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SÃO LOURENÇO: UM MEMORIAL PARA A CIDADE

COM GETULIO, JK, PELÉ, MANUEL BANDEIRA …

 

 

Acabei de chegar de São Lourenço. Sempre que volto à minha cidade natal sinto que o município cresceu muito e tenho uma preocupação: o adensamento no grande vale na cabeceira do parque. Justamente a área de recarga das águas subterrâneas.
São Lourenço é referência no turismo no Sul de Minas, com o parque mais bonito do país, recebendo visitantes do mundo inteiro, mas com um senão: não tem um centro cultural organizado ou um Museu da Cidade. Os gestores do Parque têm que aprender com Inhotim, em Brumadinho.
Como seria interessante, se dentro do Parque das Águas, tivesse uma exposição permanente – como se fosse um MEMORIAL DA CIDADE – onde se pudesse contar em fotos, textos, depoimentos e filmes sobre a história de São Lourenço.
Pensando bem, existem pelo menos seis personalidades que são referências no Brasil e precisam ter suas histórias ligadas à nossa cidade.
As seis personalidades que me lembro agora.
O presidente GETÚLIO VARGAS pelo prestígio que trouxe para São Lourenço. Getúlio tinha uma suíte sua especial no Hotel Brasil e quando vinha a São Lourenço ficava três a quatro semanas. Estava sempre com a filha sua assessora e confidente, Alzira Vargas.
O presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira assíduo frequentador da cidade e com muitos amigos sanlourencianos.
O governador de Minas, Benedito Valadares, amigo e contraparente de Getúlio Vargas.
DONDINHO (pai de Pelé) que jogou dois anos em São Lourenço e o onde nasceu sua filha Maria Lúcia, irmã do Rei. Aliás, o Pelé (como apelido) nasceu em São Lourenço, por causa do goleiro do Vasco de São Lourenço, chamado BILÉ;
OSCARITO – apelido de Oscar Lorenzo Jacinto de la Imaculada Concepción Teresa Diaz (que nasceu em Málaga (Espanha) que fez dupla com Grande Otelo e é considerado um dos mais populares cômicos do Brasil). Oscarito viveu com Margot Louro na nossa cidade.
MANUEL BANDEIRA – Por recomendação médica passou várias semanas em São Lourenço para tratamento de água e era obrigado a remar no lago do Parque todas as manhãs.
E também quatro ações que precisam ser resgatadas e são fundamentais para entender a construção da cidade.
1 – O sítio inicial da Lagoa Seca / Sítio dos Vianna / Parque das Águas
2 – A Eubiose
3 – História da Rede Mineira Viação, focando mais a Estrada de Ferro e o Trem das Águas.
4 – NHÁ CHICA, a Santa de Baependi. Hoje a Caminhada da Nhá Chica, todo primeiro de maio é um evento que nasceu em São Lourenço e tem seu início na Igrejinha de Nhá Chica lá no bairro do Cafundó.
O passado é a melhor lição para o presente. Nada melhor do que ser profeta às avessas: olhar para trás e resgatar fatos e pessoas que fizeram a História de nossa cidade para que todos os turistas possam conhecer.
Bem, isso tudo é uma ideia. Mas o que eu queria mesmo é falar sobre o poeta Manuel Bandeira. Veja o vídeo que gravei do meu apartamento no sétimo andar do Hotel Central Parque, que fica na rua Melo Viana, bem em frente o Parque das Águas.
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Nova lei estabelece projeção de informações sobre pontos turísticos em Brasília nas salas de cinema

As exibições de informações devem ter duração de 30 segundos e serem projetadas antes do início de filmes nos cinemas e em casas de show

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Foto: Joel Rodrigues / Agência Brasília

 

Legislação visa explorar o potencial turístico e cultural do Distrito Federal

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) promulgou a Lei nº 7.868, de 6 de maio de 2026, de autoria da deputada Jaqueline Silva (MDB), após o veto ao projeto de lei original pelo ex-governador Ibaneis Rocha. A nova lei institui a obrigatoriedade da exibição de informações sobre pontos turísticos de Brasília nas telas de cinema no DF.

Originalmente PL nº 2.279/2021, a justificativa do projeto é a promoção do turismo como fonte inesgotável de renda, emprego, desenvolvimento econômico e cultural. O cinema deverá ser utilizado como meio ímpar de divulgação de atrações pela sua abrangência e diversidade de público.

Segundo Jaqueline Silva, o fomento ao turismo traz um cenário benéfico de geração de empregos e o surgimento de profissionais capacitados em diversas áreas, abrindo espaço para bacharéis em turismo e hotelaria, profissionais da gastronomia, transporte turístico, idiomas, comércios diversos e artesanatos.

As exibições de informações devem ter duração de 30 segundos e ser projetadas antes do início de filmes nos cinemas e em casas de show.  A Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (Secec) fornecerá todas as informações que serão projetadas.

Beatriz Negreiros (sob a supervisão de Ivan Iunes)

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Assim nasceu

BRASILIA

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Pela primeira vez, graças a JK, levou-se um Planejamento urbanístico sério. Mesmo com todo rigor de um plano diretor, depois de 67 anos, houve desvirtuamentos… afinal, isso aqui é Brasil.
Vale a pena assistir a este vídeo

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A CIÊNCIA BUSCA UM FUTURO PARA A ARAUCÁRIA

Técnica inovadora de enxertia, desenvolvida pela Embrapa e por pesquisadores da UFPR e da UEPG, reduz o tempo para produção

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DIA DE SÃO JOÃO E DO PINHÃO

 

O Dia Nacional da Araucária é celebrado em 24 de junho. A data foi instituída em 2005 por decreto presidencial para conscientizar sobre a preservação do Pinheiro-do-Paraná (Araucária angustifólia), árvore típica do Sul do Brasil. Paradoxo: leis criadas para protegê-la acabaram por ameaçar sua própria existência. Transformaram-na em uma árvore sem valor econômico e, muitas vezes, num incômodo para os produtores rurais. Agora, uma técnica inovadora de enxertia, desenvolvida pela Embrapa e por pesquisadores da UFPR e da UEPG, reduz o tempo até o início da produção e torna rentável o plantio de florestas produtoras de pinhão.

 

A araucária é um fóssil vivo, cujos ancestrais remontam a cerca de 200 milhões de anos. Com até 50 metros de altura, a árvore possui um tronco reto e em forma de cilindro, com ótimo rendimento em madeira. As sementes ficam agrupadas em pinhas nas árvores fêmeas. Maduras, as pinhas podem pesar até cinco quilos. O pinhão é a base de diversos pratos regionais.

A araucária serve de abrigo e fornece alimento para aves, como a gralha-azul, a maritaca, o papagaio-de-peito-roxo e o papagaio-charão, e mamíferos como cotias, serelepes, ouriços, catetos etc. Esses animais contribuem, de diversas formas, com sua disseminação natural.

 

DIA DE SÃO JOÃO E DO PINHÃO

A escolha do dia não foi por acaso. O dia 24 de junho, associado à festa de São João, coincide com o período de queda e colheita do pinhão, ingrediente essencial da culinária das festas juninas no Sul.
Ao plantar um pinhão, o agricultor não sabe se a futura árvore produzirá pinhas (fêmea) ou será uma árvore masculina, produtora apenas de pólen. É uma enorme limitação ao plantio de florestas para produzir pinhões.
A araucária é uma espécie de árvore quase exclusivamente brasileira. É encontrada com abundância nas serras e regiões mais altas nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Ela também ocorre em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, em áreas mais restritas, com destaque para a região da Mantiqueira, além de pequenos trechos da Argentina e do Paraguai. As matas nativas de araucária possuíam árvores enormes, com mais de cinco metros de diâmetro e cerca de vinte metros de circunferência.

 

ORIGEM DO NOME LONDRINA

Em 1924, o grupo inglês Paraná Plantations Ltd. criou a Companhia de Terras Norte do Paraná, após a doação de 500.000 alqueires de terra pelo governo republicano. A empresa focou na colonização e transformou, com lucros substanciais, grandes extensões de mata em projetos imobiliários e agrícolas. A própria Londrina recebeu esse nome em homenagem à origem inglesa dos empreendedores (London).

 

A redução das matas de araucária inspirou uma legislação ambientalista de proteção total da árvore no final do século XX.

A derrubada das matas de araucária para a produção e exportação de madeira no Paraná foi resultado direto desse modelo de colonização e da expansão ferroviária. Assim como a fratricida Guerra do Contestado. As ferrovias viabilizaram a exploração madeireira em larga escala e a posterior expansão cafeeira no norte do Paraná.
A redução das matas de araucária inspirou uma legislação ambientalista de proteção total da árvore no final do século XX. A ideia de ‘responsabilidade coletiva na conservação dos recursos naturais’, difundida pelo ambientalismo urbano, transfere o ônus e a responsabilidade para o produtor rural, sob severas ameaças e sanções. Essas políticas terminaram por desestimular o plantio da araucária pelos produtores com receio de não poder utilizá-las economicamente, sobretudo a madeira, e levaram à erradicação crônica de jovens plantas em meio às pastagens. As matas seguiram declinando. A exploração extrativista do pinhão permaneceu marginal.

 

ARAUCÁRIA: ENXERTIA

COM PLANTAS FÊMEAS

Agora, o plantio e a exploração da araucária podem se tornar uma opção rentável para a agricultura. O professor Flávio Zanette (UFPR) e o engenheiro florestal Ivar Wendling (EMBRAPA) desenvolveram uma técnica revolucionária: a enxertia com plantas fêmeas de araucária. A técnica garante a produção precoce de pinhões (seis anos em vez de quinze), em plantios homogêneos e rentáveis para exploração florestal e agrícola, e já desperta o interesse de agricultores do Paraná e de outros estados.

 

O professor Flávio Zanette, da Universidade Federal do Paraná, explica que para a enxertia é necessário um pedaço de pinheiro pronto para ser enxertado. As mudas aptas para receber o enxerto devem ter pelo menos dois anos de idade.

A araucária pode ser integrada às pastagens e contribuir tanto para a preservação da espécie quanto para a recuperação de áreas degradadas. A conservação torna-se mais robusta quando a espécie possui valor econômico e é incorporada aos sistemas produtivos.
Com a produção crescente e segura de pinhões, toda uma indústria agroalimentar poderá se desenvolver. Além do amido, o pinhão contém minerais essenciais à saúde humana, como cálcio, ferro, fósforo, manganês e magnésio. Será possível atender a indústria e o consumidor com a farinha de pinhão, um produto sem glúten, sem lactose, de baixos teores de sódio e gordura e fonte de fibra alimentar.
A data nacional da araucária é um convite à reflexão sobre a necessidade de a legislação ambiental ser compatibilizada com as realidades econômicas e sociais. A ciência ofereceu uma alternativa ao extrativismo e ao impasse regulatório. Ao devolver valor econômico à araucária, a enxertia abre caminho para o plantio de florestas produtivas, a recuperação de áreas degradadas, a geração de renda e a conservação dos ecossistemas associados. A melhor proteção para uma espécie, do Sul à Amazônia, não é transformá-la em intocável. É fazer dela uma riqueza viva e cultivada.

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