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Funai e ICMBio realizam oficinas de audiovisual e artesanato para fortalecer geração de renda e proteção social no território Yanomami

Jovens, mulheres artesãs e lideranças Yanomami e Ye’kwana participaram de oficinas de audiovisual e artesanato. O objetivo foi fortalecer a cultura, o protagonismo indígena e a proteção social na Terra Indígena Yanomami (TIY). As atividades também incluíram um diagnóstico participativo de uso do território. O evento ocorreu entre os dias 5 e 10 de novembro na região do Apiaú, na TIY, no município de Mucajaí (RR). 

 

 

As atividades foram realizadas pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), por meio da Força-Tarefa Yanomami e Ye’kwana (FTYY), em parceria com a equipe de Gestão Socioambiental do Núcleo de Gestão Integrada de Roraima do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).  

Proteção social

O educador social Oliver Menck, da FTYY, destacou a importância do processo formativo para os jovens do território Yanomami. “A oficina de audiovisual buscou oferecer aos jovens indígenas a oportunidade de produzir seus próprios materiais, partindo de suas vivências e adotando formatos escolhidos por eles. A iniciativa permitiu que experimentassem a linguagem audiovisual e vivenciassem um espaço de protagonismo, envolvendo crianças e jovens de diferentes povos que vivem no território Yanomami.”

As ações são voltadas ao fortalecimento da rede de proteção social para mulheres e crianças Yanomami e Ye’kwana. Para a agente cultural Roseane Cunha, da FTYY, as atividades desempenham um papel importante no estímulo ao protagonismo da juventude e na valorização da cultura local. “Essas atividades estão previstas no plano de trabalho da Força-Tarefa e são estratégias de fortalecimento da rede de proteção social à criança e à mulher indígena”, explicou.

O intuito é fortalecer a cultura e a identidade das comunidades indígenas através do protagonismo dos jovens. “Foi muito bom ver o interesse deles em aprender todo o conteúdo que a equipe estava repassando e eles colocando em prática, durante os cinco dias, tudo que foi repassado, além da expectativa deles em ter o retorno desse trabalho que foi feito na comunidade”, relatou Rosane Cunha, referindo-se à oficina de audiovisual que ocorreu Escola Estadual Indígena Hadyanai com a participação de 14 jovens.

A oficina ofereceu dinâmicas em roteirização, gravação e edição, resultando na produção de dois curtas-metragens: Amukayke Omamo e Nakatoke totihi. O ciclo integra o Projeto de Enfrentamento à Violência contra Mulheres e Crianças Yanomami e Ye’kwana da FTYY da Funai e o Projeto Rede de Pesquisa, Monitoramento e Extensão Socioambiental do ICMBio. 

“É a primeira vez que está tendo alguma coisa assim parecida aqui na nossa região do Apiaú. Nós achamos muito importante mostrar um pouco dos nossos conhecimentos tradicionais para os colegas da Funai e ICMBio e um pouco dos saberes de vocês para nós”, destacou a professora e colaboradora das oficinas de audiovisual, Angélica Xiriana.

Geração de renda 

Cerca de 30 mulheres artesãs participaram da oficina de artesanato, que teve como objetivo fortalecer a produção tradicional de redes e apoiar a geração de renda. As mulheres participantes receberam materiais, trocaram conhecimentos e discutiram precificação para valorização dos produtos.  

Segundo a técnica ambiental Thatyla Farago, do ICMBio, o objetivo da oficina de redes de lã com as mulheres foi despertar o interesse delas em ter uma renda por meio desse tipo de artesanato.  Ela destacou o trabalho integrado para a realização das oficinas. “A equipe de gestão socioambiental está junto com a equipe da Funai com o intuito de despertar o interesse dos jovens em usar a mídia para poder falar sobre a sua cultura”.  

Segundo Thatyla, a oficina de diagnóstico de uso do território foi necessária porque a comunidade fica limítrofe a uma das unidades de conservação geridas pelo ICMBio de Roraima. O evento reuniu cinco representantes da região, como pajés, professores, tuxauas e lideranças, para mapear áreas de caça e coleta de materiais da flora na Floresta Nacional Parima, contribuindo para o planejamento e a gestão territorial junto ao Estado.  

A atuação conjunta da Funai e ICMbio buscou ampliar a eficiência dos recursos públicos, integrar políticas federais e gerar sinergia entre as atividades desenvolvidas, como evidenciado na produção audiovisual. 

Coordenação de Comunicação Social/Funai 

 

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Eleições 2026: eleitores de todo o país irão às urnas em horário unificado, seguindo fuso de Brasília

Medida permite a divulgação dos primeiros votos apurados para todos os cargos logo após as 17 horas

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O primeiro turno das eleições será realizado no dia 4 de outubro – Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Em 2026, os eleitores de todo o Brasil irão às urnas em um horário unificado: entre 8 e 17 horas, no horário de Brasília. Assim que acabar o horário de votação, os primeiros votos apurados para qualquer cargo em disputa já poderão ser divulgados.

A divulgação de todos os resultados ao mesmo tempo não era possível antes de 2022 (quando a unificação passou a valer), por conta dos fusos horários diferentes.

Confira página especial da Câmara sobre as Eleições 2026

“Não podia divulgar os resultados para presidente da República, porque isso poderia, de alguma forma, influenciar o eleitor que ainda estava na fila. A gente divulgava o resultado de governadores e do Parlamento (deputados e senadores), mas não divulgava de presidente até dar 19 horas, pois eram 17 horas no Acre e no Amazonas”, explica o especialista em direito eleitoral Bruno Andrade.

Caminho do voto

Depois que todos os eleitores que estavam na fila terminam de votar, o presidente da mesa encerra a votação na urna eletrônica. A partir daí, a urna não recebe novos votos e são gerados os arquivos necessários para a apuração.

O caminho do voto: da seção eleitoral ao resultado

Para enviar os dados de totalização dos votos no sistema da Justiça Eleitoral, é usada a mídia de resultado. É como um pen drive protegido por travas eletrônicas de segurança que cada urna tem.

Próximas etapas

Depois da eleição, candidatos e partidos precisam apresentar à Justiça Eleitoral a prestação final das contas de campanha. Em 2026, o prazo termina em 3 de novembro para quem concorreu apenas no primeiro turno. Para os candidatos que disputarem o segundo turno, a prestação de contas referente aos dois turnos deverá ser apresentada até 14 de novembro.

Na diplomação, a pessoa eleita recebe o diploma, documento da Justiça Eleitoral que registra seu nome, o partido, federação ou coligação pela qual concorreu e o cargo para o qual foi eleita. No caso dos suplentes, o documento também informa a classificação.

Esse último dado é importante para os deputados porque os parlamentares não se elegem só pela maioria dos votos. São os partidos e as federações que ganham cadeiras na medida em que recebem mais votos dos eleitores em relação ao total de votos válidos.

Saiba como funciona a eleição para deputados

“Essas cadeiras vão para os melhores colocados dentro do partido ou federação. Se os concorrentes identificarem algum problema nesse cálculo, podem entrar com um recurso depois da diplomação”, acrescenta.

Segundo o especialista, o diploma tem duas funções. A primeira é simbólica: formaliza o reconhecimento de que a pessoa foi eleita. A segunda é jurídica: a diplomação também serve como marco para prazos de questionamento do resultado eleitoral.

Candidaturas indeferidas

Segundo Bruno Andrade, quando o registro de uma candidatura está sub judice, há outro fator complicador. O candidato pode continuar na disputa enquanto essa situação permanecer.  Se o eleito estiver com o registro indeferido, mesmo que a decisão ainda esteja sob recurso, ele não poderá ser diplomado.

“Nesse caso, assume o presidente da Câmara, no caso do presidente da República, e ou o presidente da Assembleia Legislativa Estadual, no caso de governador. Ele fica interinamente enquanto não resolve o problema. Se foi confirmado o indeferimento do processo, tem que ter nova eleição”, explica.

Posse

Se a diplomação acontecer com sucesso, a pessoa eleita pode tomar posse. A cerimônia é um rito obrigatório, que marca o início da atividade no cargo, embora eventuais processos eleitorais ainda possam continuar em tramitação.

“A partir desse exercício de mandato é que a pessoa vai poder tomar medidas como parlamentar. Pode participar de votações, ser escolhido representante da Maioria, da Minoria, compor bancada”, afirma Bruno Andrade.

“Com a posse é que a gente começa a ter esses atos de parlamentar efetivamente. Antes disso, ele tem a proteção enquanto parlamentar, porque já está diplomado, mas ainda não exerce efetivamente as tarefas de um parlamentar”, conclui.

Veja mais notícias sobre as eleições 2026

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura “Agência Câmara”.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

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Câmara Legislativa promove sessão solene sobre conscientização do câncer infantojuvenil

Sessão marcada para segunda (28) faz alusão ao Setembro Dourado e à necessidade de diagnóstico precoce e tratamento adequado contra a doença

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Foto: Helene Santos/Governo do Ceará

Câncer infantojuvenil representa a primeira causa de morte por doença entre crianças e adolescentes de um a 19 anos no Brasil

A Câmara Legislativa realiza sessão solene na próxima segunda-feira (28) em alusão à campanha Setembro Dourado, dedicada às ações preventivas, educativas e de conscientização sobre o câncer infantojuvenil. De autoria do deputado Eduardo Pedrosa (União), o evento ocorrerá no Plenário, a partir das 19h, e contará com transmissão ao vivo pela TV Câmara Distrital.

De acordo com Eduardo Pedrosa, a solenidade “servirá como um fórum qualificado para debater gargalos no sistema de saúde do DF, dar visibilidade à causa, apoiar o trabalho das organizações da sociedade civil e impulsionar políticas públicas voltadas ao diagnóstico precoce, acolhimento e tratamento humanizado”.

Em seu requerimento, o parlamentar ressaltou que o câncer infantojuvenil representa a primeira causa de morte por doença entre crianças e adolescentes de um a 19 anos no Brasil. Segundo o parlamentar, as chances de cura podem superar 80% com o diagnóstico precoce e tratamento adequado. “O grande desafio reside no fato de que muitos sintomas se assemelham a doenças comuns da infância, o que frequentemente retarda o diagnóstico definitivo”, ressaltou.

A campanha Setembro Dourado visa informar a população sobre os principais sinais e sintomas da doença, além de incentivar a solidariedade às crianças, adolescentes e famílias que enfrentam essa jornada. Com ações educativas e de mobilização social realizadas ao longo do mês, contribui para ampliar o conhecimento sobre o tema e fortalecer a rede de apoio aos pacientes.

Mario Espinheira – Agência CLDF

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Censo Escolar: resultado preliminar está disponível no site do Inep

Gestores têm 30 dias para corrigir informações pelo Sistema EducaCenso

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Daniella Almeida – Repórter da Agência Brasil

 

Os resultados preliminares do Censo Escolar da Educação Básica de 2026 estão disponíveis para conferência no painel de resultados no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Os resultados referem-se às matrículas presenciais efetivas na educação básica das redes estaduais e municipais de educação e estão apresentados em ordem alfabética dos estados.

Os responsáveis pelo envio dos dados têm agora 30 dias para corrigir erros, por meio do Sistema EducaCenso do Inep.

Cronograma

O cronograma prevê que no dia 11 de dezembro deverá ocorrer o envio dos dados finais homologados ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

As informações são usadas no cálculo dos coeficientes de distribuição do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).
A divulgação dos resultados finais da primeira etapa, das sinopses estatísticas e dos demais estatísticas da Educação Básica está programada para 1º de fevereiro de 2027.

Situação dos alunos

Em 1º de fevereiro de 2027 tem início a segunda etapa do Censo Escolar da Educação Básica 2026, que trata da situação do aluno.

Nesta fase, o diretor ou responsável pela escola deverá coletar as informações sobre rendimento e movimento escolar daqueles estudantes que foram declarados na primeira etapa, incluindo dados de aprovação, reprovação, abandono e transferência.

O período de coleta termina no dia 12 de março de 2027.

E a partir de 1º de abril de 2027, as taxas preliminares de rendimento escolar e os relatórios por escola estarão disponíveis para conferência.

Os indicadores finais de rendimento escolar serão divulgados pelo Inep em 14 de maio de 2027.

Censo Escolar

Os dados no Censo Escolar servem para formulação, monitoramento e avaliação de políticas públicas educacionais, além de servir de referência para programas de financiamento e distribuição de recursos da educação.

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