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ESG Summit Brasília 2025 mostra como a sustentabilidade pode sair do discurso e virar prática

Brasília foi palco, no dia 25 de setembro – Dia Mundial dos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável), do ESG Summit Brasília 2025, evento idealizado por Renata Muniz (RLMA) e realizado em parceria com Silvana Vilela (Conexão Eventos & Soluções).

 

 

O encontro reuniu 192 participantes, entre líderes, empresários, acadêmicos e representantes do terceiro setor, em um dia inteiro de debates, conexões e práticas sustentáveis.

 

Conteúdo e debates transformadores

O evento contou com cinco painéis temáticos — Ambiental, Social, Eventos, Governança e Integração ESG — que reuniram palestrantes e painelistas renomados para discutir estratégias, cases e oportunidades de aplicação prática da pauta ESG em diferentes setores.

As discussões abordaram desde modelos Lixo Zero e economia circular até governança responsável, inclusão produtiva, inovação social e integração do ESG como estratégia de negócios.

ODS em ação: práticas e resultados concretos Mais do que falar sobre sustentabilidade, o Summit implementou ações alinhadas à Agenda 2030 da ONU, gerando impacto social, ambiental e econômico. Entre os destaques:

● Gestão de resíduos: 5,4 kg de recicláveis, 3,6 kg de orgânicos e 1,8 kg de rejeitos devidamente destinados.

● Pegada de carbono: 11,09 tCO2eq, considerando transportes, energia, saneamento e resíduos. Todas as emissões serão neutralizadas, tornando o evento Net Zero.

● Segurança alimentar (ODS 2): 67 kg de alimentos arrecadados, que irão compor 22 cestas básicas, beneficiando 88 pessoas em situação de vulnerabilidade por um mês, em parceria com o Instituto Umannizare.

● Logística reversa (ODS 12): 7,2 kg de eletrônicos coletados para descarte correto.

● Economia local (ODS 8): feira com 27 expositores locais, gerando R$ 6.000 em vendas de produtos sustentáveis e artesanais.

● Parcerias e cooperação (ODS 17): o evento reuniu 28 parceiros e 3 apoiadores, consolidando uma rede de colaboração entre setor privado, terceiro setor, academia esociedade civil.

● Educação e inclusão (ODS 4 e 10): realização no auditório da Unieuro, com a participação de acadêmicos e estudantes, e equipe composta por profissionais de grupos minorizados — mulheres, pessoas negras, pardas e periféricas.

Um movimento que vai além de um evento Para as idealizadoras, o ESG Summit Brasília 2025 já nasce como um movimento coletivo.

“Este não é apenas um evento, mas um chamado para a ação. Mostramos que é possível fazer diferente, unindo impacto positivo, inovação e colaboração entre setores”, destaca Renata Muniz.

“Cada detalhe foi pensado para deixar um legado, conectando sustentabilidade, inclusão e desenvolvimento econômico”, reforça Silvana Vilela.

 

Sobre o ESG Summit Brasília

O ESG Summit Brasília foi concebido para ser 100% sustentável, conectando pessoas, negócios e instituições em torno da pauta ESG. Em sua primeira edição, o evento já mostrou que propósito e prática podem caminhar juntos, e que o futuro da sustentabilidade depende de ações integradas, mensuráveis e inclusivas.

A próxima edição já está em preparação, ampliando o compromisso de transformar Brasília em referência nacional em eventos sustentáveis.

 

Sobre as realizadoras

RLMA – Consultoria com mais de 25 anos, especializada em marcas, comunicação estratégica e sustentabilidade.

Conexão Eventos & Soluções – Produtora com mais de 15 anos de experiência em eventos corporativos e científicos, com foco em práticas sustentáveis.

 

 

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Nova lei estabelece projeção de informações sobre pontos turísticos em Brasília nas salas de cinema

As exibições de informações devem ter duração de 30 segundos e serem projetadas antes do início de filmes nos cinemas e em casas de show

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Foto: Joel Rodrigues / Agência Brasília

 

Legislação visa explorar o potencial turístico e cultural do Distrito Federal

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) promulgou a Lei nº 7.868, de 6 de maio de 2026, de autoria da deputada Jaqueline Silva (MDB), após o veto ao projeto de lei original pelo ex-governador Ibaneis Rocha. A nova lei institui a obrigatoriedade da exibição de informações sobre pontos turísticos de Brasília nas telas de cinema no DF.

Originalmente PL nº 2.279/2021, a justificativa do projeto é a promoção do turismo como fonte inesgotável de renda, emprego, desenvolvimento econômico e cultural. O cinema deverá ser utilizado como meio ímpar de divulgação de atrações pela sua abrangência e diversidade de público.

Segundo Jaqueline Silva, o fomento ao turismo traz um cenário benéfico de geração de empregos e o surgimento de profissionais capacitados em diversas áreas, abrindo espaço para bacharéis em turismo e hotelaria, profissionais da gastronomia, transporte turístico, idiomas, comércios diversos e artesanatos.

As exibições de informações devem ter duração de 30 segundos e ser projetadas antes do início de filmes nos cinemas e em casas de show.  A Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (Secec) fornecerá todas as informações que serão projetadas.

Beatriz Negreiros (sob a supervisão de Ivan Iunes)

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Assim nasceu

BRASILIA

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Pela primeira vez, graças a JK, levou-se um Planejamento urbanístico sério. Mesmo com todo rigor de um plano diretor, depois de 67 anos, houve desvirtuamentos… afinal, isso aqui é Brasil.
Vale a pena assistir a este vídeo

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A CIÊNCIA BUSCA UM FUTURO PARA A ARAUCÁRIA

Técnica inovadora de enxertia, desenvolvida pela Embrapa e por pesquisadores da UFPR e da UEPG, reduz o tempo para produção

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DIA DE SÃO JOÃO E DO PINHÃO

 

O Dia Nacional da Araucária é celebrado em 24 de junho. A data foi instituída em 2005 por decreto presidencial para conscientizar sobre a preservação do Pinheiro-do-Paraná (Araucária angustifólia), árvore típica do Sul do Brasil. Paradoxo: leis criadas para protegê-la acabaram por ameaçar sua própria existência. Transformaram-na em uma árvore sem valor econômico e, muitas vezes, num incômodo para os produtores rurais. Agora, uma técnica inovadora de enxertia, desenvolvida pela Embrapa e por pesquisadores da UFPR e da UEPG, reduz o tempo até o início da produção e torna rentável o plantio de florestas produtoras de pinhão.

 

A araucária é um fóssil vivo, cujos ancestrais remontam a cerca de 200 milhões de anos. Com até 50 metros de altura, a árvore possui um tronco reto e em forma de cilindro, com ótimo rendimento em madeira. As sementes ficam agrupadas em pinhas nas árvores fêmeas. Maduras, as pinhas podem pesar até cinco quilos. O pinhão é a base de diversos pratos regionais.

A araucária serve de abrigo e fornece alimento para aves, como a gralha-azul, a maritaca, o papagaio-de-peito-roxo e o papagaio-charão, e mamíferos como cotias, serelepes, ouriços, catetos etc. Esses animais contribuem, de diversas formas, com sua disseminação natural.

 

DIA DE SÃO JOÃO E DO PINHÃO

A escolha do dia não foi por acaso. O dia 24 de junho, associado à festa de São João, coincide com o período de queda e colheita do pinhão, ingrediente essencial da culinária das festas juninas no Sul.
Ao plantar um pinhão, o agricultor não sabe se a futura árvore produzirá pinhas (fêmea) ou será uma árvore masculina, produtora apenas de pólen. É uma enorme limitação ao plantio de florestas para produzir pinhões.
A araucária é uma espécie de árvore quase exclusivamente brasileira. É encontrada com abundância nas serras e regiões mais altas nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Ela também ocorre em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, em áreas mais restritas, com destaque para a região da Mantiqueira, além de pequenos trechos da Argentina e do Paraguai. As matas nativas de araucária possuíam árvores enormes, com mais de cinco metros de diâmetro e cerca de vinte metros de circunferência.

 

ORIGEM DO NOME LONDRINA

Em 1924, o grupo inglês Paraná Plantations Ltd. criou a Companhia de Terras Norte do Paraná, após a doação de 500.000 alqueires de terra pelo governo republicano. A empresa focou na colonização e transformou, com lucros substanciais, grandes extensões de mata em projetos imobiliários e agrícolas. A própria Londrina recebeu esse nome em homenagem à origem inglesa dos empreendedores (London).

 

A redução das matas de araucária inspirou uma legislação ambientalista de proteção total da árvore no final do século XX.

A derrubada das matas de araucária para a produção e exportação de madeira no Paraná foi resultado direto desse modelo de colonização e da expansão ferroviária. Assim como a fratricida Guerra do Contestado. As ferrovias viabilizaram a exploração madeireira em larga escala e a posterior expansão cafeeira no norte do Paraná.
A redução das matas de araucária inspirou uma legislação ambientalista de proteção total da árvore no final do século XX. A ideia de ‘responsabilidade coletiva na conservação dos recursos naturais’, difundida pelo ambientalismo urbano, transfere o ônus e a responsabilidade para o produtor rural, sob severas ameaças e sanções. Essas políticas terminaram por desestimular o plantio da araucária pelos produtores com receio de não poder utilizá-las economicamente, sobretudo a madeira, e levaram à erradicação crônica de jovens plantas em meio às pastagens. As matas seguiram declinando. A exploração extrativista do pinhão permaneceu marginal.

 

ARAUCÁRIA: ENXERTIA

COM PLANTAS FÊMEAS

Agora, o plantio e a exploração da araucária podem se tornar uma opção rentável para a agricultura. O professor Flávio Zanette (UFPR) e o engenheiro florestal Ivar Wendling (EMBRAPA) desenvolveram uma técnica revolucionária: a enxertia com plantas fêmeas de araucária. A técnica garante a produção precoce de pinhões (seis anos em vez de quinze), em plantios homogêneos e rentáveis para exploração florestal e agrícola, e já desperta o interesse de agricultores do Paraná e de outros estados.

 

O professor Flávio Zanette, da Universidade Federal do Paraná, explica que para a enxertia é necessário um pedaço de pinheiro pronto para ser enxertado. As mudas aptas para receber o enxerto devem ter pelo menos dois anos de idade.

A araucária pode ser integrada às pastagens e contribuir tanto para a preservação da espécie quanto para a recuperação de áreas degradadas. A conservação torna-se mais robusta quando a espécie possui valor econômico e é incorporada aos sistemas produtivos.
Com a produção crescente e segura de pinhões, toda uma indústria agroalimentar poderá se desenvolver. Além do amido, o pinhão contém minerais essenciais à saúde humana, como cálcio, ferro, fósforo, manganês e magnésio. Será possível atender a indústria e o consumidor com a farinha de pinhão, um produto sem glúten, sem lactose, de baixos teores de sódio e gordura e fonte de fibra alimentar.
A data nacional da araucária é um convite à reflexão sobre a necessidade de a legislação ambiental ser compatibilizada com as realidades econômicas e sociais. A ciência ofereceu uma alternativa ao extrativismo e ao impasse regulatório. Ao devolver valor econômico à araucária, a enxertia abre caminho para o plantio de florestas produtivas, a recuperação de áreas degradadas, a geração de renda e a conservação dos ecossistemas associados. A melhor proteção para uma espécie, do Sul à Amazônia, não é transformá-la em intocável. É fazer dela uma riqueza viva e cultivada.

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