Reportagens
Com investimento de R$ 13 milhões do GDF, primeiro Centro Educacional de Arniqueira vai ganhando forma
Estrutura do prédio já foi finalizada, e equipes concentram os trabalhos na construção da quadra poliesportiva e nos serviços de acabamento; unidade vai atender mais de 1,5 mil estudantes dos ensinos fundamental II e médio da rede pública do DF
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Karol Ribeiro, da Agência Brasília | Edição: Vinicius Nader
A obra do novo Centro Educacional (CED) de Arniqueira teve a primeira etapa finalizada com a conclusão da estrutura do prédio, considerada a fase mais delicada da construção. Agora, os trabalhos se concentram na quadra poliesportiva e nos serviços de acabamento, como reboco, pintura, piso e revestimentos. Com investimento de cerca de R$ 13 milhões e execução da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), a unidade vai atender 1,5 mil estudantes dos ensinos fundamental II e médio da rede pública.
Segundo a administradora regional da cidade, Telma Rufino, a conclusão da primeira etapa do novo CED de Arniqueira representa um marco para a comunidade. Ela destaca que a obra é muito aguardada, pois será a primeira escola da região a oferecer ensinos fundamental II e médio. “Está todo mundo ansioso para inaugurar logo essa escola, que será a primeira da região. Hoje, a população precisa levar os filhos para estudar em outras cidades, como Taguatinga, Riacho Fundo e Recanto das Emas, e até na QNG. Estudar perto da escola garante mais segurança e reduz o tempo com transporte”, afirma.
O terreno que vai abrigar a nova escola tem quase 8 mil metros quadrados e está localizado em uma área estratégica, próxima à sede da administração regional e à futura Unidade Básica de Saúde (UBS). A unidade contará com 19 salas de aula modernas, auditório para eventos, sala de música, sala de artes plásticas, biblioteca, sala multimídia e espaços para o grêmio estudantil e atividades de reforço pedagógico. “O governador Ibaneis Rocha e a vice-governadora Celina Leão estão investindo muito na educação. Eu acredito que a educação é a base de tudo e deve ser prioridade”, reforça Telma.
A coordenadora regional de ensino de Taguatinga, Daniela Freitas, ressalta que o deslocamento dos jovens para outras cidades, mesmo com o transporte fornecido pelo GDF, traz transtornos para as famílias. “A proximidade da escola facilita a vida de todos. Ter o colégio perto de casa vai representar qualidade de vida e tranquilidade para pais e alunos”, aponta.
“Um centro educacional desse porte não vai apenas transmitir conteúdo, mas também cumprir um papel social importante. Hoje vivemos em uma sociedade que precisa trabalhar o convívio, a tolerância e o respeito, e essa escola terá espaços voltados para isso, como o centro de convivência, onde os alunos poderão interagir, brincar e trocar experiências”, acrescenta.
A coordenadora, que é professora de educação física, destaca que o espaço permitirá sediar jogos escolares, circuitos de ciência e outras atividades da Secretaria de Educação (SEEDF). “É um centro de ensino de alto nível, comparável a escolas particulares, pela estrutura”, observa. Ela reforça que não haverá falta de professores na nova unidade: “O remanejamento só será feito quando a escola estiver pronta para iniciar as aulas, mas podemos garantir que haverá profissionais suficientes para atender todos os alunos”.
A construção do Centro Educacional, somada a outros investimentos, como a futura UBS, gera expectativa não apenas entre os estudantes e as famílias, mas também no setor comercial. Para o comerciante Claiton Costa, 57, a entrega da escola vai impulsionar o movimento e beneficiar toda a comunidade.
“A obra é aguardada há muito tempo, e a gente ficou sabendo que vai atender cerca de 1,5 mil alunos. Para o comércio e para a região, é muito bom. Acredito que só tende a melhorar cada vez mais. Não é só a escola que está chegando, mas também outros equipamentos, como postos de saúde. Agradecemos à administração, que tem se esforçado bastante, e ao governo, que está fazendo Arniqueira crescer, que é o que a gente precisa”, afirma.
Reportagens
Eleições 2026: eleitores de todo o país irão às urnas em horário unificado, seguindo fuso de Brasília
Medida permite a divulgação dos primeiros votos apurados para todos os cargos logo após as 17 horas
Em 2026, os eleitores de todo o Brasil irão às urnas em um horário unificado: entre 8 e 17 horas, no horário de Brasília. Assim que acabar o horário de votação, os primeiros votos apurados para qualquer cargo em disputa já poderão ser divulgados.
A divulgação de todos os resultados ao mesmo tempo não era possível antes de 2022 (quando a unificação passou a valer), por conta dos fusos horários diferentes.
Confira página especial da Câmara sobre as Eleições 2026
“Não podia divulgar os resultados para presidente da República, porque isso poderia, de alguma forma, influenciar o eleitor que ainda estava na fila. A gente divulgava o resultado de governadores e do Parlamento (deputados e senadores), mas não divulgava de presidente até dar 19 horas, pois eram 17 horas no Acre e no Amazonas”, explica o especialista em direito eleitoral Bruno Andrade.
Caminho do voto
Depois que todos os eleitores que estavam na fila terminam de votar, o presidente da mesa encerra a votação na urna eletrônica. A partir daí, a urna não recebe novos votos e são gerados os arquivos necessários para a apuração.
O caminho do voto: da seção eleitoral ao resultado
Para enviar os dados de totalização dos votos no sistema da Justiça Eleitoral, é usada a mídia de resultado. É como um pen drive protegido por travas eletrônicas de segurança que cada urna tem.
Próximas etapas
Depois da eleição, candidatos e partidos precisam apresentar à Justiça Eleitoral a prestação final das contas de campanha. Em 2026, o prazo termina em 3 de novembro para quem concorreu apenas no primeiro turno. Para os candidatos que disputarem o segundo turno, a prestação de contas referente aos dois turnos deverá ser apresentada até 14 de novembro.
Na diplomação, a pessoa eleita recebe o diploma, documento da Justiça Eleitoral que registra seu nome, o partido, federação ou coligação pela qual concorreu e o cargo para o qual foi eleita. No caso dos suplentes, o documento também informa a classificação.
Esse último dado é importante para os deputados porque os parlamentares não se elegem só pela maioria dos votos. São os partidos e as federações que ganham cadeiras na medida em que recebem mais votos dos eleitores em relação ao total de votos válidos.
Saiba como funciona a eleição para deputados
“Essas cadeiras vão para os melhores colocados dentro do partido ou federação. Se os concorrentes identificarem algum problema nesse cálculo, podem entrar com um recurso depois da diplomação”, acrescenta.
Segundo o especialista, o diploma tem duas funções. A primeira é simbólica: formaliza o reconhecimento de que a pessoa foi eleita. A segunda é jurídica: a diplomação também serve como marco para prazos de questionamento do resultado eleitoral.
Candidaturas indeferidas
Segundo Bruno Andrade, quando o registro de uma candidatura está sub judice, há outro fator complicador. O candidato pode continuar na disputa enquanto essa situação permanecer. Se o eleito estiver com o registro indeferido, mesmo que a decisão ainda esteja sob recurso, ele não poderá ser diplomado.
“Nesse caso, assume o presidente da Câmara, no caso do presidente da República, e ou o presidente da Assembleia Legislativa Estadual, no caso de governador. Ele fica interinamente enquanto não resolve o problema. Se foi confirmado o indeferimento do processo, tem que ter nova eleição”, explica.
Posse
Se a diplomação acontecer com sucesso, a pessoa eleita pode tomar posse. A cerimônia é um rito obrigatório, que marca o início da atividade no cargo, embora eventuais processos eleitorais ainda possam continuar em tramitação.
“A partir desse exercício de mandato é que a pessoa vai poder tomar medidas como parlamentar. Pode participar de votações, ser escolhido representante da Maioria, da Minoria, compor bancada”, afirma Bruno Andrade.
“Com a posse é que a gente começa a ter esses atos de parlamentar efetivamente. Antes disso, ele tem a proteção enquanto parlamentar, porque já está diplomado, mas ainda não exerce efetivamente as tarefas de um parlamentar”, conclui.
Fonte: Agência Câmara de Notícias
Reportagens
Câmara Legislativa promove sessão solene sobre conscientização do câncer infantojuvenil
Sessão marcada para segunda (28) faz alusão ao Setembro Dourado e à necessidade de diagnóstico precoce e tratamento adequado contra a doença
Foto: Helene Santos/Governo do Ceará
Câncer infantojuvenil representa a primeira causa de morte por doença entre crianças e adolescentes de um a 19 anos no Brasil
A Câmara Legislativa realiza sessão solene na próxima segunda-feira (28) em alusão à campanha Setembro Dourado, dedicada às ações preventivas, educativas e de conscientização sobre o câncer infantojuvenil. De autoria do deputado Eduardo Pedrosa (União), o evento ocorrerá no Plenário, a partir das 19h, e contará com transmissão ao vivo pela TV Câmara Distrital.
De acordo com Eduardo Pedrosa, a solenidade “servirá como um fórum qualificado para debater gargalos no sistema de saúde do DF, dar visibilidade à causa, apoiar o trabalho das organizações da sociedade civil e impulsionar políticas públicas voltadas ao diagnóstico precoce, acolhimento e tratamento humanizado”.
Em seu requerimento, o parlamentar ressaltou que o câncer infantojuvenil representa a primeira causa de morte por doença entre crianças e adolescentes de um a 19 anos no Brasil. Segundo o parlamentar, as chances de cura podem superar 80% com o diagnóstico precoce e tratamento adequado. “O grande desafio reside no fato de que muitos sintomas se assemelham a doenças comuns da infância, o que frequentemente retarda o diagnóstico definitivo”, ressaltou.
A campanha Setembro Dourado visa informar a população sobre os principais sinais e sintomas da doença, além de incentivar a solidariedade às crianças, adolescentes e famílias que enfrentam essa jornada. Com ações educativas e de mobilização social realizadas ao longo do mês, contribui para ampliar o conhecimento sobre o tema e fortalecer a rede de apoio aos pacientes.
Mario Espinheira – Agência CLDF
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Censo Escolar: resultado preliminar está disponível no site do Inep
Gestores têm 30 dias para corrigir informações pelo Sistema EducaCenso
Daniella Almeida – Repórter da Agência Brasil
Os resultados preliminares do Censo Escolar da Educação Básica de 2026 estão disponíveis para conferência no painel de resultados no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Os resultados referem-se às matrículas presenciais efetivas na educação básica das redes estaduais e municipais de educação e estão apresentados em ordem alfabética dos estados.

Os responsáveis pelo envio dos dados têm agora 30 dias para corrigir erros, por meio do Sistema EducaCenso do Inep.
Cronograma
O cronograma prevê que no dia 11 de dezembro deverá ocorrer o envio dos dados finais homologados ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).
As informações são usadas no cálculo dos coeficientes de distribuição do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).
A divulgação dos resultados finais da primeira etapa, das sinopses estatísticas e dos demais estatísticas da Educação Básica está programada para 1º de fevereiro de 2027.
Situação dos alunos
Em 1º de fevereiro de 2027 tem início a segunda etapa do Censo Escolar da Educação Básica 2026, que trata da situação do aluno.
Nesta fase, o diretor ou responsável pela escola deverá coletar as informações sobre rendimento e movimento escolar daqueles estudantes que foram declarados na primeira etapa, incluindo dados de aprovação, reprovação, abandono e transferência.
O período de coleta termina no dia 12 de março de 2027.
E a partir de 1º de abril de 2027, as taxas preliminares de rendimento escolar e os relatórios por escola estarão disponíveis para conferência.
Os indicadores finais de rendimento escolar serão divulgados pelo Inep em 14 de maio de 2027.
Censo Escolar
Os dados no Censo Escolar servem para formulação, monitoramento e avaliação de políticas públicas educacionais, além de servir de referência para programas de financiamento e distribuição de recursos da educação.
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