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Ibaneis Rocha recebe piloto Gabriel Bortoleto e anuncia reabertura do Autódromo com prova da Stock Car

Brasileiro que representa o país na Fórmula 1 conversou com o governador e falou da expectativa para o retorno das competições, em novembro, após 11 anos do fechamento do complexo automobilístico

 

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Ian Ferraz e Thaís Miranda, da Agência Brasília | Edição: Carolina Caraballo

 

O governador Ibaneis Rocha anunciou a reabertura do Autódromo de Brasília em 30 de novembro, com uma corrida da Stock Car, marcando o retorno da cidade ao calendário automobilístico. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (20), ao lado do piloto brasileiro de Fórmula 1 Gabriel Bortoleto, e representa uma nova etapa para o esporte na capital federal.

“Em 30 de novembro, nós estaremos reinaugurando o Autódromo com a corrida de Stock Car. Brasília volta para o cenário nacional e internacional do automobilismo”, anunciou Ibaneis Rocha, que também elogiou o piloto. “Nosso querido Gabriel Bortoleto está fazendo um trabalho excepcional na Fórmula 1, levando o nome do Brasil novamente para a ponta do automobilismo internacional. Um atleta que foi criado em parceria com o BRB em todas as categorias e que hoje nos alegra bastante”, completou.

Ao lado do piloto Gabriel Bortoleto, o governador Ibaneis Rocha anunciou a reabertura do Autódromo de Brasília em 30 de novembro | Foto: Renato Alves/Agência Brasília

Após visitar o governador no Palácio do Buriti, Bortoleto conferiu de perto as obras de modernização do Autódromo de Brasília. O espaço passa por reformas no traçado, nas áreas de escape e na infraestrutura, mantendo a característica original e adicionando melhorias em arquibancadas temporárias, drenagem e segurança. Serão seis variações de traçado, que permitirão corridas de diferentes categorias, incluindo carros, motos, arrancada e drift. A expectativa é de que o local possa receber até 100 mil pessoas por evento.

Bortoleto andou pelo circuito e conheceu de perto a pista, que está fechada desde 2014. Ele ficou animado com o progresso da obra. “É incrível ter mais um autódromo de qualidade no Brasil. O projeto de Brasília é impressionante, com nível europeu em asfalto, drenagem, áreas de escape e segurança. A pista é larga, rápida e oferece pontos de ultrapassagem, o que cria muita competição. São seis layouts diferentes, permitindo diversidade e desafios para os pilotos. Estou muito feliz em ver o resultado desse trabalho”, disse.

O piloto elogiou o percurso e, principalmente, a largura da pista. “As curvas muito rápidas e a largura da pista me impressionaram bastante, porque não é fácil ter uma pista tão ampla assim. É muito interessante, pois isso gera muita competição. Quando a pista é muito curta ou estreita, não é possível realizar muitas ultrapassagens. Com uma pista larga, é possível variar os tipos de traçado, alargar a entrada para tentar uma manobra na saída e forçar mais nas disputas. Pista larga é, normalmente, o melhor que existe em autódromos, e esta realmente é uma das mais largas que já vi na minha vida”, concluiu.

Em sua temporada de estreia na F1, Bortoleto acumula 14 pontos, obtidos em três corridas – na Áustria, na Bélgica e na Hungria, quando conquistou o 6º lugar. A passagem por Brasília ocorre antes da próxima disputa do piloto, no Grande Prêmio da Holanda, no fim deste mês.

Depois de andar pelo circuito, Gabriel Bortoleto elogiou a estrutura do Autódromo: “As curvas muito rápidas e a largura da pista me impressionaram bastante, porque não é fácil ter uma pista tão ampla assim” | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

O autódromo

O Autódromo de Brasília impressiona pelo padrão internacional que sua pista voltará a ter, com 5.384 metros de extensão, sentido horário, 16 curvas – sendo nove à direita e sete à esquerda – e três retas principais, a maior com 803 metros, a de largada com 614 metros e a reta oposta com 502 metros.

A curva 1, de alta velocidade, possui 207 metros e inclinação de 5°, enquanto a pista mantém largura generosa, com 15 metros na largada e 14 metros nos demais trechos, garantindo ultrapassagens emocionantes e disputas acirradas. Com 40 boxes, torre de controle, salas de imprensa, transmissão, camarotes e áreas VIPs, totalizando 15.592 m² de infraestrutura, o complexo poderá receber até 100 mil pessoas.

A expectativa é que o Autódromo se torne um complexo de lazer, para além das corridas profissionais, com programações semanais e festivais

Projetada pelo engenheiro Luís Ernesto Morales, presidente da Comissão de Homologação de Circuitos da CBA, a pista reúne segurança, versatilidade e padrões de qualidade europeus, pronta para sediar as principais competições automobilísticas da América do Sul, além de provas de motovelocidade, tornando-se um verdadeiro palco para o automobilismo nacional e internacional.

“A pista está preparada para receber competições nacionais e internacionais, com padrão FIA, garantindo segurança, diversidade de traçados e infraestrutura moderna. Brasília voltará ao calendário de corridas em grande estilo, incluindo a Stock Car, F4 e outras categorias”, apontou Paulo Henrique Costa, presidente do Banco de Brasília.

A expectativa é que o Autódromo se torne um complexo de lazer, para além das corridas profissionais, com programações semanais e festivais. Para o CEO da Vicar, empresa que promove a Stock Car, Lincoln Bortoleto, o grande diferencial da capital federal está no fácil acesso às instalações: “Brasília tem algo que é diferente dos outros locais. Primeiro é pela rede hoteleira que temos à disposição, que dá para chegar aqui a pé. O segundo é que os pilotos adoram o traçado daqui. Então, teremos, sim, mais uma edição da Stock Car. A gente espera uma corrida excepcional, com 31 veículos na pista. Será uma grande festa”, anunciou Lincoln.

Lincoln Bortoleto, CEO da Vicar, empresa que promove a Stock Car: “A gente espera uma corrida excepcional, com 31 veículos na pista. Será uma grande festa”

Detalhes

Inaugurado em 1974, o Autódromo tem cerca de 727 mil m². Ao longo de seus 51 anos, recebeu uma prova extra de Fórmula 1, vencida por Emerson Fittipaldi, além de corridas de Fórmula 3 Sul-Americana, Gran Turismo, Fórmula Truck, Stock Car e Brasileiro de Motociclismo. É reconhecido por permitir ampla visualização da pista em toda a sua extensão.

A reinauguração está marcada para 30 de novembro, com corrida da Stock Car e outras categorias, oferecendo infraestrutura completa, proximidade com hotéis e aeroporto, e padrões internacionais de segurança e homologação FIA.

Brasil na Fórmula 1

Gabriel Bortoleto iniciou sua carreira no kartismo, destacando-se no Brasil e na Europa, com 3º lugar no Campeonato Mundial de 2019. Em 2020, estreou na Fórmula 4 Italiana pela Prema Power Team, conquistando vitórias e pódios.

 

Em 2021, avançou para a Fórmula Regional Europeia (Freca) pela equipe de Fernando Alonso, acumulando experiência e pódios. Em 2022, competiu pela R-Ace GP, venceu na estreia da F-Regional Asiática e terminou a temporada europeia em 6º lugar, com duas vitórias e uma pole.

Em 2023, disputou a FIA Fórmula 3, liderou o campeonato desde o início e conquistou o título com ampla vantagem. O desempenho garantiu sua entrada no programa de jovens talentos da McLaren F1 em 2024, ano em que também estreou na FIA Fórmula 2, conquistando o título no primeiro ano.

Atualmente, Bortoleto representa o Brasil na Fórmula 1, competindo pela Sauber (Audi) desde o início da temporada de 2025.

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Audiovisual brasileiro terá linhas de crédito e plano de exportação

Programa federal quer fortalecer setor como indústria estratégica

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Rafael Cardoso – Repórter da Agência Brasil

 

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) anunciou nesta segunda-feira (25) a criação do Programa da Nova Indústria do Audiovisual Brasileiro. O objetivo é disponibilizar linhas de crédito específicas e um plano de exportação de produtos para o setor, considerado pelo governo federal como estratégico para o desenvolvimento nacional. 

Segundo o ministro Márcio Elias Rosa, o evento marca a inclusão da cadeia produtiva do audiovisual no programa da Nova Indústria Brasil (NIB). Lançado em janeiro de 2024 pelo governo federal, o NIB usa instrumentos tradicionais de políticas públicas, como subsídios, empréstimos com juros reduzidos e ampliação de investimentos federais, além de incentivos tributários e fundos especiais para estimular setores da economia.

De acordo com Rosa, para cada R$ 10 milhões produzidos no audiovisual, é gerado um impacto de R$ 12 milhões no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.

“Nós estamos falando de uma atividade econômica que ainda não tinha uma política ordenada. O setor audiovisual representa 0,6% do PIB. Isso é maior do que muita atividade industrial tradicional, como a indústria têxtil. Também emprega mais do que a indústria automotiva”, destacou o ministro em evento no Rio de Janeiro.

A política será lançada oficialmente, com todos os detalhes, no próximo sábado (30), no Rio de Janeiro, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O MDIC destacou como uma das principais missões garantir acesso do audiovisual a crédito. O objetivo é buscar investimentos com agentes financeiros como BNDES, Finep, Banco do Brasil e Caixa Econômica.

Tanto o ministério quanto representantes do setor afirmam que pretendem seguir modelos bem-sucedidos de exportação de produções nacionais, como os empreendidos por Índia, China e Coreia do Sul. A presidente da Federação da Indústria e Comércio do Audiovisual (Fica), Walkiria Barbosa, citou o exemplo dos coreanos.

“Tenho a certeza de que nós estamos dando um grande passo para a construção de uma política de Estado. Cito sempre a Coreia do Sul, porque era um país que ninguém conhecia há 20 anos e hoje, por meio do audiovisual, o mundo consome tudo de lá, inclusive os produtos de beleza. Nós podemos fazer exatamente o que eles fizeram”,  disse Walkiria.

O presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Olavo Noleto, reforçou a importância do engajamento do setor em mostrar o potencial do audiovisual brasileiro como indústria capaz de gerar riqueza, inovação, empregos e projeção internacional.

“Essa é mais uma vitória obtida por meio da luta, da história, da construção coletiva, dos saberes, da cultura brasileira, do reafirmar das nossas tradições, que tanto vivemos, tanto sofremos em alguns momentos, mas tanto nos orgulhamos. Vamos aprender juntos nessa caminhada e vamos fazer com que o audiovisual seja uma indústria brasileira de ponta no mundo”, disse Noleto.

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Equipes do Hospital da Criança se unem no controle de infecções

Pacientes internados são monitorados periodicamente para reduzir riscos ligados a uso de cateter

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Agência Brasília* | Edição: Chico Neto

Garantir a segurança de uma criança que passa por tratamento de saúde envolve prevenir infecções e, caso elas aconteçam, agir em tempo hábil para combatê-las. Para aprimorar esse cuidado, o Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB) implementou novo processo de vigilância, integrando a equipe de enfermagem ao monitoramento das infecções relacionadas à assistência à saúde (Iras).

Controle de infecção é rigoroso nos procedimentos adotados pelos profissionais do hospital | Fotos: Maria Clara Oliveira/HCB

As Iras se dividem entre infecções primárias da corrente sanguínea (IPCS), pneumonia associada à ventilação e a infecções do trato urinário. Dos três tipos, o mais comum no HCB é o IPCS, devido ao perfil de pacientes atendidos: crianças imunossuprimidas, vários tipos de cateter e complexidade de acessos venosos. Periodicamente, os pacientes internados passam por visitas duranta as quais se coletam os bundles, conjuntos de informações referentes ao controle de infecções.

“Podemos ver os sinais precocemente e agir precocemente para evitar a infecção”

Lorena Borges, enfermeira do HCB

As visitas para verificação de cateteres das crianças internadas no Hospital são feitas pelas equipes do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) do HCB e de enfermagem. Ao envolver mais profissionais na tarefa, o hospital consegue identificar sinais de infecção mais rapidamente.

Análises aprimoradas

“Sempre trabalhamos com os bundles de IPCS, mas as auditorias eram muito centradas no SCIH”, relata o gerente do Serviço, o infectologista Bruno Lima. “Tínhamos dificuldade em cobrir alguns turnos e de discussão de condutas entre as equipes.” Com o novo processo, a equipe orientou os enfermeiros sobre a melhor forma de analisar os cateteres e quais informações coletar com pacientes e acompanhantes.

Essa integração traz tempo de resposta mais rápido, avalia a enfermeira Lorena Borges, gerente da Linha de Cuidado do Paciente Onco-hematológico: “Podemos ver os sinais precocemente e agir precocemente para evitar a infecção”. A periodicidade das vistorias varia dependendo do perfil de atendimento de cada ala da internação do HCB, mas todos os pacientes são acompanhados no que se refere a vermelhidão, presença de sangue, fluidez do cateter e outras características relacionadas a um processo infeccioso.

 

O HCB também adotou uma ferramenta para o registro das visitas, gerando um histórico de cada paciente. Com isso, em casos de infecção, é possível verificar outras informações relacionadas à causa ou ao manejo do quadro. “Hoje, o processo todo é registrado na plataforma RedCap e conseguimos rastrear todos os bundles nominalmente”, aponta Bruno Lima. “Se tivermos uma infecção e quisermos rastreá-los retroativamente, temos acesso a essas informações, o que foi um ganho muito grande”.

O novo processo teve início em 2025, como um projeto-piloto, e alcançou toda a internação em janeiro deste ano. Ao longo das diferentes fases da implementação, o HCB tem mantido uma taxa de conformidade de 96%. A expectativa é que, ao final do primeiro semestre, os dados consolidados confirmem os bons resultados alcançados até o momento.
*Com informações do Hospital da Criança de Brasília

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Novas leis ampliam proteção e oportunidades para mulheres no DF

Normas visam ampliar a proteção às vítimas de violência doméstica e fortalecer o empreendedorismo das profissionais do setor de beleza, estética e cuidados pessoais

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Foto: Andressa Anholete/Agência CLDF

 

Leis aprovadas alteram normas do aluguel social e criam o Programa Beleza Legal DF

O Distrito Federal passa a contar, a partir deste mês, com duas novas leis em benefício das mulheres. As normas, publicadas no Diário Oficial do DF, visam ampliar a proteção às vítimas de violência doméstica e fortalecer o empreendedorismo das profissionais do setor de beleza, estética e cuidados pessoais no DF.

De autoria da deputada Doutora Jane (Republicanos), ambos os textos foram promulgados pelo presidente da Câmara Legislativa, Wellington Luiz (MDB), após a derrubada dos vetos do Buriti na sessão plenária de 29 de abril.

A Lei nº 7.879/2026 altera a norma que trata do aluguel social (Lei nº 6.623/2020) para agilizar a concessão do benefício às mulheres vítimas de violência doméstica. A medida, na prática, permite que essas pessoas possam acessar os recursos para a locação de moradia desde o registro do boletim de ocorrência policial. Antes dessa alteração, para receber o auxílio de R$ 600 mensais, as beneficiárias precisavam atender alguns requisitos, entre eles, já terem uma medida protetiva vigente.

“Quando a mulher registra boletim de ocorrência, muitas vezes não aceita oferta de Casa Abrigo, mas não tem para onde retornar. Se ela tiver oportunidade de registrar a ocorrência e puder lançar mão do aluguel social, isso vai fortalecer a vontade e o desejo de sair de uma relação de abuso e de violência doméstica”, avalia Doutora Jane.

 

Rinaldo Morelli/Agência CLDF

A outra norma que passou a integrar o ordenamento jurídico do DF é a Lei nº 7.890/2026, que institui o Programa Beleza Legal DF. A iniciativa busca incentivar o desenvolvimento, a formalização e a valorização de milhares de mulheres que atuam no ramo da beleza, estética e cuidados pessoais no Distrito Federal.

Entre as diretrizes do programa, estão o incentivo à formalização como MEI (Microempreendedor Individual), a oferta de capacitação técnica gratuita, o acesso a microcrédito, além do incentivo à formação de redes e cooperativas femininas. Para isso, a nova lei prevê parcerias com instituições de ensino, organizações do terceiro setor e órgãos do Sistema S, a exemplo do Sebrae e Senac.

Autora da norma, Doutora Jane argumenta que o setor de beleza é um dos que mais crescem no DF, gerando emprego e renda em todas as regiões administrativas. “As trabalhadoras da área são verdadeiras empreendedoras do cuidado, que sustentam famílias e movimentam a economia local. Nosso objetivo é garantir que elas tenham acesso à formalização, crédito, capacitação e saúde ocupacional, promovendo dignidade e desenvolvimento”, explica a parlamentar.

Para a deputada Doutora Jane, as duas novas leis representam “conquistas concretas” para mulheres que enfrentam realidades diferentes, mas que carecem, igualmente, de apoio do Estado. “Uma mulher em situação de violência não pode esperar. Ela precisa de proteção imediata, de um lugar seguro para recomeçar. E uma mulher que trabalha, empreende e sustenta sua família também precisa de oportunidades para crescer com dignidade”, ressalta a distrital.

* Com informações da assessoria de imprensa da deputada Doutora Jane

Denise Caputo – Agência CLDF

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