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Karol Ribeiro, da Agência Brasília | Edição: Paulo Soares
A governadora Celina Leão inaugurou, nesta terça-feira (31), a Escola Classe 401 do Itapoã Parque. A unidade recebeu investimento superior a R$ 9,4 milhões do Governo do Distrito Federal (GDF) e tem capacidade para atender cerca de 700 estudantes do ensino fundamental I, do 1º ao 5º ano, nos dois turnos. A entrega ocorreu em meio à presença do programa GDF na Sua Porta na região.
No evento, a chefe do Executivo destacou a construção de equipamentos públicos no Itapoã Parque — região que, desde 2019, concentra a maior parte dos imóveis entregues pelo GDF. “A gente entrega áreas habitacionais e entrega equipamentos também. [Tem] essa escola, um campo sintético, que ontem nós assinamos a ordem de serviço para a construção, uma unidade básica de saúde (UBS), que nós já estamos reformando aqui em frente… Então, a gente quer que a pessoa que vive aqui tenha todas as condições”, pontuou.
Já a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, ressaltou que esta é a segunda entrega de unidade escolar na região: “A gente está super feliz, porque é mais uma entrega para essa comunidade que ocupou esses espaços e que precisa de equipamentos públicos para atender as crianças, para que elas não precisem serem transportadas. Já fizemos a 502, agora a 401, e vamos ampliar. A gente precisa continuar construindo onde tem estudantes”.
Ambiente inclusivo
A EC 401 oferece turmas de educação infantil para crianças de 4 anos e do 1º ao 5º anos do ensino fundamental, abrangendo estudantes de 5 a 11 anos. Os alunos são beneficiados com duas refeições por turno, sendo café da manhã e almoço no matutino, e almoço e lanche no vespertino.
A diretora da escola, Jaqueline Barreto Franco, contou que a comunidade esperava muito por essa unidade. “Essa escola fica localizada aqui, mas atende não só o Itapoã Parque, atende as crianças do Paranoá, de núcleos rurais e as crianças de outras partes do Itapoã”, explicou.
“A escola é muito linda. Ela tem uma estrutura maravilhosa. As crianças são apaixonadas. Nós temos 16 salas de aulas, totalizando 32 turmas. Temos quadra, parquinho, laboratório de ciências, refeitório, sala de arte, sala sensorial. Temos uma escola sonhada pela comunidade e pelo corpo de professores também”, acrescentou a diretora.
A instituição fica na Avenida Itapoã Parque, Quadra 401 – AEl 03 e dispõe de 5.797,00 m² de área construída.
Investimento escolar
“Temos uma escola sonhada pela comunidade e pelo corpo de professores também”, destacou Jaqueline Barreto Franco, diretora da escola
A infraestrutura das escolas públicas do Distrito Federal ganhou papel central no acolhimento, na segurança e na qualidade do ensino de estudantes e profissionais da educação. Entre 2020 e 2025, o Governo do Distrito Federal, através da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), em parceria com a Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF), executou 14 unidades de ensino fundamental e médio da rede pública.
As unidades atendidas abrangem diferentes modelos educacionais. As escolas classe (ECs) são voltadas ao ensino fundamental I, do 1º ao 5º anos, enquanto os centros de ensino fundamental (CEFs) atendem ao fundamental II, do 6º ao 9º anos. Já os centros de ensino médio (CEMs) concentram os estudantes do ensino médio. Também integram a rede os centros educacionais (CEDs) e os centros de ensino médio integrados à educação profissional (Cemis). O investimento total nas obras somou R$ 106.075.565,38.
GDF na Sua Porta
Na segunda-feira (30), em sua primeira agenda após assumir oficialmente a chefia do Executivo do DF, a governadora Celina Leão lançou, no Itapoã, o programa GDF na Sua Porta, que ficará 15 dias em cada região administrativa, atendendo a demandas levantadas pela comunidade.
Durante o lançamento do programa, a governadora assinou 17 documentos, sendo 15 ordens de serviço para obras de zeladoria e infraestrutura no Itapoã. Nesta terça (31), na inauguração da escola, mais duas foram assinadas, ambas relativas ao transporte público: implantação e substituição de 22 abrigos de passageiros; e a ampliação de oferta de duas linhas de ônibus do sistema de transporte público coletivo na região administrativa.
O primeiro turno das eleições será realizado no dia 4 de outubro – Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Em 2026, os eleitores de todo o Brasil irão às urnas em um horário unificado: entre 8 e 17 horas, no horário de Brasília. Assim que acabar o horário de votação, os primeiros votos apurados para qualquer cargo em disputa já poderão ser divulgados.
A divulgação de todos os resultados ao mesmo tempo não era possível antes de 2022 (quando a unificação passou a valer), por conta dos fusos horários diferentes.
“Não podia divulgar os resultados para presidente da República, porque isso poderia, de alguma forma, influenciar o eleitor que ainda estava na fila. A gente divulgava o resultado de governadores e do Parlamento (deputados e senadores), mas não divulgava de presidente até dar 19 horas, pois eram 17 horas no Acre e no Amazonas”, explica o especialista em direito eleitoral Bruno Andrade.
Caminho do voto
Depois que todos os eleitores que estavam na fila terminam de votar, o presidente da mesa encerra a votação na urna eletrônica. A partir daí, a urna não recebe novos votos e são gerados os arquivos necessários para a apuração.
Para enviar os dados de totalização dos votos no sistema da Justiça Eleitoral, é usada a mídia de resultado. É como um pen drive protegido por travas eletrônicas de segurança que cada urna tem.
Próximas etapas
Depois da eleição, candidatos e partidos precisam apresentar à Justiça Eleitoral a prestação final das contas de campanha. Em 2026, o prazo termina em 3 de novembro para quem concorreu apenas no primeiro turno. Para os candidatos que disputarem o segundo turno, a prestação de contas referente aos dois turnos deverá ser apresentada até 14 de novembro.
Na diplomação, a pessoa eleita recebe o diploma, documento da Justiça Eleitoral que registra seu nome, o partido, federação ou coligação pela qual concorreu e o cargo para o qual foi eleita. No caso dos suplentes, o documento também informa a classificação.
Esse último dado é importante para os deputados porque os parlamentares não se elegem só pela maioria dos votos. São os partidos e as federações que ganham cadeiras na medida em que recebem mais votos dos eleitores em relação ao total de votos válidos.
“Essas cadeiras vão para os melhores colocados dentro do partido ou federação. Se os concorrentes identificarem algum problema nesse cálculo, podem entrar com um recurso depois da diplomação”, acrescenta.
Segundo o especialista, o diploma tem duas funções. A primeira é simbólica: formaliza o reconhecimento de que a pessoa foi eleita. A segunda é jurídica: a diplomação também serve como marco para prazos de questionamento do resultado eleitoral.
Candidaturas indeferidas
Segundo Bruno Andrade, quando o registro de uma candidatura está sub judice, há outro fator complicador. O candidato pode continuar na disputa enquanto essa situação permanecer. Se o eleito estiver com o registro indeferido, mesmo que a decisão ainda esteja sob recurso, ele não poderá ser diplomado.
“Nesse caso, assume o presidente da Câmara, no caso do presidente da República, e ou o presidente da Assembleia Legislativa Estadual, no caso de governador. Ele fica interinamente enquanto não resolve o problema. Se foi confirmado o indeferimento do processo, tem que ter nova eleição”, explica.
Posse
Se a diplomação acontecer com sucesso, a pessoa eleita pode tomar posse. A cerimônia é um rito obrigatório, que marca o início da atividade no cargo, embora eventuais processos eleitorais ainda possam continuar em tramitação.
“A partir desse exercício de mandato é que a pessoa vai poder tomar medidas como parlamentar. Pode participar de votações, ser escolhido representante da Maioria, da Minoria, compor bancada”, afirma Bruno Andrade.
“Com a posse é que a gente começa a ter esses atos de parlamentar efetivamente. Antes disso, ele tem a proteção enquanto parlamentar, porque já está diplomado, mas ainda não exerce efetivamente as tarefas de um parlamentar”, conclui.
Câncer infantojuvenil representa a primeira causa de morte por doença entre crianças e adolescentes de um a 19 anos no Brasil
A Câmara Legislativa realiza sessão solene na próxima segunda-feira (28) em alusão à campanha Setembro Dourado, dedicada às ações preventivas, educativas e de conscientização sobre o câncer infantojuvenil. De autoria do deputado Eduardo Pedrosa (União), o evento ocorrerá no Plenário, a partir das 19h, e contará com transmissão ao vivo pela TV Câmara Distrital.
De acordo com Eduardo Pedrosa, a solenidade “servirá como um fórum qualificado para debater gargalos no sistema de saúde do DF, dar visibilidade à causa, apoiar o trabalho das organizações da sociedade civil e impulsionar políticas públicas voltadas ao diagnóstico precoce, acolhimento e tratamento humanizado”.
Em seu requerimento, o parlamentar ressaltou que o câncer infantojuvenil representa a primeira causa de morte por doença entre crianças e adolescentes de um a 19 anos no Brasil. Segundo o parlamentar, as chances de cura podem superar 80% com o diagnóstico precoce e tratamento adequado. “O grande desafio reside no fato de que muitos sintomas se assemelham a doenças comuns da infância, o que frequentemente retarda o diagnóstico definitivo”, ressaltou.
A campanha Setembro Dourado visa informar a população sobre os principais sinais e sintomas da doença, além de incentivar a solidariedade às crianças, adolescentes e famílias que enfrentam essa jornada. Com ações educativas e de mobilização social realizadas ao longo do mês, contribui para ampliar o conhecimento sobre o tema e fortalecer a rede de apoio aos pacientes.
Os resultados preliminares do Censo Escolar da Educação Básica de 2026 estão disponíveis para conferência no painel de resultados no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Os resultados referem-se às matrículas presenciais efetivas na educação básica das redes estaduais e municipais de educação e estão apresentados em ordem alfabética dos estados.
Os responsáveis pelo envio dos dados têm agora 30 dias para corrigir erros, por meio do Sistema EducaCenso do Inep.
Cronograma
O cronograma prevê que no dia 11 de dezembro deverá ocorrer o envio dos dados finais homologados ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).
As informações são usadas no cálculo dos coeficientes de distribuição do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).
A divulgação dos resultados finais da primeira etapa, das sinopses estatísticas e dos demais estatísticas da Educação Básica está programada para 1º de fevereiro de 2027.
Situação dos alunos
Em 1º de fevereiro de 2027 tem início a segunda etapa do Censo Escolar da Educação Básica 2026, que trata da situação do aluno.
Nesta fase, o diretor ou responsável pela escola deverá coletar as informações sobre rendimento e movimento escolar daqueles estudantes que foram declarados na primeira etapa, incluindo dados de aprovação, reprovação, abandono e transferência.
O período de coleta termina no dia 12 de março de 2027.
E a partir de 1º de abril de 2027, as taxas preliminares de rendimento escolar e os relatórios por escola estarão disponíveis para conferência.
Os indicadores finais de rendimento escolar serão divulgados pelo Inep em 14 de maio de 2027.
Censo Escolar
Os dados no Censo Escolar servem para formulação, monitoramento e avaliação de políticas públicas educacionais, além de servir de referência para programas de financiamento e distribuição de recursos da educação.