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Audiência pública discute falta de vagas em creches no Distrito Federal

A deputada Paula Belmonte afirmou que “São Sebastião, Recanto das Emas e Água Quente são algumas das regiões que mais sofrem com a falta de vagas.”

 

Foto: Rinaldo Morelli/CLDF

 

Na manhã desta quinta-feira (13), a Câmara Legislativa do Distrito Federal debateu a situação das vagas nas creches públicas no DF. A audiência, presidida pela deputada Paula Belmonte (Cidadania), reuniu autoridades e especialistas que destacaram a necessidade de ampliar a oferta de vagas para atender a demanda de mais de três mil crianças que aguardam por um lugar em creches.

Durante o encontro, Belmonte ressaltou que a questão das creches vai além da infraestrutura, abrangendo o impacto no desenvolvimento cognitivo, social e emocional das crianças. A parlamentar também mencionou a desigualdade na distribuição das unidades educacionais no DF.

“O Distrito Federal, hoje, tem 125 creches nas regiões administrativas, sendo a maior concentração em Samambaia, com 29 creches, enquanto outras, como São Sebastião, tem apenas duas”, citou Belmonte. “São Sebastião, Recanto das Emas e Água Quente são algumas das regiões que mais sofrem com a falta de vagas.”

Além da falta de instituição escolares, Carlos Galvão, administrador regional do Recanto das Emas, destacou a existência de um processo burocrático que dificulta a transferência de crianças entre as unidades públicas, mesmo quando há vagas disponíveis. “Às vezes a residência em que a criança mora e a creche é uma distância considerável a família não tem condição de pagar esse transporte”, disse.

 

Direito

 

Gustavo Henrique da Silva Camargos, presidente da Associação de Conselheiros Tutelares do Distrito Federal (ACTDF), pontuou que as condições de alimentação, trabalho e renda das famílias afetam diretamente o desenvolvimento infantil. “Quando uma mãe tem onde levar o seu filho para ficar em segurança durante o dia enquanto se desloca até o trabalho, ela consegue trabalhar e dedicar o seu tempo a ampliar a renda daquele núcleo familiar”, frisou.

Segundo Camargos, a situação das vagas em creches no DF é uma questão desde 1993, com a Ação Civil Pública (ACP), proposta pelo Ministério Público, que representou um passo importante na busca por garantir o direito à creche para todas as crianças do DF. A sentença favorável ao DF, determinava o zeramento das vagas e gerou a expectativa de que o problema fosse resolvido.

“Em 2019, foi apresentado pelo Governo do Distrito Federal um programa de ampliação das vagas em creches que contemplava os anos de 2019 até 2022. Não teve o comprimento integral por parte do GDF dentro dessa ação civil pública”, relatou Camargos.

De acordo com o presidente da ACNTF, no ano passado, foi criada uma nova mesa de conciliação com o objetivo de buscar soluções para o problema da falta de vagas em creches no Distrito Federal. A iniciativa envolveu a Defensoria Pública, o Ministério Público, o Conselho Tutelar e a Secretaria de Educação, para articular com o GDF, uma forma de zerar as filas de espera.

 

Medidas

 

Durante a audiência, Paula Belmonte compartilhou as medidas e avanços voltadas para a educação infantil em sua gestão como presidente da Comissão de Fiscalização, Governança, Transparência e Controle (CFGTC) no biênio 2023-2024.
“Ano passado, tivemos uma situação em que a merenda escolar das crianças estavam com pouco acesso à proteína, não tinha ovos e leite. Através do grupo de trabalho que desenvolvemos na Câmara, conseguimos fazer com que a secretaria se movimentasse e a parte burocrática dessa aquisição de alimentação foi totalmente mudada”, destacou.

A parlamentar também mencionou suas ações como deputada federal, em que destinou emendas para construção do Centro de Educação Infantil da Universidade de Brasília (CEI-UnB), inaugurado em agosto de 2024, com capacidade para atender 121 crianças de 4 meses a 5 anos, filhas de estudantes, servidores técnico-administrativos, terceirizados e docentes da UnB, além de crianças da comunidade em geral.

“Nós mulheres sabemos que para manter a nossa profissionalização, muitas vezes deixamos de ter oportunidades por não termos com quem deixar os nossos filhos. Essa creche é uma oportunidade para elas conseguirem”, frisou. “Entregamos a creche equipada e fizemos um convênio com a Secretaria de Educação para que as crianças estejam lá e elas começaram dia 10 de fevereiro.”

Amanda Gonçalves, estagiária sob supervisão de Bruno Sodré/Agência CLDF

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DF disponibiliza banco de perucas para pessoas em tratamento contra o câncer

Atendimento é gratuito e requer documento pessoal e relatório médico atualizado

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Jak Spies, da Agência Brasília | Edição: Chico Neto

Mulheres em tratamento de saúde que causa a perda de cabelos contam com atendimento gratuito para doação de perucas no Distrito Federal. Para a prestação do serviço, há um banco com cerca de 300 perucas, renovado a cada dois meses. O atendimento ocorre diariamente, conforme a demanda, com limite de uma peça por pessoa.

As perucas são produzidas por voluntários a partir do reaproveitamento de cabelos naturais doados. A iniciativa reúne a confecção de próteses mamárias, cortes de cabelo e barba, além do fornecimento de toucas e lenços. Há necessidade de novos voluntários para a produção, que oferece capacitação para os interessados.

Como doar

Para a doação, a orientação é separar mechas com no mínimo 20 centímetros, prender os fios antes do corte e entregá-los secos, em saco ou envelope. Fios com química ou coloração também podem ser entregues. O recebimento das doações de cabelo ocorre das 8h30 às 12h e das 13h às 16h. Para confirmar os dias de atendimento, a orientação é entrar em contato pelo telefone (61) 3364-5467.

 

A oficina também recebe insumos para a confecção das peças, como telas, linhas de náilon ou tecelagem, silicone adesivo selante, tecido do tipo voil, xampu e condicionador.

Como acessar o serviço

O atendimento é voltado a pessoas que passam por tratamento de saúde com perda de cabelo. O critério informado é estar preferencialmente sem cabelos e apresentar documento de identificação pessoal com foto e relatório médico atualizado, emitido nos últimos seis meses.

O cadastro é feito na Sala de Acolhimento da Rede Feminina, situada no ambulatório do Hospital de Base do Distrito Federal (Corredor 5). Após o registro, são apresentados os modelos, tamanhos e cores para escolha do beneficiário. Informações sobre serviços, voluntariado e doações também estão disponíveis neste site e no perfil oficial @‌redefemininabrasilia.

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Livro sobre participação das mulheres na política do DF será lançado na CLDF na quinta (13)

Obra da advogada Janaina Rodrigues analisa uma década de participação feminina na Câmara Legislativa

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Foto: Reprodução

Livro é fruto de dissertação de mestrado e se dirige a parlamentares, lideranças partidárias, ativistas, estudantes e pesquisadoras, além do público em geral

A Câmara Legislativa do Distrito Federal sediará, no próximo 13 agosto, a partir das 19h, o lançamento do livro Mulheres na Política Distrital: A Representação Feminina na Política Distrital, de autoria da advogada Janaína Rodrigues de Sousa. A obra analisa a participação feminina na política do Distrito Federal a partir de 2013 — ano em que a Câmara Legislativa do Distrito Federal implementou a Procuradoria Geral da Mulher. O lançamento será transmitido ao vivo pela TV Câmara e no YouTube.

A obra, que será lançada no dia 13, nasceu durante o mestrado da autora. Janaína destaca que o livro se dirige a mulheres que atuam ou desejam atuar na política, a parlamentares, lideranças partidárias, ativistas, estudantes e pesquisadores, além do público em geral. Ela espera também incentivar novas pesquisas sobre o tema na Câmara Legislativa. “Desejo que ele sirva como instrumento de formação política e de conscientização. Quero que as pessoas compreendam que a participação feminina não interessa apenas às mulheres — ela é indispensável para fortalecer a democracia e tornar as políticas públicas mais representativas.”

O livro mapeia os obstáculos que as mulheres enfrentam ao longo da trajetória política, com ênfase nas barreiras que persistem mesmo após a eleição. “Mesmo ocupando uma cadeira no Parlamento, muitas mulheres continuam afastadas dos principais espaços de poder, como a Mesa Diretora, as presidências de comissões estratégicas — o que chamamos de hard politics — e as relatorias de maior relevância. É o chamado ‘teto de vidro’: uma barreira muitas vezes invisível que permite a presença das mulheres, mas dificulta seu acesso ao poder real de decisão”, explica a autora.

Para Janaína, ocupar espaço não é suficiente se não vier acompanhado de poder de decisão. “Eu acredito que a presença das mulheres na política não pode ser apenas simbólica. Nós precisamos ocupar os espaços onde as decisões são tomadas, transformar nossas experiências em leis e a nossa voz em poder. Não estamos pedindo licença para participar da história — estamos assumindo o protagonismo de escrevê-la. A política é, também, um espaço para chamar de nosso. Precisamos de mais mulheres nos representando”, conclui.

Serviço
Lançamento do livro Mulheres na Política Distrital: A Representação Feminina na Política Distrital
Local: Foyer do Plenário
Quando: 13 de agosto, às 19h

Ana Carolina Rubo (sob supervisão de Ivan Iunes)

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Estudante cria jogo para apresentar funções do Ministério Público

Trabalho de estagiário foi destaque do MP na Rio Innovation Week

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Alana Gandra – repórter da Agência Brasil

 

Em meio a grandes marcas de tecnologia e inovação, a ideia de um universitário de 19 anos movimentou o estande do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) na Rio Innovation Week, na semana passada. Arthur Almeida Santos, de 19 anos, desenvolveu um jogo para explicar de forma lúdica as atribuições do órgão em que estagia.

Quando soube que a proposta do MP era desenvolver um quizz, jogo de perguntas e respostas, o ex-aluno da área de programação de jogos digitais da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec) levantou a mão para discordar.

“Pedi licença e disse que ‘quizz’ não é engajante. Perguntei por que não um jogo? E eles me deram o trabalho de desenvolver”, contou, em entrevista à Agência Brasil, o jovem de Quintino, na Zona Norte do Rio.

A ideia que ele deu foi “simples”, resume: as pessoas precisavam classificar, entre várias atribuições do poder público, qual era do MP-RJ, considerando as regiões do estado.

“É uma forma criativa de ensinar às pessoas o que é o Ministério Público e o que ele faz. As pessoas tinham um minuto e 40 segundos para fazerem sua melhor pontuação e ganharem o melhor brinde, que era um ecobag”.

Aluno do segundo período do curso de Sistemas de Informação da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), Arthur surpreende ao destacar que gosta da parte humana de sua formação.

“O curso é interessante, sobretudo pelo lado humano da coisa. Porque, quando você produz um jogo, normalmente ele visa ao lucro, mas também é preciso que a pessoa se divirta. Então, tem que conciliar a parte capitalista da coisa com a parte humana”.

Ele chegou a cursar Ciência da Computação no Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca do Rio de Janeiro (Cefet-RJ), mas mudou de área em busca desse equilíbrio maior entre ser humano e tecnologia.

“Foi a melhor decisão que eu poderia ter tomado”, disse ele, que agora está em sua primeira experiência profissional.

 

Brasília - 07/08/2026 - Cleomar Barros ensina o filho desde criança a respeitar as meninas.( o estagiário Arthur Almeida Santos mostra ao público o jogo do MPRJ) 
Crédito: MPRJ/Bruno Bou
O estagiário Arthur Almeida Santos mostra ao público o jogo do MPRJ) Crédito: MPRJ/Bruno Bou

Reconhecimento

O jovem integrou o grupo de trabalho liderado pela procuradora de Justiça Elisa Fraga. Ela conta que Arthur trabalhou em conjunto com o Laboratório de Inovação do MP-RJ, que o ajudou no visual do jogo.

“Mas todo o sistema, como funciona, foi concebido por ele”, afirmou Elisa Fraga. “Ele tem 19 anos, chegou aqui querendo trabalhar com gamificação, mas nós não temos um setor específico desse assunto, e ele trabalha, então, com o pessoal de tecnologia da informação (TI), da Coordenadoria de Segurança e Inteligência”.

A procuradora afirmou que esperava que o jogo fosse agradar, mas não imaginava que seria o sucesso que foi no evento.

“Foi muito bom, surpreendente. Nós fizemos questão que ele [Arthur] estivesse lá, presente, e todo mundo o identificou como o idealizador do projeto; ele foi reconhecido por todos, pela equipe e pelo procurador-geral, como o autor. Foi uma forma de mostrar que os estagiários são capazes”.

“Eu disse para ele, lá no festival, que ele tinha que aproveitar aquela oportunidade, que aquilo ali era uma porta que estava se abrindo para ele. Um futuro muito grande”, comentou Elisa Fraga.

Ter o trabalho reconhecido pelo procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira, foi algo que emocionou Arthur.

“Ele apertou minha mão e falou: Esse é o cara”, lembra. “Conseguir um elogio da entidade máxima do MP é muito difícil e extraordinário. E eu consegui. É importantíssimo, porque o MP precisava muito falar com o público jovem e conseguiu. É importante essa comunicação”.

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