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Plataforma digital vai preservar e divulgar a memória da agropecuária brasileira

 

Foto: Divulgação Canal Rural

Divulgação Canal Rural -

Público em geral vai poder contribuir com o acervo audiovisual, que será o primeiro do setor no Brasil

Uma iniciativa integrada entre o Canal Rural, a Embrapa, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) vai resultar no primeiro acervo audiovisual da agropecuária brasileira. O projeto Memórias do Brasil Rural, apresentado hoje (25/3), na sede da Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA), em Brasília, tem como objetivo resgatar a evolução desse segmento nas últimas cinco décadas a partir de depoimentos, fotos e vídeos que retratam momentos marcantes da trajetória do agro no País. Todos esses dados ficarão disponíveis para o público em geral em uma plataforma digital pública e gratuita.

Um dos destaques do novo espaço virtual é a possibilidade de construção conjunta com a sociedade. Ao acessar o site, é possível se cadastrar e doar acervos de imagens. Além de democratizar a informação, esse serviço permite que pesquisadores e outros agentes do setor compartilhem materiais audiovisuais produzidos ao longo do tempo e que produtores participem com registros familiares que contribuíram para o desenvolvimento de regiões agrícolas. O projeto reunirá relatos de personalidades do agro brasileiro, utilizando inteligência artificial para restaurar e apresentar documentos e imagens inéditas.

Para Julio Cargnino, presidente do Canal Rural, “resgatar a memória audiovisual é urgente para não perdermos os acervos que estão espalhados pelo País. Outro pilar é preservar a história oral de personagens que contribuíram para a construção da agropecuária brasileira”. Ele ressalta que a plataforma será uma fonte de pesquisa confiável para quem procura conhecer melhor a transformação do Brasil rural, conectando o passado e valorizando o futuro. “Graças à união com as instituições parceiras, como a Embrapa, CNA e ABCZ, além de produtores e entidades do agro, já temos 15 mil horas de imagens da história do agronegócio em nossa plataforma”, complementa.

Como exemplos de registros históricos recuperados já presentes no acervo, estão momentos marcantes do agro nacional, como a aprovação da legislação de transgênicos, a votação do novo Código Florestal, o reconhecimento da primeira área no Brasil de livre de febre aftosa com vacinação e a importação da raça nelore para o País.

Silvia Massruhá, presidente da Embrapa, destaca que a Empresa está muito orgulhosa de poder contribuir com o projeto, não apenas com seu acervo audiovisual, mas também com testemunhos de cientistas acerca da evolução da agropecuária brasileira. A participação da instituição nesse Projeto começou em 2024, por meio de sua Assessoria de Comunicação. Entre as atribuições previstas, estão a disponibilização de informações técnicas e históricas por meio de seus pesquisadores e especialistas; busca e catalogação de acervos históricos junto às suas unidades de pesquisa; apoio à divulgação da plataforma em suas redes e canais institucionais, além da indicação e mobilização de personagens relevantes para a memória do agronegócio.

Durante o evento de apresentação, foi exibida a foto da primeira reunião da diretoria da Embrapa restaurada por IA, que já está disponível na nova plataforma. Confira aqui.

Homenagens

Duas personalidades cruciais para a trajetória de sucesso do agronegócio no Brasil foram homenageadas no evento e terão seus depoimentos na plataforma: Cirne Lima (direita), ex-ministro da Agricultura, e Eliseu Alves, ex-presidente da Embrapa, participaram ativamente da formulação e da criação da Empresa.

A distinção é simbólica, uma vez que o projeto busca resgatar a história da agricultura brasileira e a relação dos dois homenageados com a Embrapa evidencia o papel de destaque da instituição nessa história. Para Massruhá, “Ambos representam liderança e inspiração para as gerações atuais e futuras”.

Alves e Lima são personagens da primeira série do projeto, criada com base em acervos pessoais. Participam também o ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, o atual presidente da CNA, João Martins, Carminha Missio, Francisco Turra e José Humberto Martins. No fim de cada episódio, os entrevistados projetam o que o agro brasileiro precisa realizar nos próximos anos para cumprir a missão de alimentar o mundo.

Fernanda Diniz (MtB 4685/DF)
Assessoria de Comunicação (Ascom)

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Curso Internacional de Verão da Escola de Música abre temporada musical

Em sua 47ª edição, evento reúne estudantes do Brasil e do exterior e teve concerto de abertura com presença de autoridades

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Agência Brasília* | Edição: Vinicius Nader

A Escola de Música de Brasília (EMB) inaugurou oficialmente a 47ª edição do Curso Internacional de Verão de Brasília (Civebrea), que segue até 24 de janeiro, com uma ampla programação de cursos, oficinas e apresentações musicais voltada para estudantes, professores e público em geral.

Realizado desde 1977, o curso é referência no ensino e na difusão musical no país, reunindo alunos e professores de diversas partes do Brasil e do exterior para aulas presenciais, virtuais e apresentações ao vivo. A proposta é promover um intercâmbio de experiências, aperfeiçoamento técnico e diálogo entre diferentes gerações e estilos musicais.

A abertura oficial ocorreu na noite de domingo (11), com um concerto no Teatro Levino de Alcântara. A secretária de Educação do Distrito Federal, Hélvia Paranaguá, destacou a importância do Civebra como espaço de formação, convivência e acesso à cultura: “A Escola de Música de Brasília é um lugar que transforma vidas. Aqui, a gente vê talento, dedicação e muitos sonhos caminhando juntos. O Civebra é esse encontro bonito entre quem ensina, quem aprende e quem ama a música. É uma alegria enorme ver esse teatro cheio e perceber o quanto a arte toca as pessoas e fortalece a nossa educação.”

A Escola de Música de Brasília inaugurou oficialmente a 47ª edição do Curso Internacional de Verão de Brasília, que segue até 24 de janeiro | Foto: Jotta Casttro/SEEDF

Recém-chegado ao Brasil, o embaixador da Áustria, Andreas Stadler, destacou a importância da música e da formação cultural como instrumentos de fortalecimento da sociedade. Para ele, a experiência foi marcante e reforça o valor do intercâmbio cultural promovido pela Escola de Música de Brasília. “Em apenas quatro meses no Brasil, fiquei encantado ao conhecer a Orquestra JK. Foi um privilégio desfrutar dessa apresentação com a minha família. Apoiar esta escola é apoiar o amanhã; cultura e democracia são indissociáveis e é uma honra para nós colaborar com esse fortalecimento”, afirmou.

Embaixador Andreas Stadler: “Apoiar esta escola é apoiar o amanhã; cultura e democracia são indissociáveis e é uma honra para nós colaborar com esse fortalecimento”

Troca de conhecimento

Nesta 47ª edição, o Civebra reúne 53 professores convidados, vindos de diversos estados brasileiros, do Distrito Federal e de oito países: Estados Unidos, Argentina, Cuba, Canadá, Alemanha, França, Espanha e Bélgica. Dos artistas e docentes convidados, 80% são egressos da própria Escola de Música de Brasília ou de edições anteriores do curso, que retornam agora para compartilhar sua expertise com os atuais alunos.

 

A procura pelo curso foi expressiva, contabilizando quase três mil inscritos, todos com acesso às atividades de forma intensiva ao longo dos 12 dias do evento. Até 24 de janeiro, os participantes terão a oportunidade de aprender, interagir e atualizar-se com alguns dos melhores músicos em suas áreas específicas.

O Civebra é totalmente gratuito e aberto à comunidade, oferecendo workshops, aulas, masterclasses e apresentações artísticas de alto nível. A iniciativa reforça o compromisso da Escola de Música de Brasília em democratizar o acesso à cultura e ao ensino musical de qualidade.

*Com informações da Secretaria de Educação

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Exposição revisita origens visuais de Brasília

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Niemeyer no Palácio do Alvorada, uma das fotos em exposição | Foto: Acervo

O Museu de Arte de Brasília (MAB) apresenta a exposição “Diálogos da Liberdade na Coleção Brasília”, que reúne obras de arte, fotografias históricas, documentos e objetos relacionados à construção e à inauguração da capital federal. A mostra é composta por trabalhos do acervo do próprio MAB e da Coleção Brasília, com Acervo Izolete e Domício Pereira, e propõe ao público um panorama sobre os primeiros anos de Brasília a partir de diferentes linguagens visuais e registros históricos.

O eixo central da exposição é o álbum “Brasília 1960: O Mais Arrojado Plano Arquitetônico do Mundo”, de autoria do fotógrafo Mário Fontenelle, responsável pelos registros oficiais do governo de Juscelino Kubitschek.

O conjunto reúne 24 fotografias em preto e branco produzidas entre 1958 e 1960, que documentam etapas da construção da cidade, bem como os eventos e cerimônias de sua inauguração, em 21 de abril de 1960. As imagens apresentam registros do canteiro de obras, da arquitetura emergente e do contexto político e simbólico da criação da nova capital.

A partir desse núcleo documental, a exposição estabelece diálogos com obras de artistas que participaram da consolidação do imaginário visual de Brasília. Estão presentes trabalhos de Oscar Niemeyer, Lúcio Costa, Roberto Burle Marx, Athos Bulcão, Marianne Peretti, Alfredo Ceschiatti, Bruno Giorgi, Zeno Zani, Ake Borglund, entre outros.

As obras evidenciam a integração entre arte, arquitetura e paisagem urbana que marcou o projeto da capital federal desde seus primeiros anos.

O percurso expositivo também inclui produções de artistas de gerações posteriores, como Honório Peçanha, Ziraldo, Danilo Barbosa e Carlos Bracher.

Essas obras estabelecem relações com o conjunto histórico ao abordar temas ligados à memória, à cidade e à permanência dos símbolos de Brasília no imaginário cultural brasileiro. A proposta curatorial coloca em diálogo produções de diferentes períodos, buscando aproximar registros do passado e interpretações contemporâneas.

Ítens históricos

Além das artes visuais, a mostra reúne objetos e itens históricos relacionados ao período de formação da capital. Entre eles, estão a maquete de lançamento do automóvel Romi-Isetta, peças utilizadas no serviço do Palácio da Alvorada e a primeira fotografia de satélite do Plano Piloto. Esses elementos ampliam o contexto histórico apresentado pelas obras e ajudam a situar o visitante no ambiente político, social e tecnológico da época.

No segmento documental, dois itens recebem destaque especial. Um deles é a carta-depoimento escrita por Juscelino Kubitschek em 1961, ao final de seu mandato presidencial, na qual o ex-presidente registra reflexões sobre seu governo e sobre a construção de Brasília. O outro é a homenagem da Igreja Católica a Dom Bosco, padroeiro da capital, composta por fragmentos de suas vestes, que remete à dimensão simbólica e religiosa associada à fundação da cidade.

“Museu Imaginado”

A exposição inclui ainda a obra “Museu Imaginado”, do artista mineiro Carlos Bracher, doada ao Museu de Arte de Brasília pelo próprio artista em parceria com o curador Cláudio Pereira. A obra propõe uma reflexão sobre o papel das instituições museológicas, da memória e da imaginação na construção de narrativas históricas e culturais, dialogando com o conjunto da exposição.

Como parte dos recursos expográficos, o público tem acesso à gravação em áudio da carta-depoimento de Juscelino Kubitschek, a um minidocumentário dedicado ao álbum “Brasília 1960: O Mais Arrojado Plano Arquitetônico do Mundo” e a uma versão colorizada das fotografias históricas, realizada por meio de processos de inteligência artificial. Esses recursos ampliam as possibilidades de leitura e interpretação do material apresentado.

A proposta curatorial busca evidenciar relações entre diferentes gerações de artistas, linguagens e formas de expressão, estimulando leituras cruzadas entre obras, documentos e objetos. Ao reunir registros históricos e produções artísticas, a exposição convida o público a refletir sobre a construção da identidade cultural brasileira e sobre o papel da arte na formação simbólica da capital federal.

Pioneiros

“Diálogos da Liberdade na Coleção Brasília” também destaca a atuação do casal Izolete e Domício Pereira, pioneiro da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), responsável pela formação de um acervo dedicado à preservação da memória artística de Brasília.

A exposição reafirma o compromisso da coleção com a preservação histórica e com a promoção do debate cultural, apresentando a arte como instrumento de reflexão e diálogo entre passado, presente e futuras gerações.

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BRASÍLIA, A CIDADE AURIVERDE

COM CORES E FLORES DURANTE O ANO INTEIRO

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FOLHA DO MEIO AMBIENTE – JANEIRO DE 2026

 

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EM 2026, SEMPRE DE JOELHO. NEM PÉ ESQUERDO E NEM PÉ DIREITO.
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