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A PRESERVAÇÃO DAS GELEIRAS
Geleiras são rios de água congelada fundamentais para o ciclo da água doce.

A Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) definiu que 2025 é o “Ano Internacional da Preservação das Geleiras”. A resolução da ONU, com este propósito, é de 2022. E a Unesco escolheu este tema para celebrar o Dia Mundial da Água deste ano. O objetivo é justamente evidenciar o impacto do derretimento acelerado das geleiras e promover o intercâmbio de boas práticas para enfrentar esse problema. E este é, então, o tema do Dia Mundial da Água de 2025.
A discussão, o debate e a conscientização para a importância da “Preservação das Geleiras” reforçam a importância do gelo, da neve e das geleiras para o sistema climático e o ciclo da água, e as consequências sociais, econômicas e ambientais dessas mudanças na criosfera da Terra. Para melhor compreensão, é preciso entender que as geleiras são rios de água congelada fundamentais para o ciclo da água, visto que garantem o fluxo de água doce. Este é um elemento vital para o abastecimento de água potável, os sistemas de saneamento, a agricultura e a indústria, assim como para a produção de energia limpa.

GELEIRAS DERRETENDO – Mais de 275.000 geleiras no mundo cobrem aproximadamente 700.000 km². Geleiras e mantos de gelo armazenam cerca de 70% da água doce global. (Foto: Concurso de fotografia Melanie Biausque/WMO).

Glaciólogo Jefferson Cardi Simões: “As regiões polares são mais sensíveis às mudanças climáticas e elas dão sinais claros do que está acontecendo. O derretimento das geleiras expõe as rochas e elas aquecem a região porque propagam calor”. (Veja a entrevista exclusiva do glaciólogo a seguir). (foto: acervo pessoal de Jefferson Simões).
DIA MUNDIAL DAS GELEIRAS
Segundo o relatório da Unesco, as geleiras estão derretendo mais rápido do que nunca. À medida que o Planeta fica mais quente, devido às mudanças climáticas, nosso mundo congelado está encolhendo, tornando o ciclo da água mais imprevisível e extremo. O recuo glacial ameaça devastação. Para bilhões de pessoas, os fluxos de água derretida estão mudando, causando inundações, secas, deslizamentos de terra e elevação do nível do mar, e danificando ecossistemas. A preservação de geleiras é uma estratégia de sobrevivência. Devemos trabalhar juntos para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e gerenciar a água de degelo de forma mais sustentável para as pessoas e o planeta.
CELEBRAÇÃO CONJUNTA
Como parte do Ano Internacional da Preservação das Geleiras 2025, uma celebração conjunta do Dia Mundial das Geleiras e do Dia Mundial da Água será organizada para destacar a ameaça acelerada do derretimento das geleiras e seu impacto na segurança hídrica, comunidades e ecossistemas. Com as geleiras derretendo em taxas recordes, esta celebração conjunta ressaltará a importância das geleiras como “torres de água do mundo” para bilhões de pessoas que dependem delas.
Líderes mundiais, formuladores de políticas, cientistas, sociedade civil e grupos de defesa se reunirão para discutir a importância das geleiras nos sistemas hídricos globais, seu impacto nos ecossistemas, níveis do mar e sociedades humanas, e para impulsionar ações coordenadas para proteger o suprimento de água e as geleiras para as gerações futuras.
O evento também marcará o lançamento do Relatório Mundial de Desenvolvimento da Água de 2025, com o tema “Altas Montanhas e Geleiras”. O relatório enfatiza o papel das geleiras na sustentação do suprimento de água e na manutenção da estabilidade do ecossistema, oferecendo ‘insights’ baseados em dados para orientar estratégias sustentáveis de gerenciamento e adaptação da água para comunidades em todo o mundo. Além disso, o evento estabelecerá as bases para a Década de Ação para Ciências Criosféricas (2025-2034), fomentando a cooperação internacional em pesquisa científica e monitoramento para abordar os impactos das mudanças da criosfera.
O termo ‘criosfera’ se origina da palavra grega ‘kryos’ para geada ou frio glacial. O estado do gelo e da neve da Terra afeta todos os seres vivos. A ONU proclamou a Década de Ação para as Ciências Criosféricas 2025–2034 para avançar a pesquisa científica da criosfera como crítica para entender nosso clima e ciclo da água.
O DIA MUNDIAL DA ÁGUA
O 22 de março é marcado anualmente como o Dia Mundial da Água. A data é destinada principalmente a discutir os temas relacionados a esse importantíssimo e necessário bem que a natureza nos dá e que é tantas e tantas vezes relegado a planos inferiores entre aqueles que são necessários à vida. Segundo recomendações da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, os países membros da ONU devem promover atividades no dia para ajudar na conscientização sobre a necessidade de preservação de recursos hídricos, destacando a importância da água para a sobrevivência humana e para a manutenção da saúde.
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Sessão especial vai destacar história do 14-Bis e importância da Força Aérea
Santos Dumont voa em seu 14-bis: inventor é patrono da aeronáutica brasileira e herói da pátria
reprodução
Yasmim Rodrigues
O Senado faz nesta quarta-feira (21), às 10h, uma sessão especial pelos 120 anos do primeiro voo do 14-Bis e pelo Dia do Aviador e da Força Aérea Brasileira (FAB). A homenagem, proposta pelo senador Dr. Hiran (PP-RR) e outros parlamentares, destaca a atuação da Força Aérea na defesa do espaço aéreo, em missões de resgate e no apoio a regiões de difícil acesso. As datas, comemoradas em 23 de outubro, fazem referência ao dia do primeiro voo do avião criado por Santos Dumont.
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Fonte: Agência Senado
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ORGULHO DO PARANÁ
A cidade das flores, da catedral e dos parques é exemplo de sustentabilidade. Conheça mais sobre o terceiro município paranaense.
Maringá nasceu no meio da mata e o planejamento urbano, muito bem elaborado, garantiu que muitos ipês roxos fossem respeitados dentro daquele conceito de cidade jardim. Hoje seus habitantes e turistas, que visitam a cidade atraídos pelo espetáculo anual, se orgulham de ver a beleza das floradas, registram e compartilham suas fotos e vídeos, as postagens ganham o mundo conectado pelas redes sociais.

Para facilitar o encontro das árvores floridas pela população e turistas e também uma maneira de proteger e cuidar dos ipês, a Prefeitura de Maringá elaborou um roteiro dos ipês floridos, com um mapa apontando a localização de todas as árvores.
A CATEDRAL DE MARINGÁ
A Catedral idealizada por Dom Jaime Luiz Coelho e projetada pelo arquiteto José Augusto Bellucci. O templo tem uma altura de 124 e lembra que o peregrino deve ser afastar do mundo para ficar mais perto de Deus. Foi construída entre julho de 1959 e maio de 1972. De forma cônica, possui um diâmetro externo de 50 metros e uma nave circular, com diâmetro interno de 38 metros. Apresenta 114 metros de altura, mais dez metros de cruz no topo, somando 124 metros. É o 10º monumento mais alto do mundo e o primeiro da América do sul.

Contornando a catedral, abaixo das rampas de acesso ao seu interior, estão os espelhos d’água que formam as fontes luminosas com chafariz, que jorram suas águas a mais de 5 metros de altura. Seus 16 vitrais de linhas abstratas e cores exuberantes são verdadeiras obras de arte, de autoria de Lorenz Helmair. A arquitetura interior é de inspiração de Manfred Ostterroht.
MODELO DE GOVERNANÇA
QUANDO OS CIDADÃOS PARTICIPAM DA GESTÃO DA CIDADE
A vida administrativa, em Maringá, teve um avanço de qualidade e de gestão a partir de 1996, quando foi criado o Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá – CODEM. O órgão foi implantado no cinquentenário da cidade, em 1997, quando aconteceu a posse dos primeiros dirigentes. O CODEM virou referência para muitas cidades brasileiras pelo sucesso na participação ativa da sociedade civil, entidades e lideranças locais. Outros municípios, inclusive Brasília, copiaram a ideia e criaram o CODESE (Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico, como modelo de governança.
E foi justamente este modelo de governança que ajudou Maringá planejar melhor seu desenvolvimento e crescimento de forma sustentável.
Em 2025, Maringá foi classificada como a sétima cidade mais competitiva do Brasil no Ranking de Competitividade dos Municípios, divulgado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). No Paraná, o município ocupa a segunda colocação, ficando atrás apenas de Curitiba, que aparece em quinto lugar no levantamento.
O bom desempenho da Cidade foi impulsionado principalmente pelos avanços no saneamento básico e na eficiência da gestão pública. Maringá alcançou a primeira posição nacional em cobertura da coleta de resíduos domésticos e recebeu nota máxima na destinação adequada do lixo, consolidando-se como referência na área. Apenas nesse pilar, subiu 24 colocações em relação ao ano passado. Também se destacou no funcionamento da máquina pública, ocupando a sétima posição no País.
Na área ambiental, o município aparece em primeiro lugar no combate ao desmatamento ilegal e a 14ª posição em qualidade da educação, além do 22º lugar em qualidade da saúde.
Entre as 10 cidades com maior vegetação urbana em área total, destacam-se grandes capitais como Rio de Janeiro (12.844 ha), São Paulo (11.814 ha) e Brasília (10.256 ha). Esses números refletem a extensão territorial e, em muitos casos, a presença de parques naturais e áreas de proteção ambiental dentro dos limites urbanos.
O PARQUE DO INGÁ
Uma homenagem ao município paraibano de Ingá
A cidade de Maringá nasceu na segunda metade da década de 1940, planejada pela Companhia de melhoramento do Norte do Paraná. Os primeiros assentamentos do noroeste do Paranã evoluíram rapidamente. Diante do avanço da então pequena vila, que virou cidade em 1947, 21 anos depois, em 1968, foi criado o Bosque 01. Mais tarde, essa área verde recebeu o nome de Parque do Ingá. Ao contrário do que algumas pessoas contam, de que o motivo do nome seria porque havia no bosque árvores da espécie Ingá, a principal razão foi outra: fazer uma homenagem da Cidade-Canção ao município paraibano de Ingá, que deu origem à famosa música Maringá, um neologismo de “Maria de Ingá”.

Além da canção, a cidade de Maringá fez outra homenagem ao município paraibano de Ingá. Deu o nome de Parque do Ingá à mais importante área verde da cidade. (foto: Rafael Macri / PMM)
O Parque do Ingá foi criado com objetivo de ser uma área de preservação da flora e fauna local numa perspectiva inclusive do desenvolvimento do ecoturismo. O Parque do Ingá, que compreende uma área de 473.300 m², cuja vegetação é denominada Floresta Estacional Semidecidual, encontra-se numa região geográfica denominada terceiro Planalto Paranaense. Localiza-se na região central de Maringá entre as avenidas São Paulo, Anchieta, Néo Alves Martins, Laguna e Juscelino Kubitschek.
CONHECENDO A CIDADE DE INGÁ-PB
A cidade paraibana, que está no DNA do nome Maringá, foi fundada ao redor da Pedra de Ingá, um monumento arqueológico.
O município de Ingá, na Paraíba, está a menos de 100km da capital, João Pessoa. O nome vem de um monumento natural ou sítio arqueológico com o nome Itacoatiara do Ingá, localizado à margem de um rio do Agreste. As inscrições e desenhos no monumento têm sulcos profundos que atravessam uma parede da pedra e resistem há milhares de ano sem uma tradução definitiva. A cidade de Ingá cresceu ao redor desse cenário, hoje protegido como monumento natural, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

Segundo o Iphan as formas sugerem animais, frutas, pessoas e elementos celestes, sem apresentar essas leituras como uma tradução definitiva. O tombamento federal ocorreu em 1944. Pesquisas também registraram artefatos líticos e cerâmicos encontrados na superfície, ampliando o interesse arqueológico do lugar.
A Pedra do Ingá é um dos monumentos arqueológicos mais importantes e misteriosos do mundo, localizada no município de Ingá, no agreste do estado da Paraíba. Classificada como uma “itacoatiara” (termo do tupi que significa “pedra pintada” ou “riscada”), trata-se de um imenso bloco de gnaisse com cerca de 46 metros de comprimento e 3,8 metros de altura inteiramente coberto por inscrições rupestres profundas gravadas na rocha.
O painel exibe quase 400 gravuras enigmáticas que combinam diferentes formas geométricas e figurativas. O significado exato de toda essa simbologia permanece um mistério absoluto para a ciência.

“Em todo o planeta nós temos registros de pedras gravadas. Elas estão na África, no continente americano, na Europa, na Ásia e na Oceania. O sítio arqueológico itacoatiara do Ingá torna-se importante pela quantidade de gravuras que tem. E, também, pela beleza cênica. Esses dois pontos acabaram por transformar a Pedra do Ingá num dos sítios arqueológicos mais importantes do Brasil”. Juvandi de Souza Santos – Universidade Estadual da PB
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