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NOVOS GUARDIÕES DA FLORESTA

Quando netos e sobrinhos deixam os encantos da Disney e shopping-center para viver uma aventura no rio Tapajós.

 

As nove crianças foram aprovadas com louvor na maior escola do mundo: a escola da natureza. Elas entraram no barco como estudantes urbanos e souberam mergulhar no Brasil real dos rios e das florestas. O teste escrito provou que a teoria estudada ao longo do ano se transformou em convicção prática. O verdadeiro prêmio que carregam não cabe na bagagem: é a certeza de que a floresta e seus povos originários fazem parte do quem elas são.

 

O privilégio é do avô que ajudou a transformar a viagem no maior legado para sua família e para as futuras gerações.

 

A aventura não terminou na floresta do rio Tapajós. No dia primeiro de outubro estavam todos em casa. No dia 4, um domingo, houve um almoço familiar com todo o grupo. Detalhe: antes do almoço uma comissão foi formada para a avalição final. Vera Martini, Alice Simão, Maria Fernanda Gorgulho, Elisa Sarkis e a vovó Marilene Cardoso (que não foi nessa viagem, mas já se empolgou para a proxima) se prontiveram a fazer uma avaliaçao oral e por escrito das quatro crianças acime de 10 anos.  Criou-se duas duplas: dupla A, Luiza e Arthur. E dupla B, Maria Carolina e Isabella.

Diante das perguntas sobre a fauna, a flora, os saberes da tribo e a história de Alter do Chão, elas provaram que, em 5 dias de aulas práticas e bem vividas, passaram a entender o que é a Amazônia e sua biodiversidade. As respostas brotaram rápidas e certeiras, com o brilho nos olhos de quem compreendeu a lição com a alma.

 

OS TRABALHOS

Cada dupla respondeu perguntas escritas, perguntas orais e fez desenhos. Valia crédito também a apresentação dos trabalhos. As questões eram várias, assim distribuídas:

Alter do Chão pertence a que municipio do Pará? De onde vem o nome Alter do Chão? Por que o cavalo tem tanta importância na história da vida humana? Onde nasce, onde deságua e dê duas características do rio Tapajós? Qual a tribo indígena que domina a região do rio Tapajós? Onde nasce o rio Amazonas: em que país e em qual Cordilheira? Quantos e quais países o rio Amazonas passa? O que significa folclore? Qual é a dança folclórica paraense? Qual a diferença entre a Amazônia Internacional e Amazônia Legal. A Floresta Amazônica se espalha por 9 países. Quais são eles?  Diga 4 rios afluentes do rio Amazonas. O que é o fenômeno da Pororoca? Faça um mostrando a  aldeia dos índios, o rio Tapajós e barco Aruã.

 

 

RESPOSTAS DA DUPLA B

MARIA CAROLINA SIMÃO GORGULHO E ISABELLA SARKIS NOGUEIRA.

 

 

Trabalhos da dupla A: Maria Carolina e Isabella. Detalhe

para pôr-do-sol, macaquinhos, os índios e a árvore.

 

 

RESPOSTAS DA DUPLA A

LUIZA SARKIS NOGUEIRA E ARTHUR GORGULHO JUCÁ

 

Desenho do Arthur e Luiza: detalhes para o barco Aruã, com a tripulação Bené, Gonzaga, Cilene e Cléia, e o cacique Domingos Mundurucu com a indiazinha Luna e a taba onde foram realizados os rituais da purificação e da bênção.

 

AVALIAÇÃO FINAL

A avaliação geral. Nota 9,5 para a dupla A, Luiza e Arthur.

E nota 8,5 para a dupla B, Maria Carolina e Isabella.

 

LIÇÃO PARA A VIDA

A viagem ao Rio Tapajós com as crianças representou mais do que um roteiro de turismo ecológico. Mais do que um prazer e descanso. Significou para elas uma ferramenta pedagógica viva e transformadora para a conscientização socioambiental e melhor entendimento sobre a Floresta Amazônica. Ao vivenciar o bioma de forma prática, as crianças deixaram de ser espectadoras passivas de conceitos teóricos e, com certeza, como bem mostra as provas e testes de avaliação,  passaram a ser protagonistas da conservação, do desenvolvimento sustentável e de uma conexão emocional genuína com a natureza.

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NOVOS GUARDIÕES DA FLORESTA 2

Quando netos e sobrinhos deixam os encantos da Disney e dos shopping-centers para viver uma aventura no rio Tapajós e na aldeia dos índios Mundurucus.

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A semente do ritual sagrado do cacique Domingos Mundurucu, na sua aldeia, em plena Floresta Amazônica, não sai da cabeça de nove crianças, entre 6 e 11 anos, que viveram essa experiência única. Luiza, Maria Carolina, Arthur, Isabella, Clara, Catarina, Rafael e os gêmeos Rafaela e Eduardo estudaram e se prepararam durante meses para a aventura. De janeiro a setembro, todos eles desbravaram 11 temas fundamentais sobre as belezas de Alter do Chão, os mistérios e encantos do rio Tapajós, a resiliência dos índios Mundurucus e a imensa biodiversidade da Floresta Amazônica. Cada mês de estudo foi uma semente plantada em solo fértil. Depois da teoria, veio a aula prática: uma semana curtindo rios, árvores, aves, lua cheia, reservas extrativistas, bichos-preguiça, tartarugas, piranhas e praias paradisíacas. Ao voltarem da viagem, todos entenderam que a floresta não é apenas um cenário deslumbrante, mas é um organismo vivo e, talvez, a maior riqueza brasileira.

 

Eduardo (6 anos) e Catarina (7 anos), levados de canoa por um guerreiro Mundurucu,  ficam extasiados com beleza do igarapé e numa enorme expectativa para a chegada na aldeia dos índios.

 

Para sair do rio Tapajós até a aldeia, o cacique Domingos Mundurucu enviou seus guereiros de barco para buscar as quatro famílias. Todos ficaram extasiados com beleza do igarapé. São apenas 20 minutos  para percorrer cerca de 1.100 metros.

 

O QUE É UM IGARAPÉ

Igarapé é um curso d’água amazônico constituído por um braço longo de rio ou por um canal. Existem muitos na bacia amazônica, caracterizados por pouca profundidade e por correrem quase no interior da mata. A maioria dos igarapés secam no período de  seca e são navegáveis por pequenas embarcações e canoas. Eles desempenham um importante papel como vias de transporte e comunicação.

 

 

Arthur (11 anos) e Vera Martini na canoa com o guerreiro Mundurucu Kauã. Uma viagem de 15 minutos que, segundo o Arthur, ficará eternizada nas suas retinas: — Vovô, nunca mais vou esquecer essa viagem ao rio Tapajós.

 

Na aldeia da tribo Mundurucu: Eduardo, Rafaela, Arthur e Clarinha com suas novas amiguinhas da floresta: Iasmim Açucena e Luna Mundurucu.

 

 

Na trilha de Piquiatuba a Jamaraquá, para chegar até a rainha da floresta, a Samaúma, os novos guardiões receberam dois outros amigos, também brasilienses: Francisco Caputo e Clara Maria. Na foto, da esquerda para a direita: Arthur, Clarinha, Rafaela, Francisco, Clara Maria, Rafael e Catarina. Atrás, Maria Carolina, Isabella e Luiza.

SAMAÚMA: A RAINHA DA FLORESTA

Uma samaúma (ceiba pentandra) de 30 metros de diâmetro reina como marco protetor de posse na ‘terra do pau brasil’. A aventura dos jovens andarilhos pela Floresta Nacional do Tapajós não podia ficar só pelas margens do rio. As crianças e seus pais foram até a comunidade de Maguary e andaram por uma trilha de 10 km para conferir a imponência da ‘raínha da floresta’: uma belíssima samaúma que emprestou sua sombra e usou seu porte real para “confidenciar” com os novos visitantes:

– Estou aqui há mais de mil anos. Sou a avó de todas essas árvores. Sou a guardiã da floresta. Tenho beleza e porte, mas sou muito cobiçada. Minhas raízes conseguem tirar água das profundezas do solo para mim e para todas árvores à minha volta. Levem às cidades minha mensagem de socorro. Apesar de minha idade e do meu tamanho, sou frágil. Todas as árvores são frágeis perante a ganância e a força da destruição que o homem branco quer nos impor.

 

Conduzidas por um guia experiente, as nove crianças e seus pais adentraram a floresta em uma trilha de 10 km. Cada metro caminhado testava o fôlego e aguçava os sentidos, até que as árvores pareceram se curvar para revelar a soberana do bioma: a samaúma, a legítima ‘Rainha da Floresta’. À família Gorgulho, Sarkis e Nogueira, se juntaram o casal Carol Caputo e Bruno Andrada com os filhos Francisco (8 anos) e Clara Maria (6 anos).

 

 

A CAMINHO DA SAMAÚMA – Sob o farfalhar das folhas e o aviso dos pássaros, cada metro caminhado na trilha de 10km para chegar à samaúma, era um teste para o fôlego. Cada passo aguçava os sentidos, até que as árvores pareceram se curvar para revelar a soberana do bioma: a samaúma. Diante daquela imponência milenar, o silêncio respeitoso tomou conta de todos. Admiraram suas raízes sapopemas – paredes tabulares -gigantes que os indígenas usam como tambores para comunicar mensagens através do eco da mata.

O guia explicou que, como uma rainha generosa, a samaúma puxa a água das profundezas para alimentar as plantas vizinhas e abrigar um universo em sua copa que toca o céu.

 

E havia uma samaúma no meio do caminho da floresta. Para eternizar o encontro, Elisa, Alice, Maria Fernanda e Carol se aconchegaram no tronco gigante da samaúma para selar um pacto eterno de proteção à árvore-mãe.

 

 

O BRASIL AMAZÔNICO

A grande aventura que ecoou nas águas do rio Tapajós não nasceu do acaso. Foi semeadura de paciência e afeto. Desde o final do ano de 2025, comecei a preparar e pagar a viagem. Era meu presente para netos e filhos. Queria que, por um momento, todos eles que já conhecem vários parques da Disney nos Estados Unidos, Europa e Dubai dessem uma pausa para conhecer o Brasil. Não a selva de pedra e concreto, mas a selva real.

Ao desembarcarem no aeroporto de Santarém, no Pará, todos foram direto para o barco Aruã e ocuparam os cinco camarotes disponíveis. O reflexo de seus nove sorrisos mirins navegou ao lado de seus pais e de um avô maravilhado pela experiência. Foi a minha quinta viagem ao Tapajós. E essa última foi exclusivamente para eles.

Cruzando as paisagens vivas da floresta e igarapés e as areias brancas e esculpidas de Alter do Chão, o grupo navegou pelo sagrado rio Tapajós, afluente azul que abraça o gigante Amazonas. Ali, a teoria dos livros ganhou cheiro de mata, de som e de cor de um Brasil único e diverso. O Brasil amazônico.

 

MUNDURUCUS ESTÃO EM TERRA PROTEGIDA

Área de floresta com proteção ambiental

O cacique Domingos Mundurucu lutou para ter sua área protegida, que é um território de posse permanente e uso exclusivo

As áreas indígenas protegidas, também chamadas de Terra Indígena, têm como características o uso exclusivo. Ali eles podem viver, plantar, caçar e pescar. O acesso é proibido a estranhos. Elas são inalienáveis e indisponíveis, ou seja, essas terras não podem ser vendidas, doadas, divididas ou alugadas. Os povos indígenas têm o direito perpétuo de viver nelas e utilizar seus recursos naturais para garantir sua sobrevivência física e cultural.

 

O cacique Domingos Mundurucu e as pequeninas Iasmim Açucena e Luna Mundurucu se integraram ao grupo de 17 pessoas das famílias para a foto de despedida da aldeia. Um emocionante registro para a história de vida de cada um.

 

QR CODE – No QRCode, acesso às imagens da viagem.

 

 

VÍDEO 1 – “AS BELEZAS DO RIO TAPAJÓS,

de ALTER DO CHÃO e do BARCO ARUÔ.

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VIAGEM DOS SONHOS AO CORAÇÃO DA AMAZÔNIA

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Essa é para quem gosta de Brasil, de cultura e de natureza. Acabo de colocar online a revista www.folhadomeio.com.br de novembro.
Junte-se a nós. Leia e faça uma viagem virtual nessa leitura. IMPORTANTE: tome nota dos detalhes e das dicas para, depois, programarem-se – você e sua família – e fazerem essa mesma viagem ao Brasil real. Vale mergulhar e se maravilhar com a Floresta Amazônica. Mais, especificamente, com Alter do Chão, na região do belíssimo rio Tapajós.
Programo esse passeio para meus netos (de 6 a 11 anos) e filhos desde dezembro de 2025.
Incentivei que todos estudassem 12 temas sobre a Amazônia: Alter do Chão, rio Tapajós, índios Mundurucus, biodiversidade e rio Amazonas etc.
Cada mês foi um tema.
Viajamos dia 24 de setembro e voltamos dia 1 de outubro.
Na volta fizemos uma prova escrita e oral com as 9 crianças. Com premiação.
A viagem toda está nessa revista de 20 páginas, abaixo.
O Brasil é diverso, bonito, aconchegante e fácil de aprender… se divertindo.
Aqui estão os LINKs das seis reportagens. Boa viagem!
1) NOVOS GUARDIÕES DA FLORESTA – Quando netos e sobrinhos deixam os encantos da Disney e dos shopping-centers para viver uma aventura no rio Tapajós e na aldeia dos índios Mundurucus.
2) O SOLENE RITUAL DO FOGO E DA BÊNÇÃO NA ALDEIA DOS MUNDURUCUS – O primeiro grande portal dessa comunhão abriu-se na aldeia da tribo Mundurucu, ao serem recebidos pela sabedoria ancestral do cacique Domingos Mundurucu.
3) TEMAS ESTUDADOS PELAS CRIANÇAS I – As próprias crianças criaram um grupo de ‘WhatsApp’ para troca de informações e estudarem questões relativas à viagem pelo rio Tapajós.
4) TEMAS ESTUDADOS PELAS CRIANÇAS II – Folclore, artesanado, Amazônia internacional, aquífero, afluentes, o fenômeno da Pororoca e as florestas tropicais no mundo.
5) AULA NA FLORESTA: EDUCAÇÃO, CULTURA E HISTÓRIA – O que ficou de uma inesquecível viagem ao Tapajós.
6) NOVOS GUARDIÕES DA FLORESTA – As nove crianças foram aprovadas com louvor na maior escola do mundo: a escola da natureza. Elas entraram no barco como estudantes urbanos e souberam mergulhar no Brasil real dos rios e das florestas
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FENO DE LUZ

LÁGRIMAS EM FLOR

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Por Evaristo de Miranda

 

O Dia de Finados representa 3% do comércio anual de flores e plantas ornamentais no Brasil, segundo o Instituto Brasileiro de Floricultura. É a terceira data mais importante para o setor, depois do Natal e do Dia das Mães. Finados é um dos feriados mais celebrados no mundo. É um feriado civil. A celebração religiosa de Todos os Santos ocorre na véspera. Em Finados, celebra-se a memória dos falecidos. É tempo de floricultura.

Os finados chegaram ao fim de seu tempo. É dia solene, consagrado à lembrança dos antepassados, dos ascendentes e de todos os mortos. Não se trabalha. As nações se consagram à meditação, à lembrança. No México, a festa dos mortos integra o Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. No agronegócio, é o dia das flores.

Símbolos agrícolas ilustram este feriado. Os finados foram ceifados em seu tempo. Feno é erva ceifada. Alimenta animais nos períodos difíceis de inverno e seca. Os exemplos de vida dos ascendentes, dos colhidos, também alimentam os viventes. São um feno de luz. Na Bíblia, o homem é comparado à erva do campo (Sl 103,15). Finar, fenar e brilhar são semelhantes. Feno vem do latim faenum. O grego phaíno significa brilhar, aparecer. Como em epifania.

A foice, instrumento agrícola, está associada à figura da morte. O brilho de sua lâmina não apaga os finados. Apenas os iguala diante das leis da natureza. A foice simboliza os ciclos de colheita e renovação, e os próprios camponeses. Na colheita, corta-se o caule. Como um cordão umbilical, ele liga o fruto à terra alimentadora.

Na colheita, o grão é condenado à morte para servir de alimento, sustentar a vida ou germinar como semente. Neste novembro, na agricultura brasileira, o essencial das sementes já foi plantado. Elas germinam. Anunciam a futura grande safra de verão, apesar de todas as dificuldades enfrentadas pelo agro.

Finados é dia de visitar cemitérios; limpar e ajeitar os túmulos; acender velas nas sepulturas, nas igrejas ou em casa; fazer orações ou guardar pelo menos um minuto de silêncio. Crianças órfãs crescem com a memória viva dos pais falecidos. Adultos, com os anos, colecionam seus mortos. Na velhice, todos se tornam órfãos. Ritualizar a lembrança dos mortos é terapêutico. Eles são a presença de uma ausência, não a ausência de uma presença.

Alguns não respeitam este feriado. A data nada lhes diz. Profanadores esquecem seus ascendentes e antepassados. Perdem a memória e, sem perceber, profanam a si mesmos. Tiveram pai, mãe, avós… Imaginam-se começando em si mesmos. Os filhos do nada são sementes do caos. Descendentes de japoneses preservam o culto aos antepassados. Sua dívida e gratidão a quem os precedeu são mantidas vivas em altares domésticos.

Floricultores recorrem à tecnologia moderna para garantir flores. Além dos crisântemos, produzem grande variedade de gladíolos, girassóis, margaridas, kalanchoes, alstroemérias, orquídeas, rosas… Aos milhões, elas são levadas aos cemitérios. Também adornam fotografias de falecidos nas casas, como altares. Na tradição cristã, os mortos são plantados como sementes de eternidade. Regados com lágrimas, florescem no jardim da Eternidade.

A flor é símbolo de ressurreição. Quem leva flores ao cemitério reafirma sua fé na vida. A luz dos falecidos ainda brilha. Cada pessoa recebe dons especiais ao nascer. Durante a vida, esses dons são cultivados. Florescem, perfumam o mundo, iluminam irmãos e irmãs.

Finados é sinal de esperança. De futuro, não de passado. Não evoca remorsos ou lamentações, queixas ou condenações. A simbologia agrícola de Finados, com seus ciclos cósmicos, vegetais e rurais, relembra sempre: a humanidade pode ser um belo jardim, diverso e fraterno, florido, perfumado e iluminado, distante das trevas e da opressão. Sempre é tempo de recomeçar.

No dia de Finados vale parar um instante para relembrar pais, avós e tantos amigos falecidos na cascata das gerações. Buscar meios de enfrentar o reino mórbido e necrófilo imposto aos brasileiros. Sempre é tempo de semear o bem e recomeçar. Mesmo sem muito otimismo face às realidades políticas e sociais do Brasil, não cabe perder a esperança!

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