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ABERTURA DA COP

“Entrada para o inferno com pé do acelerador”.

 

O Secretário-geral da ONU, António Guterres, ao abrir a 27ª Conferência das Partes do Clima (COP-27) declarou: “Estamos em uma estrada para o inferno climático com o pé ainda no acelerador”. A fala de Guterres combinou não apenas com o ambiente desta COP, marcado por uma desorganização que testou a paciência dos participantes, inclusive com falta de água para beber, como o pano de fundo para o último relatório do IPCC, que deixou claro que o mundo não cumprirá a meta de reduzir em 42% as emissões de 2019 até 2030.

 

PARTICIPAÇÃO BRASILEIRA

O Brasil chegou à COP praticamente com duas comitivas. A oficial do presidente Jair Bolsonaro e uma outra comitiva do governo recém eleito Lula da Silva. A divisão de comitivas não empanou a participação do Brasil na 27ª Conferência das Partes do Clima. No discurso oficial do governo brasileiro o foco foi apresentar o Brasil como como um grande país de energia limpa. A mensagem da comitiva do presidente eleito priorizou o retorno da agenda climática nas relações internacionais do Brasil. A dubiedade do momento político brasileiro foi apenas um dos panos de fundo que fez parte da paisagem da 27 COP de 2022.

 

CASA DO BRASIL NA COP 27

A Casa do Brasil na COP 27 abrigou uma área de recepção, um estúdio para a realização de palestras presenciais e online com interação direta com o Brasil, além da área onde foram realizados os painéis. Toda a estrutura dispôs de sistema de tradução simultânea para inglês e português.
As pautas principais foram:

  • O exemplo brasileiro na geração de energia, que foi um dos principais temas que a delegação nacional apresentou durante a COP 27 no Egito. Na verdade, o Brasil já se destaca por possuir uma das matrizes mais limpas do mundo e atualmente, pois sua matriz elétrica atinge 85% de fontes renováveis, contra uma média de 28% do restante do planeta.
  • Em Sharm El-Sheik, o Brasil também apresentou ao mundo sua vocação para a instalação de eólicas offshore, cujo potencial de geração de energia chega a 700 gigawatts.
  • A força do Brasil no campo da agricultura sustentável foi outro ponto de destaque na COP 27. Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Brasil bateu mais um recorde na produção de grãos, com expectativa de atingir 312,4 milhões de toneladas na safra de grãos 2022/2023.
  • O trabalho de tecnologia reversa também foi apresentado. O Brasil é o recordista mundial na reciclagem de latas de alumínio e se destaca também no trabalho desenvolvido com eletroeletrônicos, defensivos agrícolas, baterias de chumbo, óleo lubrificante e medicamentos, entre outros.

 

PAINÉIS NA PROGRAMAÇÃO

O estande do Brasil deu oportunidade de realizar vários painéis durante a programação, com vários palestrantes. Além de representantes do Governo Federal, outras entidades e organizações debateram a Integração do Mercado Global de Carbono, o Futuro Verde na Mobilidade Urbana, a Rede de Governança, o Aperfeiçoamento do Inventário Nacional de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (GEE), o Mercado de Capitais e Ativos Ambientais e o Projeto Escola +Verdes.

 

 

SEGURANÇA ALILMENTAR – As discussões contaram com a presença do ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite – que lidera a comitiva brasileira na COP27 -, e dos ministros da Cidadania, Ronaldo Vieira Bento, e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Marcos Montes. Os secretários da Amazônia, Marcelo Freire; do Clima e Relações Internacionais; Marcus Paranaguá (foto à direita); e da Biodiversidade, Julie Messias, participaram diretamente de Sharm el-Sheik, no Egito, assim como representantes da indústria e startups.

 

PAINEL DO CLIMA – O ministro Joaquim Leite, do Meio Ambiente, ressaltou durante o painel que discutiu agricultura e clima, o fato de o Brasil ter a produção convencional mais regenerativa do mundo, que fixa carbono no solo, e fornece alimentos para mais de 200 países. “O Brasil alimenta mais de 1 bilhão de pessoas nos cinco continentes, com uma agricultura sustentável e protetora da floresta”, destacou o ministro do Meio Ambiente.

Joaquim Leite também destacou o papel do agro como produtor de energia limpa e renovável, como é o caso do etanol, que contribui para a redução das emissões de gases e coloca o Brasil como exemplo para o mundo, não só como grande produtor deste combustível, mas como fornecedor de tecnologia, dado o tamanho da frota de veículos ‘flex’ no Brasil.

 

Os ministros do Meio Ambiente, Joaquim Leite, e da Educação, Victor Godoy, participaram do painel projeto ESCOLAS VERDES.

 

ENERGIAS VERDES NO AGRO – O ministro Joaquim Leite, do Meio Ambiente, explicou como o governo federal ampliou ações para recuperação da vegetação nativa em todos os biomas. Sobre o agronegócio brasileiro, disse Joaquim Leite que ele vem se beneficiando de opções de geração de energia dentro das próprias fazendas; “O agronegócio traz economia ao produtor e benefícios para o meio ambiente. O número de painéis solares e uso de biomassa e biogás vem crescendo, com potencial para aumentar a cada ano. Resíduos sólidos e dejetos da criação de animais alimentam biodigestores que produzem o biometano e biofertilizantes. No caso do combustível natural, ele pode alimentar geradores de energia elétrica nas propriedades ou substituir o diesel para fazer rodar veículos pesados como caminhões e tratores. Nesses últimos quatro anos, nós instalamos o equivalente a uma Itaipu em energia solar. Neste governo, a gente trabalha de forma integrada para desenvolver e trazer oportunidades para atingirmos a neutralidade climática até 2050″, enfatizou Leite.

 

 

 

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NASCIMENTO DO LAGO PARANOÁ

O Lago Paranoá foi idealizado muito antes da construção de Brasília, tendo sua primeira proposta formalizada pelo botânico e paisagista francês Auguste François Marie Glaziou, paricipante da segunda Missão Cruls, em 1894.

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No seu relatório, Glaziou identificou uma depressão topográfica na região e sugeriu o represamento do rio Paranoá para criar uma bacia de água indispensável ao abastecimento da futura capital.

Glaziou escreveu: “Entre dois grandes chapadões na localidade pelos nomes de Gama e Paranoá, existe imensa planície em parte sujeita a ser coberta pelas águas da estação chuvosa (…) É fácil compreender que, fechando essa brecha com uma obra de arte – barragem (…)  formará um lago navegável em todos os sentidos, num comprimento de 20 a 25 quilômetros sobre uma largura de 16 a 18.”

O projeto do paisagista visava amenizar o clima seco do Planalto Central, garantir o fornecimento hídrico, gerar energia e proporcionar um elemento ornamental e de lazer para a população.

Em 1956, o plano de Glaziou foi incorporado e adaptado pela Novacap para compor o Edital do Concurso Nacional do Plano Piloto da Nova Capital do Brasil.

Em março de 1957, quando da abertura do Concurso, todos os 26 projetos constavam a construção do Lago Paranoá, como aconteceu com o projeto vencedor, do urbanista Lucio Costa.

 

O idealizador do Lago Paranoá foi o paisagista francês Auguste Glaziou, membro integrante da 2ª Missão Cruls. A construção da barragem se inicia em 1957, sob responsabilidade da empresa norte-americana Raymond Concrete Pile of Americas. O constante atraso nas obras fez com que JK mandasse rescindir o contrato com a Raymond e transferisse o comando da construção da barragem para as construtoras Camargo Corrêa, Rabelo, Rodobras, Geotec e Engenharia Civil e Portuária.

 

 

DESCRIÇÃO COMPLETA

 

Essa é a descrição completa feita por Auguste Glaziou, no relatório da Segunda Missão Cruls, em 1894, apontando a solução técnica para a construção do Lago Paranoá:

Entre os dois grandes chapadões conhecidos na localidade pelos nomes de Gama e Paranoá, existe uma imensa planície sujeita a ser coberta pelas águas da estação chuvosa: outrora era um lago devido à junção de diferentes cursos de água formando o Paranoá; o excedente desse lago, atravessando uma depressão do chapadão, acabou com o carrear dos saibros e mesmo das pedras grossas, por abrir nesse ponto uma brecha funda, de paredes quase verticais pela qual se precipitam hoje todas as águas dessas alturas. É fácil compreender que, fechando essa brecha com uma obra de arte (barragem) forçosamente a água tomará ao seu lugar primitivo e formará um lago navegável em todos os sentidos, num comprimento de 20 a 25 quilômetros sobre uma largura de 16 a 18.” 

 

 

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A MAGIA EM FLORES

A Cidade Canção primaverou-se!

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Nos anos 1970, ao entrar pela primeira vez na Catedral Metropolitana Basílica Menor de Nossa Senhora da Glória, em Maringá, fiquei muito impressionado. Trata-se de uma das mais altas e belas basílicas da América Latina. Depois, caminhando pelas ruas da cidade, a música “Maringá, Maringá” logo me veio à memória. Cidade e canção parecem feitas uma para a outra, unidas por melodia, harmonia e ritmo. Embora separadas por 15 anos de história, a obra musical do mineiro Joubert de Carvalho e o terceiro maior município do Paraná compartilham a mesma beleza e a mesma alma. Conheça a seguir como essa bonita sintonia moldou o destino urbano e social da cidade e da região.

 

MARINGÁ: A CIDADE E A CANÇÃO

“Maringá… Maringá”, a melodia, nasceu primeiro, em 1932. Quinze anos depois, em 10 de maio de 1947, era fundado o município paranaense. A obra-prima de Joubert Gontijo de Carvalho (1907–1977) surgiu após um diálogo marcante com o ex-governador da Paraíba, José Américo de Almeida, então ministro da Viação e Obras Públicas de Getúlio Vargas e autor do clássico literário “A Bagaceira” (1928). Quem fez a aproximação de José Américo de Almeida com o compositor foi Rui Carneiro (1906-1977), então oficial do gabinete do Ministério da Aviação, natural de Pombal, uma cidade centenária ao norte da Paraíba.

Rui Carneiro era jornalista e advogado, mais tarde foi deputado federal e senador pela Paraíba. Carneiro e José Américo relataram ao compositor o sofrimento do povo nordestino com a seca severa. E deram, como exemplo,  a cidade de Ingá, no agreste da Paraíba, a 100km de João Pessoa. Inspirado pelo relato, Joubert de Carvalho (mineiro de Uberaba) que já colecionava sucessos na voz de Carmen Miranda, como “Taí – Eu fiz tudo prá você gostar de mim”, criou uma personagem retirante fictícia chamada Maria. Da junção de “Maria de Ingá” surgiu o neologismo que batizou a música romântica e nostálgica. Mal sabia o compositor que aquele sucesso estrondoso seria o nome, 15 anos mais tarde, de uma das cidades mais prósperas do Sul do país e, ainda, lhe daria o nome de uma importante rua.

 

 

MARINGÁ: MODELO DE GESTÃO

Visão de presente e de futuro. Maringá saiu na frente, no Brasil, trazendo a sociedade civil organizada para participar no planejamento econômico sustentável da administração da cidade. Com o objetivo de propor ações efetivas para garantir o desenvolvimento sustentável de toda a região geoeconômica, proporcionando qualidade de vida e condições dignas aos cidadãos, em gestão compartilhada com o poder público, Maringá criou em 1996, o Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá – CODEM. O órgão nasceu com o Movimento Repensando Maringá. No cinquentenário de Maringá, em 1997, houve a posse dos primeiros conselheiro.

Ao longo dos anos, o CODEM não só se consolidou como referência em planejamento socioeconômico sustentável, sempre com a participação ativa da sociedade civil, entidades e lideranças locais, como serviu de exemplo para a criação de órgão similar em muitas cidades brasileiras.

Hoje, mais de 20 cidades brasileiras, inclusive Brasília, usam esse modelo de governança inspirado no modelo pioneiro do CODEM/CODESE de Maringá (PR), com o objetivo de planejar o crescimento urbano e socioeconômico sustentável da região para as próximas décadas.

 

SAIBA MAIS

Veja duas outras matérias:

1) O batismo e a

cronologia da criação e urbanização.

2) Como o modelo de gestão participativa levou

 o município de Maringá a bater recordes

de competitividade e de sustentabilidade.

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ERA UMA VEZ…

QUANDO NASCIA UM REI.

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Mais uma data cheia de uma lenda brasileira.
Neste 2026, fazem 70 anos da posse de JK na Presidência da República, em 31 de janeiro… 50 anos de sua morte em 22 de agosto… e, 70 anos do primeiro jogo oficial do Rei Pelé, então um menino de apenas 15 anos, como profissional do Santos.
Pelé, que completaria 16 anos em 23 de outubro de 1956, entrou no segundo tempo (no lugar de Del Vecchio) do jogo Santos 7 x 1 Corinthians de Santo André, fez gol aos 36 min do segundo tempo e ganhou seu primeiro troféu: a Taça Independência.
Daí para frente, o Edson virou DICO… que virou PELÉ… que reinventou o futebol e que parou guerras.
Recebi de um leitor de meu livro “DE CASACA E CHUTEIRAS – PELÉ-BRASÍLIA-JK – A ERA DOS GRANDES DRIBLES NA POLÍTICA, CULTURA E HISTÓRIA” o seguinte comentário sobre a polêmica quem foi maior: Pelé ou Maradona?
– “Pelé tornou o futebol mudialmente conhecido. Maradona ficou conhecido por causa do futebol”.
FOTOS: A súmula original com o registro do primeiro gol de Pelé integra o acervo do Museu de Santo André desde 2019. Ela registra a partida realizada em 7 de setembro de 1956 entre o Santos Futebol Clube e o Corinthians de Santo André no Estádio Américo Guazzeli.
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Reportagens

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