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Time de futebol americano feminino da capital, Brasília Pilots fará seletiva de atletas no sábado (25)
Composta por 35 veteranas, a equipe busca novas integrantes visando o campeonato brasileiro; a participação na competição é viabilizada com recursos do programa do GDF, Compete Brasília
Por Adriana Izel, da Agência Brasília | Edição: Vinicius Nader
Único time de futebol americano feminino a representar o Distrito Federal e o Centro-Oeste no campeonato brasileiro da modalidade, o Brasília Pilots quer ampliar o número de atletas. No próximo sábado (25), a partir das 9h, a equipe fará a primeira seletiva de 2025 por meio de um treino aberto no gramado do Congresso Nacional, na Esplanada dos Ministérios. Podem participar mulheres a partir de 16 anos. A inscrição deve ser feita via formulário online, mediante o pagamento de uma taxa de R$ 10 e a doação de um quilo de ração ou materiais de higiene e limpeza para cães e gatos.
Durante a seletiva, as interessadas terão acesso a chuteira, kit de hidratação e instruções sobre o esporte. “Não temos uma idade máxima. Deixamos aberto para qualquer mulher desde os 16 anos, que é a idade mínima para competir. Será um treino aberto em que vamos instruir sobre o esporte, por isso não precisa necessariamente conhecer a modalidade. Basta querer conhecer”, explica a diretora esportiva e atleta do Brasília Pilots, Stefany Sales.
O time veterano de futebol americano treina duas vezes por semana, em frente ao Congresso Nacional e no Planetário | Foto: Divulgação
Após a seletiva, as atletas novatas irão compor o time de base e terão treinos específicos antes de passarem a compor o time veterano, que costuma treinar duas vezes por semana: nos gramados do Planetário, às quintas; e nos do Congresso Nacional, aos sábados.
Atualmente, a equipe conta com 35 atletas. O objetivo é aumentar a equipe já que a modalidade permite até 52 inscritos. “Para um campeonato, o mínimo é ter 25 atletas inscritas e pode chegar até 52. Quanto mais atleta, melhor. Até porque é preciso ter pelo menos 11 atletas de ataque e 11 de defesa. O ideal seria ter mais 11 no time de especialistas”, explica. “Estamos no pré-competitivo, que é um momento de preparação física, então é ideal para recrutar novas atletas”, complementa Stefany.
O Campeonato Brasileiro de Futebol Americano Feminino promovido pela Confederação Brasileira de Futebol Americano (CBFA) costuma ocorrer em meados de julho durante a temporada oficial do esporte. No ano passado, o Brasília Pilots competiu com equipes do Paraná e de São Paulo e terminou na terceira posição.
Apoio governamental
O programa Compete Brasília arca com o custos de transporte terrestre e com a estrutura para treinamento | Foto: Divulgação
Desde o início da competição nacional, a participação do time brasiliense fundado em 2016 se dá por meio do programa do Governo do Distrito Federal (GDF), Compete Brasília, que arca com os custos de transporte de atletas de alto rendimento.
“Temos um sentimento de gratidão, porque se não fosse o programa Compete Brasília, o Pilots não conseguiria existir. Temos uma organização estruturada, mas ainda assim é um esporte amador, então as atletas têm que arcar com seus custos. Jogamos contra times de outros estados na competição nacional e é o Compete Brasília que proporciona o translado da comissão e das atletas”, destaca a diretora esportiva.
Este ano, em fevereiro, 10 atletas e quatro membros da comissão técnica do Brasília Pilots farão outra viagem viabilizada com o Compete Brasília. Os 14 integrantes do time irão compor a Seleção Brasileira em um campeonato intercontinental que terá a participação do Brasil, dos Estados Unidos, de Honduras, do Canadá e da Colômbia. A disputa será de 11 a 17 de fevereiro em Medellín, na Colômbia.
Para o secretário de Esporte e Lazer do Distrito Federal, Renato Junqueira, o programa Compete Brasília é uma forma de o GDF fornecer suporte adequado aos esportistas. “Nossa responsabilidade, enquanto poder público, é garantir que esses atletas sejam apoiados em todos os momentos da jornada. Isso inclui fornecer recursos adequados, oportunidades de treinamento de qualidade e um ambiente propício para o desenvolvimento de seus talentos”, comenta.
Em 2024, o programa atendeu mais de cinco mil atletas. Com quase R$ 7,3 milhões investidos, o programa garantiu 787 viagens nacionais, 403 internacionais e 144 terrestres, permitindo que atletas do Distrito Federal marcassem presença em competições de destaque no Brasil e no mundo. “Isso representa um salto expressivo no fomento ao esporte no DF. Oportunizar aos atletas a competição em outros estados e até mesmo internacionalmente é dar também condições possíveis para alcançar o sucesso em suas carreiras esportivas”, complementou Junqueira.
1ª Seletiva do Brasília Pilots
Data: sábado (25)
Hora: 9h
Local: Esplanada dos Ministérios – Gramado das bandeiras (em frente ao Congresso Nacional)
Inscrição: R$ 10 + 1 kg de ração ou materiais de higiene e limpeza para cães e gatos. Os itens arrecadados serão doados para a ONG Abrigo da Marci
Informações: Instagram do Brasília Pilotis.
* Observação: Ir com roupas leves de academia e chuteira de futebol de campo

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UnB tem finalistas no Prêmio Jabuti Acadêmico 2026
Obras dos docentes Edileuza Penha, Gabriele Cornelli e Elimar Pinheiro concorrem nas áreas de Artes; Tradução; e Ciências Agrárias e Ciências Ambientais. Premiação ocorre em 11 de agosto, em São Paulo
- Da Secretaria de Comunicação da UnB
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UnB marca presença entre os finalistas na tradicional premiação brasileira com coletâneas e obra traduzida. Arte: Secom UnB Alegria, reconhecimento coletivo e satisfação por ver trajetórias acadêmicas alcançarem projeção nacional são algumas das sensações que aproximam os três docentes da Universidade de Brasília finalistas do Prêmio Jabuti Acadêmico 2026.
As três publicações que representam a instituição na lista final de uma das principais premiações do país contemplam conhecimentos de áreas distintas. Indicada na categoria Artes, a coletânea organizada pela professora Edileuza Penha de Souza e por Ceiça Ferreira, doutora em Comunicação pela UnB, aborda o cinema negro realizado por mulheres.
Já a interpretação contemporânea de um diálogo de Platão, feita por Gabriele Cornelli, concorre na área de Tradução. O protagonismo dos jovens diante das mudanças climáticas é o eixo central do livro organizado por Elimar Pinheiro do Nascimento e Alfredo Pena-Vega, finalista no grupo das Ciências Agrárias e Ciências Ambientais.
Os autores concordam que, para além de seus trabalhos individuais, as indicações valorizam os temas, as equipes e os espaços de pesquisa que permeiam a produção das obras.
“É uma maravilha que a gente tenha, numa única universidade no Centro-Oeste, três docentes finalistas dessa edição do Prêmio Jabuti“, comemora Edileuza Penha, professora vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Direitos Humanos e Cidadania do Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares (PPGDH/Ceam/UnB).
O Prêmio Jabuti Acadêmico, criado em 2024, reconhece e valoriza livros científicos, técnicos e profissionais publicados no Brasil. A edição de 2026 recebeu mais de 2 mil inscrições em categorias que estão distribuídas nos eixos Ciência e Cultura ou Prêmios Especiais. Os autores vencedores receberão uma estatueta do Jabuti Acadêmico, além da premiação de R$ 5 mil. As editoras responsáveis pelas obras também serão contempladas com o troféu.
Os vencedores serão conhecidos em 11 de agosto, durante cerimônia no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo. O evento será transmitido ao vivo pelo canal da Câmara Brasileira do Livro no YouTube.
>> Conheça todos os finalistas da 3ª edição do Prêmio Jabuti Acadêmico

“Os nossos filmes, na maioria das vezes, não vinham sendo curados, não vinham sendo sequer falados”, afirma Edileuza Penha, coautora da obra Cinema negro no feminino: afetos e pertencimentos além das telas. Foto: Arquivo pessoal MULHERES PROTAGONISTAS – Organizada por Edileuza Penha e Ceiça Ferreira, a coletânea Cinema negro no feminino: afetos e pertencimentos além das telas reúne pessoas negras, em sua maioria, para destacar narrativas e intersecções entre gênero, raça e os processos do “fazer cinema”.
Para Penha, a obra incorpora aos campos da comunicação, do audiovisual e das artes as experiências de mulheres negras em espaços historicamente marcados pela predominância masculina e branca. “A principal contribuição é dar visibilidade a um cinema que, durante muito tempo, foi marginalizado”, sintetiza.
Organizado em quatro eixos, o livro inclui discussões sobre a pesquisa e a construção do cinema negro como campo de estudos e sobre as dimensões estética e política dessas produções. Resgata ainda a memória de pioneiras como Adélia Sampaio e Antônia Ágape, aprofundando questões relacionadas à visibilidade das mulheres negras na história do cinema, bem como traz artigos sobre crítica, curadoria e exibição.
“Os nossos filmes, na maioria das vezes, não vinham sendo curados, não vinham sendo sequer falados”, observa a pesquisadora, que também dirigiu curtas-metragens premiados, entre eles Filhas de Lavadeiras (2019) e Vão das Almas (2023).
Penha conta que, durante o percurso para a publicação do livro, a proposta recebeu respostas negativas de quatro editoras. Tornou-se possível depois que o trabalho foi contemplado pela iniciativa Rouanet nas Favelas. A obra foi publicada pela editora Nau e já é adotada em cursos de mestrado e doutorado em cinema, a exemplo da Universidade Federal Fluminense.
A indicação ao Jabuti Acadêmico chega em um momento especial para as autoras, pois evidencia “o reconhecimento de um trabalho silencioso e de formiguinha”. “Estamos muito felizes, estou explodindo de alegria. A indicação é uma grande vitória”, celebra Edileuza Penha.
A docente da UnB ainda defende a inserção de uma disciplina voltada às relações raciais nos currículos das licenciaturas, uma formação que contribuiria para preparar futuros docentes de diferentes áreas e pertencimentos raciais para compreender a diversidade da sociedade brasileira, com ênfase na educação para as relações étnico-raciais.
OBRA CLÁSSICA – O professor do Departamento de Filosofia Gabriele Cornelli é finalista com uma nova tradução de Fédon, de Platão. O livro traz o último dia de Sócrates, condenado a beber veneno, com abordagens sobre conhecimento, vida filosófica, morte, alma e justiça.

Tradução de Fédon é resultado da tese defendida por Gabriele Cornelli, em 2024, para promoção a professor titular na UnB. Foto: Arquivo pessoal “‘Acreditamos que a morte seja algo?‘ Essa é a pergunta com que Sócrates inicia sua discussão com os amigos, em seu último dia”, explica Cornelli. O personagem procura demonstrar que a morte não seria o fim do ser humano nem algo que um filósofo deveria temer. Platão também apresenta Sócrates encontrando familiares e amigos, preparando o corpo para a morte, rindo, realizando gestos de carinho, permanecendo em silêncio e, finalmente, tomando o veneno.
“No Fédon, a morte não é somente discutida. Ela é também, e sobretudo, representada”, afirma o tradutor. “O corpo de Sócrates que morre embaralha o discurso filosófico. A lógica dos argumentos esmaece, por vezes, na frente do desejo de persuadir e consolar os amigos.”
O pesquisador conta que, ao realizar a tradução, procurou recuperar o caráter público e cotidiano da filosofia de Platão. Para ele, o filósofo grego desenvolveu o pensamento filosófico por meio do diálogo e do debate sobre questões como felicidade, justiça e linguagem.
De acordo com Cornelli, Platão não procurou criar uma linguagem técnica separada da vida cotidiana. Por isso, uma tradução excessivamente formal poderia passar a impressão de que o filósofo não fala a língua das gerações atuais ou de que a filosofia não pode ser plenamente expressa em português brasileiro.
Assim, o docente destaca que trabalhou com recursos próprios da nossa língua ao traduzir o clássico. Um exemplo está na passagem em que Sócrates procura consolar Fédon, sentado em um banco abaixo dele. O verbo utilizado no texto grego significa apertar ou pressionar para descrever um movimento realizado nos cabelos do jovem.
“Os tradutores de outros idiomas sofreram muito para traduzir esse estranho movimento de uma pressão nos cabelos. Mas o português brasileiro me regalou imediatamente: Sócrates, para consolar Fédon, ‘fez cafuné’ nele”, relata.
A edição foi publicada pela Companhia das Letras, na coleção Clássicos Penguin. Além do trabalho com a língua, Cornelli propõe uma leitura crítica da apropriação histórica do platonismo por discursos coloniais e por concepções de superioridade da cultura europeia.
Segundo ele, ideias associadas a Platão foram utilizadas ao longo da modernidade para justificar hierarquias, processos de colonização e projetos de supremacia racial ou cultural. A tradução e os comentários procuram retornar ao texto para separar a obra dessas interpretações posteriores.
O livro é resultado da tese defendida pelo tradutor, em 2024, para sua promoção a professor titular da UnB, coroando seus 20 anos de trabalho na Universidade. A trajetória inclui as atividades desenvolvidas na Cátedra Unesco Archai sobre as Origens Plurais do Pensamento Ocidental, coordenada por ele desde 2011.

“O futuro está nas mãos dos e das jovens”, defende Elimar Pinheiro sobre a necessidade de ação e protagonismo da juventude para mudar a trajetória das mudanças climáticas no mundo. Foto: Arquivo pessoal JOVENS E CLIMA – Concorrendo na área de Ciências Agrárias e Ciências Ambientais, o livro Juventude e Clima: Vozes e Futuro foi coordenado por Alfredo Pena-Vega e pelo professor Elimar Pinheiro do Nascimento, do Programa de Pós-Graduação do Centro de Desenvolvimento Sustentável (CDS/UnB). A obra teve colaboração de 20 autores entre cientistas e jovens de Brasil, França, Áustria, Chile e Colômbia.
A motivação central é mostrar como os jovens reagem às mudanças climáticas, em especial aos eventos climáticos extremos. A obra reúne reflexões científicas, experiências de diálogo entre pesquisadores e jovens e propostas de atuação em diferentes territórios.
Para Pinheiro, o enfrentamento das mudanças climáticas exige estudos que permitam compreender com precisão as causas e os desdobramentos do fenômeno. Entretanto, segundo o pesquisador, a produção de conhecimento precisa ser acompanhada de decisões e ações capazes de alterar a trajetória das mudanças provocadas pelas atividades humanas. “Conhecer não é suficiente. É preciso, com base nos achados científicos, agir.”
Nesse sentido, a contribuição do livro é mostrar que os jovens não devem ocupar apenas o lugar de pessoas afetadas pelas mudanças climáticas, mas podem participar da construção de respostas científicas, políticas e sociais para o problema. O programa internacional Global Youth Climate Pact (GYCP), cuja experiência é tratada na obra, demonstra como os participantes se apropriam dos conhecimentos científicos, tomam iniciativas, mobilizam a criatividade e agem diante dos efeitos das mudanças climáticas.
A publicação é dividida em quatro partes, apresentando análises das mudanças climáticas de maneira simples e acessível. Os capítulos abrangem desde a educação ambiental até as transformações na concepção de desenvolvimento sustentável; analisam como os jovens brasileiros compreendem as mudanças climáticas, suas causas e os impactos; e trazem depoimentos de jovens que participaram do GYCP.
A obra também reuniu propostas para a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima formuladas por especialistas e integrantes de povos originários.
A indicação ao Jabuti foi recebida por Elimar Pinheiro como um reconhecimento que ultrapassa a trajetória dos autores e coordenadores. “Foi não apenas uma alegria pessoal e profissional, mas também uma alegria cidadã: o reconhecimento da importância do protagonismo dos jovens na luta do clima”. O docente reitera: “O futuro está nas mãos dos e das jovens.”
ATENÇÃO – As informações, as fotos e os textos podem ser usados e reproduzidos, integral ou parcialmente, desde que a fonte seja devidamente citada e que não haja alteração de sentido em seus conteúdos. Crédito para textos: nome do repórter/Secom UnB ou Secom UnB. Crédito para fotos: nome do fotógrafo/Secom UnB.
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