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DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE

Governo Federal lança pacote de medidas no Dia Mundial do Meio Ambiente

 

Anúncios incluem pacto com governadores para combate a incêndios, criação de duas UCs e Estratégia Nacional de Bioeconomia

 

Ministra Marina Silva e presidente Lula em cerimônia do Dia Mundial do Meio Ambiente. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Ogoverno federal lançou nesta quarta-feira (5/6), Dia Mundial do Meio Ambiente, pacote de medidas de combate à mudança do clima e de conservação ambiental. Anúncios incluem pacto com governadores para o combate a incêndios no Pantanal e na Amazônia e oito decretos, entre eles para criação da Estratégia Nacional de Bioeconomia e de duas Unidades de Conservação (UCs).

Outras ações pela anunciadas ministra Marina Silva, em cerimônia com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto (DF), incluem programas para preservação de manguezais e para aumentar a resiliência de cidades à emergência climática. Houve ainda autorização de novo concurso, com antecipação de 460 vagas para o Ibama, o ICMBio e o Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

“A questão ambiental não é mais questão de ativista, não é mais questão universitária, não é mais questão, como se dizia antigamente, de bicho grilo. A questão ambiental é um chamamento à responsabilidade dos nossos humanos”, afirmou o presidente.

A ministra Marina Silva fez balanço das ações da política ambiental desde janeiro de 2023, que resultaram em queda de 49,8% da área sob alertas de desmatamento na Amazônia em 2023 na comparação com 2022. De janeiro a maio de 2024, houve queda de 40,5% em relação com o mesmo período do ano passado.

No Cerrado, após aumento de 43,6% da área sob alertas de desmatamento em 2023, houve redução de 12,9% nos cinco primeiros meses de 2024 em comparação ao mesmo período do ano anterior.

“Fazer política ambiental é fazer também política de desenvolvimento, política social, política de combate à criminalidade, de planejamento urbano, mobilidade, infraestrutura. É fazer, sobretudo, política de parceria”, afirmou Marina.

Um dos anúncios realizados nesta quarta é um pacto com governadores do Pantanal e da Amazônia para atuação conjunta no combate a incêndios nos dois biomas. Aderiram à iniciativa os governos estaduais de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Amazonas, Maranhão, Tocantins, Acre, Amapá, Roraima e Rondônia.

O pacto se antecipa à perspectiva de grandes incêndios florestais de julho a novembro de 2024, intensificados pela mudança do clima. Em maio, a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) declarou situação crítica de escassez hídrica na Bacia do Paraguai, que inclui a região do Pantanal.

Conservação

As duas novas UCs são o Refúgio de Vida Silvestre do Sauim-de-Coleira, em Itacoatiara, no Amazonas, e o Monumento Natural das Cavernas de São Desidério, na Bahia. Desde que a criação de áreas protegidas foi retomada em 2023, foram criadas oito novas UCs, que somam mais de 638 mil hectares.

O Refúgio de Vida Silvestre tem cerca de 15,3 mil hectares e reforçará a conservação do sauim-de-coleira, espécie endêmica da região e criticamente ameaçada de extinção.

Já o Monumento Natural, com aproximadamente 16 mil hectares, protegerá as cavidades naturais e o patrimônio espeleológico em São Desidério. A área abriga os maiores salão de caverna e lagos subterrâneos conhecidos no país, além de sítios arqueológicos e mais de 200 cavernas. O município baiano foi um dos que mais desmataram o Cerrado em 2023.

Também foi instituído o Programa Nacional de Conservação e Uso Sustentável dos Manguezais, o PróManguezal, que coordenará ações federais para conservação, recuperação e uso sustentável da biodiversidade e dos serviços ecossistêmicos associados aos manguezais. Mais de 500 mil famílias dependem diretamente de recursos dos manguezais para sobreviver.

Clima

Na área climática, o presidente assinou decreto para aumentar as atribuições do Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima (CIM), principal órgão de governança climática do país.

O CIM passará a ter subcomitê-executivo, coordenado pelo MMA, e subcomitê para acompanhar a organização e participação do governo federal na COP30, que será realizada em novembro de 2025 em Belém, no Pará. Também foram criadas câmaras para aumentar a participação social, a articulação interfederativa e reforçar o assessoramento científico.

O comitê terá atribuição de aprovar o novo Plano Clima, que guiará a ação climática no país até 2035. Com lançamento previsto para este ano, a iniciativa terá estratégias nacionais e planos setoriais de mitigação e adaptação.

A cerimônia desta quinta-feira também marcou o lançamento do processo de participação social do Plano Clima na plataforma Brasil Participativo, em que a sociedade poderá apresentar contribuições para construção da iniciativa.

Outro decreto institui o Programa Cidades Verdes Resilientes, que busca aumentar a qualidade ambiental e a resiliência das cidades à mudança do clima a partir da integração de políticas urbanas, ambientais e climáticas. Haverá prioridade para regiões metropolitanas e municípios com alta vulnerabilidade climática.

O presidente determinou ainda a criação de assessoria extraordinária no MMA para a COP30.

Bioeconomia e concessões florestais

Foi criada também a Estratégia Nacional de Bioeconomia, para coordenar e implementar políticas públicas para o desenvolvimento da atividade. Será implementada pelo Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia, que criará recursos, ações, metas e indicadores para o avanço da bioeconomia no país.

Lei de Gestão de Florestas Públicas, por sua vez, foi alterada para permitir a comercialização de crédito de carbono em concessões florestais. A legislação passa ainda a permitir o reconhecimento de direitos territoriais coletivos em área de florestas públicas federais ainda não destinadas, o que reduzirá a insegurança fundiária e contribuirá para a inclusão social e econômica de povos e comunidades tradicionais.

Novo concurso

Marina anunciou que o MGI autorizou novo concurso para as vinculadas do MMA, com antecipação de 460 vagas: 260 para o Ibama, 180 para o ICMBio e 20 para o Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Também foi assinada portaria para nomeação dos 98 analistas ambientais aprovados em concurso realizado em janeiro, o primeiro para o MMA em 13 anos.

“Sabemos que tivemos um represamento de muitos anos. Há um esforço da ministra Esther [Dweck] e do senhor [presidente Lula], em diálogo com os servidores, para valorização das carreiras. Mas com certeza, uma das coisas que eles sempre colocam, é que ter concurso e remuneração justa é uma forma de valorização”, afirmou a ministra.

Outras medidas incluem protocolo de intenções entre o MMA e o MMulheres para implementação de ações de combate à mudança do clima, justiça climática e participação das mulheres nas políticas ambientais. Já o protocolo de intenções com o Mapa e a Embrapa busca fortalecer esforços para pesquisa, inovação e geração de conhecimento e tecnologia em áreas de interesse comum.

Um terceiro protocolo, assinado com o Ipea, sinaliza cooperação para monitoramento da implementação do Plano Clima e da iniciativa Track 1,5ºC Dialogue, cooperação climática entre Brasil e Alemanha.

Participaram da cerimônia as ministras Sonia Guajajara (Povos Indígenas), Anielle Franco (Igualdade Racial) e Cida Gonçalves (Mulheres) e os ministros Marcio Macedo (Secretaria-Geral da Presidência), Silvio Almeida (Direitos Humanos), Waldez Goés (Desenvolvimento Regional), Jader Filho (Cidades) e Laercio Portela (Secom).

Também participaram os governadores Antonio Denarium (Roraima), Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), Eduardo Riedel (Mato Grosso do Sul), Gladson Cameli (Acre), Helder Barbalho (Pará) e Jerônimo (Bahia), além dos vices-governadores Otaviano Pivetta (Mato Grosso) e Sérgio Gonçalves da Silva (Rondônia).

Acesse aqui a apresentação da ministra Marina Silva.
Assista aqui à cerimônia do Dia Mundial do Meio Ambiente e à entrevista coletiva.

Assessoria de Comunicação do MMA
imprensa@mma.gov.br
(61) 2028-1227/1051

 

 

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ERA UMA VEZ…

QUANDO NASCIA UM REI.

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Mais uma data cheia de uma lenda brasileira.
Neste 2026, fazem 70 anos da posse de JK na Presidência da República, em 31 de janeiro… 50 anos de sua morte em 22 de agosto… e, 70 anos do primeiro jogo oficial do Rei Pelé, então um menino de apenas 15 anos, como profissional do Santos.
Pelé, que completaria 16 anos em 23 de outubro de 1956, entrou no segundo tempo (no lugar de Del Vecchio) do jogo Santos 7 x 1 Corinthians de Santo André, fez gol aos 36 min do segundo tempo e ganhou seu primeiro troféu: a Taça Independência.
Daí para frente, o Edson virou DICO… que virou PELÉ… que reinventou o futebol e que parou guerras.
Recebi de um leitor de meu livro “DE CASACA E CHUTEIRAS – PELÉ-BRASÍLIA-JK – A ERA DOS GRANDES DRIBLES NA POLÍTICA, CULTURA E HISTÓRIA” o seguinte comentário sobre a polêmica quem foi maior: Pelé ou Maradona?
– “Pelé tornou o futebol mudialmente conhecido. Maradona ficou conhecido por causa do futebol”.
FOTOS: A súmula original com o registro do primeiro gol de Pelé integra o acervo do Museu de Santo André desde 2019. Ela registra a partida realizada em 7 de setembro de 1956 entre o Santos Futebol Clube e o Corinthians de Santo André no Estádio Américo Guazzeli.
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O BRASIL PERDE UM PROFISSIONAL DE EXCELÊNCIA

Uma manhã triste hoje em Brasília.

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O Brasil se despede de CARLOS MONFORTE, exemplo de profissional dedicado, um pai de família exemplar e um amigo de todas as horas.
Carlos Monforte, Maria Ignez, Serginho e Flavinha, uma família linda que conheço desde 1979. Maria Ignez e Carlos Monforte fazem parte do jornalismo brasileiro de excelência. Ambos com uma história maravilhosa em Santos, São Paulo e Brasília.
Carlos Monforte foi pioneiro e implantou o BOM DIA BRASIL. Sucesso absoluto! Lembrar Carlos Monforte é reverenciar o seu legado e suas ações de amizade, de cidadania que fizeram a diferença.
Vá em Paz, meu amigo. Você foi um Guereiro de Luz!
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MISSA DA SAUDADE PARA UM GUERREIRA DE LUZ

Maria Elisa Costa.

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Nessa segunda-feira dia 31 de agosto, às 18h30, na Igrejinha de Fátima na 308 Sul.
“O tempo tem carícias com as coisas velhas”, pressentia Anna Lins dos Guimarães Peixoto Bretas ou Cora Coralina (1889-1985). Hoje, 66 anos depois da inauguração, Brasília vive uma realidade: participantes de sua construção estão em outro patamar. Os artistas construtores, todos eles, já se foram. O legado de JK, Oscar Niemeyer, Lucio Costa, Joaquim Cardozo, Athos Bulcão, Mariane Perretti, Burle Marx, Ceschiatti e Bruno Giorgi está aí para a gente celebrar e respeitar.
Dia 25, sexta-feira, partiu uma das mais importantes coajuvantes da criação e da construção de Brasília, a arquiteta Maria Elisa Costa, filha de Lucio Costa.
Maria Elisa se une a outros personagens que ajudaram a colocar Brasília de pé: Israel Pinheiro, Ernesto Silva, Augusto Guimarães, Carlos Magalhães da Silveira, Jofre Mozart Parada e Moacyr Gomes de Souza.
A escolha do projeto do Plano Piloto foi feita em 16 de março de 1957. A construção, mesmo, começou em abril. Vamos voltar três meses antes. Tardinha de uma segunda-feira, 4 de fevereiro de 1957. Maria Elisa, com 22 anos, cursava a Faculdade Nacional de Arquitetura. Tão logo Maria Elisa entra no apartamento, ouve a voz do pai:
– Minha filha, vem aqui que quero mostrar “uma coisa”.
Ela chega, cheia de livros e cadernos, e não dá lá muita importância para a “coisa”. A “coisa” era, simplesmente, o primeiro esboço da Asa Sul de Brasília, a lápis com toques de cor e com anotações manuscritas. Na escala de 1/25.000, como o projeto foi apresentado no concurso.
Ela ainda ouviu seu pai descrever a nova capital, tim-tim por tim-tim. Quando terminou, lembra Maria Elisa: “Papai, com a camisa encharcada de suor, expôs pela primeira vez em palavra falada, a sua criação solitária. Sim – continua ela – porque o projeto de Brasília foi feito por ele sozinho, em casa. Fui a primeira pessoa a saber como seria nossa capital”.
Aquela revelação – uma descoberta que mudaria a História do Brasil e o conceito de urbanismo no mundo – continha um conteúdo único e um vislumbre singular de esperança e de revolução. Ela mesmo explica:
“Quando lembro desse momento ímpar, o que mais me surpreende é que não achei nada de extraordinário. Tudo aquilo me parecia simplesmente normal: mudar a capital, inventar uma cidade… tudo! O próprio fato do meu pai ter feito o projeto sozinho em casa, desenhado a mão-livre e em escala, para mim não foi surpresa. Era esse, o jeito dele”.
A montagem do projeto do Plano Piloto para inscrição no concurso foi outra epopeia artesanal. “Fizemos a montagem em pranchas de cartolina, espalhadas no chão, com a ajuda de minha irmã Helena e de nossa prima, Nadja, sob rígida orientação do ‘inventor’. Detalhe por detalhe. A gente ia colando aquelas preciosas páginas nas cartolinas com aneisinhos de fita adesiva”.
O projeto tinha cinco pranchas, uma com o belo desenho da cidade em escala de 1/25.000, a nanquim e colorido com lápis de cor. E, mais quatro, com o texto da “Memória Descritiva” datilografado, ilustrado com impecáveis croquis, também desenhados a nanquim, alguns com leves toques de cor aqui e ali. À exceção da datilografia, tudo foi feito pessoalmente por Lucio Costa sem a ajuda de ninguém.
A própria Maria Elisa conta: “Fomos para a cidade de carro, meu pai dirigindo. Parou junto à entrada do Ministério da Educação. Minha irmã e eu descemos e entregamos as cinco pranchas na sobreloja. Faltavam 10 minutos para terminar o prazo. Pegamos o pequeno protocolo de número 26, e entregamos para meu pai. Era 11 de março de 1957”. A partir daí, foi a saga da construção.
Desde aquele 4 de fevereiro, Maria Elisa Costa nunca mais se desgrudou de Brasília. Acompanhou tudo. Era a ‘mãe’ cuidando da ‘filha’, como membro do Conselho de Arquitetura e Meio Ambiente, como presidente do IPHAN ou atendendo solicitações diversas dos governadores de Brasília.
Passaram-se os anos. E lá estava Maria Elisa Costa na luta para defender a Capital em duas situações opostas e adjacentes: de um lado, a extensa área urbana em expansão e, de outro, o Plano Piloto a ser preservado. Ela tinha a noção exata de que uma coisa é gerenciar o desenvolvimento urbano da cidade em expansão. E outra, bem diferente, é assegurar a preservação de seu núcleo original. Explica ela: “O centro histórico da capital é a área delimitada pelo divisor de águas da Bacia do Paranoá. Toda e qualquer intervenção nessa área, mesmo não sendo localizada dentro do perímetro tombado ou em seu entorno direto, deve ser compatível com o texto original da Portaria 314 do IPHAN. Tem que ser fiscalizada. Toda e qualquer intervenção nessa área deve passar por uma comissão técnica permanente de alto nível, criada para esse fim. E que tenha com poder de veto”.
A eterna guardiã do dr. Lucio reacendeu em nosso espírito o sentido da preservação e ajudou a moldar a beleza de Brasília.
Obrigado, Maria Elisa Costa.
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