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AS LIÇÕES E O LEGADO DE LIANA JOHN
Desde o dia 23 de julho, a obra de vida de Liana John está disponibilizada ao público, com acesso gratuito.
Silvestre Gorgulho (com participação de Melissa de Miranda)
Pioneira no jornalismo ambiental, com um acervo de reportagens, aulas, cartilhas educativas sobre fauna e flora e exemplos de engajamento na área social, a jornalista e escritora Liana John partiu muito nova, falecendo em 23 de julho de 2021, com apenas 63 anos. Sempre surpreendendo com um trabalho de quatro décadas feito com esmero, dedicação e cuidados, Liana John conseguiu se superar na despedida aos amigos e à família, deixando uma mensagem tocante e serena no dia da partida.
Liana John em dia de aula sobre jornalismo ambiental.
Para celebrar a vida de Liana John e tornar ainda abrangente sua obra, dois anos depois de seu falecimento, a família – encabeçada pelo seu companheiro, o pesquisador da Embrapa Evaristo de Miranda, e por sua filha, a jornalista Melissa de Miranda – lançou um SITE com toda sua obra de vida. Navegar pelo LianaJohn.com.br é aprender, se informar e se conscientizar de um legado fantástico e cativante. É a própria jornalista, premiada e pioneira, agora sempre presente com sua elegante postura e eloquente conteúdo produzido por 40 anos.
JORNADA DE FÉ E DE VIDA
Para sua filha, Melissa de Miranda, este espaço digital “é uma jornada pelo mundo do jornalismo ambiental através dos olhos e da experiência de uma das suas pioneiras. As reportagens continuam relevantes e, reunidas, fornecem uma perspectiva única sobre a cobertura das questões ambientais no Brasil. Trata-se de uma documentação sem precedentes no País, um arquivo imenso, que passa por desde uma expedição pelo Rio Demene na Amazônia dos anos 90 ou a cobertura da Conferência da ONU, a RIO’92, até as mais recentes inovações tecnológicas inspiradas pela biodiversidade brasileira. É um tesouro para quem se interessa por meio ambiente”, destaca Melissa de Miranda.

A família de Liana John: Evaristo de Miranda, Tiago, Melissa, Daniel e Íris.
O ACERVO LIANAJOHN.COM
O rico acervo digital lançado dia 23 de julho reúne 6 blogs e 1.285 reportagens, artigos e entrevistas, além de livros, cartilhas educativas sobre fauna e diversos outros materiais sobre meio ambiente, agricultura, ciência e tecnologia.
O lançamento do espaço digital LianaJohn.com.br marcou dois anos desde o falecimento de Liana John, em julho de 2021. Em 40 anos de carreira, Liana John destacou-se nacional e internacionalmente escrevendo para veículos como National Geographic Brasil, Planeta Sustentável, O Estado de São Paulo, VEJA, Horizonte Geográfico, Ciência Pantanal e foi uma das criadoras da revista ‘Terra da Gente’. A maioria desse conteúdo pode ser acessado na íntegra no site.
O encontro entre biodiversidade e inovação, meio ambiente e agricultura, estão entre os temas mais explorados na produção de Liana John. Na seção de “Blogs”, estão disponíveis mais de 200 artigos sobre essas intersecções – com destaque para os blogs “Biodiversa”, “Bioconecta” e “Agrisustenta”. Com títulos divertidos e textos leves, as publicações trazem entrevistas com pesquisadores e curiosidades inusitadas sobre a fauna e a flora, como o mosquito que inspirou seringas indolores, um tijolo feito à base de mandioca ou um detector de câncer criado a partir de camarão e feijão.
A seção também disponibiliza a premiada série de reportagens “Plantadores de Florestas”, desenvolvida para a National Geographic Brasil e vencedora do Prêmio HSBC de Imprensa e Sustentabilidade, e o blog “Economia Criativa”, realizado a convite do Ministério de Relações Exteriores da Holanda para documentar os avanços da reciclagem no país e os esforços de uma cidade inteira para zerar seus resíduos.
NOTAS DE VIAGEM
Por fim, no blog Notas de Viagem, a jornalista e fotógrafa compartilha pequenos relatos sobre uma travessia de motorhome feita em pleno inverno na Nova Zelândia. Apaixonada por viagens, Liana John visitou dezenas de países durante sua vida, do Polo Sul ao Polo Norte, a convite de governos, instituições não governamentais e por conta própria, produzindo reportagens em todos os continentes.

Como jornalista, fotógrafa e escritora, Liana John atendia a quem gritasse por socorro e orientava quem precisasse de ajuda. Nas florestas e nas cidades, Liana deixou um rastro de luz e realizações.
ANIMAIS NOS SACHÊS DA NATIVE E CARTILHAS AMBIENTAIS EDUCATIVAS
Para o pesquisador, agrônomo e marido da jornalista, Evaristo Eduardo de Miranda, “sem perceber, muita gente já entrou em contato com o seu trabalho. Um exemplo cotidiano são aqueles animais no verso dos sachês de açúcar orgânico da Native. O projeto foi ideia da Liana”. Até hoje, pelas mesas de cafés e restaurantes, os seus textos seguem aproximando as pessoas da natureza”, lembra Evaristo de Miranda. Com o lançamento do site, o público agora pode continuar explorando e aprendendo com o conteúdo produzido pela jornalista.
OS LIVROS
Na seção “Livros”, os visitantes podem conferir mais de 30 títulos escritos, editados e organizados por Liana John. Entre eles, se destacam as obras “Jaguar – O rei das Américas” (2010) e o livro trilíngue “Amazônia – Olhos de Satélite” (1989). O primeiro traz informações sobre a história e biologia da onça-pintada, enaltecendo a sua importância cultural. O segundo apresenta uma perspectiva até então inédita da Amazônia: vista do espaço. Com imagens de satélite, a obra desbrava a geografia, a população, as espécies e os desafios enfrentados pela maior floresta do mundo. Ambos os livros estão disponíveis para download gratuito no site.
Entre diversos conteúdos, na seção “Outras produções” também é possível baixar pôsteres, postais, folhetos e cartilhas educativas. São materiais idealizados por Liana John junto a pesquisadores brasileiros e destinados a crianças, educadores e ambientalistas, com o objetivo de promover a conservação de biomas e de espécies carismáticas – como as antas da campanha “Minha Amiga É Uma Anta”, desenvolvida em colaboração com Patrícia Medici, do IPÊ (Instituto de Pesquisas Ecológicas).
“Esperamos que o seu legado sirva como uma fonte de aprendizado para as futuras gerações, incentivando a compreensão e defesa da Ciência e do meio ambiente”, salienta a filha Melissa de Miranda.
SÍNDROME DE DOWN
Além da causa ambiental, Liana John dedicou grande parte de sua vida à inclusão das pessoas com deficiência. Após o nascimento do seu filho caçula, Daniel, ela fundou a ONG Espaço XXI para acolher outras famílias com bebês com Síndrome de Down e ajudar a combater a desinformação.
Duas décadas depois, ela e o filho criaram o DOWN NEWS, um canal de notícias especiais sobre as competências das pessoas portadoras da Síndrome de Down e de seu relacionamento familiar, escolar, profissional e social. Ele é apresentado pelo jovem Danny, com muita história para contar! São dezenas de programas curtos sobre a inclusão e contra o preconceito realizados com pessoas com Síndrome de Down, através das quais Danny mostra um pouco de seu dia-a-dia e de suas conquistas sem limitações!
A EMOCIONANTE CARTA DE
DESPEDIDA DE LIANA JOHN
A jornalista ambiental Liana John faleceu na noite de 23 de julho de 2021, após seis anos de batalha contra um câncer no pâncreas. Ela teve a serenidade de deixar uma emocionante carta de despedida, por si só, uma outra lição e outro comovente legado.

“Caríssimos amigos, de longa data ou recentes, de abraçar demoradamente ou só trocar breves mensagens virtuais; Queridos familiares, distantes ou presentes; Estimados parceiros da luta pela inclusão; Eternos companheiros de jornalismo, de fotografia, de viagem e das mais diversas jornadas: Isto é uma despedida.
Boa parte de vocês sabe que eu batalhava contra um câncer de pâncreas desde novembro de 2015. Passei por cirurgias, químios e outros procedimentos, alguns mais, outros menos debilitantes. Mas tive a sorte de viver longos intervalos sem dor, com o pé na estrada, voando pelo mundo, na companhia do meu grande amor e companheiro, Edu, e com meus filhos amados: Tiago, Íris, Melissa e Daniel.
Agora, infelizmente, o câncer venceu. Tempo encerrado para mim.
Não levo ressentimentos, nem arrependimentos. Estava previsto, pude usar os eventuais prorrogamentos para me preparar. Sigo leve meu destino. Vivi intensamente, amei muito, tive quatro filhos lindos, um netinho encantador (que lamento não ver crescer). Estudei, li, aprendi, trabalhei no que quis, como pude, tive oportunidades maravilhosas, fiz alguma diferença e deixei alguns rastros em nossa história comum. Acho eu.
Não queria ir embora sem agradecer a todos. Com vocês dividi alegrias, preocupações, aspirações, conhecimento, muito suor, tristezas, sonhos, imagens, frustrações, desejos recorrentes ou passageiros, maluquices, bobagens gostosas. Tudo isso é vida e minha vida foi plena disso tudo.
Sou muito grata por fazer parte de suas lembranças. Vocês são a maior riqueza do meu coração! E, se houver alguma consciência do outro lado, estarei lá, olhando por todos, com saudades imensas! Beijo grande, Liana John”.
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Motoclubes e similares são reconhecidos por relevante interesse social e cultural
Lei originada na Câmara Legislativa prevê promoção de eventos, proteção dos direitos dos motociclistas e criação de programas de educação, entre outros
Foto: Toninho Tavares/Agência Brasília
Justificativa da proposta aponta que os motoclubes oferecem benefícios sociais e culturais como a promoção da amizade, segurança no trânsito e outros
A Lei do Distrito Federal nº 7.910, sancionada em 16 de junho de 2026, reconhece as atividades de motoclubes, moto grupos, moto car clube e similares como forma de expressão cultural, lazer e convívio social. Para o autor da norma, deputado Martins Machado (Republicanos), os grupos não apenas reúnem pessoas com interesses comuns, mas também contribuem para a construção de uma identidade cultural específica, que deve ser valorizada e respeitada.
O projeto de lei justifica que os motoclubes e moto grupos oferecem uma série de benefícios sociais e culturais significativos, como a promoção da amizade, apoio mútuo, segurança no trânsito e ações beneficentes entre os motociclistas. Além disso, preservam a história, celebram a liberdade e influenciam a sociedade por meio de sua cultura e estilo de vida.
A legislação prevê a promoção de eventos relacionados ao motociclismo e ao automobilismo; a proteção dos direitos dos motociclistas, incluindo a liberdade de expressão e associação; a criação de programas de educação e conscientização sobre as atividades; a ampliação da quantidade de espaços adequados para a realização de eventos; e o fortalecimento, a promoção e a difusão das práticas.
Beatriz Negreiros (sob a supervisão de Ivan Iunes)

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Nova lei estabelece projeção de informações sobre pontos turísticos em Brasília nas salas de cinema
As exibições de informações devem ter duração de 30 segundos e serem projetadas antes do início de filmes nos cinemas e em casas de show
Foto: Joel Rodrigues / Agência Brasília
Legislação visa explorar o potencial turístico e cultural do Distrito Federal
A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) promulgou a Lei nº 7.868, de 6 de maio de 2026, de autoria da deputada Jaqueline Silva (MDB), após o veto ao projeto de lei original pelo ex-governador Ibaneis Rocha. A nova lei institui a obrigatoriedade da exibição de informações sobre pontos turísticos de Brasília nas telas de cinema no DF.
Originalmente PL nº 2.279/2021, a justificativa do projeto é a promoção do turismo como fonte inesgotável de renda, emprego, desenvolvimento econômico e cultural. O cinema deverá ser utilizado como meio ímpar de divulgação de atrações pela sua abrangência e diversidade de público.
Segundo Jaqueline Silva, o fomento ao turismo traz um cenário benéfico de geração de empregos e o surgimento de profissionais capacitados em diversas áreas, abrindo espaço para bacharéis em turismo e hotelaria, profissionais da gastronomia, transporte turístico, idiomas, comércios diversos e artesanatos.
As exibições de informações devem ter duração de 30 segundos e ser projetadas antes do início de filmes nos cinemas e em casas de show. A Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (Secec) fornecerá todas as informações que serão projetadas.
Beatriz Negreiros (sob a supervisão de Ivan Iunes)
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