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Semana do Empreendedorismo Feminino ensina gestão financeira, marketing e liderança

Evento segue até quarta-feira (19) com palestras de incentivo a mulheres empreendedoras

 

Foto: Andressa Anholete/ Agência CLDF

O evento foi criado por meio de lei da deputada Paula Belmonte

Com o tema “Empreender com propósito, coragem e inovação”, a 3ª Semana Legislativa do Empreendedorismo Feminino começou nesta segunda-feira (17) na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). Nesta tarde, o público acompanhou palestras sobre inteligência artificial, marketing viral e gestão financeira.

“Empreender, ser autônoma, é um grande ato de insubmissão”, definiu a consultora financeira Maria de Lourdes Silva. “A mulher não empreende apenas para ganhar dinheiro. Ela decide empreender para inspirar outras pessoas”, disse a palestrante.

O evento pode ser assistido novamente no YouTube da TV Câmara DistritalE a programação continua até quarta-feira (19), com homenagens e palestras sobre “liderança feminina e autoconfiança no mundo dos negócios” e “imagem, comportamento e credibilidade no empreendedorismo feminino”.

A Semana foi criada pela Lei Distrital 7.603/2024, de autoria da deputada Paula Belmonte (Cidadania). Ela também é autora de uma legislação nacional com o mesmo tema: a Lei 14.667/2023, proposta em 2019, quando Belmonte era deputada federal.

Na abertura do evento, a parlamentar chamou atenção para o futuro das meninas brasileiras, muitas vezes prejudicado pela evasão escolar e pela maternidade precoce. “O que tem a ver empreendedorismo com criança? Tudo. Porque as meninas precisam sonhar que podem chegar aonde elas quiserem”, afirmou a deputada.

“Quando chegam a 12 ou 13 anos, as nossas meninas não estão querendo ir para a escola. Elas estão abandonando o Ensino Médio, muitas das vezes querendo namorar o traficante. É muito importante que a gente coloque as meninas para sonhar”, ressaltou Belmonte.

 

Foto: Andressa Anholete/ Agência CLDF

 

A abertura da Semana também contou com palestras sobre inteligência artificial com a presidente do Conselho da Mulher Empreendedora e da Cultura do DF (CMEC), Beatriz Guimarães; sobre gestão financeira com a especialista Maria de Lourdes Silva; e sobre marketing viral com a especialista Letícia Leal.

Confira a programação dos próximos dias:

De 17 a 19 de novembro, segunda a quarta-feira
Feira de Empreendedoras
Horário: das 9h às 17h
Local: Praça do Servidor, na Câmara Legislativa do Distrito Federal

18 de novembro, terça-feira
Sessão solene Semana do Empreendedorismo Feminino
•    Formalização do Grupo de Trabalho pela Frente do Empreendedorismo
•    Moção de Louvor para as conselheiras das regiões administrativas do CMEC-DF (Conselho da Mulher Empreendedora e da Cultura do DF)
Horário: 10h
Local: plenário da CLDF

19 de novembro, quarta-feira
Palestras sobre Comportamento e Imagem
•    Das 14h às 15h20: Liderança feminina e autoconfiança no mundo dos negócios
•    Das 15h40 às 17h: Do comportamento à marca pessoal: imagem, comportamento e credibilidade no empreendedorismo feminino
Local: Sala das comissões na CLDF
Palestrantes
•    Beatriz Guimarães – Inovação com propósito
•    Bruna de Castro – Inovação com propósito
•    Isabel Juliane – Comportamento e imagem
•    Karina Avelino – Vendas no mundo digital
•    Larissa Drago – Comportamento e imagem
•    Letícia Leal – Marketing viral
•    Maria de Lourdes Silva – Gestão financeira e planejamento
•    Rafaela Marques – Comportamento e imagem

Ana Teresa Malta – Agência CLDF

 

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Brasil supera 100 mil escolas públicas com internet gratuita

Programa quer conectar toda rede pública de ensino até 2026

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Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil

O Brasil ultrapassou a marca de 100 mil escolas públicas com acesso à internet gratuita e de qualidade para uso pedagógico. Segundo dados atualizados do Indicador Escolas Conectadas (Inec), o país já soma 100.720 instituições conectadas dentro dos parâmetros considerados adequados pelo governo federal.

O avanço faz parte da Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec), programa coordenado pelos ministérios da Educação e das Comunicações, em parceria com estados e municípios. A meta do governo é conectar todas as 138 mil escolas públicas de educação básica até o fim de 2026.

Crescimento acelerado

O programa registrou forte avanço nos últimos anos. Em 2023, apenas 45,4% das escolas públicas brasileiras tinham acesso à internet considerada adequada. O índice subiu para 57,3% em dezembro de 2024, chegou a 69,7% no fim de 2025 e alcançou 72,9% em abril deste ano.

Em nota, o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, afirmou que o resultado é fruto de um amplo esforço de infraestrutura iniciado em 2023.

“Esse é um momento histórico para a educação e para a inclusão digital do Brasil. Ter mais de 100 mil escolas com acesso gratuito à internet é uma realidade pela qual o governo trabalhou intensamente”, declarou.

Segundo ele, a ampliação da conectividade ajuda a reduzir desigualdades educacionais, especialmente em regiões mais isoladas do país.

“Com essa política transformadora, nossos estudantes terão mais oportunidades de aprendizado e portas abertas para o mercado de trabalho”, acrescentou o ministro.

Uso pedagógico

Além de levar internet às escolas, o programa busca garantir conexão estável e veloz, com redes Wi-Fi adequadas para uso dentro das salas de aula. A proposta é ampliar o acesso a plataformas educacionais, aulas digitais, ferramentas de inovação e capacitação de professores.

Em nota, o ministro da Educação, Leonardo Barchini, destacou que a iniciativa busca garantir igualdade de oportunidades para os estudantes da rede pública.

“A Estratégia Nacional de Escolas Conectadas articula políticas e ações para universalizar o acesso à internet de qualidade e garantir o uso pedagógico da tecnologia em todas as escolas públicas”, afirmou.

Avanço no Norte

O maior crescimento proporcional ocorreu na Região Norte, onde os desafios logísticos historicamente dificultam o acesso à conectividade.

Em dezembro de 2023, apenas 23,6% das escolas da região tinham internet adequada. O índice passou para 36,7% em 2024, chegou a 60,5% em 2025 e atingiu 64,3% em abril deste ano.

Coordenado pelos Ministérios das Comunicações e da Educação, o programa é executado pela da Entidade Administradora da Conectividade de Escolas (EACE).Segundo o governo, a expansão reduziu desigualdades regionais e levou conexão de qualidade a escolas que antes estavam praticamente isoladas digitalmente.

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Crie-DF já soma quase 20 mil atendimentos em vacinação e mais de 36,5 mil doses aplicadas

Desde dezembro de 2023, serviço especializado da Secretaria de Saúde amplia o acesso à imunização especial para pacientes com condições específicas

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Geovanna Gravia, da Agência Brasília | Edição: Ígor Silveira

 

Jorge Araújo, 61 anos, passou a ter uma rotina de mais cuidados depois que começou a usar medicamentos imunossupressores para tratar a artrite reumatoide, em 2023. “Hoje tenho a artrite controlada. Pego medicamentos na Farmácia de Alto Custo. Só uma caixa do remédio custa entre R$ 5 mil e R$ 6 mil por mês. Sem esse apoio, seria um sacrifício muito grande manter o tratamento”, diz o administrador de empresas.

No entanto, com a imunidade reduzida e maior risco de infecções, o morador de Águas Claras encontrou no Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais do Distrito Federal (Crie-DF) um apoio que trouxe mais segurança ao tratamento.

“Já tomei vacinas contra hepatites A e B, pneumo, meningite, gripe e influenza, e ainda tenho outras agendadas. Por causa dos remédios imunossupressores, minha imunidade fica mais baixa. As vacinas ajudam a me proteger de infecções e doenças mais graves”, conta.

Mais proteção

O Crie é um serviço especializado da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) que atende pessoas que precisam de vacinas e imunobiológicos especiais, ou seja, doses que não fazem parte do calendário básico de vacinação.

Desde dezembro de 2023, o serviço já realizou quase 20 mil atendimentos presenciais e aplicou mais de 36,5 mil doses. Segundo a responsável técnica substituta do centro, Lethícia Lima, a unidade atende pacientes com condições específicas, como transplantados e pessoas com doenças crônicas.

 

O Crie é um serviço especializado da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) que atende pessoas que precisam de vacinas e imunobiológicos especiais | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

“A principal porta de entrada são as unidades básicas de saúde. O paciente apresenta relatório médico e cartão de vacina, e a equipe do Crie avalia quais doses são necessárias”, explica.

Acesso ampliado

Hoje, o centro funciona no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib). Para ampliar o acesso ao atendimento, a SES-DF implantou, em agosto de 2024, o Crie Virtual. A iniciativa conecta 108 salas de vacinação da rede pública à equipe especializada do hospital.

“O objetivo é facilitar o acesso do usuário. Com o Crie Virtual, conseguimos atender uma pessoa que mora longe e não possui recursos financeiros para ir ao Hmib. Quando a vacina é ofertada perto da residência, ela consegue concluir o calendário vacinal”, explica Lethícia Lima.

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Audiência pública debate direitos dos estudantes com altas habilidades e superdotação

Aumento de vagas nas salas de recursos da rede pública e qualificação de profissionais estiveram entre as reivindicações

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Foto: João Pedro Carvalho / Agência CLDF

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) promoveu audiência pública, nesta sexta-feira (22), sobre as demandas dos estudantes com altas habilidades e superdotação (AH/SD). A discussão teve a presença de representantes da Secretaria de Educação do DF, do Ministério da Educação, da Universidade de Brasília, da Ordem dos Advogados do Brasil e, principalmente, de mães que clamaram por mais suporte ao desenvolvimento de seus filhos.

>> Confira mais imagens da audiência

Dói perceber a falta de apoio, de compreensão e de preparo da sociedade e até das instituições para acolher esses jovens, além do rótulo da inteligência. Porque superdotação não é apenas o desempenho: é também intensidade emocional, conflitos internos e uma solidão difícil de explicar”, disse Silvia Lustosa, mãe de uma filha com AH/SD e um filho em processo de diagnóstico.

A audiência pública abordou a necessidade de aprimoramento de políticas para esse público, em especial o aumento do número de vagas para Atendimento Educacional Especializado (AEE) na rede pública de ensino. No DF, há filas de espera para esse tipo de atendimento, que é ofertado uma vez por semana no contraturno, geralmente nas salas de recursos das escolas. O serviço é voltado não apenas para alunos com AH/SD, mas também para estudantes com deficiências.

Foto: João Pedro Carvalho / Agência CLDF

Apesar de não suprir a demanda, participantes da audiência apontaram que a rede pública está à frente da rede privada de ensino, que muitas vezes não oferta qualquer tipo de suporte educacional para estudantes com AH/SD. Atualmente, 10% das matrículas para atendimento especializado nas escolas públicas são disponibilizadas para alunos da rede privada.

Nesse ponto, o deputado distrital Fábio Felix (PSOL), propositor da audiência, defendeu a cobrança de responsabilidade das escolas privadas, sem eximir o papel do Estado. “Os estudantes da educação privada têm direito ao atendimento, em suas especificidades, na educação pública. Nós podemos lutar para pressionar a responsabilização da educação privada, mas não podemos nos desresponsabilizar. Se a escola privada não cumprir esse processo, a educação pública sempre tem que estar de braços abertos, é um direito universal no Brasil”, afirmou o deputado, que é presidente da Frente Parlamentar em Defesa e Promoção da Educação Inclusiva nas Redes Públicas de Ensino do Distrito Federal.

Outra demanda apresentada na audiência foi pela qualificação permanente de profissionais da educação e da saúde, aumentando a capacidade de diagnóstico precoce e de acolhimento a pessoas com AH/SD. A audiência completa, com todos os pontos abordados, pode ser acessada no YouTube da TV Câmara Distrital.

Ana Teresa Malta – Agência CLDF

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