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Projeto trabalha a autoestima de mulheres em Planaltina

Com foco no público feminino na faixa dos 60 anos, iniciativa oferece neste fim de semana oficinas de maquiagem, fotografia, palestras

 

Jak Spies, da Agência Brasília | Edição: Débora Cronemberger

 

Buscando trabalhar a autoestima e a autoconfiança de mulheres da região de Planaltina, este sábado (17) marcou o início de uma das etapas do projeto Mulher Nota 10, com oficinas de maquiagem, fotografia, palestras e apresentações culturais. O evento gratuito é realizado pelo Instituto LumiArt em parceria com Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec).

A programação ocorre no Estacionamento de Múltiplas Funções de Planaltina e se estende até este domingo (18), ocorrendo entre 13h e 18h. A programação inclui conversas sobre a saúde mental das mulheres e uma homenagem a dez moradoras idosas de Planaltina.

Ação em Planaltina inclui exposição de artesanato e oficinas de maquiagem e fotografia, por exemplo | Fotos: Geovana Albuquerque/Agência Brasília

De acordo com o secretário de Cultura e Economia Criativa, Cláudio Abrantes, o projeto é focado nas mulheres com mais de 60 anos e apoia artistas e artesãs locais. Ele ressalta que há a possibilidade do programa avançar para outras cidades. “É um projeto muito interessante, porque em tempos de violência contra a mulher, que a gente tem que combater com muita força, é extremamente importante fazer com que a mulher se sinta empoderada e digna, trabalhando a força e a criatividade”, pontua.

“Planaltina é um celeiro de cultura, é a cidade mais antiga do Distrito Federal. Aqui temos mulheres extremamente importantes na construção da cidade que abrigou a ideia da nova capital. Então o começo por Planaltina é porque Brasília também começou por aqui”, acrescentou o secretário.

Um espaço para elas

A coordenadora do projeto, Cleuza Brandão, falou das etapas que fazem parte do projeto, como a seleção das mulheres e o ensaio fotográfico. Para tirar as fotos, as participantes passaram por um dia de beleza. As imagens são expostas junto a homenagens. Cleuza frisa a importância desse processo para a redescoberta da beleza feminina, independente da idade.

“Acho que o legal do projeto é que ele coloca a mulher madura em foco, então foi gostoso e desafiante, porque mexe com a timidez e a insegurança, mas ao final é muito bom”, diz Muna Ahmab Yousef, uma das participantes do ensaio fotográfico

“A gente trabalhou essas maquiagens sem um espelho na frente. Quando elas se olharam, a maioria chorou na frente do espelho, foi uma emoção muito grande. Algumas disseram que não sabiam que eram tão bonitas, saíram dali se sentindo valorizadas”, recorda.

A professora Muna Ahmab Yousef, 59, foi uma das fotografadas no projeto. Ela destaca a importância de repensar a idade em uma sociedade imersa na era da estética e da imagem. “Foi superpositivo, porque estou em um momento da minha vida que percebo o tanto que a sociedade é etarista, o tanto que é exigido de nós mulheres desde sempre. Participar do Mulher Nota Dez foi bem bacana, porque ninguém é novo eternamente, todo mundo vai ficar velho se tiver sorte. Acho que o legal do projeto é que ele coloca a mulher madura em foco, então foi gostoso e desafiante, porque mexe com a timidez e a insegurança, mas ao final é muito bom”, ressalta.

Quem reforça os desafios de enfrentar o etarismo na sociedade é a DJ Nilma Maria Silva Costa, 52, conhecida como DJ Nilma Naiz. No ramo da música há cerca de seis anos, Nilma sempre gostou de estar nesse meio, frequentando bailes desde os anos 1980. Mas, por viver em um relacionamento que a limitava a ficar em casa, nunca conseguiu explorar esse lado. Ela conta que tem conseguido conquistar cada vez mais espaço.

“A discotecagem é uma coisa muito masculinizada, então tem pouco tempo que a mulher veio e está entrando aos pouquinhos, conquistando respeito. Esses eventos voltados para a mulher são de uma ajuda gigante, pois mostram que somos capazes. É muito importante ter esses espaços para podermos mostrar o trabalho da gente e sermos reconhecidas”, observa.

 

 

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EMILIANO PEREIRA BOTELHO

(1948-2026)

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O Brasil perdeu ontem à noite (11/08) um cidadão empreendedor, dedicado e que deixa um legado incomensurável para a agricultura tropical: EMILIANO PEREIRA BOTELHO.
Paracatu perdeu um filho ilustre e eu perdi um amigo, inclusive, que escreveu a abertura do meu livro “DE CASACA E CHUTEIRAS – JK-BRASÍLIA-PELÉ – A Era dos Grandes dribles na Política, Cultura e História”.
Nesse livro, Emiliano, como presidente da CAMPO – Companhia de Promoção Agrícola, escreveu sobre o Planalto Central e a história da revolução verde-amerela do Cerrado, focando na chegada dos japoneses das famílias Kanegae, Hayakawa, Ogawa, Ikeda e Okudi para desbravar a região do Distrito Federal.
Como jogador de futebol, amante da boa música e torcedor do Cruzeiro, EMILIANO BOTELHO tinha seu lado alegre e festeiro. Como profissional da agropecuária, deixa uma história de empreendedorismo: logo depois de ser o superintendente e, depois, presidente da Cooperativa Agropecuária do Vale do Paracatu, a Coopervap, presidiu por mais de 30 anos a CAMPO – Companhia de Promoção Agrícola, ligada ao Programa de Cooperação Nipo-Brasileiro para o Desenvolvimento dos Cerrados, o Prodecer.
FOTOS
1) Emiliano Botelho quando foi homenageado pela Casa de Cultura e pela Prefeitura Municipal de Paracatu como Personalidade que fez e faz diferença na região.
2) Emiliano, o Ministro Alysson Paolinelli e o primeiro presidente da CAMPO, Paulo Afonso Romano.
3) Emiliano e sua paixão pelo Cruzeiro, que hoje no jogo com o Flamengo bem podia fazer um minuto de silêncio em sua Memória.
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UnB tem finalistas no Prêmio Jabuti Acadêmico 2026

Obras dos docentes Edileuza Penha, Gabriele Cornelli e Elimar Pinheiro concorrem nas áreas de Artes; Tradução; e Ciências Agrárias e Ciências Ambientais. Premiação ocorre em 11 de agosto, em São Paulo

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Eleições 2026: conheça as regras e faça do seu voto um instrumento de transformação

Entenda o calendário eleitoral, as principais normas do pleito e a importância de buscar informação de qualidade para exercer um voto consciente e fortalecer a democracia brasileira.

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Antes de escolher um candidato, o eleitor escolhe o futuro do país. Em 2026, milhões de brasileiros voltarão às urnas para eleger presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais ou distritais. Mais do que um direito, o voto é um dos principais instrumentos da democracia e uma oportunidade de influenciar os rumos do Brasil pelos próximos anos.

As eleições deste ano seguem regras definidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que buscam garantir transparência, igualdade entre os candidatos e segurança no processo de votação. O primeiro turno será realizado em 4 de outubro, enquanto o segundo turno, caso necessário para presidente e governadores, ocorrerá em 25 de outubro. A campanha eleitoral oficial começa em 16 de agosto, quando passam a ser permitidas as propagandas e os atos de campanha previstos na legislação.

Além do calendário, algumas normas ganharam destaque em 2026. O TSE atualizou regras relacionadas ao uso da inteligência artificial nas campanhas, reforçou medidas de combate à desinformação, aprimorou procedimentos de auditoria das urnas eletrônicas e promoveu ajustes na regulamentação do Fundo Eleitoral. O objetivo é aumentar a transparência, proteger a integridade do processo eleitoral e oferecer mais segurança aos eleitores.

Mas conhecer as regras é apenas parte da responsabilidade do eleitor. O voto consciente começa muito antes do dia da eleição. É importante pesquisar a trajetória dos candidatos, avaliar suas propostas, verificar seu histórico de atuação e confirmar se as informações compartilhadas nas redes sociais são verdadeiras. Em um cenário marcado pelo grande volume de conteúdos digitais, desconfiar de mensagens sem fonte confiável e consultar os canais oficiais da Justiça Eleitoral faz toda a diferença.

Também vale lembrar que votos brancos e nulos não são direcionados a nenhum candidato e não alteram o cálculo dos votos válidos utilizados para definir os eleitos. Por isso, participar de forma consciente significa escolher um candidato de acordo com suas convicções e acompanhar, depois da eleição, o trabalho dos representantes escolhidos.

A democracia não se fortalece apenas no dia da votação. Ela depende da participação permanente da sociedade, do respeito às instituições e do compromisso de cada cidadão com a informação de qualidade. Informar-se, comparar propostas e votar com responsabilidade são atitudes que ajudam a construir um país mais justo, transparente e representativo.

Para conferir o calendário completo, as regras atualizadas e outras informações oficiais sobre as Eleições 2026, consulte a página oficial das Eleições 2026 do TSE e o Calendário Eleitoral.

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