Reportagens
Câmara Legislativa concede TCHB póstumo ao Frei João Benedito
Em maio de 2023, o pároco teve um mal-estar durante a celebração da missa do Dia das Mães, na Basílica Santuário São Francisco de Assis, localizada na Asa Norte, e faleceu em razão de complicações cardíacas
Foto: Reprodução/Web
A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) realiza sessão solene para outorgar o Título de Cidadão Honorário de Brasília (TCHB) para o Frei João Benedito Ferreira de Araújo, que foi pároco e reitor da Basílica Santuário São Francisco de Assis, localizada na Asa Norte. Proposto pelo deputado Chico Vigilante (PT), o evento tem início previsto para 19h no plenário e será transmitida pela TV Câmara Distrital.
A honraria, in memorian, será recebida pelo irmão do Frei João Benedito, Valcir Rosa. Em maio de 2023, o pároco teve um mal-estar durante a celebração da missa do Dia das Mães e faleceu em razão de complicações cardíacas. A missa encerrava os festejos pela elevação do Santuário para Basílica Menor, a primeira igreja honrada com esse título no Distrito Federal e entorno
“A inciativa [do TCHB] é um reconhecimento e gratidão pela brilhante trajetória de vida do religioso que nasceu em Paracatu (MG), e construiu um legado na capital federal com milhares de seguidores. Justa homenagem a quem dedicou a vida à caridade e, principalmente, àqueles que mais precisavam de atenção e ajuda”, declarou Chico Vigilante.
Convidados
Entre os convidados a participar do evento, estão o bispo auxiliar de Brasília, Dom Vicente de Paula Tavares; o coordenador de Comunicação da Arquidiocese e pároco da Paróquia São Domingos Sávio Riacho Fundo I, Padre Roger Araújo; o reitor da Basílica Menor São Francisco de Assis, Frei Flávio; o ministro providencial São Maximiliano Kolbe, Frei Gilberto; e a superiora das Irmãs Franciscana da Sagrada Família de Maria, Irmã Lucila Massoni.
Trajetória
João Benedito Ferreira de Araújo nasceu em 30 de janeiro de 1970 e viveu em Paracatu até 1973. Com sua família, João Benedito se transferiu para o Gama (DF), onde residiu durante a infância e adolescência, conduzido e educado por sua mãe, que faleceu em maio de 1992, quando ele já estava no seminário.
Quando completou 18 anos, ingressou no Postulantado da Ordem Franciscana. Em fevereiro de 1989, João Benedito iniciou o Noviciado, em Caçapava (SP) e, em fevereiro de 1990, professou os primeiros votos na Ordem Franciscana. Frei João Benedito Ferreira de Araújo, recebeu os ministérios do Leitorato e Acolitato, entre os anos de 1993 e 1994 e fez profissão solene dos votos, no dia 16 de julho de 1994, em Brasília. Foi ordenado Diácono, em dezembro de 1995.
Entre os anos de 1990 e 1996, Frei João, cursou filosofia e teologia, junto ao Seminário Maior Arquidiocesano de Brasília. Em 2018, defendeu a sua tese de doutorado em teologia com especialização em liturgia pastoral, na Itália. Em 1999, foi nomeado reitor do Instituto São Boaventura (ISB).
Em 2019, foi transferido para o Convento de São Francisco de Assis de Brasília e assumiu como pároco e reitor do Santuário São Francisco de Assis. Durante a pandemia do Covid-19, também desempenhou importante papel para a promoção do Serviço Social Santa Dulce dos Pobres, através do qual assistiu muitas famílias carentes.
Em 2021, iniciou o projeto que coroaria o seu apostolado e missão: a reforma do Santuário São Francisco de Assis. E, junto aos paroquianos e fieis do Santuário, celebrou o recebimento do título da Sacrossanta Basílica Menor de São Francisco de Assis, a qual fora instalada pelo cardeal arcebispo de Brasília, Dom Paulo Cezar Costa, em 13 de maio de 2023, dois dias antes do falecimento de Frei João Benedito.
Francisco Espínola – Agência CLDF
Reportagens
Fim da escala 6×1 passa pela 3ª sessão de discussão no Plenário
Paulo Paim (de costas e no telão) defendeu a proposta e disse que ela deve ter primeira votação na semana que vem
Ton Molina/Agência Senado
A proposta de emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada de trabalho para 40 horas semanais e acaba com a escala 6×1 (seis dias trabalhados e um de descanso) passou pela terceira sessão de discussão no Plenário nesta quinta-feira (8). A PEC 221/2019 ainda precisará de duas sessões de discussão para completar o total de cinco sessões antes da votação em primeiro turno.
O senador Paulo Paim (PT-RS) defendeu a proposta e disse que ela será votada na próxima semana.
— A votação será na semana que vem. O Brasil todo está nessa expectativa. Três sessões terminam hoje, mais duas na terça e na quarta, e na própria quarta à noite ou na quinta-feira nós votaremos essa proposta, que será uma grande conquista para o povo trabalhador — disse Paim em Plenário.
Caso a PEC seja aprovada em primeiro turno, seguirá para o segundo turno, com outras três sessões de discussão em Plenário antes da votação final. Uma PEC precisa ter ao menos três quintos dos votos favoráveis nas duas votações, o que representa o apoio de pelo menos 49 senadores.
A proposição, apresentada pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado em setembro. O relator foi o senador Omar Aziz (PSD-AM).
‘Hora da mudança’
Único senador inscrito para discutir a proposta nesta quinta-feira, Paim lembrou que na Câmara dos Deputados a PEC foi aprovada com apenas 19 votos contrários (e 461 favoráveis). Na sua visão, o Senado deveria aprovar o texto por unanimidade, assim não haveria perdedores e vencedores. Para ele, nenhum parlamentar deveria querer ter no currículo um voto contra a redução da jornada:
— A sociedade que construirmos hoje é a sociedade em que nós mesmos vamos viver e envelhecer. Não podemos aceitar que alguém passe a vida inteira trabalhando seis dias e descansando um dia. Não aceitamos! É chegada a hora da mudança. Não podemos aceitar jornadas que afastem pais, mães, filhos, netos e bisnetos. Não podemos aceitar que o trabalhador chegue à aposentadoria doente, cansado, sem forças para aproveitar a vida.
Na quarta-feira (7), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, disse que uma votação mais rápida da PEC depende dos senadores, que podem apresentar requerimentos para dispensar prazos e sessões de discussão. Se algum requerimento for apresentado, será colocado em votação, afirmou Davi.


Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
Reportagens
MEC irá pedir investigação de ameaças a universidades em redes sociais
Diretoria de Combate a Crimes Cibernéticos será acionada
Mariana Tokarnia – Repórter da Agência Brasil
O Ministério da Educação (MEC) irá acionar a Diretoria de Combate a Crimes Cibernéticos da Polícia Federal após ameaças denunciadas por universidades federais. Em entrevista à Agência Brasil, o ministro da Educação, Leonardo Barchini, disse que a pasta tem “uma preocupação grande de que essa violência escale”.

O ministro conversou com a Agência Brasil após visitar a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), que sofreu um incêndio de grandes proporções, com prejuízo estimado em R$ 100 milhões.
A PF foi acionada para investigar as causas do incêndio. No entanto, como há também denúncias de ameaças feitas nas redes sociais, o ministro pedirá uma investigação específica.
“Nós acionamos a Polícia Federal, que já instaurou inquérito sobre o incêndio em Pernambuco. Mas, após as ameaças verificadas nas redes sociais, nós vamos acionar agora a Diretoria de Crimes Cibernéticos da Polícia Federal, que atua em conjunto com o Ministério da Educação para vários eventos de ameaças na rede escolar e também ameaça de universidades”, ressaltou.
Além das ameaças na UFPE, nesta quinta-feira (8), a Universidade Federal Fluminense (UFF) também informou em nota que recebeu denúncias de ameaças à instituição.
A universidade informou que se trata de conteúdos compartilhados em aplicativos de mensagens e redes sociais. As mensagens falam, por exemplo, em incendiar a universidade e agredir estudantes em atos políticos. A PF também foi acionada para este caso.
“Toda vez que a gente tem uma situação de risco, a gente aciona a Diretoria de Crimes Cibernéticos da PF e, dessa vez também, tendo em vista o que a gente encontrou no monitoramento das redes sociais e naquilo que a gente tem recebido de estudantes, reitores e professores”, disse, Barchini.
“A universidade é um ambiente plural, um ambiente de manifestação política também”, acrescentou.
Reportagens
Projeto Marias da Penha estreia ciclo de contação de histórias e música contra a violência de gênero na CLDF
Ação com estudantes do CEF 03 de Sobradinho abre série de 10 apresentações culturais e educativas promovidas em instituições do DF
Foto: Divulgação
A programação terá contação de histórias com o Grupo Paepalanthus, que traduz temas urgentes em narrativas lúdicas e poéticas
Unindo arte, debate e cidadania, o Projeto Marias da Penha: Cultura e Conscientização contra a Violência de Gênero dá início nesta quinta-feira (8) a uma nova etapa de suas atividades, apostando na contação de histórias e em intervenções artísticas como ferramentas de transformação social. A abertura acontece, a partir das 14h, na Sala de Reunião das Comissões Pedro de Sousa, localizada no Térreo Superior (TS) da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), com a participação de turmas do Centro de Ensino Fundamental 03 (CEF 03) de Sobradinho.
A atividade de hoje é a primeira de uma série de 10 apresentações que irão circular pela CLDF e por diversas outras instituições do Distrito Federal. A proposta leva reflexões sobre a prevenção da violência doméstica e familiar de maneira acessível e sensível aos jovens, dialogando diretamente com a realidade da comunidade escolar.
A programação traz a contação de histórias do Grupo Paepalanthus, que traduz temas urgentes em narrativas lúdicas e poéticas, além da discotecagem temática comandada pelo DJ Zapatta, trazendo repertório focado na valorização, força e no empoderamento feminino.
Durante o encontro na CLDF, os estudantes visitam a Exposição Marias, conhecem o histórico do projeto e recebem a cartilha educativa “Não é Mimimi, é Violência” — material didático desenvolvido para auxiliar na identificação de condutas abusivas e na divulgação dos canais de apoio e denúncia.
Com entrada franca, a iniciativa é uma realização conjunta da Artise e do Projeto Marias da Penha, contando com o fomento do Ministério da Cultura e o apoio institucional da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) e do Conselho Curador de Cultura.
Serviço
Abertura do ciclo de contações – Projeto Marias da Penha.
Data: Hoje, 8 de outubro de 2026.
Horário: 14h
Local: Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) – Sala de Reunião das Comissões Pedro de Sousa (Térreo Superior – TS).
Atrações: Contação de histórias com o Grupo Paepalanthus e discotecagem com DJ Zapatta
Entrada: Gratuita.
Agência CLDF
-
Reportagens1 mês agoConfira orientações para acompanhar o Desfile de 7 de setembro
-
Reportagens4 meses agoCandangão Junino 2026 chega a Santa Maria nesta sexta-feira (26)
-
Artigos4 meses agoARNE SUCKSDORFF
-
Reportagens4 meses agoLula no G7 gera expectativa por tarifa dos EUA e veto à carne pela UE
-
Reportagens4 meses agoDada a largada: Brasília inicia contagem regressiva de um ano para a Copa do Mundo Feminina da Fifa 2027™️
-
Artigos2 meses agoEMILIANO PEREIRA BOTELHO
-
Reportagens2 meses agoRetrospectiva: Câmara aprovou no 1º semestre acordo Mercosul-UE, fim da escala 6×1 e reajuste para professores
-
Artigos4 meses agoGRUTA DO MAQUINÉ