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AS JOIAS DA NATUREZA

O DIA DA AVE NO BRASIL E O DIA MUNDIAL DAS AVES MIGRATÓRIAS

 

Toda árvore se arrepia

Na beleza do momento

Quando a ave a acaricia

Buscando seu alimento.

Silvestre Gorgulho

 

 

Elas são as joias da natureza. Grandes, pequenas, coloridas e canoras, todas elas fazem do céu, dos mananciais, da terra, das cidades, dos jardins e das florestas um canto de paz. A Natureza sempre nos faz a gentileza de dar aos passarinhos o dom de nos acordar pela manhã com o espetáculo das suas sinfonias. Tão bom ver a cidade ou o campo amanhecer sorrindo com os passarinhos saudando um novo dia. Mário Quintana, no seu Poema do Contra, foi além: “Todos esses que aí estão / Atravancando meu caminho, Eles passarão…
Eu passarinho!” Melhor do que o cantar de uma ave, só mesmo sentir seu voo em liberdade.

 

O jornal FOLHA DO MEIO AMBIENTE trouxe a reportagem completa na edição número 129, de outubro de 2002.

 

Para celebrar e bendizer essas joias da natureza, há dois dias no ano para se comemorar. No Brasil, o dia 5 de outubro é dedicado ao DIA DA AVE. E no mundo, o 8 de maio é o Dia Mundial das Aves Migratórias.

No Brasil, o 5 de outubro foi oficialmente celebrado como o Dia da Ave pelo Decreto nº 63.234, de 12 de setembro de 1968 assinado pelo então presidente Artur da Costa e Silva e já fixava a data para essas comemorações. Esse Decreto foi revogado em 3 de outubro de 2002 pelo presidente Fernando Henrique Cardoso que, pelo Decreto 9.675, manteve a data em 5 de outubro e foi além: FHC, a pedido do ornitólogo Johan Dalgas Frisch definiu também que o símbolo do “Dia das Aves” é o Sabiá (Turdus rufiventris) considerada a Ave Nacional do Brasil.

As aves são extremamente necessárias ao equilíbrio ecológico, além da beleza de sua plumagem e de seu canto. As aves são grandes amigas da Humanidade. E por isso, é um dever de nossa parte protegê-las e amá-las. Um modo de proteger as aves e evitar que se extinguem é cuidar de manter o seu ambiente natural.

 

DECRETO DE 3 DE OUTUBRO DE 2002

Dispõe sobre o “Dia da Ave” e dá outras providências.

 

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso II, da Constituição, DECRETA:

Art. 1 – O “Dia da Ave”, instituído pelo Decreto no 63.234, de 12 de setembro de 1968, será comemorado no dia 5 de outubro de cada ano.

 

Art. 2 – O centro de interesse para as festividades do “Dia da Ave” será o Sabiá (Turdus Rufiventris), como símbolo representativo da fauna ornitológica brasileira e considerada popularmente Ave Nacional do Brasil.

 

Art. 3 – As comemorações do “Dia da Ave” terão cunho eminentemente educativo e serão realizadas com a participação das escolas e da comunidade.

 

Art. 4 – Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

 

Art. 5 – Revoga-se o Decreto no 63.234, de 12 de setembro de 1968.

 

Brasília, 3 de outubro de 2002; 181o da Independência e 114º da República.

 

FERNANDO HENRIQUE CARDOSO

 

 

DIA MUNDIAL DAS AVES MIGRATÓRIAS

Criada pela Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS), um tratado internacional que tem como objetivo a conservação das espécies migratórias em todo o mundo, o 8 de maio é o Dia Mundial das Aves Migratórias. A data foi, para promover a conservação das aves e de seus habitats.

As aves migratórias são espécies de aves que se deslocam de uma região para outra em diferentes épocas do ano, em busca de alimento, abrigo ou condições climáticas mais favoráveis para se reproduzirem. Essas aves são capazes de percorrer grandes distâncias, muitas vezes atravessando continentes inteiros ou até mesmo oceanos.

Para diversas espécies a migração é necessária para a sobrevivência. Algumas aves conseguem voar durante dias ininterruptos, cobrindo a distância de milhares de quilômetros. Outros grupos se reúnem em lugares específicos à procura de abrigo e do alimento que necessitam.

Existem várias espécies de aves migratórias em todo o mundo, incluindo as cegonhas, as andorinhas, os gansos, as garças, os patos e os falcões, entre outras. Essas aves geralmente seguem rotas migratórias pré-determinadas, que podem variar dependendo da espécie e da região.

No Brasil, são quase 200 espécies identificadas como migratórias. Algumas fazem movimentos entre América do Norte e América do Sul, outras deslocam-se entre países da América do Sul e há algumas que migram somente pelo território brasileiro.

As aves migratórias enfrentam várias ameaças durante suas jornadas, incluindo a perda de habitat, a poluição, a caça e a colisão com prédios e aviões. Por isso, é importante proteger as áreas de habitat das aves e tomar medidas para reduzir o impacto humano sobre essas espécies de hábitos vulneráveis.

O Dia Mundial das Aves Migratórias é uma importante oportunidade para celebrar a beleza e a importância dessas espécies, bem como para promover ações práticas para protegê-las e garantir sua sobrevivência a longo prazo.

 

Em outubro de 2002, José Carlos Carvalho, então ministro do Meio Ambiente, recebeu de Johan Dalgas Frisch todos os estudos para que o Brasil pudesse definir o SABIÁ como Ave Nacional.

 

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ERA UMA VEZ…

QUANDO NASCIA UM REI.

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Mais uma data cheia de uma lenda brasileira.
Neste 2026, fazem 70 anos da posse de JK na Presidência da República, em 31 de janeiro… 50 anos de sua morte em 22 de agosto… e, 70 anos do primeiro jogo oficial do Rei Pelé, então um menino de apenas 15 anos, como profissional do Santos.
Pelé, que completaria 16 anos em 23 de outubro de 1956, entrou no segundo tempo (no lugar de Del Vecchio) do jogo Santos 7 x 1 Corinthians de Santo André, fez gol aos 36 min do segundo tempo e ganhou seu primeiro troféu: a Taça Independência.
Daí para frente, o Edson virou DICO… que virou PELÉ… que reinventou o futebol e que parou guerras.
Recebi de um leitor de meu livro “DE CASACA E CHUTEIRAS – PELÉ-BRASÍLIA-JK – A ERA DOS GRANDES DRIBLES NA POLÍTICA, CULTURA E HISTÓRIA” o seguinte comentário sobre a polêmica quem foi maior: Pelé ou Maradona?
– “Pelé tornou o futebol mudialmente conhecido. Maradona ficou conhecido por causa do futebol”.
FOTOS: A súmula original com o registro do primeiro gol de Pelé integra o acervo do Museu de Santo André desde 2019. Ela registra a partida realizada em 7 de setembro de 1956 entre o Santos Futebol Clube e o Corinthians de Santo André no Estádio Américo Guazzeli.
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O BRASIL PERDE UM PROFISSIONAL DE EXCELÊNCIA

Uma manhã triste hoje em Brasília.

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O Brasil se despede de CARLOS MONFORTE, exemplo de profissional dedicado, um pai de família exemplar e um amigo de todas as horas.
Carlos Monforte, Maria Ignez, Serginho e Flavinha, uma família linda que conheço desde 1979. Maria Ignez e Carlos Monforte fazem parte do jornalismo brasileiro de excelência. Ambos com uma história maravilhosa em Santos, São Paulo e Brasília.
Carlos Monforte foi pioneiro e implantou o BOM DIA BRASIL. Sucesso absoluto! Lembrar Carlos Monforte é reverenciar o seu legado e suas ações de amizade, de cidadania que fizeram a diferença.
Vá em Paz, meu amigo. Você foi um Guereiro de Luz!
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MISSA DA SAUDADE PARA UM GUERREIRA DE LUZ

Maria Elisa Costa.

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Nessa segunda-feira dia 31 de agosto, às 18h30, na Igrejinha de Fátima na 308 Sul.
“O tempo tem carícias com as coisas velhas”, pressentia Anna Lins dos Guimarães Peixoto Bretas ou Cora Coralina (1889-1985). Hoje, 66 anos depois da inauguração, Brasília vive uma realidade: participantes de sua construção estão em outro patamar. Os artistas construtores, todos eles, já se foram. O legado de JK, Oscar Niemeyer, Lucio Costa, Joaquim Cardozo, Athos Bulcão, Mariane Perretti, Burle Marx, Ceschiatti e Bruno Giorgi está aí para a gente celebrar e respeitar.
Dia 25, sexta-feira, partiu uma das mais importantes coajuvantes da criação e da construção de Brasília, a arquiteta Maria Elisa Costa, filha de Lucio Costa.
Maria Elisa se une a outros personagens que ajudaram a colocar Brasília de pé: Israel Pinheiro, Ernesto Silva, Augusto Guimarães, Carlos Magalhães da Silveira, Jofre Mozart Parada e Moacyr Gomes de Souza.
A escolha do projeto do Plano Piloto foi feita em 16 de março de 1957. A construção, mesmo, começou em abril. Vamos voltar três meses antes. Tardinha de uma segunda-feira, 4 de fevereiro de 1957. Maria Elisa, com 22 anos, cursava a Faculdade Nacional de Arquitetura. Tão logo Maria Elisa entra no apartamento, ouve a voz do pai:
– Minha filha, vem aqui que quero mostrar “uma coisa”.
Ela chega, cheia de livros e cadernos, e não dá lá muita importância para a “coisa”. A “coisa” era, simplesmente, o primeiro esboço da Asa Sul de Brasília, a lápis com toques de cor e com anotações manuscritas. Na escala de 1/25.000, como o projeto foi apresentado no concurso.
Ela ainda ouviu seu pai descrever a nova capital, tim-tim por tim-tim. Quando terminou, lembra Maria Elisa: “Papai, com a camisa encharcada de suor, expôs pela primeira vez em palavra falada, a sua criação solitária. Sim – continua ela – porque o projeto de Brasília foi feito por ele sozinho, em casa. Fui a primeira pessoa a saber como seria nossa capital”.
Aquela revelação – uma descoberta que mudaria a História do Brasil e o conceito de urbanismo no mundo – continha um conteúdo único e um vislumbre singular de esperança e de revolução. Ela mesmo explica:
“Quando lembro desse momento ímpar, o que mais me surpreende é que não achei nada de extraordinário. Tudo aquilo me parecia simplesmente normal: mudar a capital, inventar uma cidade… tudo! O próprio fato do meu pai ter feito o projeto sozinho em casa, desenhado a mão-livre e em escala, para mim não foi surpresa. Era esse, o jeito dele”.
A montagem do projeto do Plano Piloto para inscrição no concurso foi outra epopeia artesanal. “Fizemos a montagem em pranchas de cartolina, espalhadas no chão, com a ajuda de minha irmã Helena e de nossa prima, Nadja, sob rígida orientação do ‘inventor’. Detalhe por detalhe. A gente ia colando aquelas preciosas páginas nas cartolinas com aneisinhos de fita adesiva”.
O projeto tinha cinco pranchas, uma com o belo desenho da cidade em escala de 1/25.000, a nanquim e colorido com lápis de cor. E, mais quatro, com o texto da “Memória Descritiva” datilografado, ilustrado com impecáveis croquis, também desenhados a nanquim, alguns com leves toques de cor aqui e ali. À exceção da datilografia, tudo foi feito pessoalmente por Lucio Costa sem a ajuda de ninguém.
A própria Maria Elisa conta: “Fomos para a cidade de carro, meu pai dirigindo. Parou junto à entrada do Ministério da Educação. Minha irmã e eu descemos e entregamos as cinco pranchas na sobreloja. Faltavam 10 minutos para terminar o prazo. Pegamos o pequeno protocolo de número 26, e entregamos para meu pai. Era 11 de março de 1957”. A partir daí, foi a saga da construção.
Desde aquele 4 de fevereiro, Maria Elisa Costa nunca mais se desgrudou de Brasília. Acompanhou tudo. Era a ‘mãe’ cuidando da ‘filha’, como membro do Conselho de Arquitetura e Meio Ambiente, como presidente do IPHAN ou atendendo solicitações diversas dos governadores de Brasília.
Passaram-se os anos. E lá estava Maria Elisa Costa na luta para defender a Capital em duas situações opostas e adjacentes: de um lado, a extensa área urbana em expansão e, de outro, o Plano Piloto a ser preservado. Ela tinha a noção exata de que uma coisa é gerenciar o desenvolvimento urbano da cidade em expansão. E outra, bem diferente, é assegurar a preservação de seu núcleo original. Explica ela: “O centro histórico da capital é a área delimitada pelo divisor de águas da Bacia do Paranoá. Toda e qualquer intervenção nessa área, mesmo não sendo localizada dentro do perímetro tombado ou em seu entorno direto, deve ser compatível com o texto original da Portaria 314 do IPHAN. Tem que ser fiscalizada. Toda e qualquer intervenção nessa área deve passar por uma comissão técnica permanente de alto nível, criada para esse fim. E que tenha com poder de veto”.
A eterna guardiã do dr. Lucio reacendeu em nosso espírito o sentido da preservação e ajudou a moldar a beleza de Brasília.
Obrigado, Maria Elisa Costa.
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