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O turismo em Brasília bate recordes já no primeiro semestre e destaca-se entre os destinos mais procurados em 2025
Patricia Ribeiro
Lago Paranoá atrai praticantes de esportes náuticos – foto: MTur
Brasília encerra o primeiro semestre de 2025 com resultados históricos no setor de turismo, assegurando-se como um destino importante, acolhedor e cada vez mais reconhecido nacional e internacionalmente. De acordo com a Secretaria de Turismo do Distrito Federal (SETUR-DF), o período foi marcado por eventos de grande porte, expansão de serviços e conquistas estratégicas para o desenvolvimento do turismo cultural, gastronômico, cívico, esportivo e de negócios. E a perspectiva é que tenha bem mais até o fim do ano.
Turismo em expansão: números que impressionam
Nos primeiros quatro meses de 2025, o turismo injetou R$ 28,34 milhões na economia local — um crescimento expressivo de 50,88% em comparação com o mesmo período do ano anterior. O resultado é reflexo direto de ações estruturadas em diversos segmentos, da valorização da cultura local à qualificação de serviços. De acordo com a Secretaria de Turismo do Distrito Federal (SETUR-DF), o período foi marcado por eventos de grande porte, expansão de serviços e conquistas estratégicas para o desenvolvimento do turismo cultural, gastronômico, cívico e de negócios.
Reconhecimento internacional e conectividade aérea
O Distrito Federal também apresentou um avanço de 39% na chegada de turistas internacionais. Atualmente, o terminal brasiliense opera com nove rotas regulares internacionais, com destaque para o aumento de frequências para Miami, Santiago e Cancun, o que reforça Brasília como um destino global competitivo.
O Aeroporto Internacional de Brasília conhecido como Aeroporto Jucelino Kubitschek, ganhou ainda mais notoriedade e reconhecimento internacional sendo eleito o 4º melhor aeroporto no mundo em 2025 segundo o ranking AirHelp Score. Ele é o único terminal brasileiro que está entre os dez melhores do mundo. Foram avaliados 250 aeroportos em 68 países. Os quesitos como pontualidade dos voos, qualidade dos serviços, oferta de alimentações e boas lojas, tendo a capacidade de pista considerada a maior do país, garantiram bom resultado para destacar ainda mais a cidade como destino turístico.
Além disso, a capital foi destaque em rankings internacionais: foi eleita um dos 25 destinos globais em alta para 2025, segundo pesquisa da Airbnb, e entrou para o ranking global da InsureMyTrip como destino favorito para trabalhadores digitais. Brasília também reafirmou seu protagonismo sustentável, sendo eleita pela segunda vez a cidade mais sustentável do Centro-Oeste, segundo o Ranking de Cidades Sustentáveis 2025, da plataforma Bright Cities.
Movimento recorde em eventos e experiências
A cidade foi palco de eventos que atraíram milhares de visitantes: o Aniversário de Brasília reuniu cerca de 1 milhão de pessoas, a Via Sacra do Morro da Capelinha contou com 150 mil fiéis, o 33º Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES/FITABES) trouxe mais de 10 mil participantes e por último o Street League Skateboarding (SLS) com 30 mil reforçando o turismo religioso, cultural, de esporte e de negócios.
Outro marco importante foi a comemoração de 1 ano da reinauguração do Café Escola Casa de Chá. Entre 26 de junho de 2024 e 2025, o local alcançou a impressionante marca de 155.500 visitantes, protagonizando-se como um dos pontos mais emblemáticos, charmosos e históricos da Capital Federal.
Avanços na infraestrutura turística
Em janeiro, foi finalizada a manutenção das pedras portuguesas da Praça dos Três Poderes, com apoio do Serviço de Limpeza Urbana (SLU), que utilizou produtos especiais para preservar o local. E até julho de 2026, será concluída a reforma completa da Praça, um investimento de R$22 milhões que contemplará a recuperação do piso, revitalização do Espaço Lúcio Costa e do Museu da Cidade, além da modernização de bancos, iluminação de monumentos e implantação de acessibilidade com rampas e piso tátil.
Guias turísticos e inovação digital
O Distrito Federal conta com 500 guias turísticos cadastrados no Ministério do Turismo, sendo 431 registrados na SETUR-DF, que atuam ativamente na experiência de quem visita Brasília. Além disso, o primeiro semestre de 2025 também marcou o lançamento do aplicativo ‘Brasília de A a Z’, durante a 31ª edição da Brasília Restaurant Week, oferecendo uma nova ferramenta para turistas e moradores explorarem os atrativos da cidade.
Fomento ao artesanato e à economia criativa
O projeto Artesanato de BSB segue crescendo com a inauguração de nova loja no Shopping Alameda, em Taguatinga. Com espaço ampliado, a loja atual conta com 30 artesãos selecionados por edital, que se revezam a cada 90 dias, garantindo diversidade e inclusão. Atualmente, o DF possui 14.851 artesãos e 2.583 manualistas cadastrados. Só em 2024, o setor movimentou mais de R$ 2 milhões, um crescimento de 33% em relação ao ano anterior, beneficiando diretamente 1.500 famílias que vivem do ofício.
Turismo como vetor estratégico para o DF
Brasília vive um momento ímpar de fortalecimento turístico, resultado da soma entre políticas públicas eficazes, valorização cultural e olhar estratégico para a sustentabilidade e inovação. A cidade reafirma sua identidade como capital do Brasil e, ao mesmo tempo, como destino mundialmente reconhecido por sua arquitetura, história, gastronomia e hospitalidade.
Informações para a imprensa:
Secretaria de Turismo do Distrito Federal – Assessoria de Comunicação
E-mail: ascom@setur.df.gov.br
Contato: Gláucia – Chefe da Ascom
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NASCIMENTO DO LAGO PARANOÁ
O Lago Paranoá foi idealizado muito antes da construção de Brasília, tendo sua primeira proposta formalizada pelo botânico e paisagista francês Auguste François Marie Glaziou, paricipante da segunda Missão Cruls, em 1894.
No seu relatório, Glaziou identificou uma depressão topográfica na região e sugeriu o represamento do rio Paranoá para criar uma bacia de água indispensável ao abastecimento da futura capital.
Glaziou escreveu: “Entre dois grandes chapadões na localidade pelos nomes de Gama e Paranoá, existe imensa planície em parte sujeita a ser coberta pelas águas da estação chuvosa (…) É fácil compreender que, fechando essa brecha com uma obra de arte – barragem (…) formará um lago navegável em todos os sentidos, num comprimento de 20 a 25 quilômetros sobre uma largura de 16 a 18.”
O projeto do paisagista visava amenizar o clima seco do Planalto Central, garantir o fornecimento hídrico, gerar energia e proporcionar um elemento ornamental e de lazer para a população.
Em 1956, o plano de Glaziou foi incorporado e adaptado pela Novacap para compor o Edital do Concurso Nacional do Plano Piloto da Nova Capital do Brasil.
Em março de 1957, quando da abertura do Concurso, todos os 26 projetos constavam a construção do Lago Paranoá, como aconteceu com o projeto vencedor, do urbanista Lucio Costa.

O idealizador do Lago Paranoá foi o paisagista francês Auguste Glaziou, membro integrante da 2ª Missão Cruls. A construção da barragem se inicia em 1957, sob responsabilidade da empresa norte-americana Raymond Concrete Pile of Americas. O constante atraso nas obras fez com que JK mandasse rescindir o contrato com a Raymond e transferisse o comando da construção da barragem para as construtoras Camargo Corrêa, Rabelo, Rodobras, Geotec e Engenharia Civil e Portuária.
DESCRIÇÃO COMPLETA
Essa é a descrição completa feita por Auguste Glaziou, no relatório da Segunda Missão Cruls, em 1894, apontando a solução técnica para a construção do Lago Paranoá:
“Entre os dois grandes chapadões conhecidos na localidade pelos nomes de Gama e Paranoá, existe uma imensa planície sujeita a ser coberta pelas águas da estação chuvosa: outrora era um lago devido à junção de diferentes cursos de água formando o Paranoá; o excedente desse lago, atravessando uma depressão do chapadão, acabou com o carrear dos saibros e mesmo das pedras grossas, por abrir nesse ponto uma brecha funda, de paredes quase verticais pela qual se precipitam hoje todas as águas dessas alturas. É fácil compreender que, fechando essa brecha com uma obra de arte (barragem) forçosamente a água tomará ao seu lugar primitivo e formará um lago navegável em todos os sentidos, num comprimento de 20 a 25 quilômetros sobre uma largura de 16 a 18.”
Nos anos 1970, ao entrar pela primeira vez na Catedral Metropolitana Basílica Menor de Nossa Senhora da Glória, em Maringá, fiquei muito impressionado. Trata-se de uma das mais altas e belas basílicas da América Latina. Depois, caminhando pelas ruas da cidade, a música “Maringá, Maringá” logo me veio à memória. Cidade e canção parecem feitas uma para a outra, unidas por melodia, harmonia e ritmo. Embora separadas por 15 anos de história, a obra musical do mineiro Joubert de Carvalho e o terceiro maior município do Paraná compartilham a mesma beleza e a mesma alma. Conheça a seguir como essa bonita sintonia moldou o destino urbano e social da cidade e da região.
MARINGÁ: A CIDADE E A CANÇÃO
“Maringá… Maringá”, a melodia, nasceu primeiro, em 1932. Quinze anos depois, em 10 de maio de 1947, era fundado o município paranaense. A obra-prima de Joubert Gontijo de Carvalho (1907–1977) surgiu após um diálogo marcante com o ex-governador da Paraíba, José Américo de Almeida, então ministro da Viação e Obras Públicas de Getúlio Vargas e autor do clássico literário “A Bagaceira” (1928). Quem fez a aproximação de José Américo de Almeida com o compositor foi Rui Carneiro (1906-1977), então oficial do gabinete do Ministério da Aviação, natural de Pombal, uma cidade centenária ao norte da Paraíba.
Rui Carneiro era jornalista e advogado, mais tarde foi deputado federal e senador pela Paraíba. Carneiro e José Américo relataram ao compositor o sofrimento do povo nordestino com a seca severa. E deram, como exemplo, a cidade de Ingá, no agreste da Paraíba, a 100km de João Pessoa. Inspirado pelo relato, Joubert de Carvalho (mineiro de Uberaba) que já colecionava sucessos na voz de Carmen Miranda, como “Taí – Eu fiz tudo prá você gostar de mim”, criou uma personagem retirante fictícia chamada Maria. Da junção de “Maria de Ingá” surgiu o neologismo que batizou a música romântica e nostálgica. Mal sabia o compositor que aquele sucesso estrondoso seria o nome, 15 anos mais tarde, de uma das cidades mais prósperas do Sul do país e, ainda, lhe daria o nome de uma importante rua.

MARINGÁ: MODELO DE GESTÃO
Visão de presente e de futuro. Maringá saiu na frente, no Brasil, trazendo a sociedade civil organizada para participar no planejamento econômico sustentável da administração da cidade. Com o objetivo de propor ações efetivas para garantir o desenvolvimento sustentável de toda a região geoeconômica, proporcionando qualidade de vida e condições dignas aos cidadãos, em gestão compartilhada com o poder público, Maringá criou em 1996, o Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá – CODEM. O órgão nasceu com o Movimento Repensando Maringá. No cinquentenário de Maringá, em 1997, houve a posse dos primeiros conselheiro.
Ao longo dos anos, o CODEM não só se consolidou como referência em planejamento socioeconômico sustentável, sempre com a participação ativa da sociedade civil, entidades e lideranças locais, como serviu de exemplo para a criação de órgão similar em muitas cidades brasileiras.
Hoje, mais de 20 cidades brasileiras, inclusive Brasília, usam esse modelo de governança inspirado no modelo pioneiro do CODEM/CODESE de Maringá (PR), com o objetivo de planejar o crescimento urbano e socioeconômico sustentável da região para as próximas décadas.
SAIBA MAIS
Veja duas outras matérias:
1) O batismo e a
cronologia da criação e urbanização.
2) Como o modelo de gestão participativa levou
o município de Maringá a bater recordes
de competitividade e de sustentabilidade.

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