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Maratona mundial de games deve reunir 600 desenvolvedores no Brasil

Evento em Curitiba ocorre entre sexta e domingo

 

Alana Gandra – repórter da Agência Brasil

 

Gratuita e aberta ao público, a Global Game Jam Curitiba, etapa brasileira da Maratona Mundial de Desenvolvimento de Jogos, chegará à 17ª edição entre sexta (30) e domingo (1º).

O número de inscritos até o momento já ultrapassa 500 participantes, e a expectativa dos organizadores é que atinja 600 pessoas, média anual do torneio. As inscrições podem ser feitas pela internet até sexta-feira (30).

Menores de idade podem participar, desde que acompanhados por um responsável.

A maratona acontece simultaneamente em 100 países, reunindo 30 mil pessoas espalhadas em 800 sedes pelo mundo.

No Brasil, são 30 sedes, entre universidades, empresas e grupos menores, informou nesta quarta-feira (28) à Agência Brasil o coordenador do curso de Jogos Digitais da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), onde acontece o Global Game Jam Curitiba, Bruno Campagnolo de Paula.

O evento do Paraná, entretanto, é o maior no Brasil a ocorrer de maneira presencial. Além disso, o Global Game Jam de Curitiba é um dos mais produtivos do mundo, resultando normalmente em 70 a 100 novos games por ano. Bruno Campagnolo de Paula espera que, na edição 2026, possam ser criados mais de 80 novos jogos.

No domingo (1º), entre 15h e 18h, ocorre a finalização dos projetos e a tradicional jogatina, ou Play Party, quando os participantes jogam os games que foram criados. E o público também pode participar.

Tema do ano: “máscara”

Neste ano, o tema que vai nortear o desenvolvimento dos jogos é “máscara”, e os participantes vão poder dar a ele diversas interpretações.

“O pessoal do Oriente Médio interpreta de uma maneira, o pessoal da Rússia interpreta de outra, e por aí vai”, disse Bruno Campagnolo, que destacou que a riqueza do evento está na diversidade de games que vão surgir.

Durante a maratona de desenvolvimento de jogos, os participantes vão ficar imersos durante 48 horas, trabalhando divididos em equipes. Apesar disso e de a organização distribuir troféus aos mais bem avaliados, o professor esclareceu que não se trata de um evento competitivo.

“Na verdade, é um evento em que os participantes desenvolvem os jogos e vão ter uma visibilidade internacional desses jogos”.

Os jogos são desenvolvidos para diferentes plataformas e formatos, como PC, dispositivos móveis, realidade virtual e jogos analógicos ─ incluindo jogos de tabuleiro, livros-jogo, escape rooms (jogos de aventura físicos), aventuras de RPG (aventuras narradas), entre outras iniciativas ligadas ao universo dos games.

 

28/01/2026 - Curitiba - Global Game Jam Curitiba 2025 - maratona mundial de games que começa dia 30, em Curitiba. Foto: Global Game Jam Curitiba 2025/Cassiano Rosário
Participantes da Global Game Jam Curitiba de 2025 Foto: Global Game Jam Curitiba 2025/Cassiano Rosário

Expansão

Campagnolo explicou que, como os games vão ser publicados no site da Global Game Jam, há possibilidade de venda posterior desses jogos para empresas do setor do Brasil e do mundo.

“Sem dúvida, a área de economia criativa relacionada a jogos é uma das maiores áreas que a gente tem hoje”.

Muitas equipes, depois que os jogos são publicados, continuam trabalhando neles, criando novas versões para lojas de aplicativos e outras plataformas digitais. Há ainda equipes que se descobrem durante a Game Jam e acabam decidindo criar um novo jogo.

“Eles podem monetizar ou fazer alguma coisa diferente”, contou Campagnolo.

De acordo com a Pesquisa Game Brasil, o mercado de games vive um momento de crescente expansão no país. Entre 2024 e 2025, o consumo de jogos digitais cresceu 8,9% no Brasil ─ 82,8% da população afirma jogar jogos digitais. Essa indústria é tão grande quanto o cinema hoje em dia, comparou Bruno Campagnolo de Paula.

Troca de experiência

Participam da Global Game Jam Curitiba tanto equipes iniciantes, pessoas que nunca participaram do desenvolvimento de um jogo, como equipes profissionais, que já trabalham nessa área e estão em busca de fazer alguma coisa diferente nesse fim de semana.

Como coordenador dos cursos de jogos da PUCPR, o professor conta que participar do evento é recomensador por proporcionar aprendizado a quem está se formando na área.

“É muito bacana quando o meu aluno, na primeira vez que está desenvolvendo um jogo, se encontra com pessoas que já estão muito experientes na área e tem toda essa troca de informações. Pessoas no mesmo ambiente, em diferentes níveis, desenvolvendo jogos, e todos sendo valorizados”, comentou Campagnolo.

Ele conta que essa também é a oportunidade de reecontrar jovens que ele viu darem os primeiros passos.

“Para mim, é muito recompensador também ver pessoas que, há 10 anos, eram jovenzinhos super tímidos que estavam lá participando de uma edição de evento, e hoje estão entre os maiores profissionais da área no Brasil”.

 

28/01/2026 - Curitiba - Global Game Jam Curitiba 2025 - maratona mundial de games que começa dia 30, em Curitiba. Foto: Global Game Jam Curitiba 2025/Cassiano Rosário
Jogos de tabuleiro também podem entrar na Global Game Jam Curitiba Foto: Global Game Jam Curitiba 2025/Cassiano Rosário

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Nova lei estabelece projeção de informações sobre pontos turísticos em Brasília nas salas de cinema

As exibições de informações devem ter duração de 30 segundos e serem projetadas antes do início de filmes nos cinemas e em casas de show

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Foto: Joel Rodrigues / Agência Brasília

 

Legislação visa explorar o potencial turístico e cultural do Distrito Federal

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) promulgou a Lei nº 7.868, de 6 de maio de 2026, de autoria da deputada Jaqueline Silva (MDB), após o veto ao projeto de lei original pelo ex-governador Ibaneis Rocha. A nova lei institui a obrigatoriedade da exibição de informações sobre pontos turísticos de Brasília nas telas de cinema no DF.

Originalmente PL nº 2.279/2021, a justificativa do projeto é a promoção do turismo como fonte inesgotável de renda, emprego, desenvolvimento econômico e cultural. O cinema deverá ser utilizado como meio ímpar de divulgação de atrações pela sua abrangência e diversidade de público.

Segundo Jaqueline Silva, o fomento ao turismo traz um cenário benéfico de geração de empregos e o surgimento de profissionais capacitados em diversas áreas, abrindo espaço para bacharéis em turismo e hotelaria, profissionais da gastronomia, transporte turístico, idiomas, comércios diversos e artesanatos.

As exibições de informações devem ter duração de 30 segundos e ser projetadas antes do início de filmes nos cinemas e em casas de show.  A Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (Secec) fornecerá todas as informações que serão projetadas.

Beatriz Negreiros (sob a supervisão de Ivan Iunes)

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Assim nasceu

BRASILIA

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Pela primeira vez, graças a JK, levou-se um Planejamento urbanístico sério. Mesmo com todo rigor de um plano diretor, depois de 67 anos, houve desvirtuamentos… afinal, isso aqui é Brasil.
Vale a pena assistir a este vídeo

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A CIÊNCIA BUSCA UM FUTURO PARA A ARAUCÁRIA

Técnica inovadora de enxertia, desenvolvida pela Embrapa e por pesquisadores da UFPR e da UEPG, reduz o tempo para produção

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DIA DE SÃO JOÃO E DO PINHÃO

 

O Dia Nacional da Araucária é celebrado em 24 de junho. A data foi instituída em 2005 por decreto presidencial para conscientizar sobre a preservação do Pinheiro-do-Paraná (Araucária angustifólia), árvore típica do Sul do Brasil. Paradoxo: leis criadas para protegê-la acabaram por ameaçar sua própria existência. Transformaram-na em uma árvore sem valor econômico e, muitas vezes, num incômodo para os produtores rurais. Agora, uma técnica inovadora de enxertia, desenvolvida pela Embrapa e por pesquisadores da UFPR e da UEPG, reduz o tempo até o início da produção e torna rentável o plantio de florestas produtoras de pinhão.

 

A araucária é um fóssil vivo, cujos ancestrais remontam a cerca de 200 milhões de anos. Com até 50 metros de altura, a árvore possui um tronco reto e em forma de cilindro, com ótimo rendimento em madeira. As sementes ficam agrupadas em pinhas nas árvores fêmeas. Maduras, as pinhas podem pesar até cinco quilos. O pinhão é a base de diversos pratos regionais.

A araucária serve de abrigo e fornece alimento para aves, como a gralha-azul, a maritaca, o papagaio-de-peito-roxo e o papagaio-charão, e mamíferos como cotias, serelepes, ouriços, catetos etc. Esses animais contribuem, de diversas formas, com sua disseminação natural.

 

DIA DE SÃO JOÃO E DO PINHÃO

A escolha do dia não foi por acaso. O dia 24 de junho, associado à festa de São João, coincide com o período de queda e colheita do pinhão, ingrediente essencial da culinária das festas juninas no Sul.
Ao plantar um pinhão, o agricultor não sabe se a futura árvore produzirá pinhas (fêmea) ou será uma árvore masculina, produtora apenas de pólen. É uma enorme limitação ao plantio de florestas para produzir pinhões.
A araucária é uma espécie de árvore quase exclusivamente brasileira. É encontrada com abundância nas serras e regiões mais altas nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Ela também ocorre em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, em áreas mais restritas, com destaque para a região da Mantiqueira, além de pequenos trechos da Argentina e do Paraguai. As matas nativas de araucária possuíam árvores enormes, com mais de cinco metros de diâmetro e cerca de vinte metros de circunferência.

 

ORIGEM DO NOME LONDRINA

Em 1924, o grupo inglês Paraná Plantations Ltd. criou a Companhia de Terras Norte do Paraná, após a doação de 500.000 alqueires de terra pelo governo republicano. A empresa focou na colonização e transformou, com lucros substanciais, grandes extensões de mata em projetos imobiliários e agrícolas. A própria Londrina recebeu esse nome em homenagem à origem inglesa dos empreendedores (London).

 

A redução das matas de araucária inspirou uma legislação ambientalista de proteção total da árvore no final do século XX.

A derrubada das matas de araucária para a produção e exportação de madeira no Paraná foi resultado direto desse modelo de colonização e da expansão ferroviária. Assim como a fratricida Guerra do Contestado. As ferrovias viabilizaram a exploração madeireira em larga escala e a posterior expansão cafeeira no norte do Paraná.
A redução das matas de araucária inspirou uma legislação ambientalista de proteção total da árvore no final do século XX. A ideia de ‘responsabilidade coletiva na conservação dos recursos naturais’, difundida pelo ambientalismo urbano, transfere o ônus e a responsabilidade para o produtor rural, sob severas ameaças e sanções. Essas políticas terminaram por desestimular o plantio da araucária pelos produtores com receio de não poder utilizá-las economicamente, sobretudo a madeira, e levaram à erradicação crônica de jovens plantas em meio às pastagens. As matas seguiram declinando. A exploração extrativista do pinhão permaneceu marginal.

 

ARAUCÁRIA: ENXERTIA

COM PLANTAS FÊMEAS

Agora, o plantio e a exploração da araucária podem se tornar uma opção rentável para a agricultura. O professor Flávio Zanette (UFPR) e o engenheiro florestal Ivar Wendling (EMBRAPA) desenvolveram uma técnica revolucionária: a enxertia com plantas fêmeas de araucária. A técnica garante a produção precoce de pinhões (seis anos em vez de quinze), em plantios homogêneos e rentáveis para exploração florestal e agrícola, e já desperta o interesse de agricultores do Paraná e de outros estados.

 

O professor Flávio Zanette, da Universidade Federal do Paraná, explica que para a enxertia é necessário um pedaço de pinheiro pronto para ser enxertado. As mudas aptas para receber o enxerto devem ter pelo menos dois anos de idade.

A araucária pode ser integrada às pastagens e contribuir tanto para a preservação da espécie quanto para a recuperação de áreas degradadas. A conservação torna-se mais robusta quando a espécie possui valor econômico e é incorporada aos sistemas produtivos.
Com a produção crescente e segura de pinhões, toda uma indústria agroalimentar poderá se desenvolver. Além do amido, o pinhão contém minerais essenciais à saúde humana, como cálcio, ferro, fósforo, manganês e magnésio. Será possível atender a indústria e o consumidor com a farinha de pinhão, um produto sem glúten, sem lactose, de baixos teores de sódio e gordura e fonte de fibra alimentar.
A data nacional da araucária é um convite à reflexão sobre a necessidade de a legislação ambiental ser compatibilizada com as realidades econômicas e sociais. A ciência ofereceu uma alternativa ao extrativismo e ao impasse regulatório. Ao devolver valor econômico à araucária, a enxertia abre caminho para o plantio de florestas produtivas, a recuperação de áreas degradadas, a geração de renda e a conservação dos ecossistemas associados. A melhor proteção para uma espécie, do Sul à Amazônia, não é transformá-la em intocável. É fazer dela uma riqueza viva e cultivada.

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