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Jogador Robert Renan recebe título de Cidadão Benemérito em sessão marcada por representatividade e defesa da periferia

A homenagem, proposta pelo deputado distrital Max Maciel (PSOL), reuniu no plenário da Casa jovens atletas, lideranças comunitárias de Ceilândia e familiares do jogador

 

Foto: Carlos Gandra/Agência CLDF

A Câmara Legislativa do Distrito Federal realizou na tarde desta segunda-feira (23) sessão solene para a entrega do Título de Cidadão Benemérito de Brasília ao jogador de futebol Robert Renan Alves Barbosa. A homenagem, proposta pelo deputado distrital Max Maciel (PSOL), reuniu no plenário da Casa jovens atletas, lideranças comunitárias de Ceilândia e familiares do jogador, que atualmente defende o clube Vasco da Gama (RJ) na posição de zagueiro.

O autor da homenagem, deputado Max Maciel, destacou que a trajetória de Robert é um símbolo de resistência e a prova de que “é possível vencer vindo da periferia”. Ele ressaltou que o jogador, nascido na Expansão do Setor O, nunca esqueceu suas origens, retornando à comunidade em seus recessos para apoiar escolinhas locais e inspirar novos talentos. “Jamais esqueça do lugar que vocês vieram. Honrem a família de vocês”, declarou o parlamentar, enfatizando o orgulho de ver o atleta projetar positivamente o nome do DF para o mundo.

O deputado Fábio Félix (PSOL) reforçou a necessidade de transformar a realidade da juventude periférica por meio de investimentos estatais diretos. “A gente sabe que um dos problemas desse processo é a falta de política pública de esporte pra valer nessa cidade, que valorize a infância e dê oportunidade”, afirmou. Félix também aproveitou a ocasião para denunciar a violência e o racismo nos estádios, lembrando que o esporte deve ser um espaço de dignidade e inclusão.

Emocionado ao receber a honraria, Robert Renan reafirmou seu compromisso social e sua identidade territorial. “Eu não represento Brasília, eu represento a Ceilândia, a Expansão. Represento cada criança das áreas de risco e a tia que sai cedo de casa para trabalhar”, disse o jogador. Ele destacou que o título é uma responsabilidade imensa aos 22 anos e celebrou a consolidação do Instituto Robert Renan, projeto voltado para amparar jovens de sua comunidade por meio do esporte e da cultura.

O pai do atleta, o rapper e ativista Roberto Barbosa, conhecido como Preto Beto, relembrou a formação do filho dentro de movimentos sociais e do hip-hop. “Não estamos aqui por dinheiro ou patrimônio, estamos aqui para transformar sonhos em realidade”, afirmou, destacando que Robert foi criado participando de diversas frentes de militância social e que o título é um reconhecimento ao povo trabalhador da periferia.

Cláudio Brito, presidente do Instituto Robert Renan, criado para oferecer oportunidades aos jovens de Ceilândia, exaltou o papel dos educadores na formação do atleta: “Trabalhamos para que o garoto seja não apenas um jogador, mas um homem na vida”. O agente esportivo Márcio Ribeiro também compôs a mesa de honra, representando a rede de apoio profissional que acompanhou o zagueiro em sua passagem por clubes como Corinthians e Zenit (Rússia).

Finalizando as falas dos convidados, Naldo Lopes, criador da página Ceilândia Muita Treta, destacou como a ascensão de Robert promoveu a paz e a esperança na região. “O instituto vai permitir que os jovens sigam com seus sonhos. Não queremos apenas jogadores, queremos criar advogados, engenheiros e médicos saindo da nossa quebrada”, concluiu.

Durante a sessão solene foi reforçada a importância da nova Lei Distrital 7.517/2024, conhecida como Lei Vini Júnior, de autoria do deputado Max Maciel. O dispositivo foi criado como uma ferramenta de enfrentamento direto ao racismo e à violência nos estádios e demais praças esportivas da capital. A norma estabelece protocolos para interromper partidas em caso de condutas racistas e promover campanhas educativas, garantindo que atletas e torcedores negros não sejam alvos de preconceito, reafirmando o compromisso da CLDF com a dignidade no esporte. Também participaram da homenagem o deputado federal Reginaldo Veras (PV-DF) e a deputada federal Erika Kokay (PT–DF).

 

História

O mais novo cidadão benemérito de Brasília nasceu em 11 de outubro de 2003 na cidade de Ceilândia. Sua trajetória esportiva iniciou-se no clube Novorizontino e consolidou-se nas categorias de base do Corinthians. Estreou profissionalmente em 2022 e, em pouco tempo, alcançou projeção internacional ao ser transferido para o Zenit (Rússia), clube pelo qual conquistou o Campeonato Russo (2022–23) e a Supercopa da Rússia (2023).

Com passagens subsequentes pelo Internacional e pelo Al Shabab (Arábia Saudita), o defensor joga atualmente no clube Vasco da Gama. Na seleção brasileira sub-20, Robert destacou-se como capitão na conquista do Sul-Americano Sub-20 de 2023.

Além do currículo em campo, o atleta é reconhecido por sua forte representatividade social, mantendo vínculos ativos com a comunidade da Expansão do Setor O, onde apoia projetos sociais.

Eder Wen – Agência CLDF

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Nova lei institui Programa Carreta da Saúde na Escola no DF

Iniciativa prevê atendimento médico e odontológico preventivo nas escolas públicas, com a realização de consultas, exames e encaminhamento para a rede pública

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    Foto: Agência Brasília Além dos atendimentos clínicos, programa prevê ações de orientação e educação em saúde voltadas à promoção de hábitos saudáveis Já está em vigor no Distrito Federal a Lei nº 7.908/2026, publicada em 11 de junho, que institui o Programa Carreta da Saúde na Escola. A iniciativa prevê a oferta de atendimento médico e odontológico preventivo nas escolas públicas distritais, com a realização de consultas, exames e encaminhamento de estudantes para tratamento na rede pública de saúde. A norma tem origem no Projeto de Lei nº 1.329/2024, de autoria do deputado Thiago Manzoni (PL), aprovado pela Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) em maio deste ano. Segundo a justificativa da proposta, o programa busca ampliar o acesso dos estudantes aos serviços preventivos de saúde, contribuindo para a identificação precoce de enfermidades que possam comprometer a qualidade de vida e o desempenho escolar. De acordo com a lei, a Carreta da Saúde na Escola funcionará como uma unidade móvel equipada para a realização de consultas e exames médicos e odontológicos, além de encaminhar os estudantes para serviços especializados quando necessário. As equipes serão compostas por profissionais de diferentes áreas, entre eles médicos, dentistas, enfermeiros, técnicos de enfermagem, assistentes sociais e psicólogos. Além dos atendimentos clínicos, o programa prevê ações de educação em saúde voltadas à promoção de hábitos saudáveis, com orientações sobre alimentação, higiene pessoal, saúde bucal, prevenção de doenças transmissíveis e não transmissíveis e incentivo ao bem-estar físico e mental. A lei estabelece que as despesas para execução do programa correrão por dotações orçamentárias próprias. A norma também autoriza a celebração de parcerias com entidades privadas para a aquisição de insumos destinados ao funcionamento das unidades móveis. Ágata Vaz (sob supervisão de Ivan Iunes)
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Moraes dá 48 horas para Bolsonaro informar se autorizou vídeo com IA

Produção foi apresentada no sábado em convenção do Partido Liberal

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Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (28) que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro se manifeste, no prazo de 48 horas, sobre a utilização de sua imagem e voz em um vídeo produzido por meio de inteligência artificial (IA) e exibido durante a Convenção Nacional do Partido Liberal (PL), realizada no último sábado (25).

Na decisão, Moraes afirma que é necessário esclarecer se Bolsonaro autorizou a produção e a divulgação do vídeo, que simulava um pronunciamento em apoio à pré-candidatura de seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, à Presidência da República.

Segundo o ministro, a resposta é necessária para verificar se houve novo descumprimento das condições impostas ao ex-presidente durante a prisão domiciliar humanitária. Se essa hipótese for confirmada, Bolsonaro corre o risco de ter o benefício revogado.

Caso ele não tenha autorizado a produção do vídeo, Moraes aponta eventual grave desrespeito à legislação eleitoral por parte de Flávio Bolsonaro e do PL, podendo, inclusive, acarretar em inelegibilidade.

“Se não houve autorização do custodiado Jair Messias Bolsonaro para utilização de sua imagem e voz para declarações político-eleitoral, além de constituir desrespeito à ordem judicial por Flávio Nantes Bolsonaro e pelo Partido Liberal (PL), tal conduta poderá tipificar a denominada ‘deep fake’, prática expressamente vedada pela legislação eleitoral, um vez que, haverá a caracterização de criação ou divulgação de conteúdo sintético destinado a associar artificialmente a imagem, a voz ou a manifestação de determinada pessoa a candidato, partido ou causa política, sem sua expressa autorização”.

Na decisão desta terça-feira, Moraes lembra que Bolsonaro cumpre pena em prisão domiciliar humanitária, está com os direitos políticos suspensos em razão de condenação criminal definitiva por tentativa de golpe de Estado e está proibido de divulgar manifestações político-eleitorais, inclusive por intermédio de terceiros.

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Exposição dos Povos da Floresta chega a Brasília e ocupa Memorial dos Povos Indígenas

Em cartaz a partir de quarta-feira (29), mostra tem entrada gratuita e reúne artistas indígenas, povos tradicionais e diferentes expressões da arte amazônica

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Agência Brasília | Edição: Plácido Fernandes

 

Brasília recebe, a partir desta quarta-feira (29), a Exposição dos Povos da Floresta, uma mostra que reúne artistas de diferentes territórios da Amazônia em um encontro entre arte, ancestralidade, território e memória. Integrando a Etapa Brasília do Festival dos Povos da Floresta, a exposição ocupa o Memorial dos Povos Indígenas (MPI), com visitação gratuita até 27 de setembro.

Idealizado pelo Centro de Inovação da Amazônia (Rioterra), o Festival dos Povos da Floresta promove a circulação de artistas, mestres tradicionais e comunidades originárias, ampliando o acesso às múltiplas expressões culturais amazônicas em diferentes regiões do país. A cerimônia de abertura será na terça-feira (28), das 19h às 21h, marcando o encontro de artistas, curadores, convidados e público em uma celebração da diversidade cultural brasileira.

Exposição integra a etapa local do Festival dos Povos da Floresta, que amplia o acesso a múltiplas expressões culturais amazônicas em diferentes regiões do país | Fotos: Divulgação

A exposição reúne fotografias, pinturas, esculturas, instalações, registros audiovisuais, experiências em realidade virtual e curtas-metragens, construindo um percurso sensorial que aproxima o visitante das diferentes narrativas e modos de vida presentes na Amazônia.

Entre os destaques estão obras de Gustavo Caboco, Paula Sampaio, Will Arehj, Wauto Am, além do acervo fotográfico da Rioterra com trabalhos de Marcela Bonfim, Alexis Bastos, Fred Bastos, Alexandre Rotuno e do próprio Will Arehj.

A mostra também reúne artistas de Rondônia, Roraima, Amapá e Pará, refletindo a diversidade estética, cultural e territorial da região amazônica. Participam nomes como Saulo de Souza, Rafael Prado, Evandro Câmara, Bototo, Avener Prado, Isaías Miliano, Pedro Macuxi, Kaiwino Wiz (Georgina), Vinícius Kenede, Caripoune Yermollay, Ya Juarez, Keyla Palikur, Thay Ptit, Hugo Figueiredo e Gilson Tupinambá, entre outros.

Ao longo de sua trajetória, a Exposição dos Povos da Floresta percorreu Porto Velho (RO), Boa Vista (RR), Macapá (AP) e Belém (PA), incorporando novas ocupações artísticas e diferentes olhares curatoriais em cada território. Em Brasília, essas experiências convergem em uma exposição que sintetiza os diálogos construídos ao longo do projeto, sob curadoria de Isabela Bastos e Lucas Baim.

Mais do que apresentar obras de arte, a mostra propõe uma reflexão sobre a pluralidade dos povos amazônicos, evidenciando suas memórias, cosmologias, formas de resistência e modos de produzir conhecimento por meio da arte.

Além da mostra, o público poderá explorar tecnologia imersiva e assistir a seleção de curtas-metragens, com narrativas que dialogam com os temas da exposição  

Programação audiovisual e realidade virtual

Além das obras expostas, o público poderá assistir a uma seleção de curtas-metragens produzidos em Rondônia, Roraima, Amapá e Pará, com narrativas que dialogam com os temas da exposição e ampliam a experiência do visitante.

A programação inclui ainda uma imersão em realidade virtual composta por quatro experiências audiovisuais que apresentam paisagens, saberes e vivências da Amazônia, permitindo ao público conhecer diferentes territórios por meio de tecnologia imersiva.

Comprometida com a democratização do acesso à cultura, a exposição contará com recursos de acessibilidade, incluindo intérpretes de Libras e audiodescrição das obras por meio de QR Code.

Ao reunir diferentes linguagens artísticas, territórios e experiências culturais, a Exposição dos Povos da Floresta reafirma o compromisso do festival em fortalecer o protagonismo dos povos amazônicos e ampliar a circulação de suas produções, aproximando o público brasileiro da riqueza artística e cultural da região.

Serviço

Exposição dos Povos da Floresta      

⇒ Local: Memorial dos Povos Indígenas (MPI)

⇒ Cerimônia de abertura: terça-feira (28), das 19h às 21h

⇒ Visitação: de quarta-feira (29) a 27 de setembro

⇒ Funcionamento: terça-feira a domingo, das 9h às 17h

⇒ Entrada gratuita.

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SRTV Sul, Quadra 701, Bloco A, Sala 719
Edifício Centro Empresarial Brasília
Brasília/DF
rodrigogorgulho@hotmail.com
(61) 98442-1010