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ADEUS THERESE VON BEHR,

ANJO DA NATUREZA

 

Silvestre Gorgulho
A vida se esvai entre os dedos. E as pessoas especiais também se vão. Hoje acordei com a triste notícia da passagem de uma baronesa especial: Therese von Behr.
Therese von Behr veio de um caminhar distante. Ela nasceu numa fazenda de trigais dourados, em Vilna, na Lituânia, em 1930. Desde a infância, ainda na região báltica, começou a pintar temas da natureza por influência de sua mãe. Tinha no DNA a arte da consagrada aquarelista polonesa, Anna Romer. Chegou ao Brasil em 1950… mas aí é uma outra história. Aliás, um conto de fadas.
A vida não é como se pinta. A Segunda Guerra Mundial deu uma reviravolta na família que abandonou a fazenda de trigais dourados e se mandou para a Alemanha e depois para o Canadá. Lá Therese conheceu Anatol Baron von Behr, um jovem nascido na Estônia, por quem se apaixonou.
Mas… sempre tem um ‘mas’ para quem foge das guerras. Um dia o rapaz lhe trouxe uma notícia triste: “Gostei de você, mas estou me mudando do Canadá. Vou fazer minha vida nas fazendas do novo Eldorado chamado Brasil”.
Anatol viajou e acabou em Diamantino, Mato Grosso. Durante dois anos se corresponderam por carta. Cartas que chegavam para Therese cheias de poeira. Ela não tinha ideia de onde Anatol estava. Mas foi à luta. Contactou, no Canadá, os pais de seu namorado, conversou com sua família e recebeu o consentimento de casamento. Acertou sua vinda para o Brasil. Pegou um navio argentino em Nova York – apenas ela e sete baús – e desceu em Santos. O próprio comandante do navio temia por aquela loirinha linda, de apenas 20 anos, que tinha os olhos de cor esmeralda. Por isso, fez questão de descer com ela e seus nove baús até o cais. Ainda bem que a novela teve um final feliz: Anatol a esperava no porto. Moraram numa fazenda, perto de Diamantino até o ano de 1968. Chegaram a Brasília no ano de 1976. Therese von Behr sempre produziu muito para a natureza. Além de seus três filhos (Nicholas, poeta e escritor, Miguel, escritor e biólogo, e Henrique, ilustrador, todos ambientalistas) a baronesa gerou as mais lindas aquarelas para bendizer a beleza da flora e da fauna do Brasil Central.
Do Cerrado captou as mais vivas cores para seus desenhos. Das flores do Centro-Oeste, brotou o livro “Flora do Planalto Central do Brasil”, com 80 gravuras.
Onde há flor, há árvore. Onde há árvore há fruto e onde há fruto há pássaros. E aí a sequência foi inevitável. Veio a segunda produção artística de Therese von Behr: “As Aves do Cerrado”. Com um detalhe importante: todas as aves foram pintadas em seu habitat. Bem assim: o sabiá-laranjeira ao lado da embaúba; o maracanã-de-cara-amarela num pé de buriti, o beija-flor-de-canto no pau santo, o bico-de-lacre na orquídea… São ao todo 65 aquarelas.
Therese é ou não é uma baronesa especial? Especial e riquíssima. Therese von Behr fez de seus sete baús, que trouxe do Canadá, um mundo de sonhos e de realidade tropical. Viveu 95 anos entre joias. E joias que ela mesma garimpou, lapidou e teve o grato prazer de dar a cada brasileiro como um presente dos mais significativos.
“As aves são as verdadeiras joias da natureza”, costumava dizer o ornitólogo Johan Dalgas Frisch. São essas joias que Therese von Behr teve, tem e terá sempre a altura de suas mãos e que hoje apascenta nosso olhar. Therese von Behr soube usar a natureza para seu deleite, como bem mandava seu coração de nobreza e de artista.
OBRIGADO, baronesa Therese von Behr. Você é um Anjo da Natureza.

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Motoclubes e similares são reconhecidos por relevante interesse social e cultural

Lei originada na Câmara Legislativa prevê promoção de eventos, proteção dos direitos dos motociclistas e criação de programas de educação, entre outros

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Foto: Toninho Tavares/Agência Brasília

Justificativa da proposta aponta que os motoclubes oferecem benefícios sociais e culturais como a promoção da amizade, segurança no trânsito e outros

A Lei do Distrito Federal nº 7.910, sancionada em 16 de junho de 2026, reconhece as atividades de motoclubes, moto grupos, moto car clube e similares como forma de expressão cultural, lazer e convívio social. Para o autor da norma, deputado Martins Machado (Republicanos), os grupos não apenas reúnem pessoas com interesses comuns, mas também contribuem para a construção de uma identidade cultural específica, que deve ser valorizada e respeitada.

O projeto de lei justifica que os motoclubes e moto grupos oferecem uma série de benefícios sociais e culturais significativos, como a promoção da amizade, apoio mútuo, segurança no trânsito e ações beneficentes entre os motociclistas. Além disso, preservam a história, celebram a liberdade e influenciam a sociedade por meio de sua cultura e estilo de vida.

A legislação prevê a promoção de eventos relacionados ao motociclismo e ao automobilismo; a proteção dos direitos dos motociclistas, incluindo a liberdade de expressão e associação; a criação de programas de educação e conscientização sobre as atividades; a ampliação da quantidade de espaços adequados para a realização de eventos; e o fortalecimento, a promoção e a difusão das práticas.

Beatriz Negreiros (sob a supervisão de Ivan Iunes)

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ENQUANTO HOUVER BRASIL

HAVERÁ PELÉ

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Não há como não falar da COPA do Mundo de 2026. Foram 48 seleções e 1.100 atletas disputando o torneio de esporte mais importante do Planeta.
Espetáculo de emoções, de mídia, de BETs, de patriotadas, de fanatismo, de alegrias, de teatro e de marketing. Tudo isso, junto misturado, dá o chamamos, hoje, de paixão pelo Futebol.
Vi e li todos os jornais desta segunda-fera. Em fotos, estilos e críticas, mais ou menos o óbvio. Tostão, magistral no campo da bola e no campo das letras, deixou sua opinião: “Os grandes problemas do País se estendem ao futebol… Nas últimas décadas e em variados governos, o Brasil tem sido incompetente… O mesmo acontece no futebol”.
Vi, também, pelas crônicas e reportagens que os atuais deuses do futebol (Messi, Mbapé, Cristiano Ronaldo) vão deixando seus pódiuns. Novos deuses virão… E, como sempre, chegarão as novas comparações. Ele ou Pelé?
Vi também, e gostei, da crônica de Gustavo Poli, em O Globo: “Perdoa, Rei Edson Arantes do Nascimento”-
Pois é, ano que vem – outubro de 2027 – serão 50 anos que Pelé se aposentou no campo… Sim, há quase meio século Pelé deixou de jogar. E hoje, Pelé está há mais de três anos em outro patamar. Mesmo assim, tenho certeza, continuará sendo alvo de comparações: – QUEM FOI MAIOR?
Penso comigo: enquanto houver Brasil, haverá Pelé.
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Nova lei estabelece projeção de informações sobre pontos turísticos em Brasília nas salas de cinema

As exibições de informações devem ter duração de 30 segundos e serem projetadas antes do início de filmes nos cinemas e em casas de show

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Foto: Joel Rodrigues / Agência Brasília

 

Legislação visa explorar o potencial turístico e cultural do Distrito Federal

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) promulgou a Lei nº 7.868, de 6 de maio de 2026, de autoria da deputada Jaqueline Silva (MDB), após o veto ao projeto de lei original pelo ex-governador Ibaneis Rocha. A nova lei institui a obrigatoriedade da exibição de informações sobre pontos turísticos de Brasília nas telas de cinema no DF.

Originalmente PL nº 2.279/2021, a justificativa do projeto é a promoção do turismo como fonte inesgotável de renda, emprego, desenvolvimento econômico e cultural. O cinema deverá ser utilizado como meio ímpar de divulgação de atrações pela sua abrangência e diversidade de público.

Segundo Jaqueline Silva, o fomento ao turismo traz um cenário benéfico de geração de empregos e o surgimento de profissionais capacitados em diversas áreas, abrindo espaço para bacharéis em turismo e hotelaria, profissionais da gastronomia, transporte turístico, idiomas, comércios diversos e artesanatos.

As exibições de informações devem ter duração de 30 segundos e ser projetadas antes do início de filmes nos cinemas e em casas de show.  A Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (Secec) fornecerá todas as informações que serão projetadas.

Beatriz Negreiros (sob a supervisão de Ivan Iunes)

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