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A PRÉ-HISTÓRIA DA EMBRAPA
Entrevista do professor José Pastore contou a pré-história da Embrapa e revelou bastidores, casos e nomes dos que fizeram a empresa pública que revolucionou a agropecuária brasileira. Conheça as mensagens da comunidade científica e de lideranças do AGRO sobre as revelações de Pastore.
JOSÉ PASTORE: REPERCUSSÃO DA ENTREVISTA
A Embrapa cumpriu, cumpre e cumprirá seu papel na modernização do agronegócio brasileiro. Buscando sustentabilidade, produtividade e ganhos reais na função social da terra, pesquisadores e gestores da empresa agora lutam para se desvencilharem das artimanhas políticas, artifícios corporativos e amarras orçamentárias. Prestes a completar 52 anos, em 26 de abril próximo, a Embrapa enfrenta novos desafios: a construção de um futuro promissor para a empresa, com adequações de gestão, de orçamento e de novas realidades tecnológicas como a Inteligência Artificial. O alicerce do futuro está em três frentes: sustentabilidade ambiental, setor energético e o da segurança alimentar.
“A entrevista do professor Pastore é histórica. Espetacular! O Brasil já foi melhor. Imagine se isto poderia ocorrer no Brasil de hoje?”
EX-MINISTRO ROBERTO BRANT
A entrevista do professor José Pastore, na edição de fevereiro da Folha do Meio, mais do que historiar como foram os oito anos que antecederam a implantação da Embrapa, trouxe um elo perdido na corrente de estudiosos e professores que conseguiram, em menos de uma década, tirar do papel uma ideia e sacramentar o projeto de lei para criação de uma sólida, eficiente e revolucionária empresa pública brasileira.
O surgimento da Embrapa não foi por acaso e nem da noite para o dia. Foi pensada e discutida por cientistas e pesquisadores brasileiros e norte-americanos, em várias universidades como a USP, a Universidade de Wisconsin (Madison), a Universidade de Purdue (Lafayette-Indiana), Agronomia de Viçosa, ESAL de Lavras e Luiz de Queiroz, em Piracicaba.

Os parteiros da Embrapa: na cabeceira, o ex-ministro Luiz Fernando Cirne Lima. Na esquerda dele, Ezelino Alonso de Araújo Arteche, Secretário Geral do Ministério, que redigiu os atos da criação da empresa e os levou ao Palácio do Planalto. Depois, o ex-ministro Reinholds Stephanes, Ivan Turgueneff Cajueiro, José Irineu Cabral, primeiro presidente da Embrapa, Ubirajara Timm, Eliseu Alves e Roberto Meireles do DNPEA.
O ex-deputado e ex-ministro Roberto Brant foi categórico: “A entrevista do professor Pastore é histórica. Espetacular! O Brasil já foi melhor. Imagine se isto poderia ocorrer no Brasil de hoje?
O próprio Eliseu Alves, 94 anos, que participou dos primeiros estudos, foi diretor de Recursos Humanos e presidente da Embrapa, se emocionou com a leitura da entrevista relembrando os primeiros encontros na Universidade de Purdue, em Indiana, e as primeiras reuniões na sede da ABCAR, no Rio de Janeiro. Salientou Eliseu Alves: “A memória não traiu meu amigo José Pastore. Ele lembrou de fatos e conversas que até eu já havia esquecido. Como foi bom ler e sentir a entrega intelectual das pessoas envolvidas em pensar, propor e ajudar na criação da Embrapa. Todos só tinham um objetivo: o bem do Brasil, modernizando sua agropecuária. Recebi com alegria muitos telefonemas e muitas mensagens. Há muito não falava como o ex-ministro Cirne Lima que foi peça fundamental nesse projeto. Vou falar a verdade. A emoção tomou conta de mim várias vezes e agradeço a Deus por reviver tudo isso aos 94 anos.”

Para conferir a entrevista de Pastore na edição de fevereiro, este é o link: < https://folhadomeio.com/2025/02/jose-pastore-conta-a-a-historia-da-embrapa-que-ninguem-contou-2/>
O advogado, empresário e conselheiro da OAB-MG, Manoel Mário de Souza Barros, presidente ALAGRO – Academia Latino-Americana do Agronegócio,
em mensagem de voz deu seu recado: “Essa entrevista teve repercussão nacional. Parabéns! Até a presidente da Embrapa postou no nosso grupo. Está lá também na “Rede Paolinelli”. Uma história viva contada em detalhes por quem foi pioneiro”.

Em destaque, algumas entre as muitas mensagens recebidas.
ONDE ESTÃO HOJE AS LIDERANÇAS
PARA A REIVENÇÃO DA EMBRAPA?
Uma outra mensagem muito consistente e profunda foi do economista José Eustáquio Ribeiro Vieira Filho, do IPEA. Acabei por procurá-lo para ampliar seu comentário numa nova entrevista. Suas colocações são fortes, pelo conhecimento dos problemas e, sobretudo, pelos desafios que ele traz para os novos tempos da Embrapa, dos pesquisadores e dos produtores rurais.
Segundo o economista do IPEA, José Pastore chama a atenção para a
importância da formação de grandes lideranças capazes de pensar um modelo
de país e das instituições que vão transformar esse País. José Eustáquio
observa que a maioria das pessoas não compreende que o sucesso do modelo
da Embrapa esteve na capacitação das pessoas. Tanto antes e como depois da criação da empresa. Na sua opinião, grandes líderes, da estatura de Cirne Lima, José Pastore, Eliseu Alves, Aloysio Campello, Renato Simplício, Carlos Langoni, Delfim Neto, Reis Veloso e Alysson Paolinelli, entre outros, dentro e fora da Embrapa, foram capacitados em programas do governo e tomaram a si a tarefa de criar uma instituição exemplar capaz de viabilizar um modelo de desenvolvimento agrícola.
“Foram essas lideranças que garantiram a continuidade dos investimentos para a instalação dos campos experimentais e laboratórios em todo o país. E mais: criar programas de capacitação de cientistas para liderar e encontrar as soluções para a construção da Agricultura Tropical”, diz José Eustáquio e pergunta: onde estão as lideranças de hoje, de igual estatura, dentro e fora da Embrapa, capazes de imaginar e viabilizar os recursos para dar continuidade ao que chamou de “Revolução Agrícola Tropica?”
Não deixe de ler, nesta edição, a entrevista completa de José Eustáquio Ribeiro Vieira Filho.

Para ler o artigo completo de Xico Graziano é só acessar o link:
https://www.poder360.com.br/opiniao/a-embrapa-pede-socorro/
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Sessão especial vai destacar história do 14-Bis e importância da Força Aérea
Santos Dumont voa em seu 14-bis: inventor é patrono da aeronáutica brasileira e herói da pátria
reprodução
Yasmim Rodrigues
O Senado faz nesta quarta-feira (21), às 10h, uma sessão especial pelos 120 anos do primeiro voo do 14-Bis e pelo Dia do Aviador e da Força Aérea Brasileira (FAB). A homenagem, proposta pelo senador Dr. Hiran (PP-RR) e outros parlamentares, destaca a atuação da Força Aérea na defesa do espaço aéreo, em missões de resgate e no apoio a regiões de difícil acesso. As datas, comemoradas em 23 de outubro, fazem referência ao dia do primeiro voo do avião criado por Santos Dumont.
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Fonte: Agência Senado
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ORGULHO DO PARANÁ
A cidade das flores, da catedral e dos parques é exemplo de sustentabilidade. Conheça mais sobre o terceiro município paranaense.
Maringá nasceu no meio da mata e o planejamento urbano, muito bem elaborado, garantiu que muitos ipês roxos fossem respeitados dentro daquele conceito de cidade jardim. Hoje seus habitantes e turistas, que visitam a cidade atraídos pelo espetáculo anual, se orgulham de ver a beleza das floradas, registram e compartilham suas fotos e vídeos, as postagens ganham o mundo conectado pelas redes sociais.

Para facilitar o encontro das árvores floridas pela população e turistas e também uma maneira de proteger e cuidar dos ipês, a Prefeitura de Maringá elaborou um roteiro dos ipês floridos, com um mapa apontando a localização de todas as árvores.
A CATEDRAL DE MARINGÁ
A Catedral idealizada por Dom Jaime Luiz Coelho e projetada pelo arquiteto José Augusto Bellucci. O templo tem uma altura de 124 e lembra que o peregrino deve ser afastar do mundo para ficar mais perto de Deus. Foi construída entre julho de 1959 e maio de 1972. De forma cônica, possui um diâmetro externo de 50 metros e uma nave circular, com diâmetro interno de 38 metros. Apresenta 114 metros de altura, mais dez metros de cruz no topo, somando 124 metros. É o 10º monumento mais alto do mundo e o primeiro da América do sul.

Contornando a catedral, abaixo das rampas de acesso ao seu interior, estão os espelhos d’água que formam as fontes luminosas com chafariz, que jorram suas águas a mais de 5 metros de altura. Seus 16 vitrais de linhas abstratas e cores exuberantes são verdadeiras obras de arte, de autoria de Lorenz Helmair. A arquitetura interior é de inspiração de Manfred Ostterroht.
MODELO DE GOVERNANÇA
QUANDO OS CIDADÃOS PARTICIPAM DA GESTÃO DA CIDADE
A vida administrativa, em Maringá, teve um avanço de qualidade e de gestão a partir de 1996, quando foi criado o Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá – CODEM. O órgão foi implantado no cinquentenário da cidade, em 1997, quando aconteceu a posse dos primeiros dirigentes. O CODEM virou referência para muitas cidades brasileiras pelo sucesso na participação ativa da sociedade civil, entidades e lideranças locais. Outros municípios, inclusive Brasília, copiaram a ideia e criaram o CODESE (Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico, como modelo de governança.
E foi justamente este modelo de governança que ajudou Maringá planejar melhor seu desenvolvimento e crescimento de forma sustentável.
Em 2025, Maringá foi classificada como a sétima cidade mais competitiva do Brasil no Ranking de Competitividade dos Municípios, divulgado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). No Paraná, o município ocupa a segunda colocação, ficando atrás apenas de Curitiba, que aparece em quinto lugar no levantamento.
O bom desempenho da Cidade foi impulsionado principalmente pelos avanços no saneamento básico e na eficiência da gestão pública. Maringá alcançou a primeira posição nacional em cobertura da coleta de resíduos domésticos e recebeu nota máxima na destinação adequada do lixo, consolidando-se como referência na área. Apenas nesse pilar, subiu 24 colocações em relação ao ano passado. Também se destacou no funcionamento da máquina pública, ocupando a sétima posição no País.
Na área ambiental, o município aparece em primeiro lugar no combate ao desmatamento ilegal e a 14ª posição em qualidade da educação, além do 22º lugar em qualidade da saúde.
Entre as 10 cidades com maior vegetação urbana em área total, destacam-se grandes capitais como Rio de Janeiro (12.844 ha), São Paulo (11.814 ha) e Brasília (10.256 ha). Esses números refletem a extensão territorial e, em muitos casos, a presença de parques naturais e áreas de proteção ambiental dentro dos limites urbanos.
O PARQUE DO INGÁ
Uma homenagem ao município paraibano de Ingá
A cidade de Maringá nasceu na segunda metade da década de 1940, planejada pela Companhia de melhoramento do Norte do Paraná. Os primeiros assentamentos do noroeste do Paranã evoluíram rapidamente. Diante do avanço da então pequena vila, que virou cidade em 1947, 21 anos depois, em 1968, foi criado o Bosque 01. Mais tarde, essa área verde recebeu o nome de Parque do Ingá. Ao contrário do que algumas pessoas contam, de que o motivo do nome seria porque havia no bosque árvores da espécie Ingá, a principal razão foi outra: fazer uma homenagem da Cidade-Canção ao município paraibano de Ingá, que deu origem à famosa música Maringá, um neologismo de “Maria de Ingá”.

Além da canção, a cidade de Maringá fez outra homenagem ao município paraibano de Ingá. Deu o nome de Parque do Ingá à mais importante área verde da cidade. (foto: Rafael Macri / PMM)
O Parque do Ingá foi criado com objetivo de ser uma área de preservação da flora e fauna local numa perspectiva inclusive do desenvolvimento do ecoturismo. O Parque do Ingá, que compreende uma área de 473.300 m², cuja vegetação é denominada Floresta Estacional Semidecidual, encontra-se numa região geográfica denominada terceiro Planalto Paranaense. Localiza-se na região central de Maringá entre as avenidas São Paulo, Anchieta, Néo Alves Martins, Laguna e Juscelino Kubitschek.
CONHECENDO A CIDADE DE INGÁ-PB
A cidade paraibana, que está no DNA do nome Maringá, foi fundada ao redor da Pedra de Ingá, um monumento arqueológico.
O município de Ingá, na Paraíba, está a menos de 100km da capital, João Pessoa. O nome vem de um monumento natural ou sítio arqueológico com o nome Itacoatiara do Ingá, localizado à margem de um rio do Agreste. As inscrições e desenhos no monumento têm sulcos profundos que atravessam uma parede da pedra e resistem há milhares de ano sem uma tradução definitiva. A cidade de Ingá cresceu ao redor desse cenário, hoje protegido como monumento natural, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

Segundo o Iphan as formas sugerem animais, frutas, pessoas e elementos celestes, sem apresentar essas leituras como uma tradução definitiva. O tombamento federal ocorreu em 1944. Pesquisas também registraram artefatos líticos e cerâmicos encontrados na superfície, ampliando o interesse arqueológico do lugar.
A Pedra do Ingá é um dos monumentos arqueológicos mais importantes e misteriosos do mundo, localizada no município de Ingá, no agreste do estado da Paraíba. Classificada como uma “itacoatiara” (termo do tupi que significa “pedra pintada” ou “riscada”), trata-se de um imenso bloco de gnaisse com cerca de 46 metros de comprimento e 3,8 metros de altura inteiramente coberto por inscrições rupestres profundas gravadas na rocha.
O painel exibe quase 400 gravuras enigmáticas que combinam diferentes formas geométricas e figurativas. O significado exato de toda essa simbologia permanece um mistério absoluto para a ciência.

“Em todo o planeta nós temos registros de pedras gravadas. Elas estão na África, no continente americano, na Europa, na Ásia e na Oceania. O sítio arqueológico itacoatiara do Ingá torna-se importante pela quantidade de gravuras que tem. E, também, pela beleza cênica. Esses dois pontos acabaram por transformar a Pedra do Ingá num dos sítios arqueológicos mais importantes do Brasil”. Juvandi de Souza Santos – Universidade Estadual da PB
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