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Confira o que abre e o que fecha no feriado do Dia do Trabalhador

Metrô-DF irá funcionar das 7h às 19h e os ônibus seguirão a tabela horária de domingo

 

Por Victor Fuzeira, da Agência Brasília | Edição: Carolina Caraballo

 

Com a chegada do feriado do Dia do Trabalhador, nesta quarta-feira (1º), os brasilienses devem ficar atentos às alterações no horário de funcionamento de serviços públicos e órgãos do Governo do Distrito Federal (GDF). Para evitar contratempos, a Agência Brasília reúne o que abre e o que fecha na capital federal durante o dia.

O Metrô-DF irá funcionar das 7h às 19h; já os ônibus seguirão a tabela horária de domingo | Foto: Tony Oliveira/ Agência Brasília

Transporte

Na quarta-feira (1º), o Metrô-DF irá funcionar das 7h às 19h e os ônibus seguirão a tabela horária de domingo. Para consultar os horários basta acessar o site DF no Ponto.

Trânsito

Não haverá atendimento nos postos do Departamento de Trânsito do DF (Detran-DF) no feriado. Os servidores que atuam na engenharia e fiscalização trabalharão em regime de escala. Os serviços online, disponíveis por meio do aplicativo Detran Digital e do Portal de Serviços do Detran-DF, funcionarão normalmente.

Neste 1º de maio, também não haverá expediente para servidores do Departamento de Estradas de Rodagem do DF (DER-DF) que atuam no atendimento ao público – Setor de Multas e Penalidades, e Protocolo.

Além disso, não serão realizadas as operações de mobilidade na Estrada Parque Ceilândia (DF-095 / Estrutural), na Estrada Parque Contorno (DF-001), no trecho entre o viaduto de Samambaia e o viaduto do Pistão Sul, e na BR-070.

A Ceasa ficará fechada neste feriado do Dia do Trabalhador | Foto: Lúcio Bernardo Jr./ Agência Brasília

Ceasa

A Ceasa estará fechada no dia 1º de maio.

Justiça e cidadania

Segundo a Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF), não haverá atendimento presencial nos serviços da pasta no feriado, incluindo nos núcleos de atendimento do Na Hora, Instituto de Defesa do Consumidor (Procon) e Direito Delas, que funcionarão exclusivamente em regime de plantão por meio do telefone (61) 98382-0130.

Demandas urgentes dos Conselhos Tutelares poderão ser registradas pelo telefone 125, contato da Coordenação de Denúncias de Violação dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cisdeca). Para atendimento de pautas emergenciais referentes ao Centro Integrado 18 de Maio, o contato deverá ser feito pelo número (61) 98314-0636, das 8h às 20h.

Serviço social e trabalho

Os centros de Referência de Assistência Social (Cras), de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e de Convivência (Cecons) estarão fechados nesta quarta.

Os restaurantes comunitários de Planaltina, Recanto das Emas, Sol Nascente/Pôr do Sol e de Arniqueira serão os únicos que permanecerão funcionando durante o feriado. As demais unidades não abrirão neste feriado.

Os centros Pop, unidades de acolhimento, unidades de proteção social (UPS) 24h e a Central de Vagas não terão os atendimentos interrompidos no período, funcionando normalmente.

As agências do trabalhador não abrirão no dia.

O Corpo de Bombeiros Militar opera ininterruptamente para atender emergências | Foto: Joel Rodrigues/ Agência Brasília

Segurança

• PMDF – A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) funciona todos os dias da semana, de forma ininterrupta, incluindo o feriado do Dia do Trabalhador. A corporação pode ser acionada a qualquer momento pelo número 190.

• CBMDF – O Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF) também opera ininterruptamente para atender emergências. O contato pode ser feito pelo telefone 193. Já os serviços de expediente administrativo interno não funcionam neste feriado.

• PCDF – Todas as 31 delegacias circunscricionais do DF irão operar em regime de plantão ininterrupto. Também funcionam 24 horas as duas delegacias de Atendimento à Mulher (Deam I e II) e as duas delegacias da Criança e do Adolescente (DCA I e II).

As unidades que atuarão como centrais de flagrantes durante o feriado são: 1ª DP (Asa Sul), 5ª DP (área central), 6ª DP (Paranoá), 12ª DP (Taguatinga centro), 13ª DP (Sobradinho), 15ª DP (Ceilândia centro), 16ª DP (Planaltina), 18ª DP (Brazlândia), 20ª DP (Gama), 21ª DP (Taguatinga Sul), 24ª DP (Setor O), 26ª DP (Samambaia Norte), 27ª DP (Recanto das Emas), 30ª DP (São Sebastião) e 33ª DP (Santa Maria).

• Defesa Civil – A Subsecretaria do Sistema de Defesa Civil (Sudec) manterá equipes de plantão 24 horas e seu efetivo permanecerá de sobreaviso, sendo acionado por plano de chamada em caso de necessidade.

• Fiscalização – A Secretaria de Proteção da Ordem Urbanística do DF (DF Legal) informa que o cronograma de fiscalização e operações funcionará normalmente na data, enquanto os Núcleos de Atendimento ao Cidadão estarão fechados durante todo o feriado e reabrem na quinta (2), às 8h.

Água e energia

A Companhia Ambiental de Saneamento do DF (Caesb) informa que não haverá expediente neste dia 1º na sede e nos postos de atendimento. Já as equipes de operação e manutenção irão trabalhar normalmente. O aplicativo da Caesb, o site e o telefone 115 funcionam 24 horas por dia, sem interrupções.

As lojas de atendimento presencial da Neoenergia Brasília estarão fechadas nesta quarta. A distribuidora ressalta que os canais digitais para atendimento seguirão disponíveis 24 horas, pelo WhatsApp (61) 3465-9318, pelo aplicativo, por meio da Agência Virtual, e pelo número 116.

O atendimento emergencial da Neoenergia, para eventuais faltas de energia, segue funcionando normalmente, em regime de plantão, 24 horas por dia, sete dias por semana.

As equipes de manutenção da Companhia Energética Brasília (CEB Ipes) atenderão normalmente no dia. Não haverá atendimento ao público.

O Zoo estará aberto normalmente, das 8h30 às 17h | Foto: Joel Rodrigues/ Agência Brasília

Lazer

• Eixão do Lazer – O tradicional Eixão do Lazer, no Eixo Rodoviário (DF-002), estará fechado para o trânsito de veículos e aberto ao público no dia 1°, entre 6h e 18h.

• Zoológico – O Jardim Zoológico de Brasília estará aberto normalmente, das 8h30 às 17h, com a bilheteria fechando às 16h.

Saúde

• Samu – Atendimento 24 horas pelo telefone 192.

• Emergências– As emergências dos hospitais regionais, as unidades de pronto atendimento (UPAs) e a Casa de Parto de São Sebastião atendem de forma ininterrupta, em plantão 24h.

• Atendimento de pacientes com dengue – Pessoas com sintomas da doença contarão com 11 tendas de acolhimento em funcionamento. Confira os horários e os locais de atendimento neste link.

• ‌UBS – Não haverá atendimento no feriado. Na quinta-feira (2), a rede de 176 unidades básicas de saúde retorna ao funcionamento normal.

• Vacinação – Não haverá atendimento durante o feriado. Na quinta-feira (2), mais de 100 locais voltam a atender normalmente. Confira aqui os endereços e horários.

• Saúde Bucal – Não haverá atendimento odontológico nas UBSs nem nos centros de especialidades odontológicas (CEOs) neste feriado. O atendimento nestes locais será retomado na quinta-feira (2). O serviço de urgência odontológica funciona normalmente, 24h, no pronto-socorro do Hospital Regional da Asa Norte (Hran).

• Caps – Os centros de atenção psicossocial (Caps) do tipo III e os centros de atenção psicossocial álcool e outras drogas III (Caps AD III) funcionam normalmente, com acolhimento 24 horas. Já os Caps tipos I e II e o Centro de Atenção Psicossocial Infanto-Juvenil (Capsi) não abrem.

• Farmácias de Alto Custo – As unidades do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (Ceaf), mais conhecidas como Farmácias de Alto Custo, fecham neste feriado. O atendimento será retomado na quinta (2).

• Ambulatórios e policlínicas – Os ambulatórios e as policlínicas não abrem, voltando ao atendimento normal na quinta (2).

• Hemocentro – Sem funcionamento no feriado. O atendimento será retomado na quinta (2), das 7h15 às 18h.

Parques

O Instituto Brasília Ambiental informa que os parques ecológicos e unidades de conservação administrados pelo órgão estarão funcionando normalmente na quarta-feira. Confira abaixo os horários de funcionamento:

• Parque Recreativo do Gama – Aberto todos os dias, das 6h às 18h
• Parque Distrital das Copaíbas – Aberto todos os dias, das 8h às 18h
• Monumento Natural Dom Bosco – Aberto todos os dias, das 6h às 20h
• Parque Ecológico do Paranoá – Aberto todos os dias, das 6h às 18h
• Parque Ecológico Sucupira – Aberto todos os dias, das 6h às 20h
• Parque Ecológico do Lago Norte – Aberto todos os dias, das 6h às 18h
• Parque Ecológico da Asa Sul – Aberto todos os dias, das 6h às 20h
• Parque Ecológico Olhos d’água – Aberto todos os dias, das 5h30 às 20h (portão principal) e das 6h às 18h (portões laterais)
• Parque Ecológico Ezechias Heringer – Aberto todos os dias, das 6h às 22h
• Parque Ecológico de Águas Claras – Aberto todos os dias, das 5h às 22h
• Parque Ecológico do Riacho Fundo – Aberto todos os dias, das 6h às 18h
• Parque Ecológico Areal – Aberto todos os dias, das 6h às 18h
• Parque Ecológico Veredinha – Aberto todos os dias, das 6h às 22h
• Parque Ecológico Cortado – Aberto todos os dias, das 6h às 20h
• Parque Ecológico Três Meninas – Aberto todos os dias, das 7h às 18h
• Parque Ecológico do Anfiteatro Natural do Lago Sul – Aberto todos os dias, das 6h às 18h
• Parque Ecológico Península Sul – Aberto todos os dias, das 6h às 22h

BRB

As agências do BRB estarão fechadas no Dia do Trabalhador. Nos demais dias da semana, os postos de atendimento funcionam normalmente, das 11h às 16h.

O mirante da Torre de TV estará aberto para visitação das 9h às 18h45 | Foto: Lúcio Bernardo Jr./ Agência Brasília

Torre de TV

O mirante da Torre de TV estará aberto para visitação normalmente neste dia 1º, das 9h às 18h45.

SLU

As unidades operacionais do Serviço de Limpeza Urbana (SLU) funcionarão normalmente no feriado – estarão em operação a Unidade de Recebimento de Entulho (URE), o Aterro Sanitário de Brasília (ASB) e as usinas de compostagem, além das Instalações de Recuperação de Recicláveis (IRR), transbordos e gerências de limpeza.

As coletas convencional e seletiva seguem cronograma normal, conforme disponibilizado no site do SLU. E os papa-entulhos também permanecem abertos para receber os entulhos e restos de obras da população.

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Pesquisa identifica oito planetas candidatos a ter vida extraterrestre

Estudo foi feito por pesquisador brasileiro no Observatório Nacional

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Vitor Abdala – Repórter da Agência Brasil

Um pesquisador brasileiro identificou oito planetas localizados fora do Sistema Solar, os chamados exoplanetas, que têm uma possibilidade maior de ter água em estado líquido e, consequentemente, permitir o desenvolvimento de vida. O levantamento foi feito pelo cientista Fábio Calabrio Evangelista da Silva, sob a orientação do professor Marcelo Borges Fernandes, do Observatório Nacional.

Silva analisou as informações de mais de 6 mil exoplanetas já descobertos até agora, a partir de um banco de dados da Nasa, a agência espacial estadunidense. Ele examinou informações como raio, densidade e distância em que orbitam em relação à estrela.

A partir dessas informações, conseguiu identificar aqueles que têm um raio e densidade semelhantes aos do planeta Terra. Separou também aqueles que estão na chamada zona de habitabilidade.

“A zona de habitabilidade é uma zona que possibilita a água líquida porque não é nem tão quente, mais próximo da estrela, e nem tão frio, para longe da estrela. Então é a zona perfeita. A gente chama de Goldilocks Zone, a Zona dos Cachinhos Dourados”, explica Silva.

Por fim, estimou as características da atmosfera, além da pressão e temperatura da superfície. Silva, então, elencou os oito exoplanetas mais parecidos com o nosso, portanto, com maiores possibilidades de possuir água em estado líquido e sustentar vida.

“A Terra é o único exemplo que a gente vai ter, por enquanto, para se definir vida, para se definir quais são as características necessárias para se ter água líquida”, afirma o pesquisador, que apresentou seu trabalho nesta semana, na 6ª edição do Astrobion, evento sobre astrobiologia organizado pelo Observatório Nacional, no Rio de Janeiro.

Dos oito exoplanetas, o mais parecido com a Terra é chamado de GJ 1002b, que, segundo a pesquisa do Observatório Nacional, tem 98% de similaridade com o nosso planeta.

Descoberto em 2022, o GJ 1002b, localiza-se a 16 anos-luz do nosso planeta (ou seja, a luz leva 16 anos para fazer o trajeto entre os dois planetas). Ele orbita uma estrela anã-vermelha (tipo M), que é mais fria que o Sol. Cada volta em torno da estrela, leva apenas 10 dias.

Busca por extraterrestres

“A gente está buscando um planeta que tenha condições similares à Terra. Mas isso não quer dizer que seja o único lugar possível de ter vida no universo, porque podem existir outras formas de vida que a gente ainda não conheça e que precisem de características químico-físicas diferentes”, ressalta o professor Marcelo Borges Fernandes.

A possibilidade de haver vida fora da terra é parte do imaginário popular há séculos. Na Grécia Antiga, pensadores já especulavam sobre a possibilidade de haver vida na Lua. A busca por organismos extraterrestres ganhou força com o início da corrida espacial, entre os anos 50 e 60.

Nas primeiras décadas, no entanto, a busca se focou em nosso Sistema Solar, em especial naqueles corpos celestes mais próximos da Terra, como a própria Lua e o planeta Marte, e na recepção de sinais enviados por eventuais civilizações extraterrestres.

Em 1992, no entanto, os primeiros exoplanetas, chamados de Poltergeist e Phobetor, foram descobertos. De lá para cá, foram mais de 6 mil descobertas na nossa galáxia, elevando assim o número de locais onde a vida pode ter se desenvolvido.

A busca por vida nesses locais, no entanto, é uma tarefa difícil, uma vez que todos eles estão a anos-luz da Terra, o que inviabiliza, pelo menos com a tecnologia existente, que sejam visitados. O estudo desses exoplanetas é feito por meio de observações intermediadas pela estrela à qual eles orbitam.

A forma de verificar a possível existência de vida nesses casos é através do exame da atmosfera desses exoplanetas. Telescópios, como o James Webb, possuem equipamentos que analisam as ondas de luz emitidas pela estrela quando o planeta está transitando em frente a ela. Esses aparelhos conseguem perceber as variações ocorridas quando elas interagem com a atmosfera do exoplaneta, já que cada substância química tem sua própria marca.

“Com alta resolução espectral, você pode ver se existe uma atmosfera, determinar a composição química da atmosfera e, com isso, você vai juntando cada pecinha do quebra-cabeça de forma tentar definir se aquele planeta pode ter condições ideais para existência da vida ou não”, explica Fernandes.

O que os cientistas que buscam vida fora da Terra, os chamados astrobiólogos, buscam são as chamadas bioassinaturas. São substâncias ou uma combinação delas que, na Terra, são comumente produzidas pela ação de mecanismos biológicos, como é o caso da coexistência dos gases metano e oxigênio.

Recentemente um estudo liderado pela Universidade de Cambridge analisou a atmosfera do exoplaneta K2-18b e encontrou sinais de metano e dióxido de carbono. Também foi detectada uma assinatura que poderia ser sulfeto de dimetila (DMS), uma molécula que, na Terra, é produzida apenas por seres vivos, como os fitoplânctons.

Como este é um planeta que tem probabilidade de ser coberto por um oceano de água global, veículos de imprensa noticiaram que cientistas haviam descoberto sinais de vida em um planeta distante.

Evidências

O problema é que muitas das bioassinaturas, inclusive as substâncias encontradas em K2-18b, poderiam ser produzidas também por meios abióticos, como processos geológicos ou radiação.

“A gente tem que ter sempre muito cuidado para analisar isso e comparar com o único exemplo que a gente tem, que é a Terra, para saber se a única explicação seria uma fonte de vida ou se pode ser de fontes geológicas ou atmosféricas não ligadas à vida, que reproduziriam aquela possível bioassinatura”, ressalta Fernandes.

De acordo com o pesquisador do Laboratório Analítico de Astrobiologia da Nasa José Aponte, encontrar bioassinaturas de forma isolada no espaço não é sinal inequívoco de vida. “Nenhuma análise, por si só, pode garantir uma confirmação definitiva [da existência de vida]. É preciso haver mais de uma linha de evidência para que isso aconteça”.

Aponte destaca que a combinação de três aspectos pode ser um forte indicador de que aquelas bioassinaturas são mesmo produzidas por seres vivos. O primeiro seria a repetição de moléculas no ambiente. “Se aquela molécula se repete exaustivamente e isso é consistente depois de várias medições, isso poderia representar uma bioassinatura”.

A segunda linha de evidências seria a predominância de um tipo de quiralidade. Moléculas quirais são aquelas que têm a mesma estrutura química, mas não são exatamente iguais. Algumas desviam a luz para a esquerda e outras, para a direita. Um bom exemplo para explicar isso são as mãos esquerda e direita. Elas são a imagem espalhada uma da outra, mas se formos sobrepô-las (ambas com as palmas para baixo), elas não se encaixam.

Na Terra, os organismos usam quase que exclusivamente os aminoácidos de configuração L (ou seja, são como nossa mão esquerda), salvo poucas exceções. Já os açúcares são praticamente todos de configuração D (isto é, como a mão direita). “Então uma segunda linha de evidência seria encontrar a predominância de um tipo de molécula quiral [no lugar investigado]”.

E a terceira linha de evidências seria a análise de isótopos, isto é, elementos químicos que têm massas diferentes. Na Terra, a vida tem preferência pelos isótopos mais leves, como o carbono 12, em vez do carbono 13, e pelo hidrogênio em vez do deutério (isótopo mais pesado do hidrogênio).

“Bioassinaturas em outros lugares também poderiam ser ricas nos isótopos mais leves. Então, não se trata apenas de encontrar uma única molécula, mas sim de encontrar mais de uma linha de evidência combinada”, explica o pesquisador da Nasa.

Ingredientes da vida

Mesmo aquelas moléculas orgânicas que são chamadas de ingredientes da vida, como os aminoácidos ou as bases nitrogenadas que formam nosso código genético, não podem ser consideradas provas da existência de vida extraterrestre.

Aponte é parte do grupo de cientistas que analisou amostras de rochas coletadas por uma sonda no asteroide Bennu, que orbita próximo à Terra. Dezenas de moléculas orgânicas foram detectadas no corpo celeste, entre elas os três componentes dos ácidos nucleicos: fosfatos, o açúcar ribose (que é parte da estrutura do RNA, o ácido ribonucleico) e as cinco bases nitrogenadas que formam os nucleotídeos de todos os seres vivos: adenina, guanina, citosina, timina e uracila.

Também foram detectados, nada menos que 14 dos 20 aminoácidos usados na produção de proteínas pelos organismos terrestres, inclusive o triptofano, que nunca havia sido observado em amostras extraterrestres.

Nada disso, no entanto, é sinal de vida extraterrestre, já que essas moléculas podem ter sido formadas de forma abiótica pela ação de radiação ou de reações químicas em um ambiente aquoso, há centenas de milhões de anos.

“No caso de encontrarmos um composto do tipo nucleotídeo ou uma cadeia de RNA, a história é outra. Isso poderia ser uma evidência mais robusta, porque moléculas como essas são muito frágeis e se decompõem muito rapidamente em termos geológicos”, afirma Aponte.

Expectativas

Apesar das dificuldades para se localizar vida fora da Terra, há grandes expectativas em relação a futuras missões não tripuladas dentro do próprio Sistema Solar, como a Europa Clipper, que deve chegar, em 2030, a Europa, satélite que orbita Júpiter. Há indícios de que, sob a crosta de gelo dessa lua joviana, exista um oceano de água salgada, que pode ter condições de abrigar vida.

Outra missão, a Dragonfly, deverá ser lançada em 2028, rumo a Titan, uma das luas de Saturno, que possui uma atmosfera possivelmente rica em nitrogênio, além de metano em forma líquida em sua superfície. O robô, que tem o mesmo nome da missão, deve chegar a Titan em 2034 e buscará indicadores químicos de vida baseada em água ou em hidrocarbonetos, como o metano.

Há expectativas também em relação a outra lua de Saturno, Enceladus, que, assim como Europa, também pode abrigar um oceano sob sua crosta de gelo; e a Marte, onde há calotas de gelo e possivelmente reservatórios subterrâneos de água.

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Voluntários transformam tempo em cuidado há 61 anos no Hospital de Base

Com 52 integrantes, serviço acolhe pacientes e ajudou a abrir caminho para outras iniciativas de voluntariado na unidade 

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Agência Brasília | Edição: Plácido Fernandes

Há 61 anos, o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) conta com pessoas que escolheram transformar tempo e disposição para ajudar em uma forma de cuidado. Criado em 1965, o Serviço Auxiliar de Voluntários (SAV) acompanha quase toda a trajetória do hospital, que completou 66 anos, e mantém o paciente no centro de sua atuação. Atualmente, 52 voluntários participam de atividades como acolhimento nos leitos, reiki, doação de kits de higiene e artigos hospitalares, além de ações voltadas à socialização e ao bem-estar. Ao longo de seis décadas, o SAV também ajudou a abrir espaço para a chegada de outras iniciativas de voluntariado ao HBDF.

Para ser voluntário, basta procurar o escritório do serviço no Hospital de Base para passar por uma entrevista. Outra opção é realizar o cadastro pelo site da entidade, preencher o formulário disponível e aguardar o contato da equipe. A presidente do SAV, Vandelícia Dias, ressalta que não é preciso ter experiência para participar, mas disposição para doar tempo.

Voluntários visitam paciente no Hospital de Base: “O primordial é o acolhimento, é ceder seu tempo para ouvir a outra pessoa. Pode ser que ele precise de alguém para conversar”, observa a presidente do SAV, Vandelícia Dias | Fotos: Divulgação

Para Vandelícia Dias, a essência desse trabalho está na disponibilidade para o outro. “O primordial é o acolhimento, é ceder seu tempo para ouvir a outra pessoa. Pode ser que ele precise de alguém para conversar”, afirma.

Desde 2010, a entidade alcança uma média de 3,7 mil acolhimentos a pacientes por mês, entre atendimentos realizados dentro do hospital e itens doados. Parte das ações é viabilizada com recursos obtidos por meio das vendas do bazar do SAV, abastecido por doações. “No que estiver dentro da nossa condição, nós sempre iremos ajudar. De pouquinho em pouquinho, nós vamos atendendo as demandas e espalhando o bem”, comemora Vandelícia.

 

Uma história construída dentro do hospital

Fundado pelo médico Oscar Moren, o SAV iniciou o trabalho com foco na pediatria e, ao longo dos anos, ampliou a atuação para outras áreas do Hospital de Base. Entre as frentes que ganharam destaque está a psiquiatria, onde são desenvolvidas atividades lúdicas voltadas para a socialização e o bem-estar dos pacientes.

Essa trajetória também contribuiu para fortalecer a presença do voluntariado na unidade. “O SAV e o Hospital de Base caminharam juntos desde o começo. Nosso trabalho abriu portas e permitiu que outras instituições também viessem para cá. Servimos de exemplo”, afirma Vandelícia.

Atividades lúdicas voltadas à socialização e ao bem-estar dos pacientes ganharam destaque nas atividades dos voluntários no HBDF

Ao mesmo tempo em que acolhe pacientes, o trabalho deixa marcas em quem escolhe dedicar parte da própria vida ao outro. Salete Paulina Malinski entrou para o SAV há 29 anos, depois de ouvir no rádio um anúncio que convidava pessoas para o voluntariado.

“Amo trabalhar com pacientes. A gente sempre consegue levar um pouco de alegria, um pouco de leveza. Gosto de me doar para os outros, de conversar e de trazer paz. Me sinto muito bem”, confessa.

Se Salete carrega quase três décadas de experiência, Rosimeire Costa representa quem está começando essa trajetória. Aposentada, ela decidiu dedicar parte do tempo livre ao voluntariado e integra o SAV há dois meses.

“Aqui, você consegue ser uma gotinha de coisas boas na vida de outras pessoas. É muito gratificante promover um momento de descanso, de alegria, de descontração a um paciente que está passando por um momento difícil. Isso traz sentido para a vida”, comemora.

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Câmara Legislativa realiza sessão solene em homenagem ao Beach Tennis e ao Tênis

Cerimônia está marcada para terça-feira (22), a partir das 19h, e terá transmissão ao vivo pela TV Câmara Distrital e pelo YouTube

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Foto: Francisco Arrais

Homenagem presta reconhecimento público a atletas, professores, treinadores, dirigentes e organizações que contribuem para o fortalecimento do Beach Tennis e do Tênis no DF

A Câmara Legislativa fará uma sessão solene, na próxima terça-feira (22), às 19h, em homenagem ao Beach Tennis e ao Tênis. De autoria do deputado Martins Machado (Republicanos), o evento visa destacar a relevante contribuição dessas modalidades para o desenvolvimento do esporte no Distrito Federal. A solenidade ocorrerá no plenário e será transmitida ao vivo pela TV Câmara Distrital.

De acordo com Martins Machado, além de promover hábitos saudáveis, as modalidades incentivam a disciplina, a superação de desafios e a convivência social. “A expansão dessas práticas esportivas também gera impactos positivos na economia local, por meio da realização de torneios, eventos, capacitações e atividades ligadas ao setor esportivo, promovendo oportunidades de trabalho e fortalecendo o turismo esportivo”, ressalta o distrital.

Ainda de acordo com o parlamentar, a homenagem representa o reconhecimento público aos atletas, professores, treinadores, dirigentes, organizadores de eventos, clubes e academias que contribuem para o fortalecimento do Beach Tennis e do Tênis no DF.

Agência CLDF

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