Reportagens
Câmara Legislativa homenageia Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha
Sessão solene comemorou o 217º aniversário da instituição
Foto: Ângelo Pignaton/ Agência CLDF
O Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil foi homenageado na Câmara Legislativa do Distrito Federal. A sessão solene desta quarta-feira (9) celebrou os 217 anos da instituição. Os participantes do evento destacaram fatos históricos e operações recentes do CFN. Na ocasião, também foram entregues moções de louvor.
“Nós respeitamos e entendemos a importância da Marinha do Brasil e dos nossos fuzileiros. Estamos dizendo para cada um de vocês: os senhores e senhoras são importantes no processo de construção de uma sociedade cada vez mais justa, de uma cidade cada vez melhor, de um país soberano, onde temos orgulho de viver e de criar os nossos filhos”, afirmou o deputado Roosevelt (PL), autor da solenidade.

Ele elogiou a disciplina e o comprometimento dos fuzileiros, e ressaltou a cooperação entre Corpo de Bombeiros e Marinha. “Eu sou subtenente da reserva do Corpo de Bombeiros e tive a oportunidade de trabalhar na área de mergulho de resgate. Os nossos primeiros mergulhadores foram formados pela Marinha do Brasil, no ano em que eu nasci, em 1974”, lembrou.
“O Corpo de Fuzileiros Navais cumpre um papel de integração da Marinha com a sociedade brasileira. Ele atua tanto em operações militares reais quanto em operações de atenção social, chamadas de atividades benignas”, destacou o comandante da Estação de Rádio da Marinha em Brasília, capitão de fragata Cledson Augusto Soares. Ele citou a participação dos fuzileiros navais nas operações “Taquari” no Rio Grande Sul (apoio ao estado que foi atingido por intensas chuvas), “Acolhida” (ação humanitária com imigrantes venezuelanos) e “Ágata” (fiscalização de fronteiras brasileiras), em conjunto com outras forças armadas e de segurança pública, entre outros órgãos governamentais
História
No dia 7 de março de 1808, a família real portuguesa chegou ao Brasil acompanhada e protegida pela Brigada Real da Marinha. Por isso, a data foi escolhida como aniversário do CFN. Esses foi um dos fatos históricos lembrados pelo subchefe de organização do Estado-Maior da Armada, o contra-almirante Alexandre Vasconcelos Tonini.
Outro momento histórico citado por Tonini foi a operação Alvorada, uma marcha a pé do Rio de Janeiro até Brasília. Um contingente de 124 militares, composto principalmente por fuzileiros navais e alguns marinheiros, levou uma mensagem oficial do ministro da Marinha ao presidente da República Juscelino Kubitscheck. “A mensagem externava a fé e a esperança no destino do povo brasileiro”, ressaltou o contra-almirante. O destacamento percorreu 1.221 quilômetros, entre os dias 27 de março e 18 de abril de 1960. “Desde então, os fuzileiros navais têm atuado como guardiões do planalto central, defendendo diuturnamente a nossa região capital”, afirmou Tonini.

O militar também mencionou a história recente do CFN. “No último ano, os fuzileiros navais estiveram presentes em todo o país, apoiando as ações do Estado: socorreram a população do Rio Grande do Sul, combateram incêndios no Pantanal, atuaram nas terras indígenas Yanomami, no desabamento da ponte entre o Maranhão e o Tocantins, nas operações de Garantia da Lei e da Ordem nos portos e águas do Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná, bem como no G20”, citou
Participação feminina
A entrada de mulheres no CFN também foi destacada pelo contra-almirante Tonini. “O último ano foi também de grande sucesso na integração das mulheres. Formamos duas turmas, superando as expectativas no árduo e rigoroso treinamento. Hoje são 231 mulheres fuzileiras navais, demonstrando aptidão e competência em todas as regiões do país”, elogiou.
A soldada Natália Silva, 21 anos, fez parte da primeira turma de mulheres fuzileiras navais, de 2024. “Eu tenho um sentimento de superação e de dever cumprido por ter conseguido passar por todos os obstáculos. O curso de formação é bem difícil. Eu me tornei uma pessoa mais forte e mais responsável”, avaliou a fuzileira naval.

Ela foi umas das homenageadas com a moção de louvor da Câmara Legislativa do DF. “As moções foram aprovadas por unanimidade pelos deputados distritais. Elas representam o respeito da população de Brasília pelos fuzileiros navais”, ressaltou o deputado Roosevelt. Na sessão solene, 24 pessoas receberam a homenagem. O evento completo pode ser assistido no canal do Youtube da TV Câmara Distrital.
Ana Teresa Malta – Agência CLDF
Reportagens
Conheça os filmes do Distrito Federal que disputarão o 28º Troféu Câmara Legislativa
Este ano, 15 produções concorrem a R$ 298 mil em prêmios. Os títulos serão exibidos, de 14 a 18 de setembro, durante o 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro
Foto: Montagem realizada com fotos de divulgação
Longas selecionados foram Amadeo e o Hipotético Mundo Novo; Mapas; Onde Moram os Irmãos; e Nem Todos Sabem
A 28ª edição do Troféu Câmara Legislativa terá quatro filmes de longa-metragem e 11 de curta-metragem (veja abaixo) na disputa por um total de R$ 298 mil em prêmios. Destinada a produções do Distrito Federal, a premiação foi criada há três décadas, pela CLDF, com o objetivo de reconhecer e incentivar os realizadores brasilienses. Este ano, a exibição ocorrerá de 14 a 18 de setembro, durante a Mostra Brasília, que integra a programação oficial do 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.
Os filmes que concorrem ao 28º Troféu Câmara Legislativa foram anunciados na manhã desta terça-feira (18), durante coletiva de imprensa de lançamento do festival. Os títulos de linguagens diversas — ficção, documentário, animação e híbridos — foram selecionados por um grupo de especialistas composto por Ana Arruda, Bethania Maia, Daniela Diniz, Marcelo Barbosa e Paulo Duro Moraes, que examinou 132 títulos, sendo 23 longas e 109 curtas-metragens, habilitados entre os inscritos.
Para a Comissão de Seleção, a programação, que será mostrada no Cine Brasília, “reúne filmes marcados pela invenção, risco, incômodo, observação atenta e, sobretudo, pela autenticidade”. Eles observam que são “obras que partem de memórias, afetos e estranhamentos para ampliar nossa percepção sobre o Distrito Federal e aqueles que o habitam”. Os integrantes também ressaltam que, “ao reconhecer talentos locais”, o conjunto “reafirma o cinema como linguagem artística, espaço político e ponto de encontro entre realidades que divergem, mas que coexistem no mesmo território”.
Por fim, apontam que, “em uma época marcada pela imprevisibilidade”, os 15 títulos que disputam o 28º Troféu Câmara Legislativa “plasmam, com coragem e inquietude, a potência de materializar e compartilhar histórias. Um gesto de persistência que merece ser valorizado, pois reafirma o cinema como uma forma de compreender, questionar e imaginar o tempo em que vivemos”.
28º Troféu Câmara Legislativa
Filmes selecionados
Longas-Metragens
Amadeo e o Hipotético Mundo Novo (animação), de Brenda Lígia e Edu Felistoque
Mapas (ficção), de Rafael Lobo
Nem Todos Sabem (documentário), de Edileuza Penha de Souza
Onde Moram os Irmãos (ficção), de Marisa Mendonça
Curtas-Metragens
A Arte Perdida da Lombada (ficção), de Helena Sarmento e Gabriel Brito
Ar-Dor (ficção), de Mike Peixoto
Dora (ficção), de Murilo Abreu
Hacker Leonília (animação), de Gustavo Fontele Dourado
Impostor (ficção), de Rafael Ribeiro Gontijo
Isso Aqui é Várzea! (documentário), de Flávio Costa
Madre (documentário), de Talita Carvalho e Carol Matias
Não Há Crime no Plano Piloto (ficção), de Gabriel Machado
O Jardim Mágico (animação), de Naira Caneiro e Carlon Hardt
Rima (híbrido), de Josianne Diniz
Vinte Vinte Quatro (híbrido), de Davi Pieri
Marco Túlio Alencar – Agência CLDF
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Salário de até R$ 3,4 mil e 1.887 vagas, nesta quarta-feira (19), nas agências do trabalhador
Interessados podem cadastrar o currículo pelo aplicativo da Carteira de Trabalho Digital ou presencialmente
Por
Geovanna Gravia, da Agência Brasília | Edição: Plácido Fernandes
As unidades da agência do trabalhador do Distrito Federal oferecem, nesta quarta-feira (19), 1.887 vagas de emprego em diversas regiões. O maior salário é de R$ 3.447, para a função de calceteiro, com dez vagas disponíveis na Asa Sul. Para concorrer, é preciso ter experiência comprovada, e não há exigência de escolaridade.
Entre as funções com maior número de vagas estão estoquista, com 202 oportunidades; ajudante de carga e descarga de mercadorias, com 200; e operador de empilhadeira, com 180.
Há também oportunidades exclusivas para pessoas com deficiência. Entre elas, estão duas vagas para operador de caixa, em Ceilândia Norte, com salário de R$ 1,7 mil; 25 chances para auxiliar administrativo, em Taguatinga Norte, com remuneração de R$ 1.621; e cinco para atendente de farmácia, na Asa Sul, com salário de R$ 1.750. Todas exigem ensino médio completo.
Para participar dos processos seletivos, basta cadastrar o currículo no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital (CTPS) ou ir a uma das 16 agências do trabalhador, das 8h às 17h, durante a semana. Mesmo que nenhuma das oportunidades do dia seja atraente ao candidato, o cadastro vale para oportunidades futuras, já que o sistema cruza dados dos concorrentes com o perfil que as empresas procuram.
Empregadores e empreendedores que desejam ofertar vagas ou utilizar o espaço das agências do trabalhador para as entrevistas podem se cadastrar pessoalmente nas unidades ou pelo e-mail. Pode ser utilizado, ainda, o Canal do Empregador.
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MEC lança diretrizes para ensino de arte na educação básica
Áreas abrangem artes visuais, dança, música e teatro
A rede escolar de educação básica tem agora diretrizes para ensino de arte na educação básica brasileira. Nesta terça-feira (18), foi publicada no Diário Oficial da União a norma que trata a arte como campo de conhecimento.

O material foi produzido e aprovado, em março de 2026, pela Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação (CNE) e complementa a Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
O documento destaca que o ensino e aprendizado das áreas artísticas devem ser organizados em quatro componentes curriculares, desde a educação infantil até o ensino médio. São eles: artes visuais, dança, música e teatro.
De acordo com Parecer CNE/CEB nº 2, a arte é um campo essencial à formação humana, capaz de promover a criatividade, o pensamento crítico e o diálogo com outras áreas.
O presidente do CNE, César Callegari, explica o que muda na educação brasileira.
“Não podemos mais falar de arte com improviso ou apenas para ilustrar festas e comemorações. A arte é fundamental para tudo, para o ensino da língua portuguesa, para física, para matemática. Essa articulação é que dá sentido maior àquilo que nós chamamos a formação integral do indivíduo”, pontuou.
A nova norma
As escolas devem ensinar sobre conteúdos, métodos, processos de criação, referências culturais e formas próprias de produzir conhecimento.
- arte como prática integradora – deve ser vista como prática educativa com potencial para integrar experiências dentro e fora do ambiente escolar;
- processos criativos e reflexivos – o ensino envolve criação, experimentação, apreciação e reflexão crítica, além da técnica e da reprodução;
- contextualização e análise crítica – analisar obras em seus contextos históricos, sociais e culturais amplia o repertório cultural dos estudantes;
- desenvolvimento integral do estudante – o ensino de arte favorece o desenvolvimento cognitivo, afetivo, social, cultural e estético dos estudantes.
As redes de educação devem definir uma carga horária equilibrada e coerente para cada componente curricular de arte, com a implementação de dois por ano, evitando sobreposições e garantindo a continuidade da aprendizagem.
Além disso, as escolas também deverão avaliar as condições físicas e pedagógicas para ofertar os componentes; elaborar planos com metas progressivas para melhorar espaços, materiais e recursos; integrar o espaço escolar com equipamentos culturais e artísticos locais; e fomentar parcerias com a comunidade para enriquecer a educação.
O texto destaca que, na educação básica, cada criança, jovem ou adulto aprende de um jeito único e essa singularidade deve ser respeitada.
Deveres das redes de ensino
Os sistemas de ensino estaduais, do Distrito Federal e municipais, em regime de colaboração com a União, devem assegurar a completa implementação desta resolução até o fim do prazo de vigência do Plano Nacional de Educação (PNE 2026-2036).
O PNE estabelece as diretrizes, metas e estratégias para a política educacional brasileira na próxima década.
O objetivo é reforçar a importância da arte na formação integral dos estudantes brasileiros.
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