Reportagens
Festival leva teatro de rua, música e oficinas gratuitas a quatro regiões do DF
Com apoio do FAC e estreia neste fim de semana em Ceilândia, o Circuito Rua Viva ocupa praças públicas com arte urbana e apresenta o novo espetáculo ‘A Batalha do Portal’
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Karol Ribeiro, da Agência Brasília | Edição: Débora Cronemberger
O Circuito Rua Viva, festival de artes urbanas realizado pelo Coletivo Truvação, estreia no primeiro fim de semana de julho, na praça do Metrô de Ceilândia Centro. Com financiamento do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF), o projeto leva espetáculos de rua gratuitos, oficinas e shows musicais a quatro regiões administrativas, sempre aos fins de semana ao longo do mês.
Com forte atuação em teatro de rua, o coletivo estreia, dentro da programação do festival, o mais novo espetáculo: A Batalha do Portal. O Circuito passará por Ceilândia, Taguatinga, Núcleo Bandeirante e Sobradinho. “A proposta é ocupar praças públicas com arte urbana, criando novos imaginários para espaços públicos. Essa é uma forma de reivindicar a rua como espaço legítimo de expressão artística”, destaca a idealizadora e diretora de produção, Ana Matuza.
Ana ressalta a importância do financiamento público para a realização do projeto. “O apoio do FAC é essencial. Produzimos espetáculos com muita qualidade, com cenografia, sonoplastia e microfones ao vivo. São produções que exigem orçamento, equipamento e profissionais capacitados. Sem fomento, não seria possível. Mas, mais do que isso, o impacto é enorme na comunidade: levamos arte de qualidade para pessoas que muitas vezes nunca tiveram acesso ao teatro.”
Além das apresentações teatrais, o circuito também inclui shows musicais e oficinas práticas de artes visuais, como grafite, lambe-lambe e pintura de mural. Todas são ministradas por artistas locais e abertas ao público, basta comparecer no horário. As atividades ocorrem aos sábados, das 14h às 17h, e em algumas cidades também aos domingos.
Confira a programação dos dias 5, 6, 12 e 13 de julho:
Ceilândia – Praça do Metrô
Sábado – 5/7
→ 14h–17h: oficina de lambe-lambe com Dri Kariú
→ 19h: espetáculo A Batalha do Portal
→ 21h: show do grupo Coco de Quebrada
Domingo – 6/7
→ 14h–16h: competição amadora de queimada com premiação
→ 19h: espetáculo Umbigo do Infinito
Taguatinga – Mercado Sul Vive
Sábado – 12/7
→ 14h–17h: oficina de acessibilidade para agentes culturais com Letícia Amarante
→ 19h: espetáculo A Batalha do Portal
→ 21h: apresentação do grupo As Sambadeiras de Roda
Domingo – 13/7
→ 14h–17h: oficina de acessibilidade para agentes culturais com Letícia Amarante
→ 17h: batalha de rima – A Batalha do Grude
→ 18h: espetáculo Umbigo do Infinito
Serviço
Circuito Rua Viva
→ Datas: 5, 6, 12, 13, 19, 20, 26 e 27 de julho
→ Locais: Praça do Metrô (Ceilândia Centro), Mercado Sul Vive (Taguatinga), Praça da Biblioteca Vó Philomena (Núcleo Bandeirante) e Praça das Artes Teodoro Freire (Sobradinho)
→ Classificação indicativa: Livre.
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Moraes dá 48 horas para Bolsonaro informar se autorizou vídeo com IA
Produção foi apresentada no sábado em convenção do Partido Liberal
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (28) que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro se manifeste, no prazo de 48 horas, sobre a utilização de sua imagem e voz em um vídeo produzido por meio de inteligência artificial (IA) e exibido durante a Convenção Nacional do Partido Liberal (PL), realizada no último sábado (25).

Na decisão, Moraes afirma que é necessário esclarecer se Bolsonaro autorizou a produção e a divulgação do vídeo, que simulava um pronunciamento em apoio à pré-candidatura de seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, à Presidência da República.
Segundo o ministro, a resposta é necessária para verificar se houve novo descumprimento das condições impostas ao ex-presidente durante a prisão domiciliar humanitária. Se essa hipótese for confirmada, Bolsonaro corre o risco de ter o benefício revogado.
Caso ele não tenha autorizado a produção do vídeo, Moraes aponta eventual grave desrespeito à legislação eleitoral por parte de Flávio Bolsonaro e do PL, podendo, inclusive, acarretar em inelegibilidade.
“Se não houve autorização do custodiado Jair Messias Bolsonaro para utilização de sua imagem e voz para declarações político-eleitoral, além de constituir desrespeito à ordem judicial por Flávio Nantes Bolsonaro e pelo Partido Liberal (PL), tal conduta poderá tipificar a denominada ‘deep fake’, prática expressamente vedada pela legislação eleitoral, um vez que, haverá a caracterização de criação ou divulgação de conteúdo sintético destinado a associar artificialmente a imagem, a voz ou a manifestação de determinada pessoa a candidato, partido ou causa política, sem sua expressa autorização”.
Na decisão desta terça-feira, Moraes lembra que Bolsonaro cumpre pena em prisão domiciliar humanitária, está com os direitos políticos suspensos em razão de condenação criminal definitiva por tentativa de golpe de Estado e está proibido de divulgar manifestações político-eleitorais, inclusive por intermédio de terceiros.
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Exposição dos Povos da Floresta chega a Brasília e ocupa Memorial dos Povos Indígenas
Em cartaz a partir de quarta-feira (29), mostra tem entrada gratuita e reúne artistas indígenas, povos tradicionais e diferentes expressões da arte amazônica
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Agência Brasília | Edição: Plácido Fernandes
Brasília recebe, a partir desta quarta-feira (29), a Exposição dos Povos da Floresta, uma mostra que reúne artistas de diferentes territórios da Amazônia em um encontro entre arte, ancestralidade, território e memória. Integrando a Etapa Brasília do Festival dos Povos da Floresta, a exposição ocupa o Memorial dos Povos Indígenas (MPI), com visitação gratuita até 27 de setembro.
Idealizado pelo Centro de Inovação da Amazônia (Rioterra), o Festival dos Povos da Floresta promove a circulação de artistas, mestres tradicionais e comunidades originárias, ampliando o acesso às múltiplas expressões culturais amazônicas em diferentes regiões do país. A cerimônia de abertura será na terça-feira (28), das 19h às 21h, marcando o encontro de artistas, curadores, convidados e público em uma celebração da diversidade cultural brasileira.
A exposição reúne fotografias, pinturas, esculturas, instalações, registros audiovisuais, experiências em realidade virtual e curtas-metragens, construindo um percurso sensorial que aproxima o visitante das diferentes narrativas e modos de vida presentes na Amazônia.
Entre os destaques estão obras de Gustavo Caboco, Paula Sampaio, Will Arehj, Wauto Am, além do acervo fotográfico da Rioterra com trabalhos de Marcela Bonfim, Alexis Bastos, Fred Bastos, Alexandre Rotuno e do próprio Will Arehj.
A mostra também reúne artistas de Rondônia, Roraima, Amapá e Pará, refletindo a diversidade estética, cultural e territorial da região amazônica. Participam nomes como Saulo de Souza, Rafael Prado, Evandro Câmara, Bototo, Avener Prado, Isaías Miliano, Pedro Macuxi, Kaiwino Wiz (Georgina), Vinícius Kenede, Caripoune Yermollay, Ya Juarez, Keyla Palikur, Thay Ptit, Hugo Figueiredo e Gilson Tupinambá, entre outros.
Ao longo de sua trajetória, a Exposição dos Povos da Floresta percorreu Porto Velho (RO), Boa Vista (RR), Macapá (AP) e Belém (PA), incorporando novas ocupações artísticas e diferentes olhares curatoriais em cada território. Em Brasília, essas experiências convergem em uma exposição que sintetiza os diálogos construídos ao longo do projeto, sob curadoria de Isabela Bastos e Lucas Baim.
Mais do que apresentar obras de arte, a mostra propõe uma reflexão sobre a pluralidade dos povos amazônicos, evidenciando suas memórias, cosmologias, formas de resistência e modos de produzir conhecimento por meio da arte.
Programação audiovisual e realidade virtual
Além das obras expostas, o público poderá assistir a uma seleção de curtas-metragens produzidos em Rondônia, Roraima, Amapá e Pará, com narrativas que dialogam com os temas da exposição e ampliam a experiência do visitante.
A programação inclui ainda uma imersão em realidade virtual composta por quatro experiências audiovisuais que apresentam paisagens, saberes e vivências da Amazônia, permitindo ao público conhecer diferentes territórios por meio de tecnologia imersiva.
Comprometida com a democratização do acesso à cultura, a exposição contará com recursos de acessibilidade, incluindo intérpretes de Libras e audiodescrição das obras por meio de QR Code.
Ao reunir diferentes linguagens artísticas, territórios e experiências culturais, a Exposição dos Povos da Floresta reafirma o compromisso do festival em fortalecer o protagonismo dos povos amazônicos e ampliar a circulação de suas produções, aproximando o público brasileiro da riqueza artística e cultural da região.
Serviço
Exposição dos Povos da Floresta
⇒ Local: Memorial dos Povos Indígenas (MPI)
⇒ Cerimônia de abertura: terça-feira (28), das 19h às 21h
⇒ Visitação: de quarta-feira (29) a 27 de setembro
⇒ Funcionamento: terça-feira a domingo, das 9h às 17h
⇒ Entrada gratuita.
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