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Último fim de semana do ano promete diversão e cultura no DF

Nosso Natal 2025 segue aberto ao público até 4 de janeiro, com pista de patinação, roda-gigante e muito mais. Cine Brasília montou mostra especial com melhores filmes de 2025 e Casa de Chá oferece cardápio especial

 

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Catarina Loiola, da Agência Brasília | Edição: Ígor Silveira

Falta pouco para o ano acabar, mas ainda dá tempo de se divertir em eventos gratuitos. A Agência Brasília reuniu atrações disponíveis neste fim de semana, que contam com apoio deste Governo do Distrito Federal (GDF), por meio das secretarias de Cultura e Economia Criativa (Secec) e de Turismo (Setur). Confira.

Nosso Natal 2025

O Nosso Natal 2025 continua iluminando a Esplanada dos Ministérios até 4 de janeiro (exceto dias 24 e 31), sempre das 17h às 23h. O festival é promovido com investimento de R$ 15 milhões pela Secec, com apoio da Chefia-Executiva de Políticas Sociais e execução do Instituto Missão Hoje. A programação é divulgada diariamente no Instagram do evento.

Estão disponíveis a pista de gelo, com sessões a cada 30 minutos e idade mínima de 5 anos, e a roda-gigante de 22 metros, com 16 gôndolas e cabine adaptada. A criançada também pode brincar no carrossel, que tem capacidade para até 36 pessoas, e no trenzinho, que circula continuamente durante todo o evento. O teatro infantil tem espetáculos às 18h e sessões lúdicas às 17h30, 18h30 e 18h30, enquanto as oficinas ocorrem às 17h30, 18h35, 19h40 e 20h45. Os ingressos são disponibilizados no local.

A vila cenográfica foi pensada para encantar os visitantes e garantir belas fotos. O ponto central é a árvore de Natal, com mais de 30 metros de altura, localizada na praça de alimentação. O espaço também conta com a Casa do Papai Noel e o presépio, a Vila dos Doces e a Vila dos Elfos, que têm lojas de artesanato e mais opções gastronômicas.

Vai de Graça

Para facilitar o acesso da população, o GDF estipulou gratuidade para o transporte público nos dias 20, 22 a 24, 26, 27, 29 a 31 de dezembro de 2025, e no dia 2 de janeiro de 2026, das 18h às 23h. Nos dias 21, 25 (Natal) e 28 de dezembro, e no dia 1º de janeiro (Ano Novo), a gratuidade ocorre em período integral, a partir da zero hora até 23h59.

A medida faz parte do Vai de Graça, programa lançado em fevereiro deste ano que garante passagem gratuita aos domingos e feriados e nos dias em que o benefício é estendido por decisão do GDF.

Gastronomia

Que tal conhecer pratos natalinos com a essência brasiliense? Localizada na Praça dos Três Poderes, a Casa de Chá montou um cardápio especial para o Natal, disponível até domingo (28). O espaço estará aberto nos dias 26, 27 e 28 de dezembro e depois em 2, 3 e 4 de janeiro, com retorno da atividade normal no dia 7. O equipamento funciona como café-escola e Centro de Atendimento ao Turista (CAT) a partir de uma cooperação técnica entre o GDF, por meio da Setur, e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac).

 

Como opção para o almoço, há lombo suíno recheado ao molho de vinho, acompanhado de cuscuz marroquino e salada de lentilhas. Já os lanches e sobremesas englobam rabanada de panetone artesanal com calda de doce de leite e sorvete fior di latte, panetone na chapa, strudel de maçã verde com sorvete fior di latte e tartine natalina (caponata de mirtilos e berinjela). Para as bebidas, ice matcha latte com morango, nova capital com gin apuã, soda de abacaxi com manjericão e chocolate da estação.

Cinema

O Cine Brasília preparou uma programação especial para a reta final do ano, com a mostra Sucessos de Bilheteria 2025. Foram selecionados dez filmes que mais reuniram público, com sessões a partir desta sexta (26) até 28 de janeiro. Entre os títulos, está O agente secreto, com direção de Kleber Mendonça Filho, que entrou na lista de pré-selecionados ao Oscar 2026. Os ingressos são R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia). Acesse o site.

O agente secreto é uma das atrações no cinema neste fim de semana | Foto: Divulgação

Música regional

A Praça das Artes Teodoro Freire, na Quadra 8 de Sobradinho, terá uma programação especial neste sábado (27). A 8ª edição do projeto Arte na Praça chega ao local com o 14º encontro deste ano, com a emoção da seresta, a plasticidade da dança e a tradição da viola caipira. A partir das 17h, haverá atividades para toda a família, como feira de artesanato e brechós, parquinho infantil e praça de alimentação. Às 19h, começam as apresentações do cantor e compositor Vitor Guedes, da professora e bailarina Karol Thayná, e do violeiro Claudivan Santiago. O evento é organizado pela Associação Artise de Arte, Cultura e Acessibilidade, com apoio da Secec.

Fauna e flora

O Jardim Botânico de Brasília (JBB) estará de portas abertas para a população neste final de semana, das 8h30 às 17h. No dia 24 e 31 deste mês, o funcionamento será das 9h às 14h. Já nos dias 25 de dezembro e 1º de janeiro, estará fechado. De terça a sábado, a entrada custa R$ 5 por pessoa; aos domingos, é gratuita graças ao Lazer Para Todos, instituído por este GDF em março deste ano.

Outro espaço que conta com gratuidade aos domingos e feriados é o Zoológico de Brasília. Nos dias 24 e 31, fica aberto até às 12h, com venda de ingressos até às 16h. O pagamento é em dinheiro, Pix ou cartão de débito e crédito. Já nos dias 25 deste mês e 1º de janeiro, funciona normalmente, das 8h30 às 17h, com entrada gratuita.

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Análise técnica do Congresso diverge de parte dos vetos à Lei Orçamentária

Nota das Consultorias de Orçamento subsidia análise do Congresso (ao fundo) sobre vetos do Planalto (em 1º plano)
Leonardo Sá/Agência Senado

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Uma nota técnica divulgada pelas Consultorias de Orçamento do Senado e da Câmara dos Deputados questiona parte dos vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Orçamento de 2026. A contestação abrange quatro dispositivos vetados que somam R$ 119,7 milhões em emendas parlamentares.

A análise dos consultores não tem caráter decisório, mas busca oferecer subsídios técnicos para que senadores e deputados possam avaliar, de forma qualificada, a manutenção ou a rejeição dos vetos presidenciais pelo Congresso.

A Lei Orçamentária de 2026 (Lei 15.346) foi sancionada na quarta-feira (14) com vetos do Poder Executivo a 22 dispositivos incluídos no texto por senadores e deputados. No total, os pontos vetados somam R$ 393,7 milhões em emendas.

Segundo a nota técnica, as razões apresentadas pelo Palácio do Planalto para justificar quatro dos vetos “não são pertinentes” do ponto de vista técnico e jurídico.

Um exemplo é o dispositivo que destinava R$ 30,4 milhões a projetos de agricultura irrigada no Nordeste. Segundo a análise, o veto pode gerar o descumprimento de uma regra constitucional que determina a aplicação mínima de 50% dos recursos de irrigação na região.

Outros dois vetos questionados na nota técnica liberavam R$ 89,1 milhões em emendas parlamentares para as áreas de atenção hospitalar e atenção primária à saúde. Segundo o Poder Executivo, as programações seriam “usualmente destinadas a acomodar emendas que teriam destinação específica estabelecida pelos parlamentares”.

De acordo com as consultorias, o argumento “não é cabível”. “As dotações classificadas com o identificador RP 2 [de livre execução pelo Executivo] não são passíveis de indicação, para execução orçamentária, pelos parlamentares. Assim, entende-se que não há pertinência das razões de veto apresentadas pelo Poder Executivo”, pontua o documento.

O último veto considerado não pertinente pelos consultores trata de recursos para a implantação da Escola de Sargentos do Exército em Recife. A programação previa R$ 100 mil.

Pontos convergentes

A nota técnica considera pertinentes os argumentos do Poder Executivo para os outros 18 pontos vetados. Segundo o Palácio do Planalto, a inclusão das programações contraria a Lei Complementar 210, de 2024. Segundo a norma, as mudanças propostas pelos parlamentares no Orçamento precisam observar, cumulativamente, três critérios:

  • incidir sobre despesas não identificadas;
  • ser de interesse nacional; e
  • não ter destinatário específico.

Alguns pontos vetados destinavam recursos para ações de saúde em estados específicos, obras rodoviárias com localização definida e investimentos incluídos por emendas de bancadas e comissões, sem previsão no projeto original do Orçamento.

Um dos trechos vetados reservava R$ 7,5 milhões para a Universidade Federal do Delta do Parnaíba, no Piauí. Outros exemplos são dotações assistência hospitalar e ambulatorial nos estados de Amapá, Tocantins, Ceará, Paraíba, Bahia, São Paulo, Goiás e no Distrito Federal.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Projeto Ciência na Estrada leva experiências científicas a 12 regiões do DF

A programação inclui atividades práticas, exposições e ações educativas voltadas a diferentes faixas etárias

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Agência Brasília* | Edição: Chico Neto

 

Sucesso em 2005, quando reuniu mais de 55 mil participantes em suas edições, o projeto Ciência na Estrada, iniciativa da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF) junto ao Instituto de Gestão e Execução de Projetos (Igepex), segue reforçando a popularização científica em diversas regiões da capital. Neste ano, serão promovidas ações em 12 regiões administrativas, com encerramento previsto no Planetário de Brasília (Plano Piloto).

“Vamos aproximar crianças, jovens e adultos de temas como tecnologia, astronomia, pesquisa científica e tudo que envolva inovação”, afirma o titular da Secti-DF, Rafael Vitorino. “Ao imergir nesse mundo, o conhecimento se amplia, e há uma maior valorização da ciência como ferramenta social de transformação.”

O formato itinerante faz uso de recursos tecnológicos que tornam o aprendizado mais acessível e envolvente. Um dos principais atrativos é o ônibus Ciência na Estrada, uma estrutura com ambientação futurista que simula uma nave espacial, equipada com realidade virtual 360 graus, jogos digitais e conteúdos educativos interativos.

Entre as atrações, destaca-se o projeto Einstein Júnior, iniciativa voltada ao público infantil que promove contato com conceitos científicos por meio de experimentos, oficinas e mediação educativa, complementando as experiências tecnológicas oferecidas pelo projeto.

Para participar, basta acessar a plataforma Sympla e retirar os ingressos gratuitamente conforme as datas escolhidas.

 

Confira, abaixo, o calendário com os locais de datas para o Ciência na Estrada 2026.

⇒ Ceilândia: 21 a 25 deste mês
⇒ Paranoá: 18 a 22 de fevereiro
⇒ Samambaia: 18 a 22 de março
⇒ Cruzeiro: 22 a 26 de abril
⇒ Estrutural (SCIA), SIA e Guará: 20 a 24 de maio
⇒ Santa Maria: 17 a 21 de junho
⇒ Vicente Pires: 22 a 26 de julho
⇒ Brazlândia: 26 a 30 de agosto
⇒ Arapoanga: 23 a 27 de setembro
⇒ Gama: outubro
⇒ Riacho Fundo: novembro
⇒ Planetário de Brasília (encerramento): dezembro.

*Com informações da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação

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Atual sucesso do cinema nacional reflete anos de investimento no setor

Para presidente da RioFilme políticas de Estado foram importantes

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Anna Karina de Carvalho – repórter da Agência Brasil

 

O cinema brasileiro atravessa um de seus períodos mais visíveis e simbólicos no cenário internacional, impulsionado por uma combinação de políticas públicas, continuidade institucional e reconhecimento em grandes festivais. Para especialistas do setor, o atual momento, marcado por prêmios, presença em vitrines globais e renovação de talentos, não é fruto do acaso, mas resultado de décadas de investimento e construção de uma política de Estado para o audiovisual.

A avaliação é do presidente da RioFilme, Leonardo Edde, que destaca a importância de transformar o bom momento em um ciclo duradouro.

“O momento do cinema brasileiro é realmente fantástico. É um momentum, como outros que já tivemos ao longo das décadas, sempre com altos e baixos. O que a gente tenta agora é que esse momentum seja o mais extenso possível”, afirmou.

Segundo ele, a recente sequência de destaques ─ que vai de produções consagradas no Oscar e no Globo de Ouro a filmes selecionados em Cannes e, agora, no Festival de Berlim ─ revela a diversidade regional e criativa do país.

“Você tem o Rio, com Ainda Estou Aqui, Pernambuco, com O Agente Secreto, e agora o Brasil chegando a Berlim com projetos de jovens cineastas. É São Paulo, é diversidade, é o Brasil aparecendo”, disse.

 

Brasília (DF), 23/01/2025 - Cena do filme Ainda estou aqui. Foto: Alile Dara Onawale/Sony Picutres
 Cena do filme Ainda estou aqui. Foto: Alile Dara Onawale/Sony Picutres

Para Leonardo Edde, a chave para sustentar esse crescimento está na continuidade das políticas públicas.

“O que a gente está estruturando é uma política pública perene, com ciclos longos, sem interrupções como vimos em outros momentos da história”.

“Se não houver interrupção, o cinema brasileiro vai estar sempre em alta, porque a gente tem realizadores, artistas, produtores e empresas incríveis”, afirmou.

Ele lembra que o reconhecimento internacional dialoga diretamente com a economia criativa e outros setores. “Isso anda junto com turismo, PIB, indústria. O audiovisual é indústria.”

Na avaliação do presidente da RioFilme, o Brasil avança no caminho de uma indústria audiovisual mais sólida, mas ainda enfrenta desafios estruturais.

“A gente está numa crescente. O Brasil é a bola da vez, mas precisa ser a bola da vez com mais recorrência. Temos um mercado interno forte, mas precisamos nos internacionalizar mais”, disse.

Leonardo Edde reforça também que o papel do poder público vai além do financiamento da produção. “Não é só fomento. É distribuição, promoção e salas de cinema. A sala ainda é o ambiente mais nobre para o filme, e é nossa responsabilidade cuidar desse ecossistema.”

Políticas de incentivo

Nesse sentido, políticas públicas como o Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e a Lei Federal de Incentivo à Cultura, conhecida como Lei Rouanet, cumprem papéis complementares: a Rouanet estabelece segmentos específicos que podem receber apoio por meio de incentivo fiscal, como produções audiovisuais de curta e média-metragem e a construção e manutenção de salas de cinema, enquanto os longas-metragens recorrem majoritariamente ao FSA.

No caso de O Agente Secreto e Ainda Estou Aqui, as obras premiadas não utilizaram recursos da Rouanet, já que a lei não financia longas.

Em declarações recentes, em janeiro de 2026, Wagner Moura defendeu enfaticamente a Lei Rouanet e outros mecanismos de fomento, reagindo a críticas e desinformação sobre o tema, ao afirmar:

“Eu não posso explicar a Lei Rouanet para quem ainda não assimilou a Lei Áurea”, sugerindo que a resistência às políticas culturais reflete uma incompreensão histórica sobre o papel do Estado.

Já o FSA, administrado pela ANCINE, é hoje um dos principais instrumentos do setor, investindo em todas as etapas da cadeia produtiva: que vai do desenvolvimento à distribuição e sendo amplamente utilizado por grande parte dos longas-metragens brasileiros de maior repercussão.

 

São Paulo (SP), 28/10/2025 - Ator Wagner Moura e o diretor Kleber Mendoça Filho durante entrevista coletiva do elenco do filme O Agente Secreto, no hotel Renaissance. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
Ator Wagner Moura e o diretor Kleber Mendoça Filho durante entrevista coletiva do elenco do filme O Agente Secreto, no hotel Renaissance. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Desafio de atrair o público

Para a crítica de cinema Flávia Guerra, o atual reconhecimento do cinema brasileiro, impulsionado por títulos como O Agente Secreto, tem um impacto que vai além da bilheteria imediata.

“Toda vez que a gente vive uma boa fase como essa, iniciada no ano passado e que continua agora, é importante lembrar que isso é fruto de décadas de trabalho e de política pública de Estado para o audiovisual”, afirmou.

Flávia pondera que o prestígio internacional não se converte automaticamente em público nas salas, um desafio ampliado pela pandemia e pelo avanço do streaming.

“Ainda enfrentamos dificuldades para levar os filmes brasileiros ao cinema, para conquistar o público e para se manter em cartaz. Mas há um ganho imenso de prestígio. O público começa a ver o filme brasileiro como algo natural no multiplex.”

Nesse contexto, ela destaca a fala de Kleber Mendonça Filho no Globo de Ouro, dirigida especialmente aos jovens.

“Esse clima de ‘Copa do Mundo’ da cultura é muito importante. Assim como no esporte ou na música, ver nossos artistas lá fora inspira jovens a enxergar o audiovisual como profissão, como carreira possível”, disse o diretor.

Para a crítica, a mensagem de Kleber dialoga com um momento global de crise, mas também de oportunidade. “Não desistam do audiovisual. Ele emprega uma cadeia inteira, do motorista da van ao catering, da pousada ao mercadinho. É indústria. A Coreia do Sul está dando aula nesse sentido há anos.”

Berlim e a nova geração

A presença brasileira no Festival de Berlim 2026 se consolida com produções selecionadas em diferentes mostras: Feito Pipa (Gugu’s World), de Allan Deberton, integra a Generation Kplus; Papaya, de Priscilla Kellen, primeiro longa brasileiro de animação selecionado na história do festival, também está na Generation Kplus; A Fabulosa Máquina do Tempo, documentário de Eliza Capai, completa a presença brasileira na mesma mostra; e Se Eu Fosse Vivo… Vivia, de André Novais Oliveira, foi escolhido para a mostra Panorama, uma das vitrines centrais da Berlinale.

Para Flávia Guerra, o destaque de filmes de jovens cineastas em Berlim exemplifica o efeito positivo da atual fase. “Ver filmes brasileiros ocupando esses espaços é fundamental para garantir continuidade. Não é ser o país de um filme só, mas de uma cinematografia.”

Ela cita ainda a força de obras que dialogam com o público jovem e com temas históricos sob novas abordagens.

“São filmes de gênero, filmes de época, que falam de assuntos muito atuais. Isso cria diálogo com o público e amplia o alcance do nosso cinema.”

Para os especialistas, o desafio agora é transformar reconhecimento em política duradoura e presença constante nas salas e nos festivais. “Quando um filme como O Agente Secreto abre a cabeça do público internacional, ele leva todo o cinema brasileiro junto”, resume Flávia Guerra.

“As indicações e prêmios dependem de muitos fatores, mas o mais importante é garantir que o Brasil seja reconhecido não por um título isolado, e sim por uma cinematografia diversa, contínua e viva.”

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