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Maior feira de turismo da América Latina, Abav Expo espera injetar R$ 30 milhões na economia do DF

Edição na capital ocorrerá de 26 a 28 de setembro, no Centro Internacional de Convenções de Brasília (CICB), com a presença de mais de 2 mil marcas dos setores de hotelaria, gastronomia, transporte, turismo e artesanato; o último dia do evento será aberto ao público

 

Por Adriana Izel e Ian Ferraz, da Agência Brasília | Edição: Ígor Silveira

 

Após um hiato de mais de 20 anos na capital federal, a feira Abav Expo, promovida pela Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav Nacional), retorna à cidade para sua 51ª edição, que será realizada entre 26 e 28 de setembro, no Centro Internacional de Convenções de Brasília (CICB), com o apoio do Governo do Distrito Federal (GDF). O investimento é de cerca de R$ 7 milhões, provenientes da Secretaria de Turismo.

A expectativa é de que o evento atraia 30 mil visitantes, dos quais 10 mil virão de fora de Brasília, gerando uma movimentação de R$ 30 milhões na economia local. “Foi um desejo do nosso trade turístico [trazer a feira para Brasília]. Foi uma construção longa. Essa feira não vem a Brasília há 22 anos, sempre fica entre São Paulo e Rio [de Janeiro] disputando, e nós conseguimos ir lá e fazer essa captação”, explicou o secretário de Turismo, Cristiano Araújo.

Cristiano Araújo, secretário de Turismo: “Foi um desejo do nosso trade turístico [trazer a feira para Brasília]. Foi uma construção longa. Essa feira não vem a Brasília há 22 anos, sempre fica entre São Paulo e Rio [de Janeiro] disputando, e nós conseguimos ir lá e fazer essa captação” | Fotos: Renato Alves/Agência Brasília

O titular da pasta classificou o retorno da feira como um “divisor de águas para o turismo local, pelo fluxo que a feira gera para o negócio”. “Mas acreditamos também nesse legado posterior à feira, de conseguirmos vender mais pacotes e trazer dinheiro novo com turista novo para incrementar a nossa economia”, defendeu. Segundo Cristiano, o objetivo da feira é tornar Brasília um destino ainda mais atrativo para o público nacional e internacional.

A presidente nacional da Abav, Ana Carolina Medeiros, destacou que por onde a feira passa o turismo local tende a se fortalecer nos anos seguintes. “A feira tem sido um precursor de retorno muito grande. As pessoas buscam a cidade anfitriã para ser o seu próximo destino de lazer e de negócios”, contou.

Durante três dias, o evento contará com a participação de mais de duas mil marcas do setor, incluindo representantes de hotelaria, gastronomia, transporte, turismo e artesanato

Ana Carolina aproveitou para agradecer ao GDF pelo apoio e empenho de trazer a Abav Expo para a capital. “Quero agradecer ao governador por acreditar num evento tão grandioso e buscá-lo para o DF, trazendo um incentivo muito grande para o turismo, um fomento imediato. O trade turístico de Brasília precisava desse incentivo e crescimento”, defendeu.

Programação

Durante três dias, o evento contará com a participação de mais de duas mil marcas do setor, incluindo representantes de hotelaria, gastronomia, transporte, turismo e artesanato. Serão utilizados três pisos do CICB para a exposição de 198 estandes em uma área total de 30 mil metros quadrados. Participarão players de 22 países, 26 estados brasileiros e 15 municípios.

Quatro arenas serão montadas para abrigar a programação de talks, capacitações, palestras e debates sobre temas de interesse do setor, como turismo 60+, turismo cívico e afroturismo. A abertura está prevista para 25 de setembro, às 19h, no Auditório Master do Centro de Convenções Ulysses Guimarães.

Feira voltada para o setor de negócios, pela primeira vez, a Abav Expo terá um dia aberto ao público em geral. “Turismo bom é aquele que é bom para a população local também. Não só para quem é de fora. Então a gente dá essa oportunidade para a população conhecer outros destinos e o que tem no turismo. Acreditamos que vai ser muito importante para esse movimento de desenvolvimento de Brasília”, destacou a diretora executiva nacional da Abav, Jerusa Hara. No último dia, 28 de setembro, o evento terá ingressos disponíveis ao preço popular de R$ 20.

Sobre a feira

Reconhecida internacionalmente, a Abav Expo é considerada a maior feira de turismo da América Latina. O evento proporciona uma vitrine para lançamentos e apresentação de tendências do setor, gerando oportunidades de negócios e fortalecendo marcas e destinos turísticos.

Fundada em 1953, a Abav Nacional é a principal entidade de agenciamento de turismo no Brasil. Com presença em todos os 26 estados e no Distrito Federal, a associação conta com mais de duas mil empresas associadas, incluindo agências de viagens, operadoras e consolidadores. Juntas, essas empresas respondem por cerca de 80% da movimentação de vendas e distribuição de produtos e serviços turísticos no país, gerando um faturamento de R$ 34,4 bilhões em 2023.

A presidente nacional da Abav, Ana Carolina Medeiros: “A feira tem sido um precursor de retorno muito grande. As pessoas buscam a cidade anfitriã para ser o seu próximo destino de lazer e de negócios”

Força do turismo

A partir de outubro e dezembro, o Aeroporto Internacional de Brasília Presidente Juscelino Kubitschek oferecerá voos diretos para Bogotá, na Colômbia, e Cancún, no México, respectivamente. Com essas adições, Brasília passará a contar com nove destinos internacionais diretos, incluindo Lisboa, Cidade do Panamá, Miami, Orlando, Buenos Aires, Lima e Santiago. O governo está em negociações para expandir ainda mais a oferta de voos internacionais a partir da capital.

Essa ampliação de destinos também foi motivada por negociações entre o Governo do Distrito Federal (GDF), as embaixadas e a concessionária do aeroporto, Inframerica, junto às companhias aéreas. Uma das medidas foi a redução de 12% para 7% no ICMS incidente sobre o querosene de aviação (QAV).

No ano passado, 14.860.880 passageiros circularam pelo aeroporto de Brasília, que alcança a marca do terceiro mais movimentado do país, atrás apenas dos dois aeroportos paulistas – Congonhas e Guarulhos. Além disso, o DF possui o maior fluxo internacional fora do eixo Rio-São Paulo.

Outras iniciativas adotadas por este GDF nos últimos anos contribuíram para o desenvolvimento do turismo. Pela primeira vez, a capital teve a oportunidade de captar recursos do Fundo Geral do Turismo (Fungetur) do Ministério do Turismo. A emissão de carteiras para artesãos aumentou de 7,4 mil em 2019 para mais de 14 mil em 2024.

Atualmente, o DF é o terceiro polo gastronômico do país, está entre as cinco cidades brasileiras com maior visitação náutica e conta com um grande parque hoteleiro, com mais de 400 hotéis, segundo o Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Brasília (Sindhobar).

A coleção Rotas Brasília, disponível para viajantes nos CATs e no site da Secretaria de Turismo, reúne diversos roteiros turísticos, organizados por categorias, como a Rota do Café e a Rota do Rock.

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ERA UMA VEZ…

QUANDO NASCIA UM REI.

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Mais uma data cheia de uma lenda brasileira.
Neste 2026, fazem 70 anos da posse de JK na Presidência da República, em 31 de janeiro… 50 anos de sua morte em 22 de agosto… e, 70 anos do primeiro jogo oficial do Rei Pelé, então um menino de apenas 15 anos, como profissional do Santos.
Pelé, que completaria 16 anos em 23 de outubro de 1956, entrou no segundo tempo (no lugar de Del Vecchio) do jogo Santos 7 x 1 Corinthians de Santo André, fez gol aos 36 min do segundo tempo e ganhou seu primeiro troféu: a Taça Independência.
Daí para frente, o Edson virou DICO… que virou PELÉ… que reinventou o futebol e que parou guerras.
Recebi de um leitor de meu livro “DE CASACA E CHUTEIRAS – PELÉ-BRASÍLIA-JK – A ERA DOS GRANDES DRIBLES NA POLÍTICA, CULTURA E HISTÓRIA” o seguinte comentário sobre a polêmica quem foi maior: Pelé ou Maradona?
– “Pelé tornou o futebol mudialmente conhecido. Maradona ficou conhecido por causa do futebol”.
FOTOS: A súmula original com o registro do primeiro gol de Pelé integra o acervo do Museu de Santo André desde 2019. Ela registra a partida realizada em 7 de setembro de 1956 entre o Santos Futebol Clube e o Corinthians de Santo André no Estádio Américo Guazzeli.
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O BRASIL PERDE UM PROFISSIONAL DE EXCELÊNCIA

Uma manhã triste hoje em Brasília.

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O Brasil se despede de CARLOS MONFORTE, exemplo de profissional dedicado, um pai de família exemplar e um amigo de todas as horas.
Carlos Monforte, Maria Ignez, Serginho e Flavinha, uma família linda que conheço desde 1979. Maria Ignez e Carlos Monforte fazem parte do jornalismo brasileiro de excelência. Ambos com uma história maravilhosa em Santos, São Paulo e Brasília.
Carlos Monforte foi pioneiro e implantou o BOM DIA BRASIL. Sucesso absoluto! Lembrar Carlos Monforte é reverenciar o seu legado e suas ações de amizade, de cidadania que fizeram a diferença.
Vá em Paz, meu amigo. Você foi um Guereiro de Luz!
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MISSA DA SAUDADE PARA UM GUERREIRA DE LUZ

Maria Elisa Costa.

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Nessa segunda-feira dia 31 de agosto, às 18h30, na Igrejinha de Fátima na 308 Sul.
“O tempo tem carícias com as coisas velhas”, pressentia Anna Lins dos Guimarães Peixoto Bretas ou Cora Coralina (1889-1985). Hoje, 66 anos depois da inauguração, Brasília vive uma realidade: participantes de sua construção estão em outro patamar. Os artistas construtores, todos eles, já se foram. O legado de JK, Oscar Niemeyer, Lucio Costa, Joaquim Cardozo, Athos Bulcão, Mariane Perretti, Burle Marx, Ceschiatti e Bruno Giorgi está aí para a gente celebrar e respeitar.
Dia 25, sexta-feira, partiu uma das mais importantes coajuvantes da criação e da construção de Brasília, a arquiteta Maria Elisa Costa, filha de Lucio Costa.
Maria Elisa se une a outros personagens que ajudaram a colocar Brasília de pé: Israel Pinheiro, Ernesto Silva, Augusto Guimarães, Carlos Magalhães da Silveira, Jofre Mozart Parada e Moacyr Gomes de Souza.
A escolha do projeto do Plano Piloto foi feita em 16 de março de 1957. A construção, mesmo, começou em abril. Vamos voltar três meses antes. Tardinha de uma segunda-feira, 4 de fevereiro de 1957. Maria Elisa, com 22 anos, cursava a Faculdade Nacional de Arquitetura. Tão logo Maria Elisa entra no apartamento, ouve a voz do pai:
– Minha filha, vem aqui que quero mostrar “uma coisa”.
Ela chega, cheia de livros e cadernos, e não dá lá muita importância para a “coisa”. A “coisa” era, simplesmente, o primeiro esboço da Asa Sul de Brasília, a lápis com toques de cor e com anotações manuscritas. Na escala de 1/25.000, como o projeto foi apresentado no concurso.
Ela ainda ouviu seu pai descrever a nova capital, tim-tim por tim-tim. Quando terminou, lembra Maria Elisa: “Papai, com a camisa encharcada de suor, expôs pela primeira vez em palavra falada, a sua criação solitária. Sim – continua ela – porque o projeto de Brasília foi feito por ele sozinho, em casa. Fui a primeira pessoa a saber como seria nossa capital”.
Aquela revelação – uma descoberta que mudaria a História do Brasil e o conceito de urbanismo no mundo – continha um conteúdo único e um vislumbre singular de esperança e de revolução. Ela mesmo explica:
“Quando lembro desse momento ímpar, o que mais me surpreende é que não achei nada de extraordinário. Tudo aquilo me parecia simplesmente normal: mudar a capital, inventar uma cidade… tudo! O próprio fato do meu pai ter feito o projeto sozinho em casa, desenhado a mão-livre e em escala, para mim não foi surpresa. Era esse, o jeito dele”.
A montagem do projeto do Plano Piloto para inscrição no concurso foi outra epopeia artesanal. “Fizemos a montagem em pranchas de cartolina, espalhadas no chão, com a ajuda de minha irmã Helena e de nossa prima, Nadja, sob rígida orientação do ‘inventor’. Detalhe por detalhe. A gente ia colando aquelas preciosas páginas nas cartolinas com aneisinhos de fita adesiva”.
O projeto tinha cinco pranchas, uma com o belo desenho da cidade em escala de 1/25.000, a nanquim e colorido com lápis de cor. E, mais quatro, com o texto da “Memória Descritiva” datilografado, ilustrado com impecáveis croquis, também desenhados a nanquim, alguns com leves toques de cor aqui e ali. À exceção da datilografia, tudo foi feito pessoalmente por Lucio Costa sem a ajuda de ninguém.
A própria Maria Elisa conta: “Fomos para a cidade de carro, meu pai dirigindo. Parou junto à entrada do Ministério da Educação. Minha irmã e eu descemos e entregamos as cinco pranchas na sobreloja. Faltavam 10 minutos para terminar o prazo. Pegamos o pequeno protocolo de número 26, e entregamos para meu pai. Era 11 de março de 1957”. A partir daí, foi a saga da construção.
Desde aquele 4 de fevereiro, Maria Elisa Costa nunca mais se desgrudou de Brasília. Acompanhou tudo. Era a ‘mãe’ cuidando da ‘filha’, como membro do Conselho de Arquitetura e Meio Ambiente, como presidente do IPHAN ou atendendo solicitações diversas dos governadores de Brasília.
Passaram-se os anos. E lá estava Maria Elisa Costa na luta para defender a Capital em duas situações opostas e adjacentes: de um lado, a extensa área urbana em expansão e, de outro, o Plano Piloto a ser preservado. Ela tinha a noção exata de que uma coisa é gerenciar o desenvolvimento urbano da cidade em expansão. E outra, bem diferente, é assegurar a preservação de seu núcleo original. Explica ela: “O centro histórico da capital é a área delimitada pelo divisor de águas da Bacia do Paranoá. Toda e qualquer intervenção nessa área, mesmo não sendo localizada dentro do perímetro tombado ou em seu entorno direto, deve ser compatível com o texto original da Portaria 314 do IPHAN. Tem que ser fiscalizada. Toda e qualquer intervenção nessa área deve passar por uma comissão técnica permanente de alto nível, criada para esse fim. E que tenha com poder de veto”.
A eterna guardiã do dr. Lucio reacendeu em nosso espírito o sentido da preservação e ajudou a moldar a beleza de Brasília.
Obrigado, Maria Elisa Costa.
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