Reportagens
Encontro de Carrinhos de Rolimã reúne gerações no Paranoá
Evento contou com diversas ações educativas de trânsito para dar início às atividades do Maio Amarelo
Por Ana Flávia Castro e Thaís Miranda, da Agência Brasília | Edição: Débora Cronemberger
O 5º Encontro de Carrinhos de Rolimã reuniu dezenas de apaixonados pelas “rodas de aço”, no Parque Vivencial do Paranoá, durante o feriado do Dia do Trabalhador, celebrado nesta quarta-feira (1º). O evento também marca o início das ações de conscientização da campanha Maio Amarelo. A iniciativa visa chamar a atenção dos condutores e passageiros para a segurança no trânsito.
A expectativa é que mais de 1,5 mil apaixonados pelo esporte passem pelo local e participem das atividades | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília
A rampa de descida foi inaugurada após representantes das forças de segurança vinculadas à Secretaria de Segurança Pública desfilarem com viaturas e carrinhos de rolimã temáticos de cada corporação. Segundo os organizadores do evento, a expectativa é que mais de 1,5 mil apaixonados pelo esporte passem pelo local e participem das atividades.
Para a criançada, uma das atrações era o teatro organizado pelo Departamento de Trânsito (Detran-DF). De acordo com o diretor-adjunto do departamento, Hugo Figueiredo, o objetivo é se aproximar da população para levar conhecimento sobre a paz no trânsito.
“É importante que o Detran apoie eventos como esse para aumentar o contato com a população, trazer proximidade e para desmistificar que somos um órgão autuador. Somos um departamento que visa a educação no trânsito”, defendeu Hugo.
Um esporte que une gerações
Leandra Cordeiro levou os filhos ao evento: “Eu não tenho coragem de descer de jeito nenhum. Mas o pai é pioneiro e ensinou a filha a gostar também. Eu só trago e incentivo”
O carrinho de rolimã tem suas origens na década de 1930 no Brasil, mais especificamente na região Sul do país, onde também é conhecido como carrinho de lomba. A diversão evoluiu de forma orgânica, com crianças improvisando carrinhos usando materiais simples, como tábuas de madeira, rolimãs (rodinhas de carrinho de brinquedo) e caixotes.
É conhecido por unir gerações pela tradição familiar. Pais que brincavam com carrinhos de rolimã quando eram crianças compartilham essa experiência com os filhos, criando um vínculo entre diferentes gerações.
A pequena Amanda Cordeiro, de 11 anos, faz parte dessa tradição na família. A estudante herdou do pai a paixão pela brincadeira. “Eu já vim no evento do ano passado e esse ano quis vir novamente. O que eu mais gosto é de descer a ladeira porque dá muita emoção. Quem fez meu carrinho foi meu pai, ele levou uns três dias para construir”, revelou a garotinha.
Já a mãe, Leandra Cordeiro, 44 anos, garantiu: “Eu não tenho coragem de descer de jeito nenhum. Não me arrisco. Mas o pai é pioneiro e ensinou a filha a gostar também. Eu só trago e incentivo”, brincou a comerciante.
“Já tem cinco anos que a gente anda de rolimã. É um hobby para nós”, diz o vigilante João Luiz Sousa, que criou o grupo Unidos do Rolimã de Planaltina
Conhecida como uma brincadeira das antigas, o carrinho de rolimã também estimula as memórias de infância. Para muitas pessoas, as lembranças da brincadeira são algumas das mais queridas. Com esse propósito, o vigilante João Luiz Sousa, 60 anos, instituiu o grupo Unidos do Rolimã de Planaltina.
“Somos 50 pessoas que integram o grupo. Já tem cinco anos que a gente anda de rolimã. É um hobby para nós. Com a pandemia, paramos com os encontros, mas agora eles já foram retomados e a gente marca de descer a ladeira pelo menos uma vez por mês. É um sucesso porque resgata um brinquedo antigo, que marcou a nossa infância”, defendeu João.
Maio Amarelo
Neste ano, a campanha nacional dos órgãos de trânsito completa 11 anos, e tem como tema “Paz no trânsito começa por você”. Equipes do Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF) e do Detran-DF cumpriram uma série de atividades voltadas para a população. O Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar do DF também marcaram presença no Parque Vivencial do Paranoá.
Ao longo de todo o mês, as equipes farão práticas presenciais, com a distribuição de kits em diversas rodovias do DF, voltadas para motoristas, ciclistas, pedestres e passageiros – todas as categorias que integram o trânsito. Campanhas de conscientização para as crianças também serão reforçadas durante o Maio Amarelo. No 5º Encontro de Carrinhos de Rolimã, foram entregues mais de 2.500 kits educativos para a criançada presente.
Presente no evento, o presidente do DER-DF, Fauzi Nacfur Junior, destacou a importância da campanha anual para garantir a segurança nas vias da capital federal: “Mais um dia muito importante que dá início ao Maio Amarelo, em um lugar maravilhoso onde temos toda a sociedade organizada reunida com as entidades do governo. Nada disso teria importância se não fosse para conscientizar sobre as mortes no trânsito. Com o tema ‘Paz no trânsito começa por você’, cada um tem a sua responsabilidade, tanto o governo quanto a sociedade”.
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Câmara Legislativa realiza sessão solene em homenagem ao Beach Tennis e ao Tênis
Cerimônia está marcada para terça-feira (22), a partir das 19h, e terá transmissão ao vivo pela TV Câmara Distrital e pelo YouTube
Foto: Francisco Arrais
Homenagem presta reconhecimento público a atletas, professores, treinadores, dirigentes e organizações que contribuem para o fortalecimento do Beach Tennis e do Tênis no DF
A Câmara Legislativa fará uma sessão solene, na próxima terça-feira (22), às 19h, em homenagem ao Beach Tennis e ao Tênis. De autoria do deputado Martins Machado (Republicanos), o evento visa destacar a relevante contribuição dessas modalidades para o desenvolvimento do esporte no Distrito Federal. A solenidade ocorrerá no plenário e será transmitida ao vivo pela TV Câmara Distrital.
De acordo com Martins Machado, além de promover hábitos saudáveis, as modalidades incentivam a disciplina, a superação de desafios e a convivência social. “A expansão dessas práticas esportivas também gera impactos positivos na economia local, por meio da realização de torneios, eventos, capacitações e atividades ligadas ao setor esportivo, promovendo oportunidades de trabalho e fortalecendo o turismo esportivo”, ressalta o distrital.
Ainda de acordo com o parlamentar, a homenagem representa o reconhecimento público aos atletas, professores, treinadores, dirigentes, organizadores de eventos, clubes e academias que contribuem para o fortalecimento do Beach Tennis e do Tênis no DF.
Agência CLDF
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Arrecadação federal ultrapassa R$ 2 trilhões em oito meses
Valor representa alta de 7,12% na comparação com mesmo período de 2025
Fabíola Sinimbú – Repórter da Agência Brasil
O governo federal acumula arrecadação de R$ 2,019 trilhões, de janeiro a agosto de 2026, segundo dados divulgados nesta terça-feira (22) pela Receita Federal. Além da inflação medida pelo IPCA, para o período, o valor representa crescimento de 7,12% na comparação com os mesmos oito meses de 2025.

Em agosto, a arrecadação federal alcançou R$ 235,5 bilhões. O valor representa alta acima de inflação de 8,25% em relação a agosto do último ano. Desse total, R$227,8 bilhões arrecadados são administrados pela Receita Federal, excluídos os fatores não recorrentes e de alterações na legislação.
De acordo com análise divulgada pelo órgão, os acréscimos são resultado do aumento na arrecadação da contribuição para a Previdência Social, Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), que reflete o aumento das vendas.
Também o avanço nas arrecadações do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) e Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ), além do desempenho da arrecadação do Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), foi determinante nos resultados apresentados.
Neste mês, o Imposto de Exportação sobre óleo bruto também teve destaque entre os fatores que alavancaram os resultados, com arrecadação de R$1,9 bilhão em agosto, o que resultou no acumulado de R$9,9 bilhões de janeiro a agosto de 2026.
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Pesquisa identifica oito planetas candidatos a ter vida extraterrestre
Estudo foi feito por pesquisador brasileiro no Observatório Nacional
Um pesquisador brasileiro identificou oito planetas localizados fora do Sistema Solar, os chamados exoplanetas, que têm uma possibilidade maior de ter água em estado líquido e, consequentemente, permitir o desenvolvimento de vida. O levantamento foi feito pelo cientista Fábio Calabrio Evangelista da Silva, sob a orientação do professor Marcelo Borges Fernandes, do Observatório Nacional.

Silva analisou as informações de mais de 6 mil exoplanetas já descobertos até agora, a partir de um banco de dados da Nasa, a agência espacial estadunidense. Ele examinou informações como raio, densidade e distância em que orbitam em relação à estrela.
A partir dessas informações, conseguiu identificar aqueles que têm um raio e densidade semelhantes aos do planeta Terra. Separou também aqueles que estão na chamada zona de habitabilidade.
“A zona de habitabilidade é uma zona que possibilita a água líquida porque não é nem tão quente, mais próximo da estrela, e nem tão frio, para longe da estrela. Então é a zona perfeita. A gente chama de Goldilocks Zone, a Zona dos Cachinhos Dourados”, explica Silva.
Por fim, estimou as características da atmosfera, além da pressão e temperatura da superfície. Silva, então, elencou os oito exoplanetas mais parecidos com o nosso, portanto, com maiores possibilidades de possuir água em estado líquido e sustentar vida.
“A Terra é o único exemplo que a gente vai ter, por enquanto, para se definir vida, para se definir quais são as características necessárias para se ter água líquida”, afirma o pesquisador, que apresentou seu trabalho nesta semana, na 6ª edição do Astrobion, evento sobre astrobiologia organizado pelo Observatório Nacional, no Rio de Janeiro.
Dos oito exoplanetas, o mais parecido com a Terra é chamado de GJ 1002b, que, segundo a pesquisa do Observatório Nacional, tem 98% de similaridade com o nosso planeta.
Descoberto em 2022, o GJ 1002b, localiza-se a 16 anos-luz do nosso planeta (ou seja, a luz leva 16 anos para fazer o trajeto entre os dois planetas). Ele orbita uma estrela anã-vermelha (tipo M), que é mais fria que o Sol. Cada volta em torno da estrela, leva apenas 10 dias.
Busca por extraterrestres
“A gente está buscando um planeta que tenha condições similares à Terra. Mas isso não quer dizer que seja o único lugar possível de ter vida no universo, porque podem existir outras formas de vida que a gente ainda não conheça e que precisem de características químico-físicas diferentes”, ressalta o professor Marcelo Borges Fernandes.
A possibilidade de haver vida fora da terra é parte do imaginário popular há séculos. Na Grécia Antiga, pensadores já especulavam sobre a possibilidade de haver vida na Lua. A busca por organismos extraterrestres ganhou força com o início da corrida espacial, entre os anos 50 e 60.
Nas primeiras décadas, no entanto, a busca se focou em nosso Sistema Solar, em especial naqueles corpos celestes mais próximos da Terra, como a própria Lua e o planeta Marte, e na recepção de sinais enviados por eventuais civilizações extraterrestres.
Em 1992, no entanto, os primeiros exoplanetas, chamados de Poltergeist e Phobetor, foram descobertos. De lá para cá, foram mais de 6 mil descobertas na nossa galáxia, elevando assim o número de locais onde a vida pode ter se desenvolvido.
A busca por vida nesses locais, no entanto, é uma tarefa difícil, uma vez que todos eles estão a anos-luz da Terra, o que inviabiliza, pelo menos com a tecnologia existente, que sejam visitados. O estudo desses exoplanetas é feito por meio de observações intermediadas pela estrela à qual eles orbitam.
A forma de verificar a possível existência de vida nesses casos é através do exame da atmosfera desses exoplanetas. Telescópios, como o James Webb, possuem equipamentos que analisam as ondas de luz emitidas pela estrela quando o planeta está transitando em frente a ela. Esses aparelhos conseguem perceber as variações ocorridas quando elas interagem com a atmosfera do exoplaneta, já que cada substância química tem sua própria marca.
“Com alta resolução espectral, você pode ver se existe uma atmosfera, determinar a composição química da atmosfera e, com isso, você vai juntando cada pecinha do quebra-cabeça de forma tentar definir se aquele planeta pode ter condições ideais para existência da vida ou não”, explica Fernandes.
O que os cientistas que buscam vida fora da Terra, os chamados astrobiólogos, buscam são as chamadas bioassinaturas. São substâncias ou uma combinação delas que, na Terra, são comumente produzidas pela ação de mecanismos biológicos, como é o caso da coexistência dos gases metano e oxigênio.
Recentemente um estudo liderado pela Universidade de Cambridge analisou a atmosfera do exoplaneta K2-18b e encontrou sinais de metano e dióxido de carbono. Também foi detectada uma assinatura que poderia ser sulfeto de dimetila (DMS), uma molécula que, na Terra, é produzida apenas por seres vivos, como os fitoplânctons.
Como este é um planeta que tem probabilidade de ser coberto por um oceano de água global, veículos de imprensa noticiaram que cientistas haviam descoberto sinais de vida em um planeta distante.
Evidências
O problema é que muitas das bioassinaturas, inclusive as substâncias encontradas em K2-18b, poderiam ser produzidas também por meios abióticos, como processos geológicos ou radiação.
“A gente tem que ter sempre muito cuidado para analisar isso e comparar com o único exemplo que a gente tem, que é a Terra, para saber se a única explicação seria uma fonte de vida ou se pode ser de fontes geológicas ou atmosféricas não ligadas à vida, que reproduziriam aquela possível bioassinatura”, ressalta Fernandes.
De acordo com o pesquisador do Laboratório Analítico de Astrobiologia da Nasa José Aponte, encontrar bioassinaturas de forma isolada no espaço não é sinal inequívoco de vida. “Nenhuma análise, por si só, pode garantir uma confirmação definitiva [da existência de vida]. É preciso haver mais de uma linha de evidência para que isso aconteça”.
Aponte destaca que a combinação de três aspectos pode ser um forte indicador de que aquelas bioassinaturas são mesmo produzidas por seres vivos. O primeiro seria a repetição de moléculas no ambiente. “Se aquela molécula se repete exaustivamente e isso é consistente depois de várias medições, isso poderia representar uma bioassinatura”.
A segunda linha de evidências seria a predominância de um tipo de quiralidade. Moléculas quirais são aquelas que têm a mesma estrutura química, mas não são exatamente iguais. Algumas desviam a luz para a esquerda e outras, para a direita. Um bom exemplo para explicar isso são as mãos esquerda e direita. Elas são a imagem espalhada uma da outra, mas se formos sobrepô-las (ambas com as palmas para baixo), elas não se encaixam.
Na Terra, os organismos usam quase que exclusivamente os aminoácidos de configuração L (ou seja, são como nossa mão esquerda), salvo poucas exceções. Já os açúcares são praticamente todos de configuração D (isto é, como a mão direita). “Então uma segunda linha de evidência seria encontrar a predominância de um tipo de molécula quiral [no lugar investigado]”.
E a terceira linha de evidências seria a análise de isótopos, isto é, elementos químicos que têm massas diferentes. Na Terra, a vida tem preferência pelos isótopos mais leves, como o carbono 12, em vez do carbono 13, e pelo hidrogênio em vez do deutério (isótopo mais pesado do hidrogênio).
“Bioassinaturas em outros lugares também poderiam ser ricas nos isótopos mais leves. Então, não se trata apenas de encontrar uma única molécula, mas sim de encontrar mais de uma linha de evidência combinada”, explica o pesquisador da Nasa.
Ingredientes da vida
Mesmo aquelas moléculas orgânicas que são chamadas de ingredientes da vida, como os aminoácidos ou as bases nitrogenadas que formam nosso código genético, não podem ser consideradas provas da existência de vida extraterrestre.
Aponte é parte do grupo de cientistas que analisou amostras de rochas coletadas por uma sonda no asteroide Bennu, que orbita próximo à Terra. Dezenas de moléculas orgânicas foram detectadas no corpo celeste, entre elas os três componentes dos ácidos nucleicos: fosfatos, o açúcar ribose (que é parte da estrutura do RNA, o ácido ribonucleico) e as cinco bases nitrogenadas que formam os nucleotídeos de todos os seres vivos: adenina, guanina, citosina, timina e uracila.
Também foram detectados, nada menos que 14 dos 20 aminoácidos usados na produção de proteínas pelos organismos terrestres, inclusive o triptofano, que nunca havia sido observado em amostras extraterrestres.
Nada disso, no entanto, é sinal de vida extraterrestre, já que essas moléculas podem ter sido formadas de forma abiótica pela ação de radiação ou de reações químicas em um ambiente aquoso, há centenas de milhões de anos.
“No caso de encontrarmos um composto do tipo nucleotídeo ou uma cadeia de RNA, a história é outra. Isso poderia ser uma evidência mais robusta, porque moléculas como essas são muito frágeis e se decompõem muito rapidamente em termos geológicos”, afirma Aponte.
Expectativas
Apesar das dificuldades para se localizar vida fora da Terra, há grandes expectativas em relação a futuras missões não tripuladas dentro do próprio Sistema Solar, como a Europa Clipper, que deve chegar, em 2030, a Europa, satélite que orbita Júpiter. Há indícios de que, sob a crosta de gelo dessa lua joviana, exista um oceano de água salgada, que pode ter condições de abrigar vida.
Outra missão, a Dragonfly, deverá ser lançada em 2028, rumo a Titan, uma das luas de Saturno, que possui uma atmosfera possivelmente rica em nitrogênio, além de metano em forma líquida em sua superfície. O robô, que tem o mesmo nome da missão, deve chegar a Titan em 2034 e buscará indicadores químicos de vida baseada em água ou em hidrocarbonetos, como o metano.
Há expectativas também em relação a outra lua de Saturno, Enceladus, que, assim como Europa, também pode abrigar um oceano sob sua crosta de gelo; e a Marte, onde há calotas de gelo e possivelmente reservatórios subterrâneos de água.
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