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MAIS APOIO PARA A TRANSGANDARELA E A TRANSESPINHAÇO

Primeiro encontro reuniu quase 100 representantes e avançou na criação do Conselho do Mosaico da Serra do Espinhaço: uma conquista do Parque Nacional da Serra da Gandarela

 

Realizado em dezembro passado, este foi o primeiro encontro do Mosaico Serra do Espinhaço – Quadrilátero Ferrífero (MG). O Mosaico foi criado por portaria do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), em 2018. Essa reunião foi o marco da retomada de sua implementação para que as Unidades de Conservação (UCs) possam planejar e executar ações em conjunto relativas a diversos temas, como restauração ambiental, proteção e conservação das águas e aquíferos, licenciamento ambiental, Manejo Integrado do Fogo, corredores ecológicos, educação ambiental, uso público em trilhas de longo curso como a Transgandarela e a Transespinhaço.

Em Minas restam poucos aquíferos preservados e um deles está na Serra do Gandarela. As rochas de minério de ferro guardam o que é um sistema natural de coleta lenta de água da chuva e aos pouquinhos filtram para o subsolo. O aquífero armazena água e depois doa, fazendo que brote em nascentes para abastecer os rios.

 

Para Tatiana Pereira, gestora do Parque Nacional da Serra do Gandarela, tornar o Mosaico atuante vai possibilitar que cerca de 30 unidades de conservação (UCs) trabalhem de forma integrada. “Isso fortalece a gestão e a conservação ambiental, pois os esforços que fazemos para proteger as águas em um parque se potencializam quando investidos de forma coordenada por tantos atores”, afirma.

 

PARQUE DA SERRA DA GANDARELA

O Parque Nacional da Serra do Gandarela tem riqueza diversa. Além do visual, apresentando exuberantes serras, rios e cachoeiras, o PARNA, criado em 13 de outubro de 2014, é uma importante área de conservação ambiental no coração do Quadrilátero Ferrífero e na porção sul da Cadeia do Espinhaço.

A vegetação é composta por um dos mais contínuos fragmentos de Mata Atlântica de Minas Gerais em transição com formações de Cerrado. O PARNA de Gandarela se destaca também por representar significativas áreas de recarga de aquíferos, com grande ocorrência de córregos e rios que drenam para as bacias dos rios Doce e das Velhas, tomando-se estratégico para o abastecimento presente e futuro da Região Metropolitana de Belo Horizonte.  Os amantes da natureza podem seguir trilhas que conduzem a lindas cachoeiras.

 

O PARNA de Gandarela se destaca por representar significativas áreas de recarga de aquíferos, com grande ocorrência de córregos e rios que drenam para as bacias dos rios Doce e das Velhas.

 

FICHA TÉCNICA DO GANDARELA

NOME DA UNIDADE: Parque Nacional da Serra do Gandarela
BIOMA: Mata Atlântica
ÁREA: 31.270,83 hectares
DIPLOMA LEGAL DE CRIAÇÃO: Decreto s/n de 13/10/2014
GERÊNCIA REGIONAL: GR5 Sul

ENDEREÇO: Rua Afonso Pena, s/n, Bairro Centro – Rio Acima/MG – CEP: 34300-000 – TELEFONE: (31) 3545-1883
E-MAIL: parna.gandarela@icmbio.gov.br

 

O Parque protege aquíferos e nascentes que abastecem a Região Metropolitana de Belo Horizonte

 

PRIMEIRO ENCONTRO DO MOSAICO

O encontro foi marcado por grande motivação de seus participantes para constituir o Conselho e implementar o Mosaico como agenda prioritária para 2026. Muitas das áreas protegidas presentes reivindicaram a sua inclusão dentre aquelas que já compõem o Mosaico oficialmente. E, apesar de ter sido esclarecido que tais UCs também poderão participar do Mosaico e de suas atividades, foi encaminhado que uma das primeiras ações após a constituição oficial do Conselho será uma recomendação para a atualização das UC que constituem o Mosaico.

Para além de representantes do Parque, participaram dezenas de UCs estaduais, municipais, além de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN), prefeituras municipais, instituições de ensino, pesquisa e extensão, comunidades, movimentos sociais, organizações não governamentais (ONGs) e empresas que atuam na região.

Tatiana enfatiza a alegria do Parque em ter mobilizado a primeira reunião do Mosaico, resultando em uma reunião com mais de 90 representantes de diversos setores. “O Mosaico certamente poderá contribuir para um avanço importante na gestão integrada de nossas áreas protegidas, o que já ocorre para o Manejo Integrado do Fogo, mas poderá ser aprimorado e feito em outras áreas”, indica.

 

MOSAICO SERRA DO ESPINHAÇO

 

O Mosaico contempla a porção sul da Serra do Espinhaço, região que coincide com o Quadrilátero Ferrífero. Os outros dois Mosaicos da Serra do Espinhaço reúnem UCs da porção média e norte mineira, englobando os Parques Nacionais da Serra do Cipó e das Sempre Vivas, respectivamente. Pode-se considerar que o Espinhaço começa na região metropolitana de Belo Horizonte e segue em direção à Bahia. “É um território com várias Unidades de Conservação que se sobrepõem ou estão próximas. Um processo de licenciamento ou mesmo um incêndio que impacta uma, afeta outras. Se elas têm um fórum para discutirem juntas essas questões, todas se fortalecem”, resume a gestora Tatiana Pereira.

 

TATIANA DESTACA OUTRAS CONQUISTAS

Outra conquista do Parque no último ano é em relação à decisão do Comitê da Bacia Hidrográfica (CBH) Rio das Velhas. Tatiana destaca que é o maior avanço desde a criação da Unidade de Conservação, em 2014. “A nova classificação assegura a conservação da qualidade das águas que o Parque Nacional da Serra do Gandarela foi criado para preservar”, explica. Algo de grande importância, pois algumas nascentes do Ribeirão da Prata estão fora dos limites do parque. Agora, esses cursos d’água não poderão sofrer qualquer impacto que altere suas condições naturais. O Ribeirão da Prata nasce na Serra do Gandarela, deságua no Rio das Velhas e, em conjunto com os demais aquíferos da região, é considerado a caixa d’água da região metropolitana de Belo Horizonte.

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NASCIMENTO DO LAGO PARANOÁ

O Lago Paranoá foi idealizado muito antes da construção de Brasília, tendo sua primeira proposta formalizada pelo botânico e paisagista francês Auguste François Marie Glaziou, paricipante da segunda Missão Cruls, em 1894.

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No seu relatório, Glaziou identificou uma depressão topográfica na região e sugeriu o represamento do rio Paranoá para criar uma bacia de água indispensável ao abastecimento da futura capital.

Glaziou escreveu: “Entre dois grandes chapadões na localidade pelos nomes de Gama e Paranoá, existe imensa planície em parte sujeita a ser coberta pelas águas da estação chuvosa (…) É fácil compreender que, fechando essa brecha com uma obra de arte – barragem (…)  formará um lago navegável em todos os sentidos, num comprimento de 20 a 25 quilômetros sobre uma largura de 16 a 18.”

O projeto do paisagista visava amenizar o clima seco do Planalto Central, garantir o fornecimento hídrico, gerar energia e proporcionar um elemento ornamental e de lazer para a população.

Em 1956, o plano de Glaziou foi incorporado e adaptado pela Novacap para compor o Edital do Concurso Nacional do Plano Piloto da Nova Capital do Brasil.

Em março de 1957, quando da abertura do Concurso, todos os 26 projetos constavam a construção do Lago Paranoá, como aconteceu com o projeto vencedor, do urbanista Lucio Costa.

 

O idealizador do Lago Paranoá foi o paisagista francês Auguste Glaziou, membro integrante da 2ª Missão Cruls. A construção da barragem se inicia em 1957, sob responsabilidade da empresa norte-americana Raymond Concrete Pile of Americas. O constante atraso nas obras fez com que JK mandasse rescindir o contrato com a Raymond e transferisse o comando da construção da barragem para as construtoras Camargo Corrêa, Rabelo, Rodobras, Geotec e Engenharia Civil e Portuária.

 

 

DESCRIÇÃO COMPLETA

 

Essa é a descrição completa feita por Auguste Glaziou, no relatório da Segunda Missão Cruls, em 1894, apontando a solução técnica para a construção do Lago Paranoá:

Entre os dois grandes chapadões conhecidos na localidade pelos nomes de Gama e Paranoá, existe uma imensa planície sujeita a ser coberta pelas águas da estação chuvosa: outrora era um lago devido à junção de diferentes cursos de água formando o Paranoá; o excedente desse lago, atravessando uma depressão do chapadão, acabou com o carrear dos saibros e mesmo das pedras grossas, por abrir nesse ponto uma brecha funda, de paredes quase verticais pela qual se precipitam hoje todas as águas dessas alturas. É fácil compreender que, fechando essa brecha com uma obra de arte (barragem) forçosamente a água tomará ao seu lugar primitivo e formará um lago navegável em todos os sentidos, num comprimento de 20 a 25 quilômetros sobre uma largura de 16 a 18.” 

 

 

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A MAGIA EM FLORES

A Cidade Canção primaverou-se!

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Nos anos 1970, ao entrar pela primeira vez na Catedral Metropolitana Basílica Menor de Nossa Senhora da Glória, em Maringá, fiquei muito impressionado. Trata-se de uma das mais altas e belas basílicas da América Latina. Depois, caminhando pelas ruas da cidade, a música “Maringá, Maringá” logo me veio à memória. Cidade e canção parecem feitas uma para a outra, unidas por melodia, harmonia e ritmo. Embora separadas por 15 anos de história, a obra musical do mineiro Joubert de Carvalho e o terceiro maior município do Paraná compartilham a mesma beleza e a mesma alma. Conheça a seguir como essa bonita sintonia moldou o destino urbano e social da cidade e da região.

 

MARINGÁ: A CIDADE E A CANÇÃO

“Maringá… Maringá”, a melodia, nasceu primeiro, em 1932. Quinze anos depois, em 10 de maio de 1947, era fundado o município paranaense. A obra-prima de Joubert Gontijo de Carvalho (1907–1977) surgiu após um diálogo marcante com o ex-governador da Paraíba, José Américo de Almeida, então ministro da Viação e Obras Públicas de Getúlio Vargas e autor do clássico literário “A Bagaceira” (1928). Quem fez a aproximação de José Américo de Almeida com o compositor foi Rui Carneiro (1906-1977), então oficial do gabinete do Ministério da Aviação, natural de Pombal, uma cidade centenária ao norte da Paraíba.

Rui Carneiro era jornalista e advogado, mais tarde foi deputado federal e senador pela Paraíba. Carneiro e José Américo relataram ao compositor o sofrimento do povo nordestino com a seca severa. E deram, como exemplo,  a cidade de Ingá, no agreste da Paraíba, a 100km de João Pessoa. Inspirado pelo relato, Joubert de Carvalho (mineiro de Uberaba) que já colecionava sucessos na voz de Carmen Miranda, como “Taí – Eu fiz tudo prá você gostar de mim”, criou uma personagem retirante fictícia chamada Maria. Da junção de “Maria de Ingá” surgiu o neologismo que batizou a música romântica e nostálgica. Mal sabia o compositor que aquele sucesso estrondoso seria o nome, 15 anos mais tarde, de uma das cidades mais prósperas do Sul do país e, ainda, lhe daria o nome de uma importante rua.

 

 

MARINGÁ: MODELO DE GESTÃO

Visão de presente e de futuro. Maringá saiu na frente, no Brasil, trazendo a sociedade civil organizada para participar no planejamento econômico sustentável da administração da cidade. Com o objetivo de propor ações efetivas para garantir o desenvolvimento sustentável de toda a região geoeconômica, proporcionando qualidade de vida e condições dignas aos cidadãos, em gestão compartilhada com o poder público, Maringá criou em 1996, o Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá – CODEM. O órgão nasceu com o Movimento Repensando Maringá. No cinquentenário de Maringá, em 1997, houve a posse dos primeiros conselheiro.

Ao longo dos anos, o CODEM não só se consolidou como referência em planejamento socioeconômico sustentável, sempre com a participação ativa da sociedade civil, entidades e lideranças locais, como serviu de exemplo para a criação de órgão similar em muitas cidades brasileiras.

Hoje, mais de 20 cidades brasileiras, inclusive Brasília, usam esse modelo de governança inspirado no modelo pioneiro do CODEM/CODESE de Maringá (PR), com o objetivo de planejar o crescimento urbano e socioeconômico sustentável da região para as próximas décadas.

 

SAIBA MAIS

Veja duas outras matérias:

1) O batismo e a

cronologia da criação e urbanização.

2) Como o modelo de gestão participativa levou

 o município de Maringá a bater recordes

de competitividade e de sustentabilidade.

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ERA UMA VEZ…

QUANDO NASCIA UM REI.

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Mais uma data cheia de uma lenda brasileira.
Neste 2026, fazem 70 anos da posse de JK na Presidência da República, em 31 de janeiro… 50 anos de sua morte em 22 de agosto… e, 70 anos do primeiro jogo oficial do Rei Pelé, então um menino de apenas 15 anos, como profissional do Santos.
Pelé, que completaria 16 anos em 23 de outubro de 1956, entrou no segundo tempo (no lugar de Del Vecchio) do jogo Santos 7 x 1 Corinthians de Santo André, fez gol aos 36 min do segundo tempo e ganhou seu primeiro troféu: a Taça Independência.
Daí para frente, o Edson virou DICO… que virou PELÉ… que reinventou o futebol e que parou guerras.
Recebi de um leitor de meu livro “DE CASACA E CHUTEIRAS – PELÉ-BRASÍLIA-JK – A ERA DOS GRANDES DRIBLES NA POLÍTICA, CULTURA E HISTÓRIA” o seguinte comentário sobre a polêmica quem foi maior: Pelé ou Maradona?
– “Pelé tornou o futebol mudialmente conhecido. Maradona ficou conhecido por causa do futebol”.
FOTOS: A súmula original com o registro do primeiro gol de Pelé integra o acervo do Museu de Santo André desde 2019. Ela registra a partida realizada em 7 de setembro de 1956 entre o Santos Futebol Clube e o Corinthians de Santo André no Estádio Américo Guazzeli.
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Reportagens

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