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Câmara Legislativa celebra os 65 anos do CASEB, primeira escola do DF
Solenidade lotou o plenário da casa com alunos e membros do corpo docente da escola
Foto: Ângelo Pignaton/Agência CLDF
A primeira aluna do Caseb, Cosete Ramos, fez um relato dos momentos iniciais da escola, que se confundem com a criação da nova Capital
O Centro de Ensino Fundamental Caseb, a primeira escola construída em Brasília, comemorou seus 65 anos de atividade em uma sessão solene no plenário da CLDF nesta sexta-feira (16). A iniciativa da homenagem partiu do presidente da Comissão de Educação e Cultura (CEC), deputado Gabriel Magno (PT), e foi marcada por depoimentos de alunos e ex-alunos, uma apresentação de dança e a entrega de moções de louvor em reconhecimento ao trabalho dos professores.
Magno avalia que as escolas, de forma geral, têm papel central na formação democrática de uma sociedade. O distrital, que também é professor, afirmou que o que define um bom ambiente escolar vai muito além do ensino das disciplinas aos alunos, mas se traduz em um ambiente de acolhimento e cuidado.

“Escola é lugar de ser feliz, de democracia e de diversidade”, declarou.
A primeira aluna do Caseb, Cosete Ramos, fez um relato dos momentos iniciais da escola, que se confundem com a criação da nova Capital. Ela contou que havia grande pressão para que o centro de ensino fosse inaugurado a tempo para receber os filhos dos pioneiros que vieram de todo o Brasil para construir a cidade.
A ex-aluna contou que Juscelino Kubitscheck participou da aula inaugural da escola, em 16 de maio de 1960, e pôde ver de perto uma comunidade escolar que nascia e refletia a miscigenação “dos candangos que vinham de toda parte do país”.
“JK se emocionou ao ser aplaudido por uma juventude que tinha deixado tudo para trás. Os gritos dos alunos eram o novo som do Brasil. Ao presenciar aquele novo Brasil que se iniciava, JK chorou”, contou Cosete.
A diretora do Centro de ensino, Elaine da Silva Neves, ressaltou a alta qualificação e o comprometimento do corpo de professores, que fazem do Caseb uma das melhores escolas públicas de Brasília.
“Vocês estão numa escola de excelência, com professores comprometidos com a educação. Eu acredito numa educação com amorosidade, isso faz a diferença”, declarou a diretora aos alunos que lotaram a galeria do Plenário da Casa.

Dezenas de estudantes discursaram da tribuna para expressar a gratidão que sentem por toda a equipe trabalha na escola. Representando os alunos, a presidente do grêmio estudantil Ana Luiza Ferreira Dantas afirmou que os profissionais fazem do Caseb um ambiente propício para a evolução pessoal de cada um.

“É uma instituição que, há 65 anos transforma vidas por meio da educação. O Caseb não é apenas um prédio onde acontecem aulas, é um lar, um ponto de encontro de sonhos, lutas e conquistas”, declarou.
A deputada Federal Erika Kokay (PT-DF) elogiou a trajetória do centro de ensino, que, em sua análise, destacou-se ao longo das décadas como um lugar de fortalecimento da cidadania. Para Kokay, o papel da escola é justamente este, “a formação cidadãos éticos e compromissados com o combate a qualquer tipo de discriminação”. A parlamentar complementou dizendo que “a educação não resolve tudo, mas, sem ela, não se resolve absolutamente nada”.

O final da cerimônia foi marcado por uma apresentação de dança feita por alunos do centro de ensino e pela entrega de moções de louvor a educadores. Você pode assistir a cerimônia completa pelo YouTube da CLDF.
Christopher Gama – Agência CLDF
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Sessão especial vai destacar história do 14-Bis e importância da Força Aérea
Santos Dumont voa em seu 14-bis: inventor é patrono da aeronáutica brasileira e herói da pátria
reprodução
Yasmim Rodrigues
O Senado faz nesta quarta-feira (21), às 10h, uma sessão especial pelos 120 anos do primeiro voo do 14-Bis e pelo Dia do Aviador e da Força Aérea Brasileira (FAB). A homenagem, proposta pelo senador Dr. Hiran (PP-RR) e outros parlamentares, destaca a atuação da Força Aérea na defesa do espaço aéreo, em missões de resgate e no apoio a regiões de difícil acesso. As datas, comemoradas em 23 de outubro, fazem referência ao dia do primeiro voo do avião criado por Santos Dumont.
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Fonte: Agência Senado
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ORGULHO DO PARANÁ
A cidade das flores, da catedral e dos parques é exemplo de sustentabilidade. Conheça mais sobre o terceiro município paranaense.
Maringá nasceu no meio da mata e o planejamento urbano, muito bem elaborado, garantiu que muitos ipês roxos fossem respeitados dentro daquele conceito de cidade jardim. Hoje seus habitantes e turistas, que visitam a cidade atraídos pelo espetáculo anual, se orgulham de ver a beleza das floradas, registram e compartilham suas fotos e vídeos, as postagens ganham o mundo conectado pelas redes sociais.

Para facilitar o encontro das árvores floridas pela população e turistas e também uma maneira de proteger e cuidar dos ipês, a Prefeitura de Maringá elaborou um roteiro dos ipês floridos, com um mapa apontando a localização de todas as árvores.
A CATEDRAL DE MARINGÁ
A Catedral idealizada por Dom Jaime Luiz Coelho e projetada pelo arquiteto José Augusto Bellucci. O templo tem uma altura de 124 e lembra que o peregrino deve ser afastar do mundo para ficar mais perto de Deus. Foi construída entre julho de 1959 e maio de 1972. De forma cônica, possui um diâmetro externo de 50 metros e uma nave circular, com diâmetro interno de 38 metros. Apresenta 114 metros de altura, mais dez metros de cruz no topo, somando 124 metros. É o 10º monumento mais alto do mundo e o primeiro da América do sul.

Contornando a catedral, abaixo das rampas de acesso ao seu interior, estão os espelhos d’água que formam as fontes luminosas com chafariz, que jorram suas águas a mais de 5 metros de altura. Seus 16 vitrais de linhas abstratas e cores exuberantes são verdadeiras obras de arte, de autoria de Lorenz Helmair. A arquitetura interior é de inspiração de Manfred Ostterroht.
MODELO DE GOVERNANÇA
QUANDO OS CIDADÃOS PARTICIPAM DA GESTÃO DA CIDADE
A vida administrativa, em Maringá, teve um avanço de qualidade e de gestão a partir de 1996, quando foi criado o Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá – CODEM. O órgão foi implantado no cinquentenário da cidade, em 1997, quando aconteceu a posse dos primeiros dirigentes. O CODEM virou referência para muitas cidades brasileiras pelo sucesso na participação ativa da sociedade civil, entidades e lideranças locais. Outros municípios, inclusive Brasília, copiaram a ideia e criaram o CODESE (Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico, como modelo de governança.
E foi justamente este modelo de governança que ajudou Maringá planejar melhor seu desenvolvimento e crescimento de forma sustentável.
Em 2025, Maringá foi classificada como a sétima cidade mais competitiva do Brasil no Ranking de Competitividade dos Municípios, divulgado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). No Paraná, o município ocupa a segunda colocação, ficando atrás apenas de Curitiba, que aparece em quinto lugar no levantamento.
O bom desempenho da Cidade foi impulsionado principalmente pelos avanços no saneamento básico e na eficiência da gestão pública. Maringá alcançou a primeira posição nacional em cobertura da coleta de resíduos domésticos e recebeu nota máxima na destinação adequada do lixo, consolidando-se como referência na área. Apenas nesse pilar, subiu 24 colocações em relação ao ano passado. Também se destacou no funcionamento da máquina pública, ocupando a sétima posição no País.
Na área ambiental, o município aparece em primeiro lugar no combate ao desmatamento ilegal e a 14ª posição em qualidade da educação, além do 22º lugar em qualidade da saúde.
Entre as 10 cidades com maior vegetação urbana em área total, destacam-se grandes capitais como Rio de Janeiro (12.844 ha), São Paulo (11.814 ha) e Brasília (10.256 ha). Esses números refletem a extensão territorial e, em muitos casos, a presença de parques naturais e áreas de proteção ambiental dentro dos limites urbanos.
O PARQUE DO INGÁ
Uma homenagem ao município paraibano de Ingá
A cidade de Maringá nasceu na segunda metade da década de 1940, planejada pela Companhia de melhoramento do Norte do Paraná. Os primeiros assentamentos do noroeste do Paranã evoluíram rapidamente. Diante do avanço da então pequena vila, que virou cidade em 1947, 21 anos depois, em 1968, foi criado o Bosque 01. Mais tarde, essa área verde recebeu o nome de Parque do Ingá. Ao contrário do que algumas pessoas contam, de que o motivo do nome seria porque havia no bosque árvores da espécie Ingá, a principal razão foi outra: fazer uma homenagem da Cidade-Canção ao município paraibano de Ingá, que deu origem à famosa música Maringá, um neologismo de “Maria de Ingá”.

Além da canção, a cidade de Maringá fez outra homenagem ao município paraibano de Ingá. Deu o nome de Parque do Ingá à mais importante área verde da cidade. (foto: Rafael Macri / PMM)
O Parque do Ingá foi criado com objetivo de ser uma área de preservação da flora e fauna local numa perspectiva inclusive do desenvolvimento do ecoturismo. O Parque do Ingá, que compreende uma área de 473.300 m², cuja vegetação é denominada Floresta Estacional Semidecidual, encontra-se numa região geográfica denominada terceiro Planalto Paranaense. Localiza-se na região central de Maringá entre as avenidas São Paulo, Anchieta, Néo Alves Martins, Laguna e Juscelino Kubitschek.
CONHECENDO A CIDADE DE INGÁ-PB
A cidade paraibana, que está no DNA do nome Maringá, foi fundada ao redor da Pedra de Ingá, um monumento arqueológico.
O município de Ingá, na Paraíba, está a menos de 100km da capital, João Pessoa. O nome vem de um monumento natural ou sítio arqueológico com o nome Itacoatiara do Ingá, localizado à margem de um rio do Agreste. As inscrições e desenhos no monumento têm sulcos profundos que atravessam uma parede da pedra e resistem há milhares de ano sem uma tradução definitiva. A cidade de Ingá cresceu ao redor desse cenário, hoje protegido como monumento natural, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

Segundo o Iphan as formas sugerem animais, frutas, pessoas e elementos celestes, sem apresentar essas leituras como uma tradução definitiva. O tombamento federal ocorreu em 1944. Pesquisas também registraram artefatos líticos e cerâmicos encontrados na superfície, ampliando o interesse arqueológico do lugar.
A Pedra do Ingá é um dos monumentos arqueológicos mais importantes e misteriosos do mundo, localizada no município de Ingá, no agreste do estado da Paraíba. Classificada como uma “itacoatiara” (termo do tupi que significa “pedra pintada” ou “riscada”), trata-se de um imenso bloco de gnaisse com cerca de 46 metros de comprimento e 3,8 metros de altura inteiramente coberto por inscrições rupestres profundas gravadas na rocha.
O painel exibe quase 400 gravuras enigmáticas que combinam diferentes formas geométricas e figurativas. O significado exato de toda essa simbologia permanece um mistério absoluto para a ciência.

“Em todo o planeta nós temos registros de pedras gravadas. Elas estão na África, no continente americano, na Europa, na Ásia e na Oceania. O sítio arqueológico itacoatiara do Ingá torna-se importante pela quantidade de gravuras que tem. E, também, pela beleza cênica. Esses dois pontos acabaram por transformar a Pedra do Ingá num dos sítios arqueológicos mais importantes do Brasil”. Juvandi de Souza Santos – Universidade Estadual da PB
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