite, que ocorre nos dias 4 e 18 de outubro e 1º de novembro. O projeto leva circo, teatro, música, oficinas e exibições audiovisuais a diferentes pontos da cidade, com entrada gratuita e recursos de acessibilidade.

A estreia será no Skate Park de São Sebastião, às 16h, com oficinas, espetáculos e batalha de rimas. O festival segue na Casa Luar, em 18 de outubro, e na Praça da 103, em 1º de novembro, com programação diversa que inclui dança, teatro lambe-lambe, apresentações musicais e Cine Circo.

Encerramento da turnê Shake That Thing

O lançamento do livro Shake That Thing: antropologia, história, significação e erotismo no blues, de Alexandre Rocha, se encerra neste sábado no Espaço Cultural Renato Russo (508 Sul), com aula gratuita às 15h e show da multiartista Thaise Mandalla às 18h. A obra propõe uma nova leitura do blues, abordando história, música, dança e performance.

Festival Viramundo

Nos dias 4 e 5 de outubro, a Torre de TV recebe o Festival Viramundo, com coletivos ligados à Rede de Saúde Mental do DF. O evento reúne música, teatro de rua, rodas de conversa, produção de cartazes e estandartes, além de intervenções culturais em espaço aberto, das 13h às 19h.

 

Exposição sensorial e inclusiva

A artista Cláudia Bertolin apresenta a exposição Sensibilità: uma experiência sensorial e inclusiva no Venâncio Shopping, de 1º a 29 de outubro, reunindo obras em fusing e trabalhos produzidos por pessoas com deficiência visual em oficinas. A entrada é gratuita, e a vernissage ocorre em 30 de setembro, às 18h.

A exposição Sensibilità: uma experiência sensorial e inclusiva, da artista Cláudia Bertolin, fica em cartaz no Venâncio Shopping até o dia 29

Música e rock autoral

O Fest Rock Brasília retorna nos dias 4 e 5 de outubro, no Eixo Cultural Ibero-Americano, com 16 bandas da cena independente do DF e Entorno, além de DJs e apresentações especiais. A entrada é franca, e a programação inclui diferentes vertentes do rock, com painel de LED e estrutura profissional para os artistas.

O Fest Rock Brasília ocorre sábado (4) e domingo (5) no Eixo Cultural Ibero-Americano

Lazer para todos

O programa Lazer para Todos, do GDF, garante entrada gratuita ao Jardim Botânico de Brasília e ao Zoológico de Brasília aos domingos e feriados, com visitas guiadas incluídas no zoológico.

O Jardim Botânico funciona de terça a domingo, das 9h às 17h, com entrada de R$ 5. O Zoológico abre de terça a domingo e feriados, das 8h30 às 17h, com ingressos entre R$ 5 (meia) e R$ 10 (inteira).

Vai de Graça: transporte gratuito

Além da entrada gratuita, o programa Vai de Graça oferece transporte gratuito de metrô e ônibus para o Jardim Botânico e o Zoológico aos domingos e feriados, garantindo acesso facilitado a lazer e cultura.

Linhas que atendem o Jardim Botânico aos domingos:

– 0.147: São Sebastião (Residencial do Bosque)/L2 Sul/Rodoviária do Plano Piloto;
– 0.181: São Sebastião/Paranoá/Itapoã/Lago Sul (QI 23);
– 0.186: São Sebastião/Lago Sul (Ponte das Garças)/Rodoviária do Plano Piloto;
– 181.2: São Sebastião (Residencial do Bosque)/Lago Sul (Gilberto Salomão);
– 183.2: São Sebastião (Vila do Boa)/Condomínios (Esaf-Big Box);
– 183.6: São Sebastião (Residencial do Bosque)/Morro da Cruz/São Francisco/Mangueiral;
– 183.7: São Sebastião (Capão Comprido – João Cândido – Itaipu – Condomínio Estrada do Sol);
– 197.3: São Sebastião (Bairro São Francisco Qd. 09 – QI 23)/Rodoviária do Plano Piloto.

Linhas que atendem o Zoológico aos domingos:

– 0.089: Ceilândia/Taguatinga/Guará/Faculdade Euroamericana/Samdu Norte;
– 0.160: Núcleo Bandeirante/Zoológico/Rodoviária do Plano Piloto;
– 0.172: Riacho Fundo I/Zoológico/Rodoviária do Plano Piloto;
– 0.373: Samambaia Norte (2ª Avenida)/Rodoviária do Plano Piloto;
– 0.809: Recanto das Emas/Rodoviária do Plano Piloto;
– 0.821: Samambaia Sul (1ª Avenida)/Rodoviária do Plano Piloto;
– 0.825: Samambaia Sul (2ª Avenida)/Rodoviária do Plano Piloto;
– 154.2: Guará/Guará II/Rodoviária do Plano Piloto;
– 336.1: Setor P Sul/Rodoviária do Plano Piloto;
– 373.2: Samambaia Norte (1ª Avenida)/Rodoviária do Plano Piloto;
– 813.2: Recanto das Emas/Epia;
– 870.1: Riacho Fundo II (QS 18 – Caub II)/Rodoviária do Plano Piloto;
– 870.7: Recanto das Emas/Rodoviária do Plano Piloto.

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Projetos aprovados no 1º semestre reforçam proteção a crianças e jovens

As propostas também ampliam políticas públicas e mecanismos de garantia de direitos para crianças e jovens
Pref. de Mossoró

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No primeiro semestre de 2026, o Senado aprovou medidas para fortalecer a proteção de crianças e adolescentes em áreas como segurança no ambiente digital, enfrentamento da violência sexual, educação e saúde. As propostas também ampliam políticas públicas e mecanismos de garantia de direitos para esse público.

Para a consultora legislativa do Senado Andrielle Fragate, o conjunto de propostas demonstra uma prioridade do Legislativo em aperfeiçoar instrumentos de prevenção da violência, fortalecer a atuação integrada das instituições e ampliar as garantias previstas na legislação para crianças e adolescentes.

Na avaliação da consultora, a quantidade de propostas voltadas à prevenção da violência e à proteção de crianças e adolescentes reflete uma resposta do Senado a uma realidade social preocupante. Ela cita dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025, que registrou mais de 65 mil vítimas de estupro e estupro de vulnerável entre crianças e adolescentes em 2024, e do Atlas da Violência 2025, que aponta crescimento superior a 36% nas notificações de violência física, psicológica, sexual e negligência entre 2022 e 2023.

— Esses dados ampliam a atenção da sociedade sobre o tema e aumentam a cobrança por respostas concretas. Em uma democracia, essa sensibilização tende a se traduzir na atuação do Poder Legislativo, o que explica a prioridade dada pelo Senado à proteção de crianças e adolescentes — afirmou.

A seguir, veja algumas das principais propostas analisadas pelo Senado no primeiro semestre voltadas aos direitos da infância e da adolescência.

Ambiente digital

Após a entrada em vigor do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), em março deste ano, o Senado deu continuidade à atualização da legislação voltada à segurança de crianças e adolescentes na internet. No primeiro semestre, a Comissão de Direitos Humanos (CDH) aprovou o Projeto de Lei (PL) 4.306/2020, que reforça as medidas de proteção a vítimas de violência no ambiente digital.

Relatado pelo senador Flávio Arns (PSB-PR), o projeto altera o ECA Digital e a Lei da Escuta Protegida para determinar a remoção de conteúdos e de links em mecanismos de busca que exponham vítimas, testemunhas ou envolvidos em atos de violência.

Arns disse à Agência Senado que o projeto amplia os mecanismos previstos no ECA Digital para preservar os direitos e a privacidade de crianças e adolescentes.

— Tudo isso para reforçar a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital e nos meios de comunicação — afirmou.

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Além de garantir o direito à exclusão de informações que possam causar constrangimento ou danos psicológicos, o texto obriga as plataformas a remover novas publicações semelhantes às já identificadas como ofensivas. Também cria o crime de divulgação, por qualquer meio de comunicação, de informações que permitam identificar crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência, com pena de reclusão de dois a quatro anos e multa. A matéria ainda será analisada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

Na mesma comissão, os senadores aprovaram o PL 3.518/2025, de autoria do senador Confúcio Moura (MDB-RO), que proíbe publicidade comercial em jogos eletrônicos direcionados a crianças menores de 12 anos e restringe práticas abusivas em jogos voltados a adolescentes.

À Agência Senado, Confúcio afirmou que esse tipo de publicidade transforma o momento de lazer em um ambiente de pressão comercial. Segundo o senador, a prática estimula o consumo por impulso, expõe crianças e adolescentes a conteúdos inadequados e influencia comportamentos antes que tenham maturidade para reconhecer estratégias de marketing.

— O objetivo do projeto é proteger a infância sem impedir o acesso à tecnologia, garantindo que o ambiente digital seja mais seguro, educativo e responsável — disse Confúcio.

Permanecem permitidas campanhas de utilidade pública, comunicações exclusivamente informativas e a identificação institucional do desenvolvedor ou distribuidor, desde que sem apelo comercial direto. A matéria aguarda análise da Comissão de Educação (CE).

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A Comissão de Direitos Humanos também aprovou o PL 5.810/2019, que obriga escolas públicas e privadas a orientar crianças e adolescentes sobre navegação segura nas redes sociais e prevenção à pedofilia. De autoria da ex-deputada Edna Henrique (PSDB/PB), a proposta recebeu parecer favorável do então senador Bruno Bonetti e será analisada pela CE.

Violência sexual

O enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes também foi prioridade da agenda legislativa no primeiro semestre. A CDH aprovou propostas que endurecem penas, ampliam os instrumentos de investigação e modificam normas relacionadas ao atendimento das vítimas.

Uma das propostas é o PL 2.989/2024, que aumenta a punição para crimes contra a dignidade sexual de crianças e adolescentes. De autoria da ex-senadora Janaína Farias (PT-CE), a proposta foi aprovada na comissão em junho. O texto amplia as penas para crimes relacionados à exploração sexual de menores, fortalece os mecanismos de investigação no ambiente digital e cria novos instrumentos de proteção às vítimas.

A relatora, senadora Roberta Acioly (Republicanos-RR), afirmou à Agência Senado que o projeto atualiza a legislação para fortalecer o combate à exploração e à violência sexual contra crianças e adolescentes. Entre as medidas estão a ampliação da infiltração policial em investigações na internet, a reorganização dos crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e o aumento da proteção jurídica das vítimas, com regras específicas para as vítimas.

— A iniciativa combina prevenção, investigação e punição, oferecendo instrumentos mais modernos e eficazes para proteger crianças e adolescentes.

O texto altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e aguarda deliberação na CCJ.

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CDH também aprovou o PL 6.382/2025, que torna inafiançáveis os crimes de conotação sexual praticados contra crianças e adolescentes. A proposta altera o Código de Processo Penal para impedir a concessão de fiança nesses casos. Originado de uma sugestão legislativa apresentada no Portal e-Cidadania, o projeto aguarda a designação de relator na CCJ.

Direitos e proteção

O fortalecimento da rede de garantia dos direitos de crianças e adolescentes também esteve entre as prioridades da agenda do Senado no primeiro semestre. Na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), os senadores aprovaram o PL 3.420/2025, que garante ao empregado o direito de se ausentar do trabalho por três dias, sem prejuízo do salário, para realizar o acolhimento familiar de crianças e adolescentes.

De autoria do senador Alan Rick (Republicanos-AC) e relatado pelo senador Flávio Arns (PSB-PR), o projeto altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para incentivar essa modalidade de proteção, destinada a crianças e adolescentes que precisam ser temporariamente afastados da família de origem.

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Alan Rick afirmou à Agência Senado que, na prática, a medida remove um dos obstáculos à adesão ao Programa Família Acolhedora: a dificuldade de conciliar o acolhimento com as responsabilidades profissionais. Para o senador, a iniciativa pode ampliar o número de famílias dispostas a participar do programa e garantir que mais crianças e adolescentes sejam acolhidos em ambiente familiar.

— Quanto mais famílias preparadas para acolher, maior será a oportunidade de crianças e adolescentes viverem esse período em um ambiente familiar, com cuidado individualizado, afeto e estabilidade.

Segundo o senador, os primeiros dias após o acolhimento são decisivos para a adaptação da criança e da família acolhedora, razão pela qual considera importante assegurar um período de dedicação exclusiva nesse momento inicial.

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As políticas públicas voltadas à infância também avançaram com o Projeto de Lei Complementar (PLP) 26/2025, que inclui a proteção e a promoção dos direitos de crianças e adolescentes entre as ações prioritárias para receber recursos de emendas de bancada estadual. De autoria da senadora Damares Alves, a proposta recebeu parecer favorável do senador Eduardo Girão (Novo-CE) e aguarda análise da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

Girão disse à Agência Senado que, embora defenda o fim das emendas parlamentares, considera que, enquanto esse instrumento existir, os recursos devem priorizar políticas voltadas à infância e à adolescência, por se tratar da parcela mais vulnerável da população.

Segundo o senador, problemas como violência, abuso sexual, uso de drogas, abandono e exploração exigem uma rede estadual de prevenção, acolhimento e atendimento especializado. Para ele, a medida pode fortalecer ações como o atendimento a crianças vítimas de violência, os conselhos tutelares, programas de acolhimento, atendimento psicológico, assistência social e iniciativas de prevenção ao uso de drogas, à exploração sexual e ao trabalho infantil.

— O objetivo é agir antes que a tragédia aconteça. É muito mais inteligente investir na proteção das nossas crianças do que remediar as consequências da violência, do crime e das drogas.

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Além da análise de projetos legislativos, o Senado também acompanhou a implementação de políticas públicas voltadas à infância. Ao longo de 2026, a Comissão de Direitos Humanos (CDH) realiza a avaliação da política pública do Plano Nacional de Enfrentamento da Violência contra Crianças e Adolescentes. O trabalho inclui audiências públicas e outras atividades destinadas a verificar a implementação, os resultados e os desafios do plano, além de subsidiar eventuais aperfeiçoamentos legislativos e administrativos.

Educação

O fortalecimento do papel da escola na promoção dos direitos de crianças e adolescentes também marcou a agenda legislativa do primeiro semestre. O Senado aprovou o PL 4.161/2025, que altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação para determinar que os estabelecimentos de ensino promovam ações de conscientização sobre os direitos da criança e do adolescente e divulguem mecanismos de proteção e canais de denúncia e ajuda.

De autoria da CDH e relatado pela senadora Leila Barros (PDT-DF), o projeto busca ampliar a participação das escolas na prevenção da violência e na divulgação da rede de proteção à infância e à adolescência. A proposta segue para análise da Câmara dos Deputados.

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Resolução do Conanda

O Senado também aprovou o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 3/2025, que susta os efeitos da Resolução 258, de 2024, do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), sobre o atendimento a crianças e adolescentes vítimas de violência sexual.

A resolução estabelecia diretrizes para o atendimento das vítimas, incluindo protocolos de escuta especializada, medidas para evitar a revitimização e procedimentos aplicáveis aos casos de interrupção legal da gravidez.

Relatora da proposta, a senadora Damares Alves afirmou à Agência Senado que a resolução extrapolava as competências do Conanda e que a previsão de confidencialidade dos procedimentos poderia afastar pais e responsáveis legais do processo.

— O conselho existe para formular e acompanhar políticas públicas voltadas à infância, não para legislar, criar novos direitos ou redefinir regimes jurídicos que são de competência exclusiva do Congresso Nacional — afirmou Damares.

Saúde

A prevenção de doenças e a promoção da saúde também estiveram entre as prioridades da agenda legislativa do primeiro semestre. Entre os destaques está a Lei 15.442, de 2026, que prioriza a divulgação dos principais sintomas e sinais clínicos do câncer infantojuvenil nas campanhas de conscientização e prevê a capacitação de profissionais da atenção primária para favorecer o diagnóstico precoce da doença. A norma teve origem no PL 1.986/2024, do deputado Jefferson Campos (PL-SP), relatado no Senado pela senadora Damares Alves.

A parlamentar disse à Agência Senado que o câncer infantojuvenil muitas vezes apresenta sinais que podem ser confundidos com doenças comuns da infância e que a divulgação dessas informações pode ajudar famílias e profissionais de saúde a identificar precocemente a doença.

— Recebi o diagnóstico precoce e logo consegui realizar a cirurgia. Estou curada. Quero que mais brasileiras tenham acesso ao mesmo tratamento e que, com isso, vidas sejam salvas.

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Outra norma sancionada no semestre foi a Lei 15.450, de 2026, que incluiu entre os temas das campanhas oficiais de educação sanitária a prevenção do uso indiscriminado, desnecessário ou excessivo de psicofármacos por crianças e adolescentes. A iniciativa busca promover o uso racional desses medicamentos e ampliar a conscientização de famílias e profissionais de saúde sobre seus riscos e benefícios. A norma teve origem no PLS 247/2012, da ex-senadora Ângela Portela.

Também entrou em vigor a Lei 15.430, de 2026, que institui o Julho Laranja, campanha dedicada à conscientização sobre a saúde bucal e ortodôntica infantil. A iniciativa busca incentivar o diagnóstico precoce de alterações no desenvolvimento da arcada dentária e orientar pais e responsáveis sobre a importância do acompanhamento odontológico desde a infância. A norma teve origem no PL 2.888/2021, aprovado em abril na Comissão de Assuntos Sociais.

A relatora do projeto, Damares disse à Agência Senado que evidências científicas mostram uma alta incidência de problemas ortodônticos em crianças de 6 a 12 anos e reforçam a importância do diagnóstico precoce.

— Muitas vezes, a sociedade trata dentes desalinhados e alterações bucais como uma simples questão estética, mas o impacto é muito mais profundo. A falta de tratamento adequado prejudica o desenvolvimento físico, causa distúrbios do sono e afeta o estado emocional e o desempenho escolar da criança.

 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Inscrições para edição do segundo semestre do Fies 2026 terminam hoje

Processo deve ser feito pela internet

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Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil

 

Termina nesta quinta-feira (17) o prazo para inscrição no processo seletivo do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) do segundo semestre de 2026. Os estudantes interessados em participar devem acessar o Portal Único de Acesso ao Ensino Superior.

O Fies financia a graduação de estudantes matriculados em cursos presenciais não gratuitos em faculdades privadas avaliadas positivamente no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes) do Ministério da Educação.

O programa beneficia prioritariamente estudantes que não tenham concluído o ensino superior e não tenham sido beneficiados pelo financiamento estudantil.

Vagas

Ao todo, o MEC oferece mais de 112 mil vagas para o Fies em 2026, considerando as oportunidades do primeiro e do segundo semestre, sendo 67.301 vagas no primeiro, e 44.867 no segundo.

Além das vagas do segundo semestre, o MEC ainda ofertará todas as vagas eventualmente não ocupadas até o limite do total definido para este ano.

Quem pode se inscrever

Os candidatos devem atender aos requisitos estabelecidos no novo edital:

  • ter participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir da edição de 2010
  • ter obtido média igual ou maior que 450 pontos considerando as cinco provas
  • não ter tirado nota zero na prova de redação
  • ter renda bruta familiar mensal per capita de até três salários mínimos (R$ 4.863, em 2026)

Os candidatos que participaram do Enem na condição de “treineiro” não podem se inscrever no Fies.

Fies Social

O processo seletivo do Fies inclui a reserva de 50% das vagas para estudantes com renda familiar por pessoa de até meio salário mínimo (R$ 810,50, em 2026) e com inscrição ativa no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico).

Os pré-selecionados para as vagas do Fies Social poderão solicitar a contratação do financiamento integral, cobrindo todos os encargos educacionais.

Os estudantes pré-selecionados, com renda familiar de até meio salário mínimo por pessoa, inscritos nas vagas do Fies Social, estão dispensados de comprovar a renda familiar diretamente na instituição privada de ensino superior.

Mesmo assim, deverão comparecer à Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA) da respectiva faculdade privada para validar as demais informações prestadas no momento da inscrição.

Cronograma

  • inscrições: de 14 a 17 de julho
  • resultado: 30 de julho
  • complementação das inscrições: de 31 de julho a 4 de agosto
  • lista de espera: de 7 a 24 de setembro
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Oficina de desenho e contação de histórias movimentam a Biblioteca Nacional

Programação gratuita une leitura, imaginação e desenho para todas as idades

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Geovanna Gravia, da Agência Brasília | Edição: Paulo Soares

Quem busca uma programação cultural gratuita para as férias terá boas opções na Biblioteca Nacional de Brasília (BNB). A agenda desta semana tem contação de histórias para crianças e oficina de desenho para jovens e adultos. As atividades são preenchidas por ordem de chegada. Na quinta-feira (16), das 10h às 12h, e na sexta (17), das 15h às 17h, a escritora e arte-educadora Carla Nery apresenta a contação de histórias Dinossauro de Baunilha no Espaço Infantil da biblioteca.

A atividade leva o público a um universo de imaginação e incentiva a leitura, a empatia e o respeito à diversidade. A programação é voltada para crianças de até 13 anos. São 25 vagas por sessão, preenchidas por ordem de chegada.

Criatividade no papel

Na sexta-feira (17), o Espaço Geek recebe a Oficina de Desenho em estilo Cartum com o ilustrador Daniel Nakassato. A atividade será das 15h às 17h. Durante o encontro, os participantes aprenderão técnicas para criar personagens em estilo cartum e desenvolver desenhos com mais expressão e personalidade.

A programação é voltada para crianças de até 13 anos | Foto: Divulgação

Serão oferecidas 12 vagas para participantes a partir de 10 anos. Não é preciso ter experiência.

 

Serviço

Contação de Histórias – Dinossauro de Baunilha

Quinta-feira (16), das 10h às 12h; sexta (17), das 15h às 17h

Local: Espaço Infantil – térreo da Biblioteca Nacional de Brasília

Público: crianças de até 13 anos

Entrada gratuita

Oficina de desenho com Daniel Nakassato

Sexta (17), das 15h às 17h

Local: Espaço Geek – 2º andar da Biblioteca Nacional de Brasília

Público: pessoas a partir de 10 anos

Entrada gratuita

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SRTV Sul, Quadra 701, Bloco A, Sala 719
Edifício Centro Empresarial Brasília
Brasília/DF
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(61) 98442-1010