Reportagens
Servidores do GDF cobram valorização durante comissão geral da Câmara Legislativa
Em comissão geral da Câmara Legislativa, nesta quinta-feira (9), entidades de servidores públicos apresentaram as principais demandas das carreiras do Distrito Federal, além de medidas para a manutenção de serviços de qualidade. A palavra “valorização” permeou o debate, significando “melhores condições de trabalho” e “salários compatíveis.
A iniciativa da comissão geral – quando a sessão ordinária é interrompida e recebe convidados para tratar de temas de interesse da comunidade – foi do deputado Jorge Vianna (PSD). O parlamentar abriu os trabalhos lembrando a promessa do governador afastado, Ibaneis Rocha, de promover um reajuste de 18% nos vencimentos dos servidores.
Vianna também apontou a situação de categorias que tiveram os salários majorados, nos últimos anos, em índices acima das demais; bem como incentivou os servidores a focarem nas reposições salariais – que têm implicação na aposentadoria – e não somente em gratificações. O distrital fez ainda menção à operação policial, deflagrada hoje, que investiga desvios no Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal (Iprev-DF).
“Estamos aqui para ouvir as reivindicações”, resumiu Jorge Vianna, apresentando o objetivo da reunião aos demais deputados distritais que comparecem ao plenário, do mesmo modo que representantes de diversas categorias. A comissão geral, ao dar oportunidade aos servidores de apresentarem a situação em que se encontram, constituiu um quadro que guiará as ações da Frente Parlamentar da Recomposição Salarial e Reestruturação de Carreiras do GDF, instituída na Câmara Legislativa e presidida por Vianna.
Principais problemas

Parlamentares de diversos partidos participaram da discussão. A deputada Dayse Amarilio (PSB) defendeu que “investir no servidor é investir na sociedade”. Enquanto Doutora Jane (Agir) destacou que “salário significa dignidade”. Por sua vez, Gabriel Magno (PT) falou da urgência do debate e recordou “os oito anos de congelamento salarial”. Também apoiaram as reivindicações os deputados João Cardoso (Avante), que é oriundo das carreiras Magistério e Auditoria; Ricardo Vale (PT) e Max Maciel (Psol).
Sindicatos de variadas categorias do serviço público local, de áreas como educação, saúde, segurança e administração em geral, entre outras, expuseram os problemas mais relevantes que preocupam os integrantes das carreiras, desde lotação inadequada e defasagem salarial a afastamentos por adoecimento, além de casos de violência. Ainda foi discutida a necessidade de recomposição dos quadros de pessoal, assim como as demandas dos aprovados em concursos, à espera de nomeação.

Entre os muitos dirigentes sindicais que falaram durante a comissão geral, Cleber Soares, diretor do Sindicato dos Professores (Sinpro/DF), por exemplo, propugnou que “educação é investimento, não gasto”. Do Sindicato dos Enfermeiros, Úrsula Batista de Oliveira insistiu na necessidade de ações voltadas à saúde dos servidores e ao combate da violência contra os profissionais da categoria. Já Rennê Souza, do Sindireta, acrescentou ao debate a importância do lazer para os servidores, expondo proposta para o serviço Na Hora, que passaria a funcionar em três turnos durante a semana, fechando aos sábados.
Marco Túlio Alencar – Agência CLDF
Reportagens
Arrecadação federal cresce 5,62% em setembro e soma R$ 239,4 bilhões
Resultado acumulado até setembro alcança R$ 2,351 trilhões
A arrecadação das receitas federais somou R$ 239,4 bilhões em setembro, informou nesta quinta-feira (22) a Receita Federal. O valor representa crescimento real de 5,62%, descontada a inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), na comparação com setembro de 2025.

De janeiro a setembro, a arrecadação alcançou R$ 2,351 trilhões, com alta real de 6,97% em relação ao mesmo período do ano passado.
As receitas administradas pela Receita Federal totalizaram R$ 231,4 bilhões em setembro, com crescimento real de 5,03%. Nos nove primeiros meses do ano, a arrecadação dessas receitas chegou a R$ 2,25 trilhões, alta real de 6,89%.
Segundo a Receita, o resultado foi impulsionado principalmente pelo aumento da arrecadação da contribuição previdenciária, do PIS/Cofins, do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre rendimentos de capital e do recolhimento de Imposto sobre a Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). O órgão também destacou a arrecadação do Imposto de Exportação sobre óleo bruto.
Previdência
A arrecadação previdenciária somou R$ 64,6 bilhões em setembro, com alta real de 6,18%. O resultado refletiu os aumentos reais observados de 1,72% da massa salarial em agosto de 2026 (na comparação com o mesmo mês do ano anterior), bem como de 7,42% na arrecadação do Simples Nacional previdenciário em setembro de 2026 em relação a setembro de 2025.
Deve-se ainda ao crescimento de 14,88% no montante das compensações tributárias com débitos de receita previdenciária em relação a setembro de 2025.
“Houve, também, a reoneração escalonada da contribuição patronal dos municípios e da folha de pagamentos”, complementou a Receita.
Importações e rendimentos de capital
Os tributos incidentes sobre as importações arrecadaram R$ 13,3 bilhões no mês, com alta real de 21,07%, influenciados pelo crescimento das importações e pelo aumento das alíquotas efetivas de tributos e com o decréscimo de 4,15% na taxa média de câmbio.
O IRRF sobre rendimentos de capital somou R$ 12,06 bilhões em setembro, com alta real de 9,68%, impulsionado pelo aumento da arrecadação sobre aplicações de renda fixa e pela tributação de dividendos.
Acumulado do ano
No acumulado do ano, a arrecadação da Previdência alcançou R$ 575,9 bilhões, com alta real de 5,16%. Já o IRPJ e a CSLL arrecadaram R$ 444,2 bilhões, com alta de 5,76%.
O IRRF sobre rendimentos de capital arrecadou R$ 131,15 bilhões entre janeiro e setembro, com alta real de 17,57%. No mesmo período, o PIS/Pasep e a Cofins somaram R$ 466,55 bilhões – aumento real de 4,1%.
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Carga máxima de trabalho passará a 42 horas semanais em 15 de dezembro
Antes do Natal: como todos os demais trabalhadores empregados no comércio, caixas de supermercados terão direito a duas folgas semanais
Marcos Oliveira/Agência Senado
Foi promulgada na sexta-feira (16) a emenda constitucional que acaba com a escala de trabalho 6×1 e prevê duas folgas semanais (EC 141/2026). A emenda, oriunda da PEC 221/2019, aprovada pelo Senado na semana passada, reduz gradualmente a carga horária de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial, ao longo de 14 meses. Conforme o período de transição previsto na lei, isso significa que a carga de 42 horas entra em vigor em 15 de dezembro.
Opções: Download
Fonte: Agência Senado
Reportagens
CLDF aprova crédito orçamentário para Fundo de Assistência Social do DF
Projeto do Executivo quita débitos com organizações que atendem crianças e idosos vinculadas à Secretaria de Desenvolvimento Social
Foto: Tiago Hardman/Agência CLDF
Projeto aprovado abre crédito suplementar à Lei Orçamentária Anual do Distrito Federal no valor de R$ 45.152.324,00
Os deputados distritais aprovaram, na tarde desta quarta-feira (14), o Projeto de Lei nº 2.492/2026, de autoria do Poder Executivo, que abre crédito suplementar à Lei Orçamentária Anual do Distrito Federal no valor de R$ 45.152.324,00. O crédito será destinado para o pagamento de valores atrasados a entidades que prestam serviço para a Secretaria de Desenvolvimento Social em diversas ações de assistência social.
O deputado Gabriel Magno (PT) votou a favor do projeto, mas fez críticas ao governo. “Esse projeto é para pagar entidades que estão sem receber há meses. Vamos votar a favor porque é fundamental que o atendimento das entidades continue acontecendo, mas sabemos que esse crédito é resultado da falta de transparência no balanço do BRB”, afirmou.
A deputada Paula Belmonte (PSDB) também se pronunciou ao votar favorável ao projeto. “Essas entidades fazem a diferença na vida de milhares de crianças. É inconcebível não existir previsão orçamentária para o atendimento a essas crianças. Também estamos falando de idosos que precisam de acolhimento”, pontuou. Para Max Maciel, o projeto de lei é necessário. “Esse crédito dá uma salvaguarda para as entidades”, observou o deputado. O projeto foi aprovado em primeiro e segundo turnos e segue para sanção ou veto do Poder Executivo.
Eder Wen – Agência CLDF
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