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O ADEUS JK
LÁ SE VÃO 48 ANOS
Hoje acordei pensando no estadista que o Brasil perdeu no dia 22 de agosto de 1976. Há 48 anos o Brasil se despedia do presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira. Ele iria completar 74 anos em 12 de setembro daquele ano trágico.
No governo JK, entre 1956 e 1961, o Brasil viveu muitos conflitos. Conflitos muito mais sérios dos que vivemos hoje. Mas havia um Líder. Um verdadeiro estadista que conduzia o País. E o Brasil era feliz.
A felicidade não é a ausência de conflitos, mas é a habilidade para lidar com eles. Uma pessoa feliz, magnânima e capaz nunca tem o melhor de tudo… ela torna tudo melhor. Assim foi JK.
Eu fui no enterro de JK. Saímos a pé da Catedral e percorremos toda W3 sul até chegar ao Campo da Esperança. Já era noite quando o corpo do Presidente desceu ao túmulo.
A despedida de JK foi a primeira grande manifestação popular na nova Capital. BRASÍLIA SE REINAUGUROU NO ADEUS A JK.
JK prometeu e cumpriu: “Faremos um governo de 50 anos em cinco”. Assim, o presidente JK, a seu modo, sacudiu a vida administrativa, política e cultural do Brasil moderno.
Mas naquele 22 de agosto de 1976, o Brasil dormiu um domingo triste. A notícia de que um Opala, cor metálica, na altura do km 165 da Via Dutra, próximo a Itatiaia (RJ), atravessou a pista e bateu de frente com uma carreta com placa de Orleans (SC) pegou os brasileiros de surpresa.
Um terrível pesadelo. Entre os ferros retorcidos estavam os corpos do ex-presidente Juscelino Kubitschek e de seu fiel motorista, Geraldo Ribeiro.
Lá se vão 48 anos de um acidente sempre mal explicado, mesmo porque nem perícia foi feita.
Em pleno regime militar, JK um político cassado, JK com sua morte provocou a maior manifestação popular de Brasília: NESSE DIA BRASÍLIA CRIOU ALMA.
FOTOS: de Fernando Bizerra e Ed Alves/CB (Memorial JK)
Dia 23 de agosto, o corpo de JK chega a Brasília num avião da Varig. Uma multidão espera por JK no aeroporto, todos seguem para a Catedral – onde é velado – e de lá o povo carrega nos braços o corpo de JK até o Campo da Esperança. BRASÍLIA FOI REINAUGURADA COM ALMA E POVO NA RUA.