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COP-28 EM DUBAI

Abertura da COP28 nos Emirados tem a maior delegação brasileira da história.

 

Silvestre Gorgulho

No último dia de novembro teve início a COP 28 – 28ª Conferência de Mudanças Climáticas da Organização das Nações Unidas.  O evento segue até o dia 12 de dezembro em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. A expectativa, de acordo com o Painel Intergovernamental Sobre Mudanças Climáticas (IPCC), é de que mais ações concretas ocorram, em comparação com a COP 27, quando muitas negociações continuam no papel.

 

O presidente da Cúpula do Clima – COPP-28 – Sultan al-Jaber é também chefe da empresa petrolífera estatal dos Emirados Árabes Unidos.

Al Jaber é o primeiro CEO a servir como Presidente da COP e traz consigo uma sólida perspicácia empresarial, uma profunda compreensão da economia e aproveita a sua experiência de décadas no sector da energia, abrangendo tanto as energias renováveis ​​como as tradicionais. Durante o seu duplo mandato como Enviado Especial para as Alterações Climáticas (2010-2016, 2020-presente), Al Jaber desempenhou um papel seminal na definição do caminho da energia limpa do país, incluindo como CEO fundador e atualmente Presidente da Masdar, Abu Dhabi’s iniciativa pioneira em energia renovável, que desde então se tornou um player líder global em energia limpa.

 

 

CONSTRANGIMENTO NA COP-28

 

 

O presidente Lula chega a COP28 e se encontra com o presidente da Conferência do Clima, Sultan al-Jaber.

 

Já na abertura da COP28, a Presidência da Conferência viveu um momento de crise pública. Sultan al-Jaber foi acusado de aproveitar as negociações climáticas para defender os interesses da petroleira ADNOC. Sultan al-Jaber manteve o silêncio sobre as acusações, mesmo com a irritação de ativistas climáticos e o desconforto de líderes e negociadores com a notícia. Essas revelações foram feitas pela BBC e pelo Centre for Climate Reporting, do Reino Unido, que obtiveram documentos internos da equipe de Al-Jaber que mostram a “atuação dupla” dos representantes dos Emirados Árabes nas conversas preparatórias à Conferência de Dubai.

 

Os Emirados Árabes – anfitriões da COP 28 – estão posicionados, oficialmente, para serem beneficiados com a transição energética. A discussão em torno do Acordo de Paris continua sendo o ponto chave do grande encontro que tem a participação (injustificável) de mais de 400 brasileiros só do governo. Mais de dois mil brasileiros se inscreveram para o evento. O Acordo tem como finalidade limitar a elevação da temperatura do planeta a 1,5°C, até 2050. Enquanto isso, durante o encontro, o presidente da COP 28, Sultan Al Jaber, busca atingir a meta de 100 bilhões de dólares para o fundo para transição climática. O teto foi estabelecido durante a COP-15 e esse fundo tem como prioridade ajudar

MAIOR COMITIVA DO BRASIL

Se tiver algum tipo de votação, com certeza o Brasil sai na frente. A comitiva brasileira é a maior já enviada a uma Conferência das Partes (COP) da Convenção-Quadro das Nações Unidas para Mudanças Climáticas (UNFCCC). Segundo o Ministério das Relações Exteriores, 2,4 mil brasileiros se inscreveram para participar da cúpula em Dubai, dos quais cerca de 400 são do governo.

Da comitiva oficial do governo brasileiro participam 12 ministros de estado, dentre eles a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também estará em viagem e deve participar do evento entre 30 de novembro e 3 de dezembro. A comitiva brasileira será formada ainda por empresários, cientistas, ativistas e políticos.

COP’28 VAI DISCUTIR REDUÇÃO GRADUAL DO USO DE PETRÓLEO NO CORAÇÃO DOS PAÍSES PRODUTORES

Um dado importante já se apresentou logo no início do encontro da COP’28. Os Emirados Árabes Unidos são hoje o epicentro mundial do diálogo sobre as Mudanças Climáticas e a COP’28 é um marco na agenda climática mundial desta década, já que apresenta o primeiro balanço global dos progressos mundiais em direção às metas do Acordo de Paris, adotado em 2015.

 

PRÓXIMA COP29

Não se bateu o martelo para definição de onde será a próxima COP20. A princípio, o local da conferência do próximo ano seria na Ucrânia. Originalmente planejada para o Leste Europeu, a oposição russa a países da União Europeia complicou a escolha, devido às tensões geopolíticas ligadas à guerra.

Apesar de ofertas da Armênia e Azerbaijão, a rivalidade entre esses países dificulta uma decisão. Se não houver consenso, Bonn, na Alemanha, onde o Secretariado da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC) está sediado, pode ser a alternativa.

 

 

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PARQUES EÓLICOS

Transformando a paisagem e a vida nas comunidades locais e abordando o ruído das turbinas eólicas produzem

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As usinas eólicas estão se tornando uma característica comum da paisagem em muitas regiões ao redor do mundo. Essas estruturas altas, com suas hélices girando suavemente, representam uma forma de energia renovável que tem o potencial de transformar a dinâmica socioespacial das áreas onde são instaladas. No entanto, essa transformação nem sempre é uniformemente positiva, e um dos principais desafios enfrentados pelas comunidades próximas aos parques eólicos é a poluição sonora.

A Energia Eólica e sua Transformação Socioespacial

Os parques eólicos trazem consigo uma série de mudanças na paisagem e na vida das comunidades locais. Em termos econômicos, eles muitas vezes representam investimentos significativos em áreas anteriormente negligenciadas, trazendo empregos durante a construção e manutenção das usinas. Além disso, os proprietários de terras que hospedam turbinas eólicas em suas propriedades muitas vezes recebem pagamentos de arrendamento, criando uma nova fonte de renda para agricultores e proprietários de terras.

Em termos ambientais, a energia eólica é amplamente considerada uma alternativa mais limpa e sustentável às fontes de energia tradicionais, como o carvão e o petróleo. Ela contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa e ajuda a mitigar os impactos das mudanças climáticas.

O Impacto Social da Poluição Sonora

No entanto, nem tudo são flores quando se trata de parques eólicos. Um dos principais impactos sociais negativos associados a essas estruturas é a poluição sonora. O ruído gerado pelas turbinas eólicas pode ser uma fonte significativa de perturbação para as comunidades vizinhas, afetando o seu bem-estar e qualidade de vida.

O som produzido pelas hélices das turbinas eólicas é frequentemente descrito como um “ruído de baixa frequência”, que pode ser audível a vários quilômetros de distância. Esse tipo de ruído pode interferir no sono das pessoas, causar estresse e ansiedade, e até mesmo afetar a saúde física e mental a longo prazo.

Além disso, a poluição sonora das usinas eólicas pode ter impactos negativos na fauna local, interferindo nas rotas migratórias de pássaros e perturbando ecossistemas sensíveis.

Mitigação e Soluções

Para lidar com o problema da poluição sonora, os desenvolvedores de parques eólicos e as autoridades locais precisam implementar medidas de mitigação adequadas. Isso pode incluir o posicionamento cuidadoso das turbinas eólicas para minimizar o impacto do ruído nas áreas residenciais, o uso de tecnologias de redução de ruído e o estabelecimento de regulamentações e diretrizes claras para o desenvolvimento de parques eólicos.

Além disso, é essencial que as comunidades locais sejam consultadas e envolvidas no processo de planejamento e implementação de projetos de energia eólica, garantindo que suas preocupações e interesses sejam levados em consideração.

Os parques eólicos têm o potencial de desempenhar um papel crucial na transição para uma economia mais sustentável e livre de carbono. No entanto, é importante reconhecer e abordar os impactos sociais negativos, como a poluição sonora, para garantir que esses projetos beneficiem verdadeiramente as comunidades locais e o meio ambiente como um todo. A busca por soluções eficazes para mitigar o ruído das turbinas eólicas é fundamental para garantir que a energia eólica continue sendo uma parte importante do mix energético global.

 

 

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MONUMENTO DE BRASÍLIA

A TORRE DIGITAL SALVOU A PAISAGEM DA NOSSA CAPITAL.

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Brasília foi a única cidade brasileira que teve a coragem e o bom-senso de construir uma torre para ser compartilhada por todas as televisões com tecnologia digital, evitando uma poluição visual na paisagem da cidade. O céu é o mar de Brasília, profetizou Lucio Costa.
TRÊS OBSERVAÇÕES NECESSÁRIAS:
1) Para o escritor e paisagista Carlos Fernando de Moura Delphim, ex-Coordenador Geral do Patrimônio Natural do IPHAN, “A Torre Digital de Brasília serviu de importante exemplo às cidades brasileiras, cada vez mais cheias de torres de todas as espécies”. E completou: “Ao subir numa torre ou numa montanha, tanto menores parecem ser as coisas do mundo terreno e maior se manifesta o mundo celeste. Esta é a sensação que tive ao subir na torre do Niemeyer”.
2) Segundo o engenheiro e ex-vice-presidente da Anatel, Jarbas Valente, a Torre de Oscar Niemeyer trouxe harmonia à paisagem de Brasília e melhor qualidade para a tecnologia digital.
3) É importante informar que, para a Anatel, a belíssima torre no Eixo Monumental de Brasília, projeto de Lucio Costa, está em um lugar que não atendia todas as cidades satélites do Distrito Federal. Mais: está totalmente ocupada, não tendo mais espaço para nenhuma antena.
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HOMENAGEM A ANA DUBEUX

A jornalista ANA DUBEUX fez, faz e fará, sempre, a História de Pernambuco e, sobretudo, de Brasília

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Brevemente nascerá um livro selecionando suas reportagens e suas “Cartas ao Leitor” sobre a Capital do Brasil, pela qual Ana Dubeux tem um olhar de afeto e de cobranças, de bem-querência e de exigências, de direitos e de deveres.
Parabéns deputada Paula Belmonte pelo Título de Cidadã Honorária de Brasília à jornalista Ana Dubeux.
Homenagem merecida que será realizada no Plenário da Câmara Legislativa do DF, dia 19 de junho, às 19 horas.
Foto: nota da Coluna Eixo Capital, de Ana Maria Campos.
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