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É preciso atenção para riscos de procedimentos estéticos invasivos em salões de beleza

Morte de mulher após procedimento irregular no DF reforça alerta para escolha adequada do estabelecimento e do profissional

 

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Agência Brasília | Edição: Vinicius Nader

As intervenções estéticas invasivas exigem atenção redobrada na escolha do estabelecimento e dos profissionais responsáveis pelo atendimento. Antes de realizar qualquer procedimento, é importante verificar se o local está devidamente licenciado e se o profissional tem habilitação para a atividade.

A morte recente de uma mulher após receber um procedimento injetável em um salão de beleza do Distrito Federal reforça esse cuidado. Durante vistoria realizada no endereço, auditores constataram que o local funcionava sem licença sanitária, não tinha responsável técnico habilitado e não atendia aos critérios exigidos para o manuseio de agulhas e substâncias biológicas.

Diretora da Vigilância Sanitária do DF, Márcia Olivé ressalta que existe uma confusão recorrente entre serviços de embelezamento e intervenções de saúde. Pela legislação federal, salões de beleza são enquadrados como atividade de médio risco (Cnae 9602-5/01). Isso significa que esses estabelecimentos podem funcionar sem vistoria sanitária prévia para atividades tradicionais, como cortes, penteados, escovas, tinturas e manicure, mas não estão autorizados a realizar procedimentos invasivos.

“A dispensa para serviços básicos não autoriza, sob nenhuma hipótese, práticas invasivas. Salões de beleza não têm infraestrutura sanitária nem autorização legal para manusear agulhas, aplicar injetáveis ou ministrar substâncias”, pontua a diretora.

Segundo Olivé, para oferecer qualquer procedimento com rompimento da barreira cutânea, o estabelecimento deve estar formalmente licenciado como serviço de saúde de alto risco.

 

Arte: Divulgação

Como checar regularidade e denunciar

Antes de realizar procedimentos estéticos invasivos, o consumidor deve verificar se a clínica de estética possui licenciamento sanitário de alto risco e se o documento está exposto em local visível. Também é importante confirmar a habilitação e o registro do profissional no respectivo conselho de classe.

Fiscalização

As ações fiscalizatórias no setor de estética têm sido ampliadas no Distrito Federal para coibir práticas clandestinas e procedimentos realizados em desacordo com as normas sanitárias.

Em 2025, foram realizadas 1.311 vistorias, que resultaram em 155 interdições, entre totais e parciais, e 957 ampolas de produtos injetáveis irregulares apreendidas. No período, foram registradas 129 manifestações na ouvidoria.

Em 2026, até o momento, foram realizadas 2.655 vistorias, com 125 interdições e a apreensão de 1.524 ampolas irregulares. A ouvidoria recebeu 149 manifestações relacionadas ao tema.

Denuncie

Irregularidades e estabelecimentos suspeitos podem ser denunciados anonimamente à Ouvidoria-Geral do Distrito Federal pelo telefone 162 ou pela plataforma Participa DF. As denúncias podem resultar em inspeções e outras medidas para proteção da saúde da população.

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Número de professores jovens cai 31% em dez anos, aponta pesquisa

Estudo aponta dificuldade de renovação do quadro do ensino médio

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Letycia Treitero Kawada – repórter da Agência Brasil

 

O número de professores do ensino médio com até 24 anos caiu 31,1% entre 2015 e 2025, enquanto o contingente de docentes com 60 anos ou mais aumentou 104,5% no período. Os dados fazem parte da segunda edição da pesquisa “Apagão dos Professores: o desafio da renovação dos professores no Brasil”, do Instituto Semesp, que aponta dificuldade crescente para a renovação do quadro docente da rede pública.

Segundo o instituto, o envelhecimento do quadro docente, com aumento da proporção de professores em idade mais próxima da aposentadoria, e a intensa contratação de docentes temporários e terceirizados são fatores que podem dificultar a renovação da rede pública. A entidade estima que, em 2040, deverá haver um professor de até 24 anos para cada seis docentes com 60 anos ou mais.

Os dados foram divulgados na manhã desta quarta-feira (16), no 28º Fórum Nacional do Ensino Superior Particular Brasileiro (FNESP), em São Paulo. Além de representantes do Semesp, participam do evento autoridades do Ministério da Educação (MEC), da Unesco e de outros países, como África do Sul, China, Colômbia e México.

Na comparação entre 2015 e 2025, a entidade constatou que o número de professores com até 24 anos encolheu de 17,3 mil para 11,9 mil. Já o contingente de profissionais com idade a partir de 60 anos mais que dobrou, passando de 18,2 mil para 37,3 mil.

Outra conclusão foi de que as contratações temporárias passaram de 146 mil para 205 mil, um crescimento equivalente a 40,4%. Os docentes com esse tipo de vínculo representavam 32,2% do quadro público e passaram a corresponder a 43,4%.

Por outro lado, o quantitativo de professores concursados, efetivos ou estáveis caiu de cerca de 305 mil para 255 mil. Em 2015, eles representavam 67,2% do quadro e, em 2025, passaram a corresponder a pouco mais da metade (54,1%).

Para projetar a capacidade de renovação do quadro docente diante das aposentadorias, o instituto criou um indicador próprio, chamado Taxa de Renovação Docente. Quanto menor o índice, maior a dificuldade de reposição dos profissionais.

Em 2015, havia praticamente um professor com até 24 anos para cada professor com 60 anos ou mais. passou a ser de aproximadamente um professor de até 24 anos para cada três com 60 anos ou mais, com a taxa caindo de 0,95 para 0,32. As menores taxas de renovação foram registradas em Geografia (0,216), História (0,234), Língua Portuguesa (0,240), Sociologia (0,263), Filosofia (0,274) e Artes (0,278).

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Exame auxilia diagnóstico de meningite bacteriana na rede pública

Teste é destinado a pacientes com suspeita da doença atendidos em unidades hospitalares do DF

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Agência Brasília | Edição: Chico Neto

 

Pacientes com suspeita de meningite bacteriana atendidos nas unidades hospitalares da rede pública de saúde do DF passam a contar com um novo recurso para auxiliar a investigação da doença: o exame de pesquisa de antígenos bacterianos no Líquido Cefalorraquidiano (LCR), que permite obter um resultado inicial com mais rapidez e de forma complementar.

Uma amostra do líquido cefalorraquidiano é suficiente para a análise que detecta antígenos | Foto: Divulgação

A análise de LCR é feita a partir de uma amostra do líquido cefalorraquidiano, também conhecido como líquor. O resultado auxilia os profissionais de saúde na investigação dos casos suspeitos, mas deve ser avaliado em conjunto com os sinais e sintomas apresentados pelo paciente e com outros exames laboratoriais.

O exame é solicitado pela própria equipe assistencial, de acordo com a avaliação clínica do paciente, e já está disponível em todas as unidades hospitalares da rede de saúde pública do DF. O novo teste não substitui métodos confirmatórios, como a cultura do LCR, mas amplia os recursos disponíveis para apoiar as equipes na investigação de casos de meningite bacteriana.

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Realizadores do Distrito Federal ratificam importância do Troféu Câmara Legislativa

Além do cineasta Rafael Lobo, diretor do longa-metragem “Mapas”, exibido na Mostra Brasília nesta quarta-feira (16), outros realizadores destacaram o papel do prêmio criado pela CLDF para o cinema do DF

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  Foto: João Pedro Carvalho/Agência CLDF De acordo com o diretor, Rafael Lobo, Mapas utiliza caminhos menos usuais para explorar e falar da Capital Federal “Este é o 30º ano do Troféu Câmara Legislativa, premiação muito importante para o cinema feito em Brasília”, comemorou o cineasta Rafael Lobo ao apresentar sua produção e a equipe que trabalhou no filme Mapas, na noite desta quarta-feira (16). O título é um dos quatro longas-metragens que, este ano, disputam o prêmio, criado há três décadas pela CLDF. Em 2026, o Troféu é concedido pela 28ª vez a produções brasilienses, durante o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Mapas, nas palavras de Lucas Gehre, que divide o roteiro com Lobo, “mostra caminhos menos usados para falar da Capital”. O diretor, por sua vez, externou “a felicidade de apresentar seu primeiro longa no Cine Brasília”, sede do festival, e evidenciou que a obra é resultado de projeto contemplado pelo Fundo de Apoio à Cultura (FAC). Rafael Lobo já havia vencido o Troféu Câmara Legislativa, na categoria melhor fotografia, em 2024, com o curta “Xarpi”. Devido à duração, Mapas teve sessão exclusiva na Mostra Brasília, espaço da programação oficial do festival no qual são exibidos os filmes do Distrito Federal que concorrem à premiação da CLDF. A Mostra Brasília prossegue nesta quinta-feira (17) e, no próximo sábado, serão conhecidos os vencedores na cerimônia de premiação do 59º Festival de Brasília. As exibições, com entrada franca, têm início às 18h na Sala Vladimir Carvalho do Cine Brasília. Às 19h45, no Complexo Cultural de Planaltina e na Universidade Católica de Brasília – Bloco G, em Taguatinga. Na tarde seguinte, há reprise no Cine Cultura Liberty Mall, às 15h. A partir das 21h15, os títulos em cartaz são colocados em debate no auditório do Cine Brasília. Caminhos para o audiovisual Na tarde de ontem, durante um encontro com o tema “Caminhos para o Audiovisual no DF”, foi destacado o papel do Troféu Câmara Legislativa no reconhecimento e incentivo aos realizadores locais. Vários cineastas brasilienses, muitos deles com filmes anteriormente premiados pela CLDF, participaram do debate, mediado por Tiago de Aragão, que codirigiu “A Câmara”, vencedor do prêmio de melhor longa-metragem pelo júri popular, em 2024. Diversos temas foram tratados: necessidade de fortalecimento do Conselho Consultivo do Audiovisual do Distrito Federal (Conciavi), aprimoramento de parceria com o Sebrae e capacitação permanente para profissionais do setor, entre outros. O evento, que contou com a participação de representações da Associação Brasiliense de Cinema e Vídeo (ABCV), Sebrae e Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF, fez parte da programação formativa do 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, que termina neste sábado. Marco Túlio Alencar – Agência CLDF
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