Reportagens
Bolsa Atleta destinou R$ 9 milhões para patrocinar esportistas desde 2019
GDF investe alto em programa que ajuda financeiramente esportistas olímpicos e paralímpicos de alto desempenho. Este ano, 228 foram beneficiados
Rafael Secunho, da Agência Brasília I Edição: Débora Cronemberger
O programa Bolsa Atleta no Distrito Federal foi valorizado na atual gestão e mantém vivos sonhos de atletas de alto rendimento da capital, esportistas brasilienses que almejam estar numa Olimpíada ou buscam um lugar ao sol em sua modalidade. Este ano, são 228 atletas ou paratletas atendidos pelo benefício concedido pela Secretaria de Esporte e Lazer (SEL). Uma bolsa que varia de R$ 372 a R$ 6.734 e que auxilia o atleta em sua carreira.
De 2019 para cá, o total destinado ao programa é de R$ 8,9 milhões, segundo dados da secretaria. Em 2022, o GDF investiu R$ 2,7 milhões no Bolsa Atleta. O valor mensal do auxílio muda de acordo com a classificação dos atletas e dos níveis da modalidade, conforme a legislação vigente.
Neste meio, está a paratleta Jade Lanai, do tênis em cadeira de rodas. Moradora do Sol Nascente, a jovem de 18 anos é adepta das raquetes desde os 8 e hoje atingiu outro patamar. É atualmente a 4ª no ranking mundial e a 1ª no Brasil em sua categoria.
Jade começou a receber a bolsa distrital em 2018. Atualmente, recebe também a nacional. “Lá atrás, precisava complementar os treinos, que eram só duas vezes por semana, e tinha de pagar pelos extras. E a bolsa do DF foi um dos primeiros apoios financeiros que tive como paratleta”, recorda.
“Sem dúvida, isso contribuiu para melhorar meus resultados”, acrescenta ela, que hoje recebe cerca de R$ 500 de auxílio. Ano que vem, Jade disputará o Parapan-Americano no Chile. Mas, o sonho maior é estar nos Jogos Olímpicos de Paris, em 2024.
Tênis de mesa
Outro exemplo é o mesatenista Pedro Costa Oliveira, 16. Membro da seleção do DF, ele é um dos 120 atletas contemplados com o Bolsa Atleta em 2022. Recebe há três anos o benefício e é um dos atletas promissores de Brasília: 11º no ranking nacional, entre 822 da modalidade.
“Não medimos esforços para que todos possam se dedicar exclusivamente à prática esportiva e foi nesta gestão que conseguimos aumentar os valores pagos aos atletas. Em 2019, a bolsa variava de R$ 183 a R$ 3.315 e hoje esse valor quase que duplicou”Giselle Ferreira, secretária de Esporte e Lazer
Em sua casa, o tênis de mesa vem de berço. O irmão Emanuel, 13, também é um dos destaques no esporte na categoria mirim. Os dois foram incentivados pelo pai Braulio Oliveira, ex-jogador, e que acompanha o dia a dia da dupla em Taguatinga.
“Hoje a inscrição nos torneios e o material estão muito caros. E o valor que a gente recebe ajuda nisso”, pontua Pedro. “A raquete, a borracha da raquete, o tênis para o jogo – tudo isso precisamos estar sempre trocando. Então, todo apoio é bem-vindo”, diz ele, que treina na Associação dos Mesatenistas de Taguatinga (Asmett) e em uma academia da cidade.
“Sempre incentivei os dois, mas não é fácil manter um atleta em um esporte que não é tão divulgado como o nosso”, observa Braulio. “O apoio da Secretaria de Esporte é fundamental para que eles possam jogar os campeonatos. Tanto o Compete Brasília – que nos dá as passagens aéreas – quanto a bolsa financeira”, diz.
Indicação de atletas
A Secretaria de Esporte e Lazer aceitou até o dia 18 de novembro indicações das federações esportivas de atletas para receber o benefício em 2023. Para o próximo ano, estão previstas 146 vagas olímpicas e 120 paralímpicas.
A secretária de Esporte e Lazer, Giselle Ferreira, reforça que o Bolsa Atleta faz a diferença no cotidiano desses esportistas. “Não medimos esforços para que todos possam se dedicar exclusivamente à prática esportiva e foi nesta gestão que conseguimos aumentar os valores pagos aos atletas. Em 2019, a bolsa variava de R$ 183 a R$ 3.315 e hoje esse valor quase que duplicou”, finaliza.
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Moraes dá 48 horas para Bolsonaro informar se autorizou vídeo com IA
Produção foi apresentada no sábado em convenção do Partido Liberal
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (28) que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro se manifeste, no prazo de 48 horas, sobre a utilização de sua imagem e voz em um vídeo produzido por meio de inteligência artificial (IA) e exibido durante a Convenção Nacional do Partido Liberal (PL), realizada no último sábado (25).

Na decisão, Moraes afirma que é necessário esclarecer se Bolsonaro autorizou a produção e a divulgação do vídeo, que simulava um pronunciamento em apoio à pré-candidatura de seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, à Presidência da República.
Segundo o ministro, a resposta é necessária para verificar se houve novo descumprimento das condições impostas ao ex-presidente durante a prisão domiciliar humanitária. Se essa hipótese for confirmada, Bolsonaro corre o risco de ter o benefício revogado.
Caso ele não tenha autorizado a produção do vídeo, Moraes aponta eventual grave desrespeito à legislação eleitoral por parte de Flávio Bolsonaro e do PL, podendo, inclusive, acarretar em inelegibilidade.
“Se não houve autorização do custodiado Jair Messias Bolsonaro para utilização de sua imagem e voz para declarações político-eleitoral, além de constituir desrespeito à ordem judicial por Flávio Nantes Bolsonaro e pelo Partido Liberal (PL), tal conduta poderá tipificar a denominada ‘deep fake’, prática expressamente vedada pela legislação eleitoral, um vez que, haverá a caracterização de criação ou divulgação de conteúdo sintético destinado a associar artificialmente a imagem, a voz ou a manifestação de determinada pessoa a candidato, partido ou causa política, sem sua expressa autorização”.
Na decisão desta terça-feira, Moraes lembra que Bolsonaro cumpre pena em prisão domiciliar humanitária, está com os direitos políticos suspensos em razão de condenação criminal definitiva por tentativa de golpe de Estado e está proibido de divulgar manifestações político-eleitorais, inclusive por intermédio de terceiros.
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Exposição dos Povos da Floresta chega a Brasília e ocupa Memorial dos Povos Indígenas
Em cartaz a partir de quarta-feira (29), mostra tem entrada gratuita e reúne artistas indígenas, povos tradicionais e diferentes expressões da arte amazônica
Por
Agência Brasília | Edição: Plácido Fernandes
Brasília recebe, a partir desta quarta-feira (29), a Exposição dos Povos da Floresta, uma mostra que reúne artistas de diferentes territórios da Amazônia em um encontro entre arte, ancestralidade, território e memória. Integrando a Etapa Brasília do Festival dos Povos da Floresta, a exposição ocupa o Memorial dos Povos Indígenas (MPI), com visitação gratuita até 27 de setembro.
Idealizado pelo Centro de Inovação da Amazônia (Rioterra), o Festival dos Povos da Floresta promove a circulação de artistas, mestres tradicionais e comunidades originárias, ampliando o acesso às múltiplas expressões culturais amazônicas em diferentes regiões do país. A cerimônia de abertura será na terça-feira (28), das 19h às 21h, marcando o encontro de artistas, curadores, convidados e público em uma celebração da diversidade cultural brasileira.
A exposição reúne fotografias, pinturas, esculturas, instalações, registros audiovisuais, experiências em realidade virtual e curtas-metragens, construindo um percurso sensorial que aproxima o visitante das diferentes narrativas e modos de vida presentes na Amazônia.
Entre os destaques estão obras de Gustavo Caboco, Paula Sampaio, Will Arehj, Wauto Am, além do acervo fotográfico da Rioterra com trabalhos de Marcela Bonfim, Alexis Bastos, Fred Bastos, Alexandre Rotuno e do próprio Will Arehj.
A mostra também reúne artistas de Rondônia, Roraima, Amapá e Pará, refletindo a diversidade estética, cultural e territorial da região amazônica. Participam nomes como Saulo de Souza, Rafael Prado, Evandro Câmara, Bototo, Avener Prado, Isaías Miliano, Pedro Macuxi, Kaiwino Wiz (Georgina), Vinícius Kenede, Caripoune Yermollay, Ya Juarez, Keyla Palikur, Thay Ptit, Hugo Figueiredo e Gilson Tupinambá, entre outros.
Ao longo de sua trajetória, a Exposição dos Povos da Floresta percorreu Porto Velho (RO), Boa Vista (RR), Macapá (AP) e Belém (PA), incorporando novas ocupações artísticas e diferentes olhares curatoriais em cada território. Em Brasília, essas experiências convergem em uma exposição que sintetiza os diálogos construídos ao longo do projeto, sob curadoria de Isabela Bastos e Lucas Baim.
Mais do que apresentar obras de arte, a mostra propõe uma reflexão sobre a pluralidade dos povos amazônicos, evidenciando suas memórias, cosmologias, formas de resistência e modos de produzir conhecimento por meio da arte.
Programação audiovisual e realidade virtual
Além das obras expostas, o público poderá assistir a uma seleção de curtas-metragens produzidos em Rondônia, Roraima, Amapá e Pará, com narrativas que dialogam com os temas da exposição e ampliam a experiência do visitante.
A programação inclui ainda uma imersão em realidade virtual composta por quatro experiências audiovisuais que apresentam paisagens, saberes e vivências da Amazônia, permitindo ao público conhecer diferentes territórios por meio de tecnologia imersiva.
Comprometida com a democratização do acesso à cultura, a exposição contará com recursos de acessibilidade, incluindo intérpretes de Libras e audiodescrição das obras por meio de QR Code.
Ao reunir diferentes linguagens artísticas, territórios e experiências culturais, a Exposição dos Povos da Floresta reafirma o compromisso do festival em fortalecer o protagonismo dos povos amazônicos e ampliar a circulação de suas produções, aproximando o público brasileiro da riqueza artística e cultural da região.
Serviço
Exposição dos Povos da Floresta
⇒ Local: Memorial dos Povos Indígenas (MPI)
⇒ Cerimônia de abertura: terça-feira (28), das 19h às 21h
⇒ Visitação: de quarta-feira (29) a 27 de setembro
⇒ Funcionamento: terça-feira a domingo, das 9h às 17h
⇒ Entrada gratuita.
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