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Rio Negro sobe lentamente e pescadores esperam retomar rotina

Volume do rio registrou 13,20 metros nessa terça-feira

 

Em meio à expectativa da subida no volume das águas do Rio Negro, pescadores, donos de flutuantes e feirantes de Manaus, afetados pela seca no Amazonas, ainda manifestam receio com a retomada das atividades. O volume do rio, que enfrenta a pior seca em 121 anos, vem subindo lentamente e registrou nessa terça-feira (21) a cota de 13,20 metros. Os trabalhadores torcem para que, com a chegada das chuvas, possam retornar gradativamente à sua rotina.

Boletim do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) divulgado ontem mostra que o Rio Negro apresentou subidas em Tapuruquara e Barcelos e que, em Manaus, o rio voltou a subir, inicialmente 2 centímetros (cm) e no registro mais recente 9 cm, “contudo os níveis ainda são considerados muito baixos para o período.”

Pescador há cerca de 20 anos e vendedor de pescado na beira do Rio Negro, próximo ao Porto de Manaus, Marcos César Antônio relatou à Agência Brasil que durante o mês de outubro houve queda no volume de peixes no rio, o que resultou em pequeno aumento de preços e diminuição das vendas. O motivo: os barcos de médio porte já não conseguiam sair para pescar, deixando a tarefa para as pequenas embarcações.

Manaus (AM), 20/11/2023,  Marcos César Antonio, o Marcos do Pescado, comerciante, vende
peixes na região do Porto de Manaus. Manaus sofrre com a maior seca em 121 anos. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Manaus – Marcos César Antonio, o Marcos do Pescado, vende peixes na região do Porto de Manaus – Foto Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

“Teve um aumento no preço, mas não foi muito”, afirmou. A situação está difícil por causa da falta de peixe devido ao fato de o motor ficar encalhado no rio. Espero que essa situação melhore em breve”, afirmou Antônio.

Ele manifestou preocupação com o fato de o início do período de cheias do rio coincidir com o início do defeso para algumas espécies da região. No período de 15 de novembro a 15 de março, a pesca de matrinxã, surubim, pirapitinga, sardinha, pacu, caparari, aruanã e mapará fica proibida por causa da reprodução.

“O rio volta devagarzinho, mas agora vem a proibição e vai ficar pior. Com o defeso, a situação vai piorar, como é que vai trazer o peixe”?, indagou.

Em razão da situação de emergência devido à seca, o governo federal pagará um auxílio extraordinário de R$ 2.640 para pescadores artesanais beneficiários do seguro-defeso cadastrados nos municípios da Região Norte. O pescador terá direito, mesmo que seja titular de outros benefícios assistenciais, previdenciários ou de qualquer natureza. O auxílio será pago em parcela única. A estimativa é de que sejam atendidos pescadores profissionais artesanais de 94 municípios da região.

Mais otimista, o pescador João Bosco da Silva, 57 anos, disse que a queda nas vendas será compensada, mais adiante, com a retomada das atividades em ritmo “normal”. À Agência Brasil, o pescador disse viver com a “vida do peixe.

Manaus (AM), 20/11/2023,   João Bosco Saraiva de Souza, Pescador, vende
peixes na região do Porto de Manaus. Manaus sofrre com a maior seca em 121 anos. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Manaus – João Bosco Saraiva de Souza vende peixes na região do Porto de Manaus – Foto Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

“A gente vive a vida com o peixe. Ninguém nunca se baseia no fato de que ele vai aumentar, vai crescer. A gente já sabe que um dia ele vai dar dinheiro. E uma hora vai baratear. Para nós, é normal, para quem é peixeiro é normal. Ninguém ignora esse preço. O importante é ter algum peixinho”, afirmou.

A situação de seca também preocupa quem trabalha nas feiras vendendo produtos consumidos pelos amazonenses, como farinha, banana, pescados, entre outros. Trabalhador de um box no Mercado Municipal Adolpho Lisboa, que atende turistas e a população local, o feirante Wanderson Dias da Silva, 28 anos, lembrou que a seca já causa impacto nas plantações de mandioca, utilizada para a produção de farinha.

Segundo ele, o cenário já indica alta dos preços do produto, muito consumido na Região Norte.

“Eu acredito que a farinha vai ter aumento a partir de janeiro. Tem um plantio todo dia, e o pessoal, a maioria que trabalhou na roça, teve muita perda porque depende da água, não depende só da terra. Então, tudo isso agregou e quando vier agora a nova safra, vai ter alteração”, estimou.

Manaus (AM), 20/11/2023,  Wanderson Dias da Silva, Feirante, em sua barraca no Mercado Municipal Adolpho Lisboa.
Manaus passa por sua maior seca em 121 anos. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Manaus – Wanderson Dias da Silva, feirante, em sua barraca no Mercado Municipal Adolpho Lisboa – Foto Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Para minimizar esse impacto, Silva contou que alguns feirantes ainda não repassaram o aumento porque ainda trabalham com estoques guardados logo após o início do período de seca severa.

“Na cheia passada, é quase o estoque nosso, aí a gente tem pallet [usado para armazenar farinha] guardado. Estamos trabalhando hoje com, mais ou menos, quase 16 pallets. Acabaram os 16, acabou tudo”, disse Silva, acrescentando que essa iniciativa vem retardando, no caso dele, o repasse no preço do aumento da farinha.

“Nós estamos trabalhando com o nosso estoque. O preço desse estoque, a gente não pode se basear no que você vê em outros mercados. Outros locais têm preço agregado mais caro. Por quê? Porque o nosso é guardado, é estoque. A farinha é guardada, então tende a ter preço mais baixo. Outros têm que agregar tudo em cima disso, senão vão só trocar dinheiro”.

A expectativa com a retomada das atividades também pode ser observada no Lago do Aleixo, localizado na divisa entre os bairros Colônia Antônio Aleixo e Comunidade Bela Vista, em Manaus. Com a seca, quem visita o lago, que fica há cerca de 15 minutos de barco do encontro das águas dos rios Negro e Solimões, considerado o cartão postal mais famoso da cidade, encontra agora um cenário de lama com plantas rasteiras onde, antes, havia abundância de água.

A comerciante Jocilda Marques, 46 anos, conhecida como dona Jô, disse que a seca fez com que o movimento de pessoas que procuram o lago como opção de lazer diminuiu drasticamente. Dona de um pequeno comércio na descida para o lago há pouco mais de um ano e meio, ela comentou que, agora, pouquíssimas pessoas aparecem nos fins de semana.

Manaus (AM), 21/11/2023, Jocilda Marques, proprietaria de uma vendinha no lago do Aleixo,   fala sobre a maior seca em 121 anos que Manaus vem sofrendo. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Manaus – Jocilda Marques, comerciante no lago do Aleixo – Foto Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

“Quando [o lago] está cheio é bem melhor, né? Até na semana vem gente. Vem na segunda-feira, na terça, na quarta, não vem muito, mas vem na semana. Agora, caiu muito, uns poucos no sábado e domingo”, lamentou.

Quem também espera pelo retorno da cheia no lago e no Rio Negro é o pescador Jean Carlos Thiago, 52 anos. Enquanto trança a sua rede, Thiago diz que desde antes de outubro a pesca no lago já estava difícil e que quem quer pescar tem que se deslocar para o início do igarapé que abastece o lago.

Manaus (AM), 21/11/2023, Jean Carlos Thiago, pescador que mora próximo ao lago do Aleixo, que está seco, fala sobre a maior seca em 121 anos que Manaus vem sofrendo. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Manaus – O pescador Jean Carlos Thiago fala sobre a seca em Manaus, a maior em 121 anos – Foto Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

“Está difícil de sair, está começando a encher de novo, eu acho que há 20 dias começou a encher, não sei se parou que eu não fui lá para a beira do rio, mas acho que está parado agora”, contou Thiago.  Ele relatou ainda que as pessoas têm que andar até a beira do leito seco do rio para conseguir pescar.  “A moçada desce aqui até chegar lá na beira do rio para ficar pescando lá de linha, de tarrafa. Quando está cheio, a gente pesca nos igapós. Enquanto não fica cheio, a gente vai arrumando a rede para quando chegar a época de novo”, disse Thiago. Ele espera que até o fim de dezembro o rio retorne ao seu leito normal.

No lago, diversos flutuantes, um tipo de embarcação utilizada como bar e moradia, estão encalhados aguardando a chegada das cheias. O dono de flutuante Tomé Maurício da Silva, 70 anos, o seu Tomé, é um deles. Enquanto a cheia não vem, seu Tomé disse que está sobrevivendo do Benefício de Prestação Continuada (BPC), que recebe do governo federal, e de uma criação de galinhas.

Há cerca de dois meses começou a deslocar seu flutuante, onde trabalha há dez anos, geralmente posicionado na beira do lago, para as áreas onde ainda havia um pouco de água. Com a seca total, a embarcação, que além de oferecer bebidas e comidas, serve também de moradia, está encalhada.

Manaus (AM), 21/11/2023, Tome Maurício da Silva, proprietário de um flutuante no lago do Aleixo, que está seco, fala sobre a maior seca em 121 anos que Manaus vem sofrendo. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Manaus – Tome Maurício da Silva, proprietário de um flutuante no lago do Aleixo, que está seco – Foto Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Ex-trabalhador da construção civil, ex-seringueiro e ex-piloto de barco, ele disse ter dificuldades de sobreviver, mas lamenta ainda mais a situação de outras pessoas, que não recebem nenhum tipo de benefício.

“Aqui está seco faz tempo. Tem uns três meses ou mais. A gente saía de canoa e agora não dá para sair de jeito nenhum. O movimento aqui [no flutuante] só quando está cheio que a gente vende alguma coisa e agora não dá nem para pescar, ninguém sai não”. Quando está cheio, eu vendo bebida, comida, essas coisas, faço passeio de canoa. Agora quando está seco fica ruim, não tem ajuda de nada. Aquele pessoal da Ponta Negra [uma das praias mais famosas de Manaus], o pessoal deu ajuda, o governo deu ajuda e, para nós não deu nada, não”, reclamou.

Seca

O estado do Amazonas enfrenta seca severa. De acordo com a Defesa Civil do Amazonas, todos os 62 municípios do estado permanecem em situação de emergência. Divulgado nessa terça-feira (21), o boletim informa que são 598 mil pessoas e 150 mil famílias afetadas. A Defesa Civil informou que, no período de 1º de janeiro a 20 de novembro de 2023, foram registrados 19.397 focos de calor no estado, dos quais 2.802 na região metropolitana de Manaus.

Edição: Graça Adjuto

ebc

 

 

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Governo e oposição repercutem rejeição de Messias para o STF

Reação do Plenário no momento em que foi divulgado o resultado da votação
Carlos Moura/Agência Senado

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Após a rejeição da indicação de Jorge Rodrigo Araújo Messias para ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (29), o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou que a relação do Executivo com o Congresso não mudará.

— A relação continua a mesma. Nós já tivemos vitórias e derrotas no Senado, no Congresso e na Câmara dos Deputados e a relação não mudou. (…)  Não mudou e nem mudará, será a mesma relação institucional.

Para o líder, o resultado não dependeu das respostas do indicado na sabatina. Messias, de acordo com Randolfe, cumpria todos os requisitos necessários para o cargo e a indicação foi rejeitada por circunstâncias políticas.

A indicação de Messias é a terceira feita pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no atual governo e não estava prevista: foi necessária após o anúncio da aposentadoria antecipada do ministro Luís Roberto Barroso em outubro de 2025. Para Randolfe, a votação foi pressionada pela proximidade do período eleitoral. A rejeição se deu por 42 votos a 34.

— Eu não diria que foi uma surpresa, porque nós já esperávamos que ia ser uma votação apertada, e uma votação, quando a gente julga apertada,  pode se ter uma quantidade reduzida de votos favoráveis — disse o líder, que lamentou a votação, mas afirmou que é preciso respeitar o resultado.

O relator da indicação de Jorge Messias, senador Weverton (PDT-MA), reconheceu que o resultado da votação foi “uma derrota do governo”. O parlamentar disse, no entanto, que o presidente Lula não deve indicar outro nome para o Supremo Tribunal Federal (STF) de imediato.

— Lá atrás, ele (Lula) já tinha me dito que não iria mandar outro nome caso isso acontecesse. Então, não vamos discutir nomes. O que está se discutindo é que impuseram uma derrota a uma pessoa que nada tinha a ver com o processo eleitoral. Cometeram uma injustiça enorme com o ministro Messias — disse Weverton.

Derrota

Para o líder da Oposição, senador Rogério Marinho (PL-RN), a rejeição ao nome de Jorge Messias representa uma derrota do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

— Nós trabalhamos para derrotar o ministro Jorge Messias. Nada de pessoal contra ele. Mas contra o que ele representa neste momento. Hoje acaba o Lula 3. Perde credibilidade e capacidade de articulação. Perde inclusive a legitimidade para conduzir um processo de negociação na Casa. Sem dúvida nenhuma, o governo sofre hoje uma derrota acachapante — afirmou.

Para o presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), o direito do voto de um senador é o mesmo de um eleitor. Ele disse que votou a favor de Messias, que teria todas as condições de ser um ministro do STF. O senador ainda contou que deu um abraço de solidariedade em Messias, que considera  “um brilhante funcionário público”.

— Cada um vota como acha. A democracia é assim. Lamento muito, mas é página virada — declarou Otto.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

 

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Rádio MEC transmite especial para celebrar Dia Internacional do Jazz

Programa destaca gênero como instrumento de liberdade

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EBC

A Rádio MEC apresenta, nesta quinta-feira (30), às 21h, uma edição especial do Jazz Livre dedicada ao Dia Internacional do Jazz. A data, celebrada pela Unesco desde 2012, destaca o gênero como um instrumento de liberdade, criatividade e diálogo entre culturas.

A atração da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) traz uma curadoria de músicos, com depoimentos e repertórios afetivos sobre o estilo musical.

Jazz Livre convidou artistas que já se apresentaram na atração a comentar os discos e músicas importantes para a história do gênero. Ao longo do programa, os ouvintes terão acesso a recortes dessas sugestões.

O pianista Renan Francioni, o baterista Antônio Neves Esteves e o compositor Gilson Peranzetta são alguns dos nomes que indicaram obras relevantes do estilo. A proposta é evidenciar o jazz como um gênero que marca a inovação, o apuro estético, o improviso e a fusão entre linguagens e culturas.

Dia Internacional do Jazz

Com origem nas comunidades afro-americanas no sul dos Estados Unidos, por volta do final do século XIX e início do XX, o jazz é uma expressão artística que combina elementos de várias tradições musicais, como o blues.

De acordo com especialistas, um dos traços mais distintivos do jazz é a improvisação. Os músicos criam solos espontâneos durante as performances, o que torna cada apresentação única.

Sobre o Jazz Livre

No ar de segunda a sexta-feira na faixa das 21h, o Jazz Livre tem uma hora de duração com o melhor repertório do gênero e da música instrumental. A produção oferece ao público a oportunidade para interagir através do WhatsApp (21) 99710-0537. Os ouvintes podem participar das edições e mandar mensagens para a equipe da emissora pública.

Apresentado por Sidney Ferreira, o Jazz Livre tem produção de Anderson Domingos e Carlos Soca. A coordenação de produção fica com Rodrigo Soprana. Thiago Regotto é o gerente executivo de rádio.

Sobre a Rádio MEC

Conhecida de norte a sul do país como “A Rádio de Música Clássica do Brasil”, a Rádio MEC é consagrada pelo público por sua vocação direcionada à música de concerto. Mas também há espaço garantido para faixas de jazz e música popular brasileira, combinação que garante a conquista de novos públicos e agrada a audiência cativa.

A emissora pode ser sintonizada pela frequência FM 99,3 MHz e AM 800 kHz no Rio de Janeiro. O dial da Rádio MEC em Brasília está em FM 87,1 MHz e AM 800 kHz. O público também acompanha a programação em Belo Horizonte na frequência FM 87,1 MHz. O conteúdo ainda é veiculado no aplicativo Rádios EBC.

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Eventos alteram o trânsito no feriado prolongado em vários pontos do DF

Detran-DF fará o controle do tráfego em vias do Eixo Monumental, Esplanada dos Ministérios, Parque da Cidade e Paranoá

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Agência Brasília* | Edição: Vinicius Nader

Devido a eventos previstos para o período entre sexta-feira (1°/5) e domingo (3), o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) interditará vias do Eixo Monumental, Esplanada dos Ministérios, Parque da Cidade e Paranoá.

Parque da Cidade

De sexta-feira a domingo, será realizado o evento Brasília Auto Indoor no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade. As ações de trânsito terão início nesta quinta-feira (30), às 12h, com o patrulhamento das vias e a implantação da sinalização viária. As equipes vão sinalizar a faixa de desaceleração para a entrada e a saída de veículos dos estacionamentos 1 e 2  e as faixas de pedestres nas proximidades do Pavilhão de Exposições.

Arte: Divulgação/Detran-DF

No sábado (2), a partir das 10h, está prevista a realização de um rali, com largada no Pavilhão de Exposições e percurso em direção à Colônia Agrícola Aguilhada e Núcleo Rural Nova Betânia, na BR-251. As equipes do Detran-DF farão as intervenções viárias necessárias durante a saída dos veículos e a transição para a Via S1.

Os participantes farão uma parada na região do Café sem Troco e retornarão, pela DF-130, passando pela Torre de TV Digital, até o Parque da Cidade. A previsão é que a chegada ocorra até as 16h.

Durante os dias do evento, os agentes do Detran-DF atuarão no controle de tráfego nas imediações do Pavilhão de Exposições, em pontos fixos e realizando o patrulhamento na região a fim de melhorar a fluidez, auxiliar a travessia de pedestres e coibir infrações de trânsito.

Arena Mané Garrincha

Nesta sexta-feira e no sábado, o Detran-DF fará intervenções viárias nas imediações da Arena Mané Garrincha, onde será realizado o Festival Micarê.

Na Via N1, na altura do Planetário, e na via de contorno do Estádio Nacional de Brasília, o Detran-DF implantará sinalização viária para a travessia de pedestres e para coibir o estacionamento irregular. Na entrada principal de automação da arena, será sinalizada uma área destinada aos táxis.

Também serão instalados painéis eletrônicos de mensagens em locais estratégicos para orientar condutores e pedestres. A partir das 15h30, as equipes vão atuar em pontos fixos e em patrulhamento na região para garantir a fluidez do tráfego e coibir infrações.

Esplanada dos Ministérios e via Palácio Presidencial

Na sexta-feira, será realizada a corrida 100% Você, com percursos de 5 km e 10 km pelas vias S1, Palácio Presidencial e N1. A largada dos participantes ocorrerá na Esplanada dos Ministérios, próximo ao Museu da República, e a chegada será na altura do Ministério da Economia.

A partir das 6h30, a Via S1 será bloqueada na altura do Museu da República, com desvio do fluxo de veículos para a L2 Sul. No momento da largada, a via será totalmente interditada e o fluxo será retido. Após a passagem dos corredores, o acesso à L2 será liberado. Os motoristas que seguirem pela L2 Sul, no sentido Esplanada, serão direcionados para o Buraco do Tatuí.

Na Esplanada, a faixa mais à direita será destinada à saída de veículos dos ministérios. O fluxo seguirá até a altura do Itamaraty, onde será desviado para a Via S2. A partir desse ponto, a S1 estará totalmente bloqueada para o tráfego de veículos. O acesso ao estacionamento da Catedral de Brasília será permitido apenas pelo túnel da Cúria, na S2.

 

Na Via N1, o bloqueio ocorrerá desde o quartel do Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF) até a via de ligação N1/S1, na altura do Museu da República. Os acessos à N1, pela via Palácio Presidencial e pela L4 Norte estarão fechados. Ainda na N1, a faixa mais à direita, será destinada à saída de veículos de emergência do CBMDF, enquanto as demais faixas serão utilizadas pelos participantes do evento.

As equipes do Detran-DF também farão a interdição do acesso à via Palácio Presidencial, sentido Palácio do Jaburu, com o desvio do fluxo de veículos para a Estrada Parque das Nações (Via L4).

Durante o evento, as equipes de fiscalização do Detran-DF atuarão no controle do tráfego para garantir a segurança viária. A previsão é que as vias sejam liberadas a partir do meio-dia.

Paranoá

Na sexta-feira, será realizado o 7º Encontro de Carrinhos de Rolimã, no Parque Vivencial do Paranoá. As ações de trânsito terão início nesta quinta, às 23h59, com a implantação da sinalização viária na entrada do parque, na altura da Quadra 4, até a rotatória, próxima à unidade do Detran-DF. No local do evento, serão sinalizadas áreas de estacionamento para o público geral, autoridades, veículos de emergência e um heliponto.

A entrada do Parque Vivencial, pela rodovia DF-005, será destinada à saída de veículos de emergência, sendo permitido o acesso de pedestres. O estacionamento de veículos no gramado, na área externa do parque, será permitido.

Durante o evento, os agentes do Detran-DF farão o controle da entrada e da saída de veículos do Parque Vivencial, além de realizar o patrulhamento da região para garantir a segurança e a fluidez do trânsito. As equipes de fiscalização utilizarão viaturas e motocicletas e contarão com o apoio do helicóptero Sentinela, que fará o monitoramento das condições do tráfego.

Eixo Monumental

Neste domingo, o Detran-DF realizará interdições em trechos das vias S1 e N1 do Eixo Monumental para o Circuito da Saúde 2026 — Etapa Ana Néri. A corrida terá percurso de 5 km, com largada e chegada no Memorial dos Povos Indígenas.

A partir das 6h30, nas vias S1 e N1, no trecho entre o Ulysses Centro de Convenções e a via de ligação N1/S1, entre a Catedral Rainha da Paz e a Praça do Cruzeiro, as três faixas mais próximas ao canteiro central serão interditadas. O tráfego de veículos permanecerá liberado nas demais faixas. A previsão é que as interdições ocorram até as 11h.

*Com informações do Detran-DF

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