Reportagens
Nova diretora de Negócios da Embrapa toma posse
Ana Euler assina o termo de posse ao lado do presidente do Consad, Guilherme Bastos
Em reunião nesta sexta-feira (19), o Conselho de Administração da Embrapa (Consad) deu posse à pesquisadora Ana Margarida Castro Euler no cargo de diretora-executiva de Negócios. Após ter sido aprovada pelo Comitê de Elegibilidade da Embrapa (Coele), ela apresentou seu plano de trabalho, aprovado na reunião extraordinária do dia 12. A resolução que dá posse à nova diretora deve ser publicada no Boletim de Comunicações Administrativas (BCA), na próxima segunda-feira (22). Na mesma ocasião, a pecuaristaTeresa Cristina Corpa Vendramini, ex-presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), tomou posse como conselheira independente, indicada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
“É uma honra poder trabalhar em uma equipe liderada pela presidente Silvia Massruhá, a primeira mulher à frente da Embrapa. As mulheres inspiram novas mulheres. Nós temos o desafio e a missão de inspirar futuras gerações e isso é muito importante”, afirmou a diretora ao assinar a sua posse. “ Assumo este desafio e entendo que é uma missão e uma mensagem que a Embrapa passa sobre a importância da sustentabilidade. E eu espero reforçar essa agenda, porque é boa parte da minha formação, além de trazer um olhar diferenciado para a Amazônia, pois entramos numa era e num momento geopolítico que nos dá grande visibilidade e oportunidade”, acrescentou.
Ana Euler é engenheira florestal, com mestrado e doutorado em Ciências Ambientais e Florestais pela Graduate School of Environment and Information Science – Yokohama National University, Japão. Ingressou na Embrapa em 2008, por concurso público, lotada na Unidade Embrapa Amapá. Neste centro de pesquisa, também exercia a função de articuladora internacional.
Nascida em Niterói (RJ), optou por trabalhar e viver na Amazônia há 20 anos, sendo 15 no estado do Amapá. Atuou como técnica especializada em Conservação da Amazônia no WWF-Brasil e foi diretora-presidente do Instituto Estadual de Florestas. Na Embrapa, desenvolve estudos em manejo florestal comunitário, governança e desenvolvimento territorial, cadeias de valor da sociobiodiversidade, serviços ecossistêmicos e políticas públicas. Atualmente, é membro do Comitê Gestor do Portfólio Amazônia da Embrapa.
Ainda na esfera internacional, durante um ano e meio, a pesquisadora desenvolveu um projeto de pós-doutorado na França, no escopo do Programa Cientista-Visitante da Embrapa, em cooperação com o IRD e o Cirad, duas instituições francesas de pesquisas.
“Durante o período que participei do programa cientista-visitante na França eu tive uma noção ainda maior do quanto a Embrapa é querida e do tamanho da sua reputação, que pode nos trazer mais parcerias e melhor posicionamento em grandes grandes agendas como a Agenda do Clima e a Agenda do Comércio”, acrescentou a nova diretora da Embrapa.
Há 12 anos, Ana Euler também liderou um projeto de cooperação desenvolvido pela Embrapa em Burkina Faso, país localizado na África e um dos dez mais pobres do mundo. O projeto durou dois anos e teve como título: “Estudo da ecologia e potencial nutritivo de espécies de árvores nativas usadas em comunidades locais em Burkina Faso e Amazônia brasileira, uma estratégia para segurança alimentar e conservação no contexto das mudanças climáticas”.
E participou do Columbia Women’s Leadership Network in Brazil, um programa da Rede de Liderança Feminina da Columbia no Brasil, que seleciona profissionais de nível médio-sênior com o objetivo de criar uma rede crescente de mulheres que contribuirão para transformar o serviço público no Brasil. Cada turma é formada por mulheres que trabalham em diferentes áreas da gestão pública de regiões do Brasil.
A nova diretora assume a função no lugar do economista do BNDES, Tiago Toledo Ferreira, que permaneceu no cargo de 2020 até o início de 2023, quando retornou para sua instituição de origem. Como substituta, estava a analista da Embrapa, Mara Rocha Ribeiro, que também acompanhou a posse da nova diretora.
“Me sinto muito honrada com o convite do ministro Carlos Fávaro e da presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, para assumir a Diretoria de Negócios. Nossa missão é buscar fortalecer a Embrapa, recompor o orçamento, motivar e melhorar as condições de trabalho de nossas equipes e responder às demandas e prioridades do setor produtivo, desde os povos indígenas guardiões de nosso patrimônio ambiental, agricultores familiares que alimentam a nossa população, até os grandes produtores de commodities que são a base de nossa pauta de exportação. Nossa ambição como Empresa deve ser grande, de produzir e exportar conhecimentos, tecnologias e ativos que sejam capazes de extinguir a fome no mundo com sistemas alimentares sustentáveis”, declarou a nova diretora-executiva de Negócios da Embrapa.
Presente à reunião do Consad, a presidente Silvia Massruhá destacou a carreira da nova diretora e reforçou a importância de se ter uma Diretoria-Executiva com uma complementaridade de conhecimentos. “Temos uma agricultura muito diversificada e ter essa complementaridade é muito importante”, destacou enfatizando a experiência e o conhecimento da nova diretora na agenda de sustentabilidade, na Amazônia, em movimentos sociais.
Consad tem nova conselheira
Teresa Vendramini é produtora rural, pecuarista, formada em Sociologia e Política. Ela foi a primeira mulher a presidir a Sociedade Rural Brasileira, que tem 103 anos de existência.Também já foi presidente da Federação das Associações Rurais do Mercosul (Farm), que representa produtores de seis países do hemisfério Sul. Ela assinou o termo de posse na 222ª reunião ordinária do colegiado, realizada nesta sexta-feira (19). O mandato unificado do Consad vai até fevereiro de 2024. “Eu fui a primeira presidente da Sociedade Rural Brasileira em 100 anos de existência da instituição. Estar com a Silvia como presidente da Embrapa em 50 anos da Embrapa é simbólico para mim”, declarou a nova conselheira. “Quem chega ao Consad é uma produtora que começou a tocar uma propriedade rural há 15 anos no interior de São Paulo. E a Embrapa Pecuária Sudeste foi a minha escola, onde aprendi um pouco de pastagem e pecuária . E hoje a minha escola Embrapa está me trazendo como conselheira, então, não é só o cargo, mas uma trajetória”, complementou, saudando todos os pesquisadores da Embrapa pelo trabalho que desenvolvem na Empresa. |
Sobre a posse da nova conselheira, a presidente destacou a sua carreira profissional, considerada uma referência no agro, sendo inclusive homenageada na própria Embrapa no aniversário de 45 anos. “Com certeza temos muito que trocar, aprender para que possamos avançar na Embrapa e na agropecuária como um todo”, destacou.
Para Selma Beltrão, representante dos empregados no Consad, a presença de mais mulheres no Consad demonstra a importância que o governo vem dando à participação feminina nos diversos espaços. “E com certeza nos trará mais diversidade não só para a pesquisa, mas de olhares, que é fundamental para alcançarmos maior pluralidade de concepções e avanços”.
A posse da nova diretora e da conselheira foi dada por Guilherme Bastos, presidente do Consad. Participaram da 222ª reunião os conselheiros Sérgio Zen (Mapa), Paulo César Alvim (MCTI), Rafaelo Abritta (Ministério da Fazenda), Luana Passos de Souza (Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos) e Selma Beltrão (Embrapa).
Também estiveram presentes os diretores-executivos Guy de Capdeville (Pesquisa e Inovação), Mara Rocha (Pessoas, Serviços e Finanças) e Angélica Gomes (Governança e Gestão) e a chefe da Assessoria de Relações Institucionais e Governamentais (Arig), Cynthia Cury. .

Da esquerda para direita: Guilherme Bastos, Teresa Vendramini, Selma Beltrão, Silvia Massruhá, Ana Euler, Mara Rocha e Guy de Capdeville
Saiba mais sobre a composição da nova diretoria da Embrapa:
- Silvia Massruhá é a primeira mulher a presidir a Embrapa
- Mudanças na sede e diálogo marcam primeira semana da nova gestão
Conheça o Conselho de Administração: www.embrapa.br/conselho-de-administracao
Maria Clara Guaraldo (MTb 5027/MG)
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Eleições 2026: saiba o que pode e o que não pode no dia da votação
“Colinha” deve ser em papel; bandeiras e camisetas são permitidas
Com a proximidade do primeiro turno das eleições, marcado para o dia 4 de outubro, cerca de 158,7 milhões de eleitores brasileiros vão às urnas para escolher deputados federais, estaduais (ou distritais), senadores, governadores e o presidente da República. Para garantir um processo eleitoral tranquilo e dentro das regras, confira abaixo as principais orientações sobre o que é permitido e o que é proibido na hora de votar.

Posso levar uma “colinha” em papel para a cabine de votação?
Sim. O eleitor pode levar um papel com os nomes e números de seus candidatos de preferência para consultar no momento do voto, evitando esquecimentos e o uso do celular.
É permitido entrar com o celular na cabine de votação?
Não. O uso de celular, máquinas fotográficas, filmadoras ou qualquer tipo de equipamento que permita registrar o voto é estritamente proibido dentro da cabine. Caso esteja portando algum desses aparelhos, o eleitor deve deixá-lo com os mesários antes de votar. A regra visa proteger o sigilo do voto e evitar coações ou a compra de votos por meio de comprovação em foto ou vídeo.
Posso usar camisetas, adesivos ou bandeiras de candidatos no dia da eleição?
Sim, desde que seja uma manifestação individual e silenciosa. O uso de broches, adesivos, camisetas e bandeiras políticas é permitido. O que não pode é haver aglomerações, manifestações coletivas ruidosas, abordagem a outros eleitores ou qualquer tentativa de aliciamento (boca de urna).
Qual é a ordem de votação na urna eletrônica?
No primeiro turno, o eleitor fará seis escolhas na urna eletrônica, na seguinte sequência:
- Deputado federal (4 dígitos)
- Deputado estadual ou distrital (5 dígitos)
- Senador — primeira vaga (3 dígitos)
- Senador — segunda vaga (3 dígitos)
- Governador (2 dígitos)
- Presidente da República (2 dígitos)
Trabalho no dia da eleição. Tenho direito de sair para votar?
Sim. A legislação garante a todo cidadão o direito de se ausentar do trabalho pelo tempo estritamente necessário para exercer o voto, sem sofrer nenhum desconto no salário.
Quem tem prioridade e direito a acompanhante na seção eleitoral?
Pessoas com mais de 80 anos têm preferência sobre todos os demais eleitores, independentemente da ordem de chegada. Já pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida têm o direito de entrar na cabine acompanhadas por uma pessoa de sua livre escolha para auxiliá-las no momento de votar.
Qual documento poso apresentar para votar?
É necessário apresentar à mesa receptora um documento oficial com foto.
São aceitos como documento de identificação, inclusive em formato digital:
- e-Título
- carteira de identidade
- identidade social
- passaporte
- carteira de categoria profissional reconhecida por lei
- certificado de reservista
- carteira de trabalho física
- Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
Os documentos oficiais com foto podem ser utilizados mesmo que estejam vencidos, desde que permitam a identificação do eleitor.
Confira mais detalhes sobre as regas na reportagem do Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil
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A cura através da lente: CLDF recebe a exposição “Marias: Um Novo Olhar” e ciclo de ações educativas
Com solenidade de abertura em 6 de outubro, mostra concebida pela jornalista e fotógrafa Ísis Dantas resgata a dignidade de sobreviventes de violência, propõe experiência imersiva com espelhos e leva cartilha a 5 mil estudantes da rede pública
Foto: Felipe Ando/Agência CLDF
Exposição fica aberta de 1º a 30 de outubro, de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h, no Foyer do Plenário da Câmara Legislativa
O rompimento de uma relação violenta é um ato de extrema coragem, mas marca apenas o primeiro passo de uma caminhada desafiadora: a de reencontrar a si mesma. É a partir desse lugar de escuta, afeto e reconstrução que a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) acolhe, entre 1º e 30 de outubro, a exposição “Marias: Um Novo Olhar”, em cartaz no Espaço Athos Bulcão. O lançamento oficial, com solenidade marcada para o dia 6 de outubro, às 15h, ocorre no Foyer do Plenário. A visitação é aberta ao público e gratuita.
Idealizado e conduzido pela jornalista, fotógrafa e mãe atípica Ísis Dantas, o projeto nasceu em 2019 a partir de sua própria vivência como sobrevivente de violências doméstica e sexual. Longe de enxergar a câmera como um mero equipamento técnico, Ísis transformou as lentes em um instrumento de fotografia terapêutica. A abordagem é guiada pelo arquétipo do “Curador Ferido”, da psicologia analítica de Carl G. Jung: a vivência e as cicatrizes da própria artista servem como ponte genuína de empatia para que outras mulheres sintam-se seguras, acolhidas e compreendidas.
“A reconstrução de uma mulher que rompe o ciclo da violência passa, necessariamente, pelo resgate de sua autoimagem. Nesse contexto, a fotografia atua como um instrumento capaz de promover a cura, devolver a dignidade, a autoestima e a autonomia sobre a própria história”, reflete Ísis Dantas.
Nos retratos que ocupam os corredores da Casa do Povo, a dor cede espaço à potência de vida. Cada olhar registrado conta a história de quem conseguiu quebrar o silêncio, reescrever seu próprio destino e reencontrar sua beleza e valor para além do trauma. Para tornar esse diálogo ainda mais intimista e reflexivo, a cenografia da mostra conta com espelhos espalhados pelo espaço, convidando o público a uma experiência imersiva: a de pausar, olhar nos próprios olhos e vivenciar, em primeira pessoa, esse mesmo exercício de acolhimento e reconhecimento de si.

Da arte às salas de aula: prevenção e debate com as novas gerações
A partir do princípio de que “a arte também é uma ferramenta política urgente de combate ao feminicídio e ao silenciamento”, a nova fase do projeto extrapola as paredes da galeria e dialoga diretamente com a comunidade por meio de quatro frentes complementares:
Exposição Fotográfica “Marias: Um Novo Olhar”: Painéis fotográficos e espelhos interativos no Espaço Athos Bulcão que devolvem o protagonismo e a humanidade a mulheres que superaram ciclos abusivos, convidando quem visita a também se enxergar com empatia.
Cartilha “Não é MiMiMi, é Violência!”: Publicação pedagógica ilustrada por Renata Rangel, direcionada a adolescentes e jovens. Ao todo, 5 mil exemplares serão distribuídos gratuitamente em escolas públicas do DF, ensinando a reconhecer precocemente sinais de relações tóxicas, chantagens emocionais e abusos.
Contação de Histórias & Trilha Sonora: Circuito com 10 apresentações orais conduzidas pelo Grupo Paepalanthus, integradas à discotecagem e intervenção musical do DJ Zapatta, unindo sensibilidade lírica, ritmo e acolhimento para abrir canais saudáveis de diálogo com diferentes públicos.
Série Audiovisual (10 Reels): Conteúdo digital dinâmico e direto para redes sociais, descomplicando informações sobre canais de ajuda, direitos da mulher e autocuidado.
A iniciativa é realizada pela Associação Artise de Arte, Cultura e Acessibilidade, pelo Ministério da Cultura e pelo Governo Federal, e conta com o apoio institucional da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), do Conselho Curador de Cultura e do Projeto Marias da Penha.

Serviço
Exposição Fotográfica “Marias: Um Novo Olhar” & Ações Educativas
Período de Visitação: De 1º a 30 de outubro de 2026
Horário: De segunda a sexta-feira, das 9h às 18h
Local da Exposição: Espaço Athos Bulcão – Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF)
Solenidade de Lançamento: 6 de outubro (terça-feira), às 15h
Local da Solenidade: Foyer do Plenário da CLDF
Endereço: Praça Municipal, Quadra 2, Lote 5, Setor de Áreas Públicas Sul (SAPS) – Brasília, DF
Entrada franca
Classificação livre
Redes Sociais: Instagram @mariasdapenha
Canais de Apoio, Orientação e Denúncia:
Central de Atendimento à Mulher: Ligue 180 (Anônimo, gratuito e 24 horas)
Polícia Militar (Emergência imediata): Ligue 190
Agência CLDF
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Acordo evita greve e mantém ônibus circulando normalmente no Distrito Federal
Entendimento entre rodoviários e empresas garante reajuste salarial de 8% e aumento de 10% nos benefícios de alimentação; paralisação estava prevista para começar à meia-noite
A greve dos rodoviários do Distrito Federal, prevista para começar à 0h de segunda-feira (28), foi suspensa após um acordo entre trabalhadores e empresas responsáveis pelo transporte coletivo. A negociação ocorreu na noite de domingo (27) e contou com a participação da Secretaria de Transporte e Mobilidade do Distrito Federal (Semob).
Com o entendimento, os trabalhadores foram orientados a retornar normalmente aos postos de trabalho, evitando uma paralisação que poderia afetar milhares de passageiros em diferentes regiões do DF.
Reajuste de 8% nos salários
O acordo estabeleceu reajuste salarial de 8% para os rodoviários. O percentual ficou acima dos 6% que haviam sido oferecidos anteriormente pelas empresas e rejeitados pelos trabalhadores.
Além do aumento nos salários, ficou acertado reajuste de 10% no tíquete-refeição e de 10% na cesta básica. A negociação envolve a data-base da categoria, fixada em 1º de agosto.
As discussões entre trabalhadores e concessionárias já vinham ocorrendo havia semanas. No domingo, antes do acordo definitivo, uma assembleia havia rejeitado a proposta anterior das empresas, mantendo a possibilidade de paralisação.
A situação mudou durante uma nova rodada de negociações realizada à noite. O entendimento permitiu a suspensão do movimento poucas horas antes do horário previsto para o início da greve.
Justiça havia determinado funcionamento mínimo
Antes do acordo, o Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10) havia estabelecido regras para garantir parte da operação do transporte coletivo caso a paralisação fosse iniciada.
A determinação previa a manutenção de 80% da operação nos horários de maior movimento, entre 5h30 e 9h e das 17h às 20h. Nos demais períodos, deveriam ser mantidas pelo menos 50% das viagens programadas.
A Justiça também havia determinado funcionamento integral do transporte coletivo nos dias de votação das eleições, em 4 e 25 de outubro — esta última data condicionada à realização de segundo turno.
Negociação teve participação do GDF
A negociação envolveu o Sindicato dos Rodoviários, representantes das empresas e o Governo do Distrito Federal. A Secretaria de Transporte e Mobilidade participou da articulação, assim como a Procuradoria-Geral do Distrito Federal e representantes da Justiça do Trabalho.
A governadora Celina Leão confirmou publicamente o entendimento na noite de domingo e informou que a paralisação não seria realizada.
Com o acordo, uma greve que poderia provocar fortes impactos na mobilidade da capital foi evitada. O transporte coletivo pôde manter sua programação normal enquanto trabalhadores e empresas avançaram na formalização das condições negociadas.
O episódio encerrou, ao menos naquele momento, semanas de negociações envolvendo salários e benefícios e garantiu a continuidade de um serviço essencial para a rotina de quem depende diariamente dos ônibus no Distrito Federal.
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Na mesma reunião em que o Consad confirmou o nome de Ana Euler, foi nomeada a segunda nova integrante do Conselho, a ex-presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB) Teresa Vendramini, pecuarista, com formação em sociologia. Ela passa a ocupar o cargo em substituição ao conselheiro Daniel Klüppel Carrara que solicitou seu desligamento no dia 16/5, permitindo que a posse da conselheira fosse efetivada.