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Férias espaciais: Oficinas do Planetário de Brasília despertam curiosidade científica em crianças

Com mais de 1.200 inscritos para 270 vagas, programação gratuita oferece experiências educativas e lúdicas sobre o universo; oficina de foguetes é destaque entre os pequenos exploradores

 

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Jak Spies, da Agência Brasília | Edição: Ígor Silveira

 

Explorar o espaço, lançar foguetes e aprender sobre o universo de forma divertida – é assim que dezenas de crianças estão aproveitando as férias escolares no Planetário de Brasília, que promove, desta terça (22) até o dia 30, uma colônia de férias feita com oficinas gratuitas voltadas para alunos de 6 a 12 anos da rede pública do DF, em parceria com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF) e apoio do Governo do Distrito Federal (GDF). Entre as atividades mais empolgantes está a oficina de ciência de foguetes, que encanta os pequenos curiosos, além de pais e educadores.

Neste ano, pela primeira vez, as inscrições puderam ser feitas online, o que ampliou significativamente o alcance da iniciativa: foram 1.207 inscritos para apenas 270 vagas, um crescimento de 900% em relação à edição da colônia de férias de janeiro. Das vagas oferecidas, 20% foram reservadas para crianças com deficiência, garantindo o acesso de 49 participantes sorteados entre aproximadamente 70 inscritos.

Neste ano, pela primeira vez, as inscrições foram feitas online, o que ampliou significativamente o alcance da iniciativa: foram 1.207 inscritos para apenas 270 vagas, um crescimento de 900% em relação à edição da colônia de férias de janeiro | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

O brilho do espaço nos olhos

Depois de aprender a fazer um foguete caseiro usando garrafa PET, vinagre e bicarbonato de sódio, o pequeno Joaquim Cavalcanti, de 8 anos, acompanhou o lançamento da experiência com brilho nos olhos. “Eu achei incrível porque realizei meu sonho de conhecer o Planetário, conhecer sobre o sonho do ser humano de sair da Terra e ainda lançar um foguete. Aprendi muito sobre a corrida espacial e até sobre reações químicas que não fazia ideia que existiam”, contou. Ele acrescentou, ainda, que também se divertiu e fez novas amizades na colônia de férias.

A mãe dele, Talita Cavalcanti, 39, elogiou a iniciativa: “São 20 dias sem aula para entreter as crianças, então é muito bom ter uma opção gratuita como essa em Brasília, porque tudo nas férias costuma ter um custo alto. É um alívio para os pais e uma alegria ver nossos filhos se divertindo e aprendendo. É um universo que o Joaquim gosta bastante, desde pequenininho ele já montava o sistema solar com massinhas. O brilho no olhar já diz tudo.”

Depois de aprender a fazer um foguete caseiro usando garrafa pet, vinagre e bicarbonato de sódio, o pequeno Joaquim Cavalcanti, de 8 anos, acompanhou o lançamento da experiência com brilho nos olhos

A experiência também encantou Ana Alice Rocha, de 8 anos. “Foi muito legal, eu amei. Vi nebulosas e aprendi que o espaço é muito bonito.” Já a mãe dela, a professora Ana Lúcia, 40, destacou o aspecto pedagógico das atividades: “Eles aprenderam sobre meteoros, o sistema solar e ainda montaram e lançaram seus próprios foguetes. A criança tem muita energia e aqui, além de gastar energia, ela vai obter conhecimento. É super importante essa parte do conhecimento e Brasília tem muito isso, sem falar que é de graça. É uma vivência que une diversão e educação de forma brilhante”.

Além da oficina de foguetes, a programação inclui atividades como Missão espacial criativa, Nebulosa em garrafa, Centro de comando espacial e construções espaciais em 3D. Segundo a subsecretária de Promoção à Ciência da Secti-DF, Ana Paula Aragão, a proposta é despertar o interesse das crianças por ciência, tecnologia e criatividade. “Trabalhar o aprendizado de forma lúdica é fundamental. É assim que se fomenta o gosto pela ciência desde cedo”, afirma.

O diretor do Planetário, Júnior Berbet, reforça que o espaço aberto ao público vai além da colônia de férias, funcionando de terça a domingo com sessões na cúpula e exposições permanentes: “Queremos que todos conheçam o Planetário, onde tudo é voltado para o ensino da física, química e outras áreas de conhecimento. É um aprendizado de uma forma diferente e voltado para a difusão científica mesmo, para vermos o quão pequenos nós somos diante do tamanho do nosso universo. Aqui instigamos a curiosidade e incentivamos o conhecimento como forma de transformar o futuro das nossas crianças”.

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DF disponibiliza banco de perucas para pessoas em tratamento contra o câncer

Atendimento é gratuito e requer documento pessoal e relatório médico atualizado

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Jak Spies, da Agência Brasília | Edição: Chico Neto

Mulheres em tratamento de saúde que causa a perda de cabelos contam com atendimento gratuito para doação de perucas no Distrito Federal. Para a prestação do serviço, há um banco com cerca de 300 perucas, renovado a cada dois meses. O atendimento ocorre diariamente, conforme a demanda, com limite de uma peça por pessoa.

As perucas são produzidas por voluntários a partir do reaproveitamento de cabelos naturais doados. A iniciativa reúne a confecção de próteses mamárias, cortes de cabelo e barba, além do fornecimento de toucas e lenços. Há necessidade de novos voluntários para a produção, que oferece capacitação para os interessados.

Como doar

Para a doação, a orientação é separar mechas com no mínimo 20 centímetros, prender os fios antes do corte e entregá-los secos, em saco ou envelope. Fios com química ou coloração também podem ser entregues. O recebimento das doações de cabelo ocorre das 8h30 às 12h e das 13h às 16h. Para confirmar os dias de atendimento, a orientação é entrar em contato pelo telefone (61) 3364-5467.

 

A oficina também recebe insumos para a confecção das peças, como telas, linhas de náilon ou tecelagem, silicone adesivo selante, tecido do tipo voil, xampu e condicionador.

Como acessar o serviço

O atendimento é voltado a pessoas que passam por tratamento de saúde com perda de cabelo. O critério informado é estar preferencialmente sem cabelos e apresentar documento de identificação pessoal com foto e relatório médico atualizado, emitido nos últimos seis meses.

O cadastro é feito na Sala de Acolhimento da Rede Feminina, situada no ambulatório do Hospital de Base do Distrito Federal (Corredor 5). Após o registro, são apresentados os modelos, tamanhos e cores para escolha do beneficiário. Informações sobre serviços, voluntariado e doações também estão disponíveis neste site e no perfil oficial @‌redefemininabrasilia.

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Livro sobre participação das mulheres na política do DF será lançado na CLDF na quinta (13)

Obra da advogada Janaina Rodrigues analisa uma década de participação feminina na Câmara Legislativa

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Foto: Reprodução

Livro é fruto de dissertação de mestrado e se dirige a parlamentares, lideranças partidárias, ativistas, estudantes e pesquisadoras, além do público em geral

A Câmara Legislativa do Distrito Federal sediará, no próximo 13 agosto, a partir das 19h, o lançamento do livro Mulheres na Política Distrital: A Representação Feminina na Política Distrital, de autoria da advogada Janaína Rodrigues de Sousa. A obra analisa a participação feminina na política do Distrito Federal a partir de 2013 — ano em que a Câmara Legislativa do Distrito Federal implementou a Procuradoria Geral da Mulher. O lançamento será transmitido ao vivo pela TV Câmara e no YouTube.

A obra, que será lançada no dia 13, nasceu durante o mestrado da autora. Janaína destaca que o livro se dirige a mulheres que atuam ou desejam atuar na política, a parlamentares, lideranças partidárias, ativistas, estudantes e pesquisadores, além do público em geral. Ela espera também incentivar novas pesquisas sobre o tema na Câmara Legislativa. “Desejo que ele sirva como instrumento de formação política e de conscientização. Quero que as pessoas compreendam que a participação feminina não interessa apenas às mulheres — ela é indispensável para fortalecer a democracia e tornar as políticas públicas mais representativas.”

O livro mapeia os obstáculos que as mulheres enfrentam ao longo da trajetória política, com ênfase nas barreiras que persistem mesmo após a eleição. “Mesmo ocupando uma cadeira no Parlamento, muitas mulheres continuam afastadas dos principais espaços de poder, como a Mesa Diretora, as presidências de comissões estratégicas — o que chamamos de hard politics — e as relatorias de maior relevância. É o chamado ‘teto de vidro’: uma barreira muitas vezes invisível que permite a presença das mulheres, mas dificulta seu acesso ao poder real de decisão”, explica a autora.

Para Janaína, ocupar espaço não é suficiente se não vier acompanhado de poder de decisão. “Eu acredito que a presença das mulheres na política não pode ser apenas simbólica. Nós precisamos ocupar os espaços onde as decisões são tomadas, transformar nossas experiências em leis e a nossa voz em poder. Não estamos pedindo licença para participar da história — estamos assumindo o protagonismo de escrevê-la. A política é, também, um espaço para chamar de nosso. Precisamos de mais mulheres nos representando”, conclui.

Serviço
Lançamento do livro Mulheres na Política Distrital: A Representação Feminina na Política Distrital
Local: Foyer do Plenário
Quando: 13 de agosto, às 19h

Ana Carolina Rubo (sob supervisão de Ivan Iunes)

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Estudante cria jogo para apresentar funções do Ministério Público

Trabalho de estagiário foi destaque do MP na Rio Innovation Week

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Alana Gandra – repórter da Agência Brasil

 

Em meio a grandes marcas de tecnologia e inovação, a ideia de um universitário de 19 anos movimentou o estande do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) na Rio Innovation Week, na semana passada. Arthur Almeida Santos, de 19 anos, desenvolveu um jogo para explicar de forma lúdica as atribuições do órgão em que estagia.

Quando soube que a proposta do MP era desenvolver um quizz, jogo de perguntas e respostas, o ex-aluno da área de programação de jogos digitais da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec) levantou a mão para discordar.

“Pedi licença e disse que ‘quizz’ não é engajante. Perguntei por que não um jogo? E eles me deram o trabalho de desenvolver”, contou, em entrevista à Agência Brasil, o jovem de Quintino, na Zona Norte do Rio.

A ideia que ele deu foi “simples”, resume: as pessoas precisavam classificar, entre várias atribuições do poder público, qual era do MP-RJ, considerando as regiões do estado.

“É uma forma criativa de ensinar às pessoas o que é o Ministério Público e o que ele faz. As pessoas tinham um minuto e 40 segundos para fazerem sua melhor pontuação e ganharem o melhor brinde, que era um ecobag”.

Aluno do segundo período do curso de Sistemas de Informação da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), Arthur surpreende ao destacar que gosta da parte humana de sua formação.

“O curso é interessante, sobretudo pelo lado humano da coisa. Porque, quando você produz um jogo, normalmente ele visa ao lucro, mas também é preciso que a pessoa se divirta. Então, tem que conciliar a parte capitalista da coisa com a parte humana”.

Ele chegou a cursar Ciência da Computação no Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca do Rio de Janeiro (Cefet-RJ), mas mudou de área em busca desse equilíbrio maior entre ser humano e tecnologia.

“Foi a melhor decisão que eu poderia ter tomado”, disse ele, que agora está em sua primeira experiência profissional.

 

Brasília - 07/08/2026 - Cleomar Barros ensina o filho desde criança a respeitar as meninas.( o estagiário Arthur Almeida Santos mostra ao público o jogo do MPRJ) 
Crédito: MPRJ/Bruno Bou
O estagiário Arthur Almeida Santos mostra ao público o jogo do MPRJ) Crédito: MPRJ/Bruno Bou

Reconhecimento

O jovem integrou o grupo de trabalho liderado pela procuradora de Justiça Elisa Fraga. Ela conta que Arthur trabalhou em conjunto com o Laboratório de Inovação do MP-RJ, que o ajudou no visual do jogo.

“Mas todo o sistema, como funciona, foi concebido por ele”, afirmou Elisa Fraga. “Ele tem 19 anos, chegou aqui querendo trabalhar com gamificação, mas nós não temos um setor específico desse assunto, e ele trabalha, então, com o pessoal de tecnologia da informação (TI), da Coordenadoria de Segurança e Inteligência”.

A procuradora afirmou que esperava que o jogo fosse agradar, mas não imaginava que seria o sucesso que foi no evento.

“Foi muito bom, surpreendente. Nós fizemos questão que ele [Arthur] estivesse lá, presente, e todo mundo o identificou como o idealizador do projeto; ele foi reconhecido por todos, pela equipe e pelo procurador-geral, como o autor. Foi uma forma de mostrar que os estagiários são capazes”.

“Eu disse para ele, lá no festival, que ele tinha que aproveitar aquela oportunidade, que aquilo ali era uma porta que estava se abrindo para ele. Um futuro muito grande”, comentou Elisa Fraga.

Ter o trabalho reconhecido pelo procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira, foi algo que emocionou Arthur.

“Ele apertou minha mão e falou: Esse é o cara”, lembra. “Conseguir um elogio da entidade máxima do MP é muito difícil e extraordinário. E eu consegui. É importantíssimo, porque o MP precisava muito falar com o público jovem e conseguiu. É importante essa comunicação”.

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