Reportagens
Arte do grafite transforma espaços públicos de Ceilândia e cidade ganha monumentos interativos
Intervenções artísticas valorizam a cultura urbana e criam novos pontos turísticos e instagramáveis para a população
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Agência Brasília* | Edição: Vinicius Nader
Em comemoração aos 55 anos de Ceilândia, a cidade ganha cores, identidade e ainda mais vida por meio da arte urbana. Grafites assinados por artistas locais estão transformando praças e espaços públicos em verdadeiras galerias a céu aberto, reforçando a cultura do hip-hop e o sentimento de pertencimento da comunidade.
Um dos destaques é o novo monumento I Love Cei, instalado em frente à Administração Regional de Ceilândia. O espaço, além de se tornar um ponto turístico e instagramável, também recebe uma ação especial de grafite em alusão ao aniversário da cidade.
Fernando Elom e Rivas Alves criaram um espaço que reforça o sentimento de pertencimento do ceilandense | Fotos: Divulgação/Administração Regional de Ceilândia
A intervenção, assinada por Fernando Elom e Rivas Alves, revela o potencial estético da parede localizada na área externa da administração regional, transformando o espaço em um novo marco visual da cidade. A obra dialoga diretamente com a população e valoriza a história de Ceilândia, reforçando a arte como instrumento de identidade, pertencimento e humanização dos espaços públicos.
“Ceilândia sempre foi um berço da arte urbana. Poder participar dessa intervenção e ver nossa arte ganhar destaque em um espaço tão simbólico é motivo de orgulho. É uma forma de eternizar a identidade da cidade”, afirma o grafiteiro Fernando Elom.
Segundo os artistas, a pintura busca levar mais cor, sensibilidade e beleza ao cotidiano urbano, rompendo com a rigidez da “selva de pedra” e despertando o olhar para os detalhes mais sutis. A proposta é transmitir conforto e paz, criando uma conexão afetiva com quem passa pelo local.
Além disso, a Praça do Hip Hop, localizada na estação de metrô Ceilândia Centro, recebeu o monumento Eu Amo Hip Hop, fortalecendo ainda mais o vínculo da cidade com o movimento cultural que tem raízes profundas na região.
“O grafite transforma, aproxima e dá voz à periferia”
Rivas Alves, grafiteiro
Rivas Alves destaca o impacto social do grafite: “O grafite transforma, aproxima e dá voz à periferia. Quando a gente pinta um espaço público, estamos dizendo que aquele lugar tem história, tem cultura e merece ser valorizado.”
O administrador de Ceilândia, Dilson Resende, reforça a importância das intervenções para a cidade. “Estamos celebrando os 55 anos de Ceilândia com ações que valorizam nossa identidade cultural e nossos espaços públicos. A arte do grafite, aliada à revitalização das praças, traz mais vida, segurança e pertencimento para a população. São espaços que voltam a ser ocupados pelas famílias”, ressalta.
Espaços que ganham nova vida
Outro ponto importante contemplado pelas ações do grafite é a Praça do Cidadão, na QNM 18/20, em Ceilândia Norte, que passa por um processo de reforma e pintura. O espaço, tradicional ponto de encontro da comunidade, recebeu pintura da quadra poliesportiva, arquibancadas e áreas de convivência, além de intervenções artísticas que levam mais cor e identidade ao local.
“O objetivo da revitalização da Praça do Cidadão é resgatar a importância desse espaço para a comunidade. É um local vivo, muito utilizado para atividades culturais, práticas esportivas e convivência social, reunindo crianças, jovens, adultos e idosos”, destacou Fernando Elom.
*Com informações da Administração de Ceilândia
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Moraes dá 48 horas para Bolsonaro informar se autorizou vídeo com IA
Produção foi apresentada no sábado em convenção do Partido Liberal
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (28) que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro se manifeste, no prazo de 48 horas, sobre a utilização de sua imagem e voz em um vídeo produzido por meio de inteligência artificial (IA) e exibido durante a Convenção Nacional do Partido Liberal (PL), realizada no último sábado (25).

Na decisão, Moraes afirma que é necessário esclarecer se Bolsonaro autorizou a produção e a divulgação do vídeo, que simulava um pronunciamento em apoio à pré-candidatura de seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, à Presidência da República.
Segundo o ministro, a resposta é necessária para verificar se houve novo descumprimento das condições impostas ao ex-presidente durante a prisão domiciliar humanitária. Se essa hipótese for confirmada, Bolsonaro corre o risco de ter o benefício revogado.
Caso ele não tenha autorizado a produção do vídeo, Moraes aponta eventual grave desrespeito à legislação eleitoral por parte de Flávio Bolsonaro e do PL, podendo, inclusive, acarretar em inelegibilidade.
“Se não houve autorização do custodiado Jair Messias Bolsonaro para utilização de sua imagem e voz para declarações político-eleitoral, além de constituir desrespeito à ordem judicial por Flávio Nantes Bolsonaro e pelo Partido Liberal (PL), tal conduta poderá tipificar a denominada ‘deep fake’, prática expressamente vedada pela legislação eleitoral, um vez que, haverá a caracterização de criação ou divulgação de conteúdo sintético destinado a associar artificialmente a imagem, a voz ou a manifestação de determinada pessoa a candidato, partido ou causa política, sem sua expressa autorização”.
Na decisão desta terça-feira, Moraes lembra que Bolsonaro cumpre pena em prisão domiciliar humanitária, está com os direitos políticos suspensos em razão de condenação criminal definitiva por tentativa de golpe de Estado e está proibido de divulgar manifestações político-eleitorais, inclusive por intermédio de terceiros.
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Exposição dos Povos da Floresta chega a Brasília e ocupa Memorial dos Povos Indígenas
Em cartaz a partir de quarta-feira (29), mostra tem entrada gratuita e reúne artistas indígenas, povos tradicionais e diferentes expressões da arte amazônica
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Agência Brasília | Edição: Plácido Fernandes
Brasília recebe, a partir desta quarta-feira (29), a Exposição dos Povos da Floresta, uma mostra que reúne artistas de diferentes territórios da Amazônia em um encontro entre arte, ancestralidade, território e memória. Integrando a Etapa Brasília do Festival dos Povos da Floresta, a exposição ocupa o Memorial dos Povos Indígenas (MPI), com visitação gratuita até 27 de setembro.
Idealizado pelo Centro de Inovação da Amazônia (Rioterra), o Festival dos Povos da Floresta promove a circulação de artistas, mestres tradicionais e comunidades originárias, ampliando o acesso às múltiplas expressões culturais amazônicas em diferentes regiões do país. A cerimônia de abertura será na terça-feira (28), das 19h às 21h, marcando o encontro de artistas, curadores, convidados e público em uma celebração da diversidade cultural brasileira.
A exposição reúne fotografias, pinturas, esculturas, instalações, registros audiovisuais, experiências em realidade virtual e curtas-metragens, construindo um percurso sensorial que aproxima o visitante das diferentes narrativas e modos de vida presentes na Amazônia.
Entre os destaques estão obras de Gustavo Caboco, Paula Sampaio, Will Arehj, Wauto Am, além do acervo fotográfico da Rioterra com trabalhos de Marcela Bonfim, Alexis Bastos, Fred Bastos, Alexandre Rotuno e do próprio Will Arehj.
A mostra também reúne artistas de Rondônia, Roraima, Amapá e Pará, refletindo a diversidade estética, cultural e territorial da região amazônica. Participam nomes como Saulo de Souza, Rafael Prado, Evandro Câmara, Bototo, Avener Prado, Isaías Miliano, Pedro Macuxi, Kaiwino Wiz (Georgina), Vinícius Kenede, Caripoune Yermollay, Ya Juarez, Keyla Palikur, Thay Ptit, Hugo Figueiredo e Gilson Tupinambá, entre outros.
Ao longo de sua trajetória, a Exposição dos Povos da Floresta percorreu Porto Velho (RO), Boa Vista (RR), Macapá (AP) e Belém (PA), incorporando novas ocupações artísticas e diferentes olhares curatoriais em cada território. Em Brasília, essas experiências convergem em uma exposição que sintetiza os diálogos construídos ao longo do projeto, sob curadoria de Isabela Bastos e Lucas Baim.
Mais do que apresentar obras de arte, a mostra propõe uma reflexão sobre a pluralidade dos povos amazônicos, evidenciando suas memórias, cosmologias, formas de resistência e modos de produzir conhecimento por meio da arte.
Programação audiovisual e realidade virtual
Além das obras expostas, o público poderá assistir a uma seleção de curtas-metragens produzidos em Rondônia, Roraima, Amapá e Pará, com narrativas que dialogam com os temas da exposição e ampliam a experiência do visitante.
A programação inclui ainda uma imersão em realidade virtual composta por quatro experiências audiovisuais que apresentam paisagens, saberes e vivências da Amazônia, permitindo ao público conhecer diferentes territórios por meio de tecnologia imersiva.
Comprometida com a democratização do acesso à cultura, a exposição contará com recursos de acessibilidade, incluindo intérpretes de Libras e audiodescrição das obras por meio de QR Code.
Ao reunir diferentes linguagens artísticas, territórios e experiências culturais, a Exposição dos Povos da Floresta reafirma o compromisso do festival em fortalecer o protagonismo dos povos amazônicos e ampliar a circulação de suas produções, aproximando o público brasileiro da riqueza artística e cultural da região.
Serviço
Exposição dos Povos da Floresta
⇒ Local: Memorial dos Povos Indígenas (MPI)
⇒ Cerimônia de abertura: terça-feira (28), das 19h às 21h
⇒ Visitação: de quarta-feira (29) a 27 de setembro
⇒ Funcionamento: terça-feira a domingo, das 9h às 17h
⇒ Entrada gratuita.
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