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Campanha Vem Brincar Comigo promove dia de solidariedade no Hospital da Criança e na Estrutural

Mais de mil crianças foram beneficiadas com a entrega dos brinquedos arrecadados durante a ação solidária coordenada pela Chefia-Executiva de Políticas Sociais do GDF

 

Por Adriana Izel e Thaís Miranda, da Agência Brasília | Edição: Débora Cronemberger

 

Esta terça-feira (8) foi um Dia das Crianças adiantado para mais de mil meninas e meninos moradores da Estrutural e do bairro Santa Luzia atendidos por instituições e também jovens internados no Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB). A campanha Vem Brincar Comigo, coordenada pela Chefia-Executiva de Políticas Sociais do Governo do Distrito Federal (GDF), promoveu uma tarde especial e solidária com entrega de brinquedos e atividades recreativas para os pequenos.

A primeira-dama Mayara Noronha Rocha, idealizadora da campanha Vem Brincar Comigo, participou da entrega de brinquedos no Hospital da Criança de Brasília | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

Idealizadora da campanha Vem Brincar Comigo, a primeira-dama Mayara Noronha Rocha defendeu que entregar os itens e promover um dia de atividades lúdicas garante o bem-estar das crianças, além do desenvolvimento. “Essa é a fase mais importante. É na fase infantil que a gente capacita e prepara um adulto. É através de uma brincadeira que a gente trabalha as emoções, a parte cognitiva e intelectual, a fala e as emoções”, comentou.

Os itens distribuídos nesta tarde foram arrecadados pela campanha, que recebeu a doação de mais de 20 mil brinquedos este ano só no dia do drive-thru no Palácio do Buriti, quando autoridades e população puderam levar os itens. Essa é a quinta edição do projeto que integra o calendário oficial do GDF, com o objetivo de oferecer lazer e diversão a crianças em situação de vulnerabilidade.

“Falo que é uma das campanhas que eu mais gosto e que mais movimenta o Distrito Federal. Tenho muito orgulho de ver o DF sendo referência também na ação de brinquedos perante o Brasil todo”, afirmou a primeira-dama do DF. Para ela, a campanha consegue ser completa por unir arrecadação, distribuição e solidariedade. “A gente envolve a sociedade na arrecadação, ensinando dentro de casa porque é importante ter essa participação popular. Ao mesmo tempo que a gente faz a sociedade movimentar a sua área privada”, comentou.

Dose de alento

Ao lado da madrasta, Ana Maria Dias Ferreira, Giovani da Silva Pereira disse que vai usar o tablet que ganhou para assistir desenhos e se distrair com jogos

No Hospital da Criança, a entrega foi ainda mais especial. Sessenta e três crianças internadas ou em tratamentos de longa duração foram presenteadas com os brinquedos que pediram em cartinhas aos padrinhos e madrinhas solidários. Já outras 137 crianças das demais unidades de internação receberam os itens arrecadados na campanha. Ao todo, 200 brinquedos foram distribuídos no HCB.

A pequena Lana Rocha Teixeira, 3 anos, não tirou os olhos da boneca Minnie que recebeu das mãos da primeira-dama. O presente foi exatamente o que ela pediu na carta. O sorriso ao ganhar a personagem demonstrou o papel do brinquedo de trazer leveza em meio ao tratamento oncológico da menina. “Com certeza foi um dia bem especial. Nem sei o que dizer… Ela ficou muito feliz. Já chegou aqui e brincou com a boneca no chão. Isso ajuda muito”, declarou a mãe, a dona de casa Lucimara Viana Rocha, 36 anos.

A diretora executiva do Hospital da Criança de Brasília, Valdenize Tiziani, falou sobre a importância da ação: “Muitas vezes esses presentes são um pontinho de luz, um carinho, que vai transformar a jornada do tratamento, que é tão difícil”

Já o pequeno Giovani da Silva Pereira, 8 anos, ganhou um tablet. “Fiquei muito animado”, contou. O menino vai usar o aparelho para assistir desenhos e se distrair com jogos, enquanto precisa ficar internado para dar continuidade ao tratamento oncológico. “Achei muito bom, porque aqui dentro do quarto ele fica muito preso e sem ter o que fazer. Então foi maravilhoso, porque ele vai poder se divertir, se distrair, jogar, fazer o que quiser… E o tempo vai passar mais rápido”, avaliou a madrasta dele, a dona de casa Ana Maria Dias Ferreira, 61 anos.

A diretora executiva do Hospital da Criança de Brasília, Valdenize Tiziani, destacou que a ação garante um momento de alento e ajuda a amenizar o período de internação das crianças na unidade hospitalar. “Hoje é um dia muito feliz, estamos aqui comemorando o Dia da Criança, e o Hospital da Criança, como todos sabem, prima pela humanização do atendimento. Muitas vezes esses presentes são um pontinho de luz, um carinho, que vai transformar a jornada do tratamento, que é tão difícil”, definiu.

“Nem sei o que dizer… Ela ficou muito feliz”, diz Lucimara Viana Rocha, mãe de Lana Rocha Teixeira, 3 anos, que ganhou uma boneca Minnie

Para a presidente do Instituto do Câncer Infantil e Pediatria Especializada (Icipe), Ilda Peliz, o brinquedo recebido pelos pequenos atuará como uma espécie de remédio. “Com certeza é uma dose de medicamento e cura para a criança, porque o brinquedo vai ficar no leito ali com ela”, comentou.

Passeata lúdica

A iniciativa também esteve na Estrutural, onde a criançada teve a oportunidade de conhecer de perto a Caravana Solidária com os personagens Fofão, Chaves, Chiquinha e Homem Aranha percorrendo as ruas da cidade para entregar cerca de 2 mil brinquedos. O ponto de partida foi no Centro Olímpico e Paralímpico (COP) da Estrutural. Por lá, meninas e meninos acolhidos por 11 instituições assistiram apresentações teatrais, com muita pipoca e picolé.

“Quanto mais a população participar, quanto mais doações acontecerem, mais crianças aqui no Distrito Federal receberão brinquedos neste mês de outubro, que é o mês da criança”, diz a primeira-dama do DF, Mayara Noronha Rocha, que entregou, na Estrutural, brinquedos arrecadados pela campanha Vem Brincar Comigo | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília

Uma das instituições selecionadas para a ação foi a Creche Nova Esperança, localizada no Santa Luzia. A responsável pelo estabelecimento, Marleane Cordeiro, 43 anos, destacou a iniciativa do GDF em levar momentos como esse a crianças em vulnerabilidade.

“Hoje é um dia diferente e de muita alegria para todos os alunos. Vivemos em uma realidade em que nem todo pai ou mãe tem condição de dar um brinquedo em uma data comemorativa. Uma festa dessa para várias crianças faz toda a diferença. Às vezes não só pelo brinquedo, mas pelo amor e carinho que ganham das pessoas que participam da ação”, defendeu Marleane Cordeiro.

Ana Clara Souza foi uma das crianças que ganharam presente na ação da campanha Vem Brincar Comigo desta terça-feira (8)

A pequena Ana Clara Souza, 8, não conseguia conter a emoção. “Quando a tia falou ‘hoje vai ter festinha e vocês vão ganhar presente’ eu fiquei muito animada e ansiosa. Eu vim para brincar muito. Se eu pudesse escolher, pediria uma bicicleta”, disse a garotinha.

Participe

A campanha segue com doações até 10 de outubro em pontos de coleta distribuídos em diversos órgãos do GDF e nos batalhões do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), para facilitar a participação da população. Nas quatro edições anteriores, foram arrecadados e distribuídos 95 mil itens.

“Quanto mais a população participar, quanto mais doações acontecerem, mais crianças aqui no Distrito Federal receberão brinquedos neste mês de outubro, que é o mês da criança”, destacou a primeira-dama Mayara Noronha Rocha.

Podem ser doados brinquedos novos ou usados em bom estado. Os usados devem ser higienizados com álcool 70% e colocados em sacos transparentes. Já os novos podem ser mantidos em suas caixas originais.

 

 

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Pesquisa identifica oito planetas candidatos a ter vida extraterrestre

Estudo foi feito por pesquisador brasileiro no Observatório Nacional

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Vitor Abdala – Repórter da Agência Brasil

Um pesquisador brasileiro identificou oito planetas localizados fora do Sistema Solar, os chamados exoplanetas, que têm uma possibilidade maior de ter água em estado líquido e, consequentemente, permitir o desenvolvimento de vida. O levantamento foi feito pelo cientista Fábio Calabrio Evangelista da Silva, sob a orientação do professor Marcelo Borges Fernandes, do Observatório Nacional.

Silva analisou as informações de mais de 6 mil exoplanetas já descobertos até agora, a partir de um banco de dados da Nasa, a agência espacial estadunidense. Ele examinou informações como raio, densidade e distância em que orbitam em relação à estrela.

A partir dessas informações, conseguiu identificar aqueles que têm um raio e densidade semelhantes aos do planeta Terra. Separou também aqueles que estão na chamada zona de habitabilidade.

“A zona de habitabilidade é uma zona que possibilita a água líquida porque não é nem tão quente, mais próximo da estrela, e nem tão frio, para longe da estrela. Então é a zona perfeita. A gente chama de Goldilocks Zone, a Zona dos Cachinhos Dourados”, explica Silva.

Por fim, estimou as características da atmosfera, além da pressão e temperatura da superfície. Silva, então, elencou os oito exoplanetas mais parecidos com o nosso, portanto, com maiores possibilidades de possuir água em estado líquido e sustentar vida.

“A Terra é o único exemplo que a gente vai ter, por enquanto, para se definir vida, para se definir quais são as características necessárias para se ter água líquida”, afirma o pesquisador, que apresentou seu trabalho nesta semana, na 6ª edição do Astrobion, evento sobre astrobiologia organizado pelo Observatório Nacional, no Rio de Janeiro.

Dos oito exoplanetas, o mais parecido com a Terra é chamado de GJ 1002b, que, segundo a pesquisa do Observatório Nacional, tem 98% de similaridade com o nosso planeta.

Descoberto em 2022, o GJ 1002b, localiza-se a 16 anos-luz do nosso planeta (ou seja, a luz leva 16 anos para fazer o trajeto entre os dois planetas). Ele orbita uma estrela anã-vermelha (tipo M), que é mais fria que o Sol. Cada volta em torno da estrela, leva apenas 10 dias.

Busca por extraterrestres

“A gente está buscando um planeta que tenha condições similares à Terra. Mas isso não quer dizer que seja o único lugar possível de ter vida no universo, porque podem existir outras formas de vida que a gente ainda não conheça e que precisem de características químico-físicas diferentes”, ressalta o professor Marcelo Borges Fernandes.

A possibilidade de haver vida fora da terra é parte do imaginário popular há séculos. Na Grécia Antiga, pensadores já especulavam sobre a possibilidade de haver vida na Lua. A busca por organismos extraterrestres ganhou força com o início da corrida espacial, entre os anos 50 e 60.

Nas primeiras décadas, no entanto, a busca se focou em nosso Sistema Solar, em especial naqueles corpos celestes mais próximos da Terra, como a própria Lua e o planeta Marte, e na recepção de sinais enviados por eventuais civilizações extraterrestres.

Em 1992, no entanto, os primeiros exoplanetas, chamados de Poltergeist e Phobetor, foram descobertos. De lá para cá, foram mais de 6 mil descobertas na nossa galáxia, elevando assim o número de locais onde a vida pode ter se desenvolvido.

A busca por vida nesses locais, no entanto, é uma tarefa difícil, uma vez que todos eles estão a anos-luz da Terra, o que inviabiliza, pelo menos com a tecnologia existente, que sejam visitados. O estudo desses exoplanetas é feito por meio de observações intermediadas pela estrela à qual eles orbitam.

A forma de verificar a possível existência de vida nesses casos é através do exame da atmosfera desses exoplanetas. Telescópios, como o James Webb, possuem equipamentos que analisam as ondas de luz emitidas pela estrela quando o planeta está transitando em frente a ela. Esses aparelhos conseguem perceber as variações ocorridas quando elas interagem com a atmosfera do exoplaneta, já que cada substância química tem sua própria marca.

“Com alta resolução espectral, você pode ver se existe uma atmosfera, determinar a composição química da atmosfera e, com isso, você vai juntando cada pecinha do quebra-cabeça de forma tentar definir se aquele planeta pode ter condições ideais para existência da vida ou não”, explica Fernandes.

O que os cientistas que buscam vida fora da Terra, os chamados astrobiólogos, buscam são as chamadas bioassinaturas. São substâncias ou uma combinação delas que, na Terra, são comumente produzidas pela ação de mecanismos biológicos, como é o caso da coexistência dos gases metano e oxigênio.

Recentemente um estudo liderado pela Universidade de Cambridge analisou a atmosfera do exoplaneta K2-18b e encontrou sinais de metano e dióxido de carbono. Também foi detectada uma assinatura que poderia ser sulfeto de dimetila (DMS), uma molécula que, na Terra, é produzida apenas por seres vivos, como os fitoplânctons.

Como este é um planeta que tem probabilidade de ser coberto por um oceano de água global, veículos de imprensa noticiaram que cientistas haviam descoberto sinais de vida em um planeta distante.

Evidências

O problema é que muitas das bioassinaturas, inclusive as substâncias encontradas em K2-18b, poderiam ser produzidas também por meios abióticos, como processos geológicos ou radiação.

“A gente tem que ter sempre muito cuidado para analisar isso e comparar com o único exemplo que a gente tem, que é a Terra, para saber se a única explicação seria uma fonte de vida ou se pode ser de fontes geológicas ou atmosféricas não ligadas à vida, que reproduziriam aquela possível bioassinatura”, ressalta Fernandes.

De acordo com o pesquisador do Laboratório Analítico de Astrobiologia da Nasa José Aponte, encontrar bioassinaturas de forma isolada no espaço não é sinal inequívoco de vida. “Nenhuma análise, por si só, pode garantir uma confirmação definitiva [da existência de vida]. É preciso haver mais de uma linha de evidência para que isso aconteça”.

Aponte destaca que a combinação de três aspectos pode ser um forte indicador de que aquelas bioassinaturas são mesmo produzidas por seres vivos. O primeiro seria a repetição de moléculas no ambiente. “Se aquela molécula se repete exaustivamente e isso é consistente depois de várias medições, isso poderia representar uma bioassinatura”.

A segunda linha de evidências seria a predominância de um tipo de quiralidade. Moléculas quirais são aquelas que têm a mesma estrutura química, mas não são exatamente iguais. Algumas desviam a luz para a esquerda e outras, para a direita. Um bom exemplo para explicar isso são as mãos esquerda e direita. Elas são a imagem espalhada uma da outra, mas se formos sobrepô-las (ambas com as palmas para baixo), elas não se encaixam.

Na Terra, os organismos usam quase que exclusivamente os aminoácidos de configuração L (ou seja, são como nossa mão esquerda), salvo poucas exceções. Já os açúcares são praticamente todos de configuração D (isto é, como a mão direita). “Então uma segunda linha de evidência seria encontrar a predominância de um tipo de molécula quiral [no lugar investigado]”.

E a terceira linha de evidências seria a análise de isótopos, isto é, elementos químicos que têm massas diferentes. Na Terra, a vida tem preferência pelos isótopos mais leves, como o carbono 12, em vez do carbono 13, e pelo hidrogênio em vez do deutério (isótopo mais pesado do hidrogênio).

“Bioassinaturas em outros lugares também poderiam ser ricas nos isótopos mais leves. Então, não se trata apenas de encontrar uma única molécula, mas sim de encontrar mais de uma linha de evidência combinada”, explica o pesquisador da Nasa.

Ingredientes da vida

Mesmo aquelas moléculas orgânicas que são chamadas de ingredientes da vida, como os aminoácidos ou as bases nitrogenadas que formam nosso código genético, não podem ser consideradas provas da existência de vida extraterrestre.

Aponte é parte do grupo de cientistas que analisou amostras de rochas coletadas por uma sonda no asteroide Bennu, que orbita próximo à Terra. Dezenas de moléculas orgânicas foram detectadas no corpo celeste, entre elas os três componentes dos ácidos nucleicos: fosfatos, o açúcar ribose (que é parte da estrutura do RNA, o ácido ribonucleico) e as cinco bases nitrogenadas que formam os nucleotídeos de todos os seres vivos: adenina, guanina, citosina, timina e uracila.

Também foram detectados, nada menos que 14 dos 20 aminoácidos usados na produção de proteínas pelos organismos terrestres, inclusive o triptofano, que nunca havia sido observado em amostras extraterrestres.

Nada disso, no entanto, é sinal de vida extraterrestre, já que essas moléculas podem ter sido formadas de forma abiótica pela ação de radiação ou de reações químicas em um ambiente aquoso, há centenas de milhões de anos.

“No caso de encontrarmos um composto do tipo nucleotídeo ou uma cadeia de RNA, a história é outra. Isso poderia ser uma evidência mais robusta, porque moléculas como essas são muito frágeis e se decompõem muito rapidamente em termos geológicos”, afirma Aponte.

Expectativas

Apesar das dificuldades para se localizar vida fora da Terra, há grandes expectativas em relação a futuras missões não tripuladas dentro do próprio Sistema Solar, como a Europa Clipper, que deve chegar, em 2030, a Europa, satélite que orbita Júpiter. Há indícios de que, sob a crosta de gelo dessa lua joviana, exista um oceano de água salgada, que pode ter condições de abrigar vida.

Outra missão, a Dragonfly, deverá ser lançada em 2028, rumo a Titan, uma das luas de Saturno, que possui uma atmosfera possivelmente rica em nitrogênio, além de metano em forma líquida em sua superfície. O robô, que tem o mesmo nome da missão, deve chegar a Titan em 2034 e buscará indicadores químicos de vida baseada em água ou em hidrocarbonetos, como o metano.

Há expectativas também em relação a outra lua de Saturno, Enceladus, que, assim como Europa, também pode abrigar um oceano sob sua crosta de gelo; e a Marte, onde há calotas de gelo e possivelmente reservatórios subterrâneos de água.

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Voluntários transformam tempo em cuidado há 61 anos no Hospital de Base

Com 52 integrantes, serviço acolhe pacientes e ajudou a abrir caminho para outras iniciativas de voluntariado na unidade 

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Agência Brasília | Edição: Plácido Fernandes

Há 61 anos, o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) conta com pessoas que escolheram transformar tempo e disposição para ajudar em uma forma de cuidado. Criado em 1965, o Serviço Auxiliar de Voluntários (SAV) acompanha quase toda a trajetória do hospital, que completou 66 anos, e mantém o paciente no centro de sua atuação. Atualmente, 52 voluntários participam de atividades como acolhimento nos leitos, reiki, doação de kits de higiene e artigos hospitalares, além de ações voltadas à socialização e ao bem-estar. Ao longo de seis décadas, o SAV também ajudou a abrir espaço para a chegada de outras iniciativas de voluntariado ao HBDF.

Para ser voluntário, basta procurar o escritório do serviço no Hospital de Base para passar por uma entrevista. Outra opção é realizar o cadastro pelo site da entidade, preencher o formulário disponível e aguardar o contato da equipe. A presidente do SAV, Vandelícia Dias, ressalta que não é preciso ter experiência para participar, mas disposição para doar tempo.

Voluntários visitam paciente no Hospital de Base: “O primordial é o acolhimento, é ceder seu tempo para ouvir a outra pessoa. Pode ser que ele precise de alguém para conversar”, observa a presidente do SAV, Vandelícia Dias | Fotos: Divulgação

Para Vandelícia Dias, a essência desse trabalho está na disponibilidade para o outro. “O primordial é o acolhimento, é ceder seu tempo para ouvir a outra pessoa. Pode ser que ele precise de alguém para conversar”, afirma.

Desde 2010, a entidade alcança uma média de 3,7 mil acolhimentos a pacientes por mês, entre atendimentos realizados dentro do hospital e itens doados. Parte das ações é viabilizada com recursos obtidos por meio das vendas do bazar do SAV, abastecido por doações. “No que estiver dentro da nossa condição, nós sempre iremos ajudar. De pouquinho em pouquinho, nós vamos atendendo as demandas e espalhando o bem”, comemora Vandelícia.

 

Uma história construída dentro do hospital

Fundado pelo médico Oscar Moren, o SAV iniciou o trabalho com foco na pediatria e, ao longo dos anos, ampliou a atuação para outras áreas do Hospital de Base. Entre as frentes que ganharam destaque está a psiquiatria, onde são desenvolvidas atividades lúdicas voltadas para a socialização e o bem-estar dos pacientes.

Essa trajetória também contribuiu para fortalecer a presença do voluntariado na unidade. “O SAV e o Hospital de Base caminharam juntos desde o começo. Nosso trabalho abriu portas e permitiu que outras instituições também viessem para cá. Servimos de exemplo”, afirma Vandelícia.

Atividades lúdicas voltadas à socialização e ao bem-estar dos pacientes ganharam destaque nas atividades dos voluntários no HBDF

Ao mesmo tempo em que acolhe pacientes, o trabalho deixa marcas em quem escolhe dedicar parte da própria vida ao outro. Salete Paulina Malinski entrou para o SAV há 29 anos, depois de ouvir no rádio um anúncio que convidava pessoas para o voluntariado.

“Amo trabalhar com pacientes. A gente sempre consegue levar um pouco de alegria, um pouco de leveza. Gosto de me doar para os outros, de conversar e de trazer paz. Me sinto muito bem”, confessa.

Se Salete carrega quase três décadas de experiência, Rosimeire Costa representa quem está começando essa trajetória. Aposentada, ela decidiu dedicar parte do tempo livre ao voluntariado e integra o SAV há dois meses.

“Aqui, você consegue ser uma gotinha de coisas boas na vida de outras pessoas. É muito gratificante promover um momento de descanso, de alegria, de descontração a um paciente que está passando por um momento difícil. Isso traz sentido para a vida”, comemora.

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Câmara Legislativa realiza sessão solene em homenagem ao Beach Tennis e ao Tênis

Cerimônia está marcada para terça-feira (22), a partir das 19h, e terá transmissão ao vivo pela TV Câmara Distrital e pelo YouTube

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Foto: Francisco Arrais

Homenagem presta reconhecimento público a atletas, professores, treinadores, dirigentes e organizações que contribuem para o fortalecimento do Beach Tennis e do Tênis no DF

A Câmara Legislativa fará uma sessão solene, na próxima terça-feira (22), às 19h, em homenagem ao Beach Tennis e ao Tênis. De autoria do deputado Martins Machado (Republicanos), o evento visa destacar a relevante contribuição dessas modalidades para o desenvolvimento do esporte no Distrito Federal. A solenidade ocorrerá no plenário e será transmitida ao vivo pela TV Câmara Distrital.

De acordo com Martins Machado, além de promover hábitos saudáveis, as modalidades incentivam a disciplina, a superação de desafios e a convivência social. “A expansão dessas práticas esportivas também gera impactos positivos na economia local, por meio da realização de torneios, eventos, capacitações e atividades ligadas ao setor esportivo, promovendo oportunidades de trabalho e fortalecendo o turismo esportivo”, ressalta o distrital.

Ainda de acordo com o parlamentar, a homenagem representa o reconhecimento público aos atletas, professores, treinadores, dirigentes, organizadores de eventos, clubes e academias que contribuem para o fortalecimento do Beach Tennis e do Tênis no DF.

Agência CLDF

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