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Passaporte de Férias transforma o CCBB Brasília em circuito cultural interativo
Projeto gratuito do Rolê Cultural reúne oficinas, visitas mediadas e desafios com carimbos para públicos de todas as idades durante as férias
Passaporte de Férias transforma o CCBB Brasília em um grande jogo cultural para todas as idades
Projeto gratuito do Educativo propõe desafios, carimbos e recompensas em uma jornada por arte, brincadeiras e descobertas
Durante o período de férias, o Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (CCBB Brasília) convida o público a viver sua programação de um jeito diferente: como uma grande aventura cultural. Com o Passaporte de Férias do Rolê Cultural, visitantes de todas as idades percorrem atividades, cumprem missões, colecionam carimbos e, ao final da jornada, desbloqueiam uma recompensa.
A iniciativa é gratuita e propõe experiências que misturam arte, jogos, imaginação e convivência. Os ingressos para as atividades podem ser retirados no site ingressos.ccbb.com.br ou presencialmente na bilheteria do CCBB.
O passaporte é retirado na Sala do Rolê Cultural, de terça a domingo, das 9h às 20h30, mediante apresentação do ingresso de alguma atividade do Educativo. Cada missão concluída rende um carimbo — basta solicitá-lo ao educador ao final da ação.
Entre as propostas estão atividades como Rolê Espontâneo, História Contada, Visita-espetáculo, Espaço Conexão, Territórios e Afetos, datas especiais do Dia de Rolê, além do Rolê com LIBRAS, que ocorre semanalmente. Um Diário de Bordo com perguntas criativas ajuda os participantes a registrar suas impressões ao longo do percurso.
Algumas oficinas funcionam como desafios extras: ao participar de duas delas, o visitante garante dois carimbos. Há ainda selos especiais em forma de adesivo — o Selo Embaixador(a), para quem traz alguém ou visita em família, e o Selo Rolê nas Redes, concedido a quem publica fotos ou vídeos da experiência marcando @ccbbbrasilia e @mediato.art.
Quem completar dez carimbos e dois selos poderá apresentar o passaporte preenchido para retirar a recompensa entre 30 de janeiro e 1º de fevereiro de 2026, na Sala do Rolê Cultural.
Programação especial de férias
O Rolê Cultural – CCBB Educativo reúne uma agenda intensa de atividades diárias, combinando visitas mediadas às exposições, oficinas artísticas e ações lúdicas para diferentes faixas etárias.
Entre os destaques estão o Rolê Espontâneo, com encontros de hora em hora nas galerias; o Rolê Temático Territórios e Afetos, que conecta arte, arquitetura e memórias do Plano Piloto; e o Rolê com LIBRAS, que promove experiências inclusivas com intérprete.
A programação contempla ainda ações para a primeira infância, como História Contada para Bebês e Oficina Sensorial, além de contações de histórias no Vão Central, visitas-espetáculo conduzidas por educadores-artistas e oficinas de desenho, dança, pintura, aquarela e criação de memes.
Fora das salas expositivas, o público encontra o Rolê de Férias – Estande de Jogos, com partidas mediadas por educadores e desafios ligados à arte.
O projeto é patrocinado pelo Banco do Brasil por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).
Sobre o CCBB Brasília
Inaugurado em outubro de 2000, o CCBB Brasília funciona no Edifício Tancredo Neves, projeto de Oscar Niemeyer, e reúne em um só espaço diferentes expressões artísticas. O complexo conta com galerias, cinema, teatro, praça central e jardins, além de paisagismo assinado por Alda Rabello Cunha.
O centro também mantém o Programa Educativo CCBB Brasília, que promove ações continuadas de arte-educação para visitantes espontâneos, escolas e instituições, por meio de visitas mediadas e atividades formativas.
Em 2022, a unidade recebeu a certificação ISO 14001, reafirmando seu compromisso com a gestão ambiental e a sustentabilidade.
Acessibilidade e transporte gratuito
Para facilitar o acesso, a ação “Vem pro CCBB” disponibiliza uma van gratuita entre a Biblioteca Nacional e o CCBB, de quinta a domingo. O embarque ocorre mediante retirada de ingresso pelo site, na bilheteria ou via QR Code disponível no veículo.
Os horários variam ao longo do dia, com saídas frequentes nos dois sentidos, garantindo comodidade ao público interessado em aproveitar a programação cultural.
Serviço
Rolê Cultural – CCBB Educativo
Centro Cultural Banco do Brasil – Brasília
Endereço: SCES Trecho 2 – Brasília/DF
Telefone: (61) 3108-7600
Ingressos: ingressos.ccbb.com.br
Agendamentos para grupos e escolas: conecta.mediato.art.br
Programação completa: ccbb.com.br/brasilia/programacao/ccbb-educativo
Acesso gratuito | Classificação indicativa: livre
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NASCIMENTO DO LAGO PARANOÁ
O Lago Paranoá foi idealizado muito antes da construção de Brasília, tendo sua primeira proposta formalizada pelo botânico e paisagista francês Auguste François Marie Glaziou, paricipante da segunda Missão Cruls, em 1894.
No seu relatório, Glaziou identificou uma depressão topográfica na região e sugeriu o represamento do rio Paranoá para criar uma bacia de água indispensável ao abastecimento da futura capital.
Glaziou escreveu: “Entre dois grandes chapadões na localidade pelos nomes de Gama e Paranoá, existe imensa planície em parte sujeita a ser coberta pelas águas da estação chuvosa (…) É fácil compreender que, fechando essa brecha com uma obra de arte – barragem (…) formará um lago navegável em todos os sentidos, num comprimento de 20 a 25 quilômetros sobre uma largura de 16 a 18.”
O projeto do paisagista visava amenizar o clima seco do Planalto Central, garantir o fornecimento hídrico, gerar energia e proporcionar um elemento ornamental e de lazer para a população.
Em 1956, o plano de Glaziou foi incorporado e adaptado pela Novacap para compor o Edital do Concurso Nacional do Plano Piloto da Nova Capital do Brasil.
Em março de 1957, quando da abertura do Concurso, todos os 26 projetos constavam a construção do Lago Paranoá, como aconteceu com o projeto vencedor, do urbanista Lucio Costa.

O idealizador do Lago Paranoá foi o paisagista francês Auguste Glaziou, membro integrante da 2ª Missão Cruls. A construção da barragem se inicia em 1957, sob responsabilidade da empresa norte-americana Raymond Concrete Pile of Americas. O constante atraso nas obras fez com que JK mandasse rescindir o contrato com a Raymond e transferisse o comando da construção da barragem para as construtoras Camargo Corrêa, Rabelo, Rodobras, Geotec e Engenharia Civil e Portuária.
DESCRIÇÃO COMPLETA
Essa é a descrição completa feita por Auguste Glaziou, no relatório da Segunda Missão Cruls, em 1894, apontando a solução técnica para a construção do Lago Paranoá:
“Entre os dois grandes chapadões conhecidos na localidade pelos nomes de Gama e Paranoá, existe uma imensa planície sujeita a ser coberta pelas águas da estação chuvosa: outrora era um lago devido à junção de diferentes cursos de água formando o Paranoá; o excedente desse lago, atravessando uma depressão do chapadão, acabou com o carrear dos saibros e mesmo das pedras grossas, por abrir nesse ponto uma brecha funda, de paredes quase verticais pela qual se precipitam hoje todas as águas dessas alturas. É fácil compreender que, fechando essa brecha com uma obra de arte (barragem) forçosamente a água tomará ao seu lugar primitivo e formará um lago navegável em todos os sentidos, num comprimento de 20 a 25 quilômetros sobre uma largura de 16 a 18.”
Nos anos 1970, ao entrar pela primeira vez na Catedral Metropolitana Basílica Menor de Nossa Senhora da Glória, em Maringá, fiquei muito impressionado. Trata-se de uma das mais altas e belas basílicas da América Latina. Depois, caminhando pelas ruas da cidade, a música “Maringá, Maringá” logo me veio à memória. Cidade e canção parecem feitas uma para a outra, unidas por melodia, harmonia e ritmo. Embora separadas por 15 anos de história, a obra musical do mineiro Joubert de Carvalho e o terceiro maior município do Paraná compartilham a mesma beleza e a mesma alma. Conheça a seguir como essa bonita sintonia moldou o destino urbano e social da cidade e da região.
MARINGÁ: A CIDADE E A CANÇÃO
“Maringá… Maringá”, a melodia, nasceu primeiro, em 1932. Quinze anos depois, em 10 de maio de 1947, era fundado o município paranaense. A obra-prima de Joubert Gontijo de Carvalho (1907–1977) surgiu após um diálogo marcante com o ex-governador da Paraíba, José Américo de Almeida, então ministro da Viação e Obras Públicas de Getúlio Vargas e autor do clássico literário “A Bagaceira” (1928). Quem fez a aproximação de José Américo de Almeida com o compositor foi Rui Carneiro (1906-1977), então oficial do gabinete do Ministério da Aviação, natural de Pombal, uma cidade centenária ao norte da Paraíba.
Rui Carneiro era jornalista e advogado, mais tarde foi deputado federal e senador pela Paraíba. Carneiro e José Américo relataram ao compositor o sofrimento do povo nordestino com a seca severa. E deram, como exemplo, a cidade de Ingá, no agreste da Paraíba, a 100km de João Pessoa. Inspirado pelo relato, Joubert de Carvalho (mineiro de Uberaba) que já colecionava sucessos na voz de Carmen Miranda, como “Taí – Eu fiz tudo prá você gostar de mim”, criou uma personagem retirante fictícia chamada Maria. Da junção de “Maria de Ingá” surgiu o neologismo que batizou a música romântica e nostálgica. Mal sabia o compositor que aquele sucesso estrondoso seria o nome, 15 anos mais tarde, de uma das cidades mais prósperas do Sul do país e, ainda, lhe daria o nome de uma importante rua.

MARINGÁ: MODELO DE GESTÃO
Visão de presente e de futuro. Maringá saiu na frente, no Brasil, trazendo a sociedade civil organizada para participar no planejamento econômico sustentável da administração da cidade. Com o objetivo de propor ações efetivas para garantir o desenvolvimento sustentável de toda a região geoeconômica, proporcionando qualidade de vida e condições dignas aos cidadãos, em gestão compartilhada com o poder público, Maringá criou em 1996, o Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá – CODEM. O órgão nasceu com o Movimento Repensando Maringá. No cinquentenário de Maringá, em 1997, houve a posse dos primeiros conselheiro.
Ao longo dos anos, o CODEM não só se consolidou como referência em planejamento socioeconômico sustentável, sempre com a participação ativa da sociedade civil, entidades e lideranças locais, como serviu de exemplo para a criação de órgão similar em muitas cidades brasileiras.
Hoje, mais de 20 cidades brasileiras, inclusive Brasília, usam esse modelo de governança inspirado no modelo pioneiro do CODEM/CODESE de Maringá (PR), com o objetivo de planejar o crescimento urbano e socioeconômico sustentável da região para as próximas décadas.
SAIBA MAIS
Veja duas outras matérias:
1) O batismo e a
cronologia da criação e urbanização.
2) Como o modelo de gestão participativa levou
o município de Maringá a bater recordes
de competitividade e de sustentabilidade.

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